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sábado, 25 de novembro de 2023

POIS. . . .

Deve ter sido nisto em que se inspiraram para o que se vai vendo.

António Cabral
Calm, ref
(marrevoltado.blogspot.pt)

quarta-feira, 19 de julho de 2023

FORÇAS  ARMADAS (FA)
Saídas Extemporâneas da Marinha.

Mão amiga fez-me chegar um documento que reputo de interessante. Numa outra perspectiva, a daqueles que como eu entendem que Portugal deve ter FA, o documento é, por um lado, sintomático e esclarecedor sobre a competência/ sentido de Estado/ sentido das responsabilidades da esmagadora maioria dos titulares de Órgãos de Soberania e concretamente os sucessivos PM e governos, os sucessivos deputados e os sucessivos Presidentes da Republica (PR).

Por outro lado, é muito preocupante e esclarecedor quando ao trágico caminho em direcção ao desastre. 

Quanto a PR, que por inerência e definição Constitucional é Comandante Supremo das Forças Armadas (CSFA), então com o actual inquilino em Belém é cada vez mais  irrelevante e um verdadeiro Comandante Superficial das Forças Armadas (CSFA).  

O documento a que me refiro é um relatório com data de Abril passado sobre as saídas extemporâneas da Marinha durante o ano de 2022. O que o relatório mostra só será surpresa para os incautos, ingénuos, ignorantes, irresponsáveis e inocentes

O documento é minucioso, revela uma imagem negra sobre os recursos humanos na Marinha (certamente não muito diferente no Exército e Força Aérea), evidencia uma crescente degradação relativamente a anos anteriores (sobre este tema há relatórios desde 2017).

Conclusões principais, razões para as crescentes saídas extemporâneas da Marinha:

- o número de saídas em 2022 mais que duplicou a média dos últimos 4 anos,

- baixas remunerações e vencimentos, cerca de 65,5% dos casos,

- procura de oportunidade profissional mais vantajosa, o que muito tem a ver com aspectos remuneratórios,

- procura de maior valorização, realização e estabilidade, o que também tem em parte a ver com aspectos remuneratórios, 

- demora na progressão na carreira,

- difícil conciliação entre trabalho e família.

Deste documento ressalta também, se li bem, que a Marinha estará há algum tempo a ver se no seu âmbito consegue atenuar o problema através de medidas que designa por "mitigação" a saber, apoio ao alojamento e habitação, apoio em creche para filhos de militares, diminuição da formação inicial para mais rapidamente poderem embarcar.

Sobre este relatório, em 2 de Junho passado, o Almirante Gouveia e Melo que é o actual chefe da Marinha (CEMA-Chefe do Estado-Maior da Armada) exarou o seguinte:

Visto com preocupação.
Continuar a seguir e procurar novas estratégias de mitigação.
Dar conhecimento deste relatório à Defesa.

Interessado que sou como cidadão e entendendo que Portugal deve ter FA e, particularmente, Marinha e Força Aérea com meios adequados às responsabilidade do país designadamente no que se refere à brutal massa oceânica sobre a qual tem jurisdição, este documento dá uma imagem desgraçada sobre o Estado, sobre o estado a que chegámos, e tudo indica prosseguirá para pior. Apesar das patéticas e constantes loas sobre Mar e FA, o que começa a raiar o insuportável.

Que dizer sobre o que está à vista e que os responsáveis pela governança e pelo regular funcionamento das instituições fingem sistematicamente que não há problema especial?

Acrescento apenas isto:

1º - a responsabilidade do caos e desgraça em que estamos é dos sucessivos titulares de órgãos de soberania, agravando-se decisivamente desde 2017,

2º - algumas chefias militares não estão isentas de responsabilidades, e a isto não deve ser alheia a crescente politização da escolha das chefias militares desde 1994 quando no final do Cavaquistão alteraram a lei pertinente, 

3º - podem tentar mitigar o que quiserem, serão acções sem eco, pois as remunerações e vencimentos dependem do poder político tal como os estatutos e o poder político não tem coerência nem honestidade intelectual para acabar com as FA como certamente desejaria, pelo que estrangula financeiramente  o pouco que existe, e algo me diz que a I República tem servido de exemplo para esta gentalha actual.

Em síntese, isto não tem concerto. Verem a situação com preocupação ajuda ZERO. 

António Cabral
Calm, ref
(marrevoltado.blogspot.pt)

quinta-feira, 4 de maio de 2023

NÃO TENHO BOLA DE CRISTAL
Não tenho poderes de adivinhação.
Não faço ideia do que é que o irritado Marcelo irá dizer, ou aclarar, ou comentar às 2000 horas de hoje.
Algumas coisas sei pois estão descritas na CRP.

O Governo, qualquer que seja a sua cor partidária, é o órgão de condução da política geral do país (Art.182º).

As funções de um Primeiro-Ministro iniciam-se com a sua posse e cessam com a sua exoneração pelo Presidente da República (nº 1 do Art.186º).

O Primeiro-Ministro é nomeado pelo PR, ouvindo os partidos representados na AR e tendo em conta os resultados eleitorais.
Os restantes membros do Governo são nomeados pelo PR, sob proposta do PM (Art. 187º)

O Primeiro-Ministro é responsável perante o PR, no âmbito da responsabilidade política do Governo, perante a AR.
Os restantes membros do Governo são responsáveis perante o PM (Art. 191º)

O Presidente da República só pode demitir o Governo quando tal se torne necessário para assegurar o regular funcionamento das instituições democráticas, ouvido o Conselho de Estado (nº 2 do Art. 195º).

O Presidente da República tem competência para dissolver a AR, ouvindo os partidos nela representados e o Conselho de Estado (alínea e) do Art. 133º); está impedido de o fazer durante estados de sítio ou de emergência, e seis meses depois da sua eleição ou seis meses antes de terminar o seu mandato.

Disto recordado resulta óbvio o que ele não pode fazer, de imediato.

Mas pode, por exemplo, hoje à noite, tecer duras críticas ao governo.
Bem, mas se o fizer, eu serei dos primeiros a recordar - mas então não tem estado de acordo com praticamente tudo?

Pode, por exemplo puxar dos galões e suscitar a atenção do povo para o que vai estando mal . . . . mas . . . . 

Pode, por exemplo, não dizer quase nada hoje mas anunciar que convocará a curto prazo os partidos na AR e depois o Conselho de Estado, para avaliar se as instituições estão a funcionar regularmente, e se se considera ou não haver crise política, etc.

Aguardemos. 
Termino estas linhas quando passam poucos minutos das 1930 horas.
António Cabral

sexta-feira, 24 de março de 2023

PARA LÁ da BORRASCA RECENTE . . . . 

Para lá da recente borrasca na Marinha, e porque nos últimos tempos tem havido muitas declarações de várias criaturas, muita pompa acerca do futuro Conceito Estratégico de Defesa Nacional, há tempos que ando a ler muita coisa: livros, entrevistas antigas algumas mesmo muito antigas, legislação militar, etc. 

Ontem reli o artigo supra, do Expresso de 17 de Junho de 2022,
e este em baixo, de 28 de Outubro também de 2022.
Neste, escrevi na altura - certos jornalistas fazem lembrar metralhadoras, escrevem sobre um dado tema mas aproveitam para matar mais coelhos - e é delicioso reler agora, quando se tem passado o que se sabe, e para novo CEMGFA (Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas) afinal Costa e Marcelo quiseram o general chefe do Exército. Um dos que não fala para as FA e ao mesmo tempo para o país.

Pois neste artigo de Outubro do ano passado, o jornalista citava entre muitas outras coisas sobre o actual chefe da Marinha - que o próprio terá já terá feito chegar a António Costa o recado de que gostaria de continuar a desenvolver o seu trabalho para "revolucionar" a Marinha
 Uma das delícias deste artigo de Outubro é a citação de um general sobre Gouveia e Melo.

Mas a propósito de Marinha e o empenho em revolucioná-la, no bom sentido, naturalmente, os problemas na Marinha não começaram com o actual chefe (como aliás nos outros dois Ramos das FA, nem com o chefe da Força Aérea nem com o general do Exército que agora é CEMGFA), e o que se passou há dias na Madeira é certamente um indício dos muitos problemas. Um mau indício. Na sequência da bronca na Madeira, com o patrulha Mondego, a Marinha reconheceu formalmente que anda há bastante tempo em - modo degradado! Mas, é bom reafirmar, um intolerável acto de indisciplina.

Ora pode falar-se para a Marinha em público considerando que se fala para o país também, como se viu há dias, ou pode falar-se só para a Marinha dentro de portas, nomeadamente de viva voz para todas as chefias superiores e intermédias.

Neste caso, mesmo sendo dentro de portas, convirá que se seja cuidadoso e e rigoroso, e se tenha a noção exacta de que em política é que fazem promessas que sabem não cumprirão em grande parte.

Eu, que muito pouco ou quase nada sei destas coisas, tenho como meu melhor amigo militar um almirante reformado e calejado, que ao longo da vida me tem contado muita coisa da sua longa carreira, da sua experiência nacional e internacional. Tenho sempre presente o que com ele aprendi sobre a Marinha, as Forças Armadas, a Defesa Nacional e sobre a NATO e as Marinhas de países amigos e aliados.

E baseando-me no meu amigo:
> nenhum chefe militar, por si só, conseguirá alguma vez inverter a situação grave relativa a pessoal,

> nenhum chefe militar, por si só, conseguirá melhorar o recrutamento, ou a seleção de pessoal, menos ainda resolver a questão da retenção de pessoal nas fileiras, se o governo nada alterar na situação presente que conduz, por exemplo na Marinha, a uma perda de pessoal na média de 1,3 homem por dia,

> nenhum chefe militar pode, por si só, alterar gratificações, suplementos, vencimentos, uma competência exclusiva do governo, pelo que quem eventualmente prometa que tudo isso vai ser em breve alterado só pode estar a gozar com quem trabalha, como diz Ricardo Araújo Pereira, 

> eventuais desejos de alterações de carreiras dependem naturalmente de alterações de estatutos, coisa que tem de ir aos poderes executivo e legislativo,

> o governo prometeu agora, repito, prometeu agora, entregar uma tranche anual (durante 3 anos) de 13 milhões de euros para manutenção de navios, verba que, parecendo muito, se afigura relativamente escassa para a dimensão dos problemas que publicamente se conhecem, quanto mais para os que se desconhecem e devem ser muitos e graves, 

> em 2004 havia quem sonhasse que os estaleiros de Viana do Castelo iriam dar cumprimento a um plano de construção de dez patrulhas oceânicos mas, como se sabe, esse plano nunca foi cumprido, está longe de ser cumprido, e sendo agora os estaleiros privados os negócios tratam-se de forma diferente,

> sobre os estaleiros em Viana do Castelo, não será despiciendo dizer que os sonhos de que lá se construa a oitava maravilha da construção naval, inexistente em qualquer outra parte do mundo, relevam de delírio genuíno,

pelo que . . . . . vou aguardar novos desenvolvimentos, esperando que se apaguem objectivos outros que não os das FA e particularmente os da Marinha nacional.

António Cabral 
Calm, ref
(marrevoltado.blogspot.pt)

Ps: tenham um bom fim de semana. Saúde.

terça-feira, 8 de novembro de 2022

Oh D. HELENA CARREIRAS….

Perguntas directas, semelhantes às que outros e outras têm colocado ao longo do tempo aos sucessivos responsáveis (???) do chamado ministério da Defesa Nacional que, na prática, é desde há décadas apenas o ministério da tropa.

Agora, com aquela que disseram ser a pessoa mais bem preparada de sempre para o cargo, iremos ou não continuar com o costume, isto é,  tiradas grandiloquentes e, tempos depois, realidades confrangedoras tão típicas destes e destas miseráveis aldrabões políticos?

António Cabral
Calm, ref
(marrevoltado.blogspot.pt)

quarta-feira, 19 de outubro de 2022

DIZEM que a HISTÓRIA NÃO se REPETE

Dizem, mas, acontecem coisas esquisitas ou parecidas?

Bem, a cada um a sua opinião.

António Cabral
Calm, ref
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domingo, 17 de julho de 2022

A  PROPÓSITO

Quando me chamaram à atenção para esta notícia, lembrei-me da defensora da teoria das competências.

Em tempo: ver o anúncio de procedimento  7948/ 2022/ 24Junho
António Cabral

Calm, ref
(marrevoltado.blogspot.pt)

sábado, 25 de junho de 2022

PINDÉRICOS  e  em  BICOS  de  PÉS

"Portugal sem dinheiro para enviar armas a Kiev"
Ainda não parei de rir. 
Terá sido por causa deste tipo de coisas, que Zelensky se fartou de promessas e vai substituir a embaixadora?
Lê-se por aí - " Os tanques (tanques, quais tanques, seus jornalistas ignorantes?portugueses já estão prontos para seguir para a Ucrânia, mas falta o dinheiro para o transporte. O Exército está de tanga e não tem verba para nada. Espera-se que os ingleses possam dar uma ajuda".

António Cabral
Calm, ref
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sexta-feira, 13 de agosto de 2021

R E C O N H E C I M E N T O......

No passado dia 28 de Junho publiquei o que coloco em baixo, na sequência de ter recebido o "Cartão de Antigo Combatente". Como subtítulo está inscrito no cartão - "Titular de Reconhecimento da Nação".

Esperei até meados deste mês para ir averiguar se, o que está no verso do cartão e nas tretas inscritas da carta correspondiam já à realidade.

Telefonei para um dos grandes hospitais públicos e, depois de muita espera, lá consegui saber que não têm indicações/ orientações sobre o assunto.

Tratei de ir ver do passe intermodal e........ fiquei ciente. 

Ainda não tive oportunidade de ir a um museu ou a um dos monumentos nacionais para, quase de certeza, ter a confirmação daquilo que há muito sei: esta gentinha que nos pastoreia não tem vergonha nenhuma na cara.

E estou certo que o sr Cravinho MDN, mais os seus ajudantes directos, civis e militares, no estafante afã de em tudo mandarem, ainda não tiveram tempo para esclarecer e responder aos inúmeros, memorandos, cartas e ofícios que, estou seguro, há meses receberam de, Marcelo Rebelo de Sousa (na sua dupla qualidade de PR e Comandante Supremo das Forças Armadas), Ferro Rodrigues, do  presidente da comissão parlamentar de defesa, do secretário-geral do PS, do PSD, do PCP, do CDS, do BE, do PAN, do IL, do Chega, dos Verdes, das deputadas independentes / não inscritas, do Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas que agora manda nisto tudo, da Associação 25 de Abril, da Liga dos Combatentes.

Antigamente havia, por exemplo - lá vamos cantando e rindo - agora andamos pelos, melhores dos melhores e outras demagogias e proclamações inócuas, tudo a fingir para cidadão comum enganar mas, sobretudo, com o extremo cuidado de nunca ofender os amiguinhos

Mas como há muito quem goste, aí estão à vista de todos, os magníficos resultados ofertados por esta gente que, tudo garante, tudo promete, tudo orçamenta, sobre tudo legisla, pouco cumpre.

António Cabral

Contra-Almirante, reformado

(marrevoltado.blogspot.pt)