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domingo, 18 de agosto de 2024

VIRTUDES  MILITARES
. . . . . 
"Sendo a coragem a primeira das virtudes militares, o que se espera do chefe militar de um país democrático é a assunção plena das suas responsabilidades. Estas, numa situação extrema, poderão tornar indispensável o pedido de DEMISSÃO, acompanhado da pública defesa dos seus pontos de vista. Mas terá que ficar claro que esse gesto equivale ao tombar no campo de batalha e não a uma retirada sem glória".

(30MAR1997, Jornal de Notícias, David Martelo, Coronel, Ref.)

(sublinhados da minha responsabilidade)

António Cabral
Calm, ref.
(marrevoltado.blogspot.pt)

terça-feira, 18 de julho de 2023

MONUMENTO aos COMBATENTES do ULTRAMAR
A água em vez de transparente como em outras ocasiões observei estava com uma cor esquisita. Provavelmente não há €€€ para tratar daquilo. Lamentável.
António Cabral

segunda-feira, 27 de março de 2023

DEVER de TUTELA

Regulamento de Disciplina Militar

TÍTULO I - Princípios fundamentais

CAPÍTULO II - Deveres militares

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Artigo 15.º - Dever de tutela

O dever de tutela consiste em zelar pelos interesses dos subordinados e dar conhecimento, através da via hierárquica, dos problemas de que o militar tenha conhecimento e àqueles digam respeito.

António Cabral 
Calm, ref.
(marrevoltado.blogspot.pt)

segunda-feira, 26 de dezembro de 2022

MILITARES de ABRIL 74 - Condecorações
Numa cerimónia há dias, que seguiu idêntica de há meses, o Presidente da República condecorou mais oficiais dos vários com participação direta no 25 de Abril de 1974.

Não comento se as condecorações pecam por tardias, não faço qualquer juízo de valor sobre o que agora está e antes foi concretizado.

Nem escrevo estas breves palavras porque as circunstâncias da vida fizeram que a três dos agora condecorados me liga uma forte amizade.

O que esta cerimónia me leva a meditar é, mais uma vez, sobre: 
> a qualidade da comunicação social do nosso presente, 
> a consideração havida para com os militares portugueses, 
> que lugar efectivo tem o 25 de Abril de 1974 em cada um dos meus concidadãos.

Não explica tudo, mas é capaz de explicar muita coisa.

António Cabral

sábado, 24 de dezembro de 2022

HOSPITAL  DAS  FORÇAS  ARMADAS


Por baixo das indicações como as que se observam na fotografia, consta  que irão acrescentar:

Militares Portugueses, como sois os melhores dos melhores, tenham em mente que os melhores não adoecem.

Mas, se porventura adoecerem….não venham cá!

António Cabral
Calm, ref
(marrevoltado.blogspot.pt) 

terça-feira, 8 de novembro de 2022

Oh D. HELENA CARREIRAS….

Perguntas directas, semelhantes às que outros e outras têm colocado ao longo do tempo aos sucessivos responsáveis (???) do chamado ministério da Defesa Nacional que, na prática, é desde há décadas apenas o ministério da tropa.

Agora, com aquela que disseram ser a pessoa mais bem preparada de sempre para o cargo, iremos ou não continuar com o costume, isto é,  tiradas grandiloquentes e, tempos depois, realidades confrangedoras tão típicas destes e destas miseráveis aldrabões políticos?

António Cabral
Calm, ref
(marrevoltado.blogspot.pt)

quarta-feira, 16 de março de 2022

Guerra, Comentário, Análise, Dignidade

Como em tudo na vida, em todas as áreas das sociedades, em todos os relacionamentos entre seres humanos, há atitudes e posturas diversas, nomeadamente com dignidade ou sem ela, com rigor ou sem ele, com coerência ou sem ela.

Na vida, colocamo-nos sempre a jeito isto é, ao termos opinião, ao partilhá-la, submetemo-nos a contraditório. Assim deve ser.
Haverá quem ouça/ leia e pondere sem preconceitos, sem estar de pé atrás, concorde ou discorde com normalidade democrática. E há comportamentos contrários, de parcialidade, de incoerência.

Em democracia é sagrado, ouvir as opiniões de outrem, pode-se concordar ou discordar, pode-se argumentar, mas deve sempre respeitar-se as opiniões de cada um. Combatam-se as discordâncias com argumentação decente e rigorosa.

Se numa dada opinião, se numa dada análise, se num determinado comentário se colocarem inexatidões evidentes, se deturparem factos confirmados, se se deturpar grosseiramente a história, etc., naturalmente que elas poderão ser rebatidas com dureza.
Usando o coloquial, quem der o flanco sujeita-se, evidentemente. 

Vem isto a propósito dos infelizes tempos que vivemos, complexos, de enorme incerteza, trazendo com essa incerteza muita ansiedade, angústia, medo ou mesmo pior. Vivemos tempos trágicos e, creio, infelizmente o pior está para vir. Oxalá estivesse enganado.
Todas as pessoas tentam ser felizes. Portugueses, Russos, Americanos, Alemães, Ucranianos, etc.

Vem isto a propósito da inaceitável e ilegítima agressão da Rússia à Ucrânia. 
Vem isto a propósito de que me parece haver muitos a perder lucidez, a deixar-se dominar pelas emoções e comoções, a perder a imparcialidade, sobrepondo as suas inclinações pessoais à análise rigorosa. Constacto isto de todas as "bancadas".

Vem isto a propósito dos ataques que me parecem excessivos a que alguns são submetidos apenas por terem a veleidade de exprimir a sua opinião, apenas por terem a veleidade de comentar esta execrável e ilegítima guerra com base em duas coisas, nos conhecimentos /ferramentas/ doutrinas que aprenderam na profissão e têm a obrigação de conhecer com profundidade e utilizar com rigor, e na sua experiência profissional por esse mundo fora.

Vem isto também a propósito dos comentários de alguns militares/ oficiais em diferentes OCS sobre esta inaceitável guerra, sendo que alguns foram causticamente injuriados por alguns jornalistas. 
Não considero as opiniões desses jornalistas mais válidas que quaisquer comentadores sejam eles civis ou militares, e vice-versa
Todas respeito, leio todas as nacionais e internacionais de que me apercebo nas minhas pesquisas rotineiras e nos meus estudos, e sobre todas tenho concordâncias e tenho discordâncias. 

Todos têm as suas visões, com elas se concordando ou discordando. Tenho as minhas, sobre esta execrável e ilegítima guerra, sobre o meu país, sobre os problemas em sociedade, sobre o futuro. 
Tenho partilhado várias. Neste texto fica mais uma.

Uso sempre os mesmos critérios de apreciação, procuro ser imparcial, ser prudente, sou assertivo. Penso pela minha cabeça. 
Dispenso dualidades e maroscas e percebo bem onde alguns de todas as "bancadas" querem chegar. 
Felizmente, continuo a ter muito boa memória.

Respeito todas as visões e opiniões, mas não aceito que façam de mim tolo. 
Uma coisa é errar, outra completamente diferente é enganar os outros com falsidades e ausência de isenção, de imparcialidade. 
Em tudo procuro sempre perceber "a quem aproveita". 

Como outros, tento não errar, mas não receio o erro, pois estou sempre pronto a reconhece-lo, e a corrigi-lo. 
António Cabral
Contra-Almirante, reformado
(marrevoltado.blogspot.pt)

quinta-feira, 4 de novembro de 2021

" P E R S P E C T I V E S "

…."My last word to you, (faculty and students of the Naval War College) then, in these preliminary remarks, is to master, and keep track of, the great current events in history contemporary with yourself. Appreciate their meaning….the sphere of the navy is international solely. It is this which allies is so closely to that of the statesman. Aim to be yourselves statesmen as well seamen. The biography and history of our profession will give you glorious names who have been both. I trust the future may show many such among the sons of this college". (Alfred Thayer Mahan, 1898)

Li isto e outros textos em 1998. Particularmente ao reler esta tarde esta parte, dou comigo a pensar de novo em certas tiradas grandiloquentes do nosso momento contemporâneo e que por aí vejo ecoadas na comunicação social com tanto fervor e servilismo, sem um momento de pausa para meditarem no significado real por trás de certas campanhas e de certas "boutades". Enfim, é como estamos. 

António Cabral

Contra-Almirante, reformado

(marrevoltado.blogspot.pt)

sábado, 27 de fevereiro de 2021

CONDECORAÇÕES
Cerimónia de Imposição de condecorações a militares de abril de 1974
Fiquei a saber que vários militares foram condecorados pelo PR no dia de ontem. Admito que seja por uma enorme inabilidade e /ou distração da minha parte, mas não consegui, até agora, encontrar a lista completa dos condecorados, nem no sítio da Presidência, nem na Associação 25 de Abril, nem em jornais. Quanto aos OCS não me admira, tal a importância que dedicam aos militares, às sucessivas condecorações dos PR, e ao 25 de Abril.
Será que essa listagem está disponível algures?
António Cabral
cAlmirante, reformado
(marrevoltado.blogspot.pt)

Em tempo, 27FEV 2040h:
Via facebook, de um bom amigo, eis a lista que, opinião minha já indiciada em cima, deve fazer muita confusão aos OCS em geral, e a própria presidência da República além das fotografias bem os podia/ devia ter identificado:

Lista dos condecorados:

Coronel António Manuel Garcia Correia
Capitão-de-mar-e-guerra Agostinho Vidal de Pinho
Tenente-General Alexandre Maria de Castro Sousa Pinto
Coronel Aniceto Henrique Afonso
Capitão António Silva Fernandes
Tenente-General António Eduardo Domingos Mateus da Silva
Tenente-Coronel António Fernandes M. de Oliveira Torres
Tenente-General António Luís Ferreira Amaral
Coronel António Luís Nogueira de Albuquerque
Coronel António Manuel de Jesus Rosado da Luz
Coronel António Melo de Carvalho
Coronel Arnaldo Carvalhais Silveira Costeira
Coronel Artur José Vieira de Mendonça Carvalho
Coronel Artur Pita Alves
Coronel Boaventura José Martins Ferreira
Coronel Carlos Alberto Frias Barata
Furriel Miliciano Carlos Cedoura
Coronel Carlos Manuel Serpa de Matos Gomes
Coronel Carlos Manuel Veríssimo da Cruz
Tenente-General Carlos Maria de Azeredo Pinto Melo e Leme
Coronel Carmelino Monteiro Mesquita
Capitão Miliciano Christian Bastos Andersan
Aspirante Miliciano Fernando Carlos Cerqueira Gomes Sottomayor
1º Cabo José Alves Costa
Capitão Miliciano José Manuel Barroso
Capitão Miliciano Miguel Raimundo da Silva Amado
Capitão Miliciano Rocha Santos

terça-feira, 12 de maio de 2020

O FIM do UNIFORME de CADETE
"A Revista da Armada agora recebida traz um artigo sobre o novo Regulamento de Uniformes dos Militares da Marinha. Fazer alterações ao RUMM sempre foi um bico de obra, por mínimas que fossem. Esta parece ser uma grande revisão, e um detalhe que saltou à vista foi: Os cadetes da Escola Naval passam a usar os uniformes "3A" e "3B" com o mesmo corte e da mesma forma que a categoria de Oficial. Parece claro, acabou o uniforme de cadete! Porquê? Qual era o inconveniente? Incomodava quem? Neste desgraçado país as tradições acabam sempre por causa de alguns iluminados que pretendem ser modernos. O uniforme de cadete é bonito , tradicional e característico de uma Escola. Por isso se acaba.
P.S. Face a isto faz algum sentido ter um contingente de Fuzileiros com uniformes do século XVIII ?

O texto supra é da autoria do VAlmirante Nuno F. Barbosa e é retirado com a devida vénia do blogue que é casa do curso a que ele pertence - “Água aberta.....no oceano”.
Manifesto a minha concordância atrevendo-me a sublinhar a amarelo partes desse texto porque, de facto, parece-me que alguma coisa não faz qualquer sentido. É como estamos.
António Cabral
CAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos - marrevoltado.blogspot.pt)

segunda-feira, 4 de maio de 2020

A PROPÓSITO das FORÇAS ARMADAS

Em 16 de Outubro de 2018 coloquei um post na sequência da tomada de posse do actualmente designado Ministro da Defesa Nacional.

Nele fiz referências a alguns aspectos publicados em OCS que, respeitando naturalmente essas afirmações, a mim me pareceram quase de anedotário piroso. Por exemplo, a tal história Dr e diplomata quando, penso não estar errado, o senhor não é diplomata de carreira, o que não é desonroso pelo contrário, apenas  elucida melhor a sua carreira.
Nesse texto de opinião interrogava-me sobre a sorte das FA em 40 anos ou pouco mais terem sido sempre tutelados por Drs, sobre o que transparecia de discursos e portanto mais uma vez parecendo - agora é que vai ser, tudo resolvido !! Tancos, orçamento, apetrechamento, hospital das FA, recrutamento, vencimentos, LPM.
Depois, atrevi-me até a deixar a sugestão para que Drs e jornalistas lessem com atenção a CRP, as leis todas enformando a instituição militar e os militares, e percebessem de uma vez por todas o que é a condição militar, e que os militares  são servidores do Estado  e não funcionários públicos. 
Tenho andado a ver das evoluções dos diferentes assuntos que citei/ cito.
Estou esclarecido.
Acrescento, parece que com a aflição do presente, repito PARECE, que as luminárias se terão apercebido que seria recomendável não dar cabo de mais estruturas e infra-estruturas militares. PARECE.
António Cabral
cAlmirante, reformado
(chapéus há muitos - marrevoltado.blogspot.pt)

quinta-feira, 24 de outubro de 2019

CONFIRMEI,.... NÃO HÁ ALTERAÇÕES.....
Já não me espanto com praticamente nada.
Puxei da memória e "vasculhei" anos de experiência a lidar com, legislação militar, estatutos, cerimónias militares, protocolo, honras, etc.
Mas à cautela fui consultar o Estatuto dos Militares das Forças Armadas e o Regulamento de Continências e Honras Militares.
Estou mais descansado, não houve alterações, mantém-se o que eu sabia quanto, a honras, protocolo, deveres dos militares.
António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)

segunda-feira, 21 de outubro de 2019

XXII Governo Constitucional

De acordo com o que se vê na página da Presidência da República, o futuro governo ficou constituído, e tomará posse em breve.
Entre as várias coisas muito curiosas, para mim naturalmente, é a da criação de um senhor secretário de estado para tomar conta dos recursos humanos no formalmente designado ministério da defesa nacional.
Ah, e tomar conta também dos antigos combatentes.
Agora sim, agora é que vai ser!!
Pela minha parte, como antigo combatente (29OUT1971-28JUL1973, Guiné) muito mas muito obrigadinho.

António Cabral
cAlmirante, reformado

(Chapéus há muitos)

domingo, 18 de novembro de 2018

AINDA VAI HAVENDO QUEM OS LEMBRE, e RESPEITE
António Cabral
cAlmirante, reformado

terça-feira, 18 de setembro de 2018

PIADOLAS ANTIGAS
António Cabral
cAlmirante, reformado
(chapeus ha muitos)

terça-feira, 7 de novembro de 2017

PROMOÇÕES NAS FORÇAS ARMADAS
O assunto "promoções" nas FA é um daqueles que mais devia fazer pensar os sucessivos comandantes supremos das FA e alguns dos sucessivos chefes militares. Talvez até corar?
Comecei a interessar-me por acompanhar os DR desde o princípio dos anos 80 do século passado. Altura em que alguns evidenciaram uma certa animosidade para com os oficiais que, como eu, mostravam interesse na consulta deste importante documento da vida nacional. E consultei sempre, e consulto via NET.
Da minha experiência de carreira retiro a noção, clara, de que a maioria dos camaradas de armas pouco ou nada ligava aos DR. Recordo como eles passavam num ápice pela maioria das secretárias.
Talvez na actualidade as coisas estejam diferentes. Oxalá.
Por isso não trago o DR para este blogue nem para o meu. 
No caso do "O Navio...Desarmado", o sr Almirante Nunes da Silva é nesta matéria de DR, e não só, um notável exemplo a seguir.
Porque ficaria extenso acrescentar mais um comentário ao post do Sr Almirante acerca do assunto em apreço, deixo aqui, a título excepcional, o texto integral do despacho ministerial conjunto, de 25 de Outubro passado e publicado hoje na folha oficial.
Reproduzo, quase sem comentários, com bolds a vermelho, para com a devida vénia complementar a justa chamada de atenção do Alm Nunes da Silva para este escandaloso processo/ assunto. 
Para eventual reflexão, deixo ao eventual interesse de outrem pensarem nas questões de quadros, imaginar que não se poderá promover um militar que tenha vaga porque por exemplo alguém passou à reserva, massa salarial para pessoal, eventuais necessidades de cortar na massa salarial para operações e manutenção. Os sucessivos textos produzidos pela AOFA são também um bom utensílio para uma necessária reflexão quanto ao ponto a que se chegou.
Já agora, atente-se no tempo que vai de 25 de Janeiro a 25 de Outubro.

António Cabral
cAlmirante, reformado
(autor do blogue "Chapéus há muitos)


Despacho n.º 9684/2017
Diário da República n.º 214/2017, Série II de 2017-11-07

• Data de Publicação:2017-11-07

• Tipo de Diploma:Despacho

• Número:9684/2017

• Emissor: Finanças e Defesa Nacional - Gabinetes dos Ministros das Finanças e da Defesa Nacional

• Páginas:25030 - 25030

• Parte:C - Governo e Administração direta e indireta do Estado

• SUMÁRIO
Promoções dos Militares das Forças Armadas para o ano de 2017


• TEXTO
Despacho n.º 9684/2017

Considerando que o n.º 1 do artigo 19.º da Lei do Orçamento do Estado para 2017, aprovada pela Lei n.º 42/2016, de 28 de dezembro, prorrogou, durante o ano de 2017 e como medida de equilíbrio orçamental, os efeitos do artigo 38.º da Lei n.º 82-B/2014, de 31 de dezembro;

Considerando que os n.os 7 e 8 do artigo 38.º da Lei n.º 82-B/2014, de 31 de dezembro, estabelecem um regime que permite a ocorrência de promoções de militares das Forças Armadas e de pessoal militarizado, desde que reunido um conjunto rigoroso de requisitos cumulativos;

Considerando que a concretização das promoções depende, nos termos do n.º 8 do artigo 38.º da aludida Lei, da especial fundamentação da sua necessidade pelos três ramos das Forças Armadas, por referência à verificação cumulativa dos requisitos previstos nesta disposição legal;

Atento que, nos termos da alínea b) do n.º 8 do artigo 38.º da Lei n.º 82-B/2014, de 31 de dezembro, da concretização das promoções não pode resultar aumento da despesa com pessoal nas Forças Armadas;

Considerando que as referidas promoções devem respeitar escrupulosamente os quantitativos fixados no Decreto-Lei n.º 84/2016, de 21 de dezembro;

Considerando ainda que os três ramos das Forças Armadas apresentaram um conjunto de quadros anexos ao Memorando n.º 1/CCEM/2017, de 25 de janeiro, do Conselho de Chefes de Estado-Maior, que justificam a necessidade de promoções sem aumento da despesa global com pessoal;

Considerando ainda os ajustamentos ao plano de promoções constantes do Memorando n.º 6/CCEM/2017, de 27 de julho, e do Memorando n.º 7/CCEM/2017, de 24 de outubro;

Considerando ainda que os efeitos remuneratórios das promoções produzem efeitos no dia seguinte à publicação do respetivo despacho de promoção;

Nos termos do previsto no n.º 9 do artigo 38.º da Lei n.º 82-B/2014, de 31 de dezembro, conjugado com o disposto no artigo 19.º da Lei do Orçamento do Estado para 2017, aprovada pela Lei n.º 42/2016, de 28 de dezembro, determina-se o seguinte:

1 - São autorizadas as promoções, no ano de 2017, de militares das Forças Armadas e de pessoal militarizado constantes do Memorando n.º 1/CCEM/2017, de 25 de janeiro, do Conselho de Chefes de Estado-Maior, com os ajustamentos introduzidos pelo Memorando n.º 6/CCEM/2017, de 27 de julho, e pelo Memorando n.º 7/CCEM/2017, de 24 de outubro.

2 - As promoções referidas devem ocorrer no estrito cumprimento dos termos e limites constantes dos quadros anexos aos Memorandos supramencionados.

3 - O ato concreto que determine a promoção de cada militar ou elemento de pessoal militarizado, deve conter a fundamentação que demonstre a verificação dos pressupostos dos n.os 7 e 8 do artigo 38.º da Lei n.º 82-B/2014, de 31 de dezembro, designadamente a imprescindibilidade da designação para o cargo ou exercício de funções, bem como a inexistência de outra forma de assegurar o exercício das funções cometidas e a impossibilidade de continuidade do exercício das mesmas pelo anterior titular.

4 - As despesas decorrentes das promoções serão integralmente suportadas pelos montantes disponibilizados aos ramos das Forças Armadas pelo Orçamento de Estado de 2017, sendo a sustentabilidade futura da despesa assegurada pela compensação integral através da redução estrutural e permanente dos encargos com pessoal.

5 - O acompanhamento e supervisão da execução orçamental relativa às promoções, a ocorrer nos termos referidos nos números anteriores são assegurados, pela Secretaria-Geral do Ministério da Defesa Nacional e pela Inspeção-Geral de Finanças.

6 - O presente despacho produz efeitos a partir do dia da sua publicação.

25 de outubro de 2017. - O Ministro das Finanças, Mário José Gomes de Freitas Centeno. - O Ministro da Defesa Nacional, José Alberto de Azeredo Ferreira Lopes.

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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Uma POSIÇÃO da AOFA
Na presunção de que muitos não terão lido, deixo aqui, sem comentários, um comunicado da AOFA de 19 de Fevereiro.

António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)



COMUNICADO da AOFA 
AS INTERROGAÇÕES NECESSÁRIAS
Perante as recentes notícias de turbulência administrativa nas Forças Armadas mostra-se relevante e importante efetuar algumas reflexões sobre o ambiente que nelas se vive. 
Os casos noticiados, exemplares pela sua dinâmica objetiva, colocam a todos os que servem Portugal vivendo a Condição Militar, um conjunto de importantes questões profissionais entre as quais avultam as seguintes: 
Estará a minha carreira sujeita à subjetividade e poder arbitrário de alguém? 
Existe a forte probabilidade de assim poderem ou tentarem liquidar a minha carreira? 
É para isto que servem as leis militares que entretanto foram alteradas e aprovadas: EMFAR; RDM; RAMMFA; Portaria de Abate aos Quadros Permanentes? Criação da Carreira Horizontal? A aplicação do regime geral do cálculo de pensões e reforma? 
A questão de fundo não é restrita ao conteúdo legal. 
É um dado assente que também no direito administrativo militar todas as decisões têm de ser claras, fundamentadas e tomadas no tempo devido. 
A questão de fundo assenta no plano mais profundo dos valores éticos que orientam a Condição Militar. 

Neste quadro a questão que se coloca é: Também na Instituição Militar já passou a “valer tudo”? 
Evoluindo para as causas deste questionamento, encontra-se outra pergunta: não terão sido cedidas condições para que o exercício do poder e do comando se sujeitem a que cada vez mais casos destes aconteçam? 
Quando cada vez mais a Política de Defesa Nacional é dirigida em função da apetência de certo poder político, de certos negócios, de certas fações do arco governativo que pretendem usar a Instituição Militar para fins estranhos à sua soberana função, e dela “alimentar-se” por vezes sem visibilidade e “ruído”, não foi deliberada e intencionalmente criada essa cultura do “vale tudo” para dela tirar partido culpando as suas vitimas? 
Enquanto Oficiais e Militares, teremos razões acrescidas para preocupação e dúvida sobre se ainda existe um válido e saudável exercício do “dever de tutela” aos mais altos níveis políticos e político-militares? Será o “vale tudo” o valor que melhor defende os interesses nacionais e da Condição Militar?
Oeiras, 19 de fevereiro de 2017
O Presidente
António Augusto Proença da Costa Mota, Tenente-coronel

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

POR AÍ

António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)

sábado, 4 de fevereiro de 2017

POR AÍ

António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)

domingo, 1 de janeiro de 2017

MEMÓRIAS
Todos temos memórias, umas boas, outras assim assim, várias más. Todos certamente nos lembramos de coisas passadas nos tempos da nossa meninice.
Olho para o presente, para o Portugal contemporâneo, para o que se vai passando dentro das Forças Armadas, para o tratamento lamentável que prosseguem dando aos militares, e questiono-me.
Longe vão os tempos em que havia alguma ponderação relativamente a certos aspectos da vida dos cidadãos.
Se no passado mais longínquo existiram atrasos, pouco desenvolvimento, exploração, desigualdades gritantes, falta de liberdade, a verdade é que também havia quem tivesse consciência cívica, e preocupações com o seu semelhante.
Muitas décadas atrás, e sei concretamente do que falo, um jovem médico no interior Beirão teve que sair da cidade de distrito pois com dois filhotes e mulher o sustento da casa estava a ser menos fácil, dado que as borlas era constantes.
Além de outras decisões, quem não tinha rádio não pagava nada. Quem já tinha, pagava a consulta.
Alguns anos mais tarde, o critério evoluiu, quem tinha carro pagava, quem tinha carroça ou galera ou não pagava ou quase não lhe levava escudo algum.
Tempos, memórias.

António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)