segunda-feira, 16 de julho de 2018

E   MAIS   9   FOTOGRAFIAS......
Tiradas quando a degradação era devastadora para o coração de um cidadão normal quanto mais para militar. Creio que foi finalmente recuperado, estou para ir lá um destes dias.
António Cabral
cAlmirante, Reformado
(chapéus ha muitos)

...E POR AQUI







POR AÍ
António Cabral
cAlmirante, reformado
(chapéus ha muitos)

domingo, 15 de julho de 2018

ANTIGUIDADES,  ARQUEOLOGIA........MILITAR
António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus ha muitos)

segunda-feira, 9 de julho de 2018

POR AÍ
António Cabral
cAlmirante, reformado
(chapéus ha muitos)

domingo, 8 de julho de 2018

NRP Sines



Retirado da página da Marinha:


"Realizou-se hoje (06/07/2018) a cerimónia de entrega do comando do NRP Sines nos Estaleiros da West Sea, em  Viana do Castelo.
A cerimónia foi presidida pelo Chefe do Estado-Maior da Armada, almirante António Mendes Calado e realizou-se perante a guarnição de 44 elementos.
O NRP Sines, foi hoje aumentado ao efetivo dos navios da Marinha, é o terceiro navio da classe "Viana do Castelo", todos construídos em Portugal. O NRP Sines junta-se assim ao NRP Viana do Castelo e NRP Figueira da Foz, atualmente no ativo. Estes navios vêm substituir as corvetas com mais de 40 anos.
A Comandante Mónica Martins tem 41 anos e é natural de Tomar, tendo ingressado na Marinha em 1994. Ao longo da sua carreira já realizou diversas missões nacionais e internacionais, como piloto embarcada nos navios."

sábado, 30 de junho de 2018

SEMINÁRIO do GREI, 04Jul


"A SEGURANÇA, A DEFESA NACIONAL E AS FORÇAS ARMADAS - UM DEBATE INDISPENSÁVEL"

Lembra-se aos interessados de que, por razões de organização de espaço, seria conveniente que, até 02 JUL p.f. AM,  pudessem manifestar as suas intenções, quanto à eventualidade de uma presença, para os seguintes contactos alternativos: "grei.portugal@gmail.com" ou TLM 913222732.

Desta diligência de cada um a Organização do evento, por antecipação, agradece vivamente.

sexta-feira, 29 de junho de 2018

Os nossos Fuzileiros na Lituânia

Fuzileiros prosseguem missão na Lituânia com intensa actividade operacional

A Força de Fuzileiros portuguesa, em missão na Lituânia, prossegue a sua intensa atividade operacional, com enfoque nas acções combinadas com as forças lituanas, realçando-se a participação nos exercícios Strong Shield 18 e HUNT 18. A atual missão decorre no âmbito dos compromissos internacionais assumidos por Portugal, onde está empenhada uma Força de Fuzileiros com 140 militares, por um período de quatro meses, no quadro das medidas de tranquilização da NATO naquele território.
O exercício “STRONG SHIELD 2018”, de âmbito nacional, destinou-se a avaliar as unidades regionais lituanas na condução das actividades previstas nos respectivos planos nacionais de defesa, onde o cenário se centra na ameaça externa e num quadro de ocupação do seu território por forças estrangeiras. Os militares portugueses, através do seu elemento de projecção de força, conduziram operações na perspetiva da contra-insurgência, com vista a possibilitar às unidades lituanas o contato com táticas, técnicas e procedimentos diferenciados.
O exercício “HUNT 2018”, da responsabilidade da Brigada “Griffin”, destinou-se ao adestramento da Companhia de Reconhecimento daquela grande unidade Lituânia, tendo sido efetuadas diversas acções de “treino-cruzado” em várias áreas, o  que contribui para um melhor conhecimento mútuo e potencia a interoperabilidade entre as forças militares portuguesas e lituanas.

(Extracto de Info divulgada pelo EMGFA em 29JUN2018)

28 JUNHO 2017 - TANCOS
Interessante, muito interessante!
Nota da Presidência da República
No dia 4 de julho de 2017, foi divulgada uma Nota Informativa da Procuradoria-Geral da República, que expressamente referia:
«Face a notícias relativas ao desaparecimento de material de guerra ocorrido em Tancos foram, desde logo, nos termos legais, iniciadas investigações.
Na sequência de análise aprofundada dos elementos recolhidos, o Ministério Público apurou que tais factos, se integram numa realidade mais vasta.
Estão em causa, entre outras, suspeitas da prática dos crimes de associação criminosa, tráfico de armas internacional e terrorismo internacional.
Atenta a natureza e gravidade destes crimes e os diferente bens jurídicos protegidos pelas respetivas normas incriminadoras, o Ministério Público decidiu que a investigação relativa aos factos cometidos em Tancos deveria prosseguir no âmbito de um inquérito com objeto mais vasto a ser investigado no Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP)».
Volvido um ano sobre a data da ocorrência (28 de junho de 2017), que motivou a aludida nota, o Presidente da República reafirma, uma vez mais, a sua posição de querer ver apurados integralmente os factos e os seus eventuais efeitos jurídicos e criminais, para os quais é essencial o papel do Ministério Público.
Palácio de Belém, 28 de junho de 2018.
Oremos, aguardemos, suspiremos, tenhamos muita fé, lembremo-nos que somos os melhores dos melhores, que está a ser feito tudo mas tudo e ainda só passou um ano, o tempo da justiça é outro, os estatutos valem o que valem, e tenhamos muita mas mesmo muitaaaaaaa pachorra.
António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)

quarta-feira, 27 de junho de 2018

Marinha precisa de mais seis navios de patrulha oceânica


"Comandante da Marinha defende que a revisão em curso da Lei de Programação Militar deve incluir a aquisição de mais patrulhões a curto prazo.
As duas grandes prioridades da Marinha para o futuro próximo são a aquisição de mais seis navios de patrulha oceânica (NPO) e um novo navio reabastecedor, afirmou esta terça-feira o chefe do Estado-Maior do ramo."

Retirado do "Diário de Notícias". Para acederem ao artigo completo podem seguir esta ligação.

domingo, 24 de junho de 2018

CTEN EMQ (Ref.) Francisco Silva Martins Gomes


Lamentamos informar o falecimento do Eng. Martins Gomes (Curso D. Diniz). 
"O Navio... desarmado" apresenta sentidas condolências à sua Família e a todos os seus amigos e camaradas.

Informação sobre as cerimónias fúnebres: A capela anexa ao cemitério de Alcabideche deverá receber o corpo do Eng. Martins Gomes pelas 1830 hrs de segunda-feira. A cremação terá lugar na terça-feira, pelas 1030 hrs.

quarta-feira, 20 de junho de 2018

Seminário GREI (Grupo de Reflexão Estratégica Independente)

Recebido com pedido de publicação:

Realiza-se a 04 de Julho de 2018


Para aceder ao programa completo podem seguir esta ligação.

domingo, 17 de junho de 2018

Almirante António José de Matos Nunes da Silva



Transcreve-se a mensagem do Almirante Botelho Leal oriunda d' "A Voz da Abita":

"Estimados Camaradas,


É com profundo pesar que tive conhecimento, ao princípio da noite, do falecimento  do estimado Almirante António Nunes da Silva que se encontrava internado há algumas semanas no Hospital de Sta. Cruz.
Constitui a falta sem dúvida irreparável de um distintíssimo Oficial General, grande mestre de muitas gerações de Oficiais de Marinha e que, durante toda a sua carreira, e até aos últimos dias da sua longa vida, pugnou com a franqueza e frontalidade que lhe reconhecíamos  e admirávamos pela defesa dos direitos que a legislação que regula o Estatuto da Condição Militar para todos nós estabelece e que algo arredada tem andado da nossa governação  política.
Assim que sejam conhecidas darei conhecimento das cerimónias fúnebres.
A todos os seus camaradas e Amigos, em particular aos do Curso "D. João de Castro", e à sua Exma. Família, em particular à sua Filha Dra. Helena Nunes da Silva, apresento os meus profundos sentimentos.

José M. Botelho Leal"

"O Navio... desarmado" associa-se ao profundo pesar transmitido pela mensagem acima. É uma perda dolorosa de um assíduo e estimado colaborador deste blogue, sempre com intervenções muito oportunas, certeiras e lúcidas. À sua Família e a todos os seus amigos e camaradas apresentamos as nossas condolências.

De "A Voz da Abita":
"Estimados Camaradas,
Damos a conhecer as Cerimónias Fúnebres previstas para o nosso ilustre Camarada Alm. Nunes da Silva:
Assim o seu corpo deverá estar em câmara ardente na capela de Nova Oeiras (próximo do campo de ténis) a partir das 17 horas de hoje, Domingo dia 17.
Amanhã Segunda-feira será celebrada uma missa de corpo presente, pelas 12:00h, após a qual o funeral seguirá para o Cemitério de Barcarena onde se procederá à cremação, a partir das 13 horas.
Saudações Navais"



quinta-feira, 14 de junho de 2018

EMPLASTROS ????
Há pouco dei-me ao trabalho de estar a ver no "sítio" da Presidência da República o video da cerimónia a bordo do NRP Sagres, em Boston. Que eu penso ser ainda pertença da Marinha. Sim, da Marinha de Guerra de Portugal!
Observei com atenção a cerimónia, incluindo o discurso do PR e a imposição de condecorações.
E observei também com muita atenção quem estava à direita e à esquerda do PR, como que compondo o cenário.
Eu, tolamente pelos vistos, esperava ver por ali, numa das extremidades, sei lá, porventura alguém da Marinha, tipo CEMA ou até o comandante do navio.
Nada. 
Olhando melhor, de facto, a maioria rodeando o PR fez-me lembrar os emplastros que aparecem sempre, sempre que há um evento, uma câmara TV. E recorda-me ainda a figura do séquito, em que como no passado, alguns devem perguntar a que horas e onde vai Marcelo à missa Dominical. Para lá estar também.

António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)

quarta-feira, 13 de junho de 2018

NRP Mondego

Foi ontem, na BNL.


Retirei da página "Marinha Portuguesa" no FB:

"O NRP Mondego hasteou a bandeira de Portugal pela primeira vez
O novo navio patrulha costeiro Mondego hasteou hoje a Bandeira Nacional pela primeira vez, na cerimónia de passagem ao estado de armamento normal que se realizou na Base Naval de Lisboa, no Alfeite.
E agora venha mar."

Apresentação do livro "Comandar no Mar" no Museu Marítimo de Ílhavo em 15 de Junho de 2018


sábado, 9 de junho de 2018

A Marinha a perder terreno...

Reconhecem? O sítio com certeza, agora o seu 1º ocupante é que não.
Foi talvez a última vez que lá pude estacionar o carro, segundo informação do Guarda por enquanto ainda da Marinha.





MINISTÉRIO da MARINHA, 
MARINHA de GUERRA
MARINHA
António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)

quarta-feira, 6 de junho de 2018

FRAGATA do TEJO
António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)

segunda-feira, 4 de junho de 2018

Notícias


Recebida do Comandante Encarnação Gomes a seguinte mensagem:

"Tive conhecimento, no espaço de poucos dias, de duas notícias que me deixaram espantado, a primeira sobre a apreensão, na lota de Peniche, pela GNR de espécies pescadas ilegalmente. A outra notícia tem a ver com o Delfim, não pela entrada de dois "penetras" a bordo, mas pela quantidade de material deixado a bordo, o que associado ao que se verificou com a ERN da Apúlia, afigura-se- me estar a transformar -se numa prática habitual; será que é assim ?"
   

domingo, 27 de maio de 2018

Primeira comandante de um patrulha oceânico tomou posse em 25Mai18


Retirei da página da Marinha:

"A Capitão-Tenente Vânia Carvalho tomou hoje posse como Comandante do NRP Viana do Castelo, sucedendo no cargo ao Capitão-Tenente Madaleno Galocha. A cerimónia realizou-se na Base Naval de Lisboa, no Alfeite, a bordo do navio.
Especializada em Hidrografia, a Comandante Vânia Carvalho torna-se assim a primeira mulher a comandar um navio patrulha oceânico da Marinha Portuguesa. De recordar que desde 2006 que a Marinha tem mulheres a comandar navios, em especial lanchas de fiscalização rápida.
Votos de sucesso."

É com muito gosto que acompanho os votos da Marinha ... que navegue sempre com bons ventos e mar de feição.

sexta-feira, 25 de maio de 2018

CMG (Ref) José Maria Santos de Sousa Machado



Com 92 anos de idade faleceu o Comandante José Maria Santos de Sousa Machado que era natural de Torres Vedras e que foi alistado na Escola Naval em Outubro de 1946 no Curso D. Francisco de Almeida.
Era especializado em Armas Submarinas e cumpriu diversas comissões no mar e em terra, tendo sido professor da Escola Naval.
"O Navio... desarmado" apresenta sentidas condolências à sua Família e a todos os seus amigos e camaradas.

quarta-feira, 23 de maio de 2018

Mergulhadores portugueses na NATO

Mergulhadores sapadores portugueses detectam e eliminam mina russa e torpedo alemão no Mar Báltico
A equipa de mergulhadores sapadores da Marinha Portuguesa, integrada na Força da NATO para a inactivação de engenhos explosivos (Standing NATO Mine Countermeasures Group 1) detectou, identificou e destruiu, durante o final da semana passada, uma mina de fundear russa e um torpedo alemão da 2ª Guerra Mundial, no Mar Báltico.
Ambos os engenhos estavam a uma profundidade de cerca de 30 metros e continham, no caso da mina russa 430 kg de carga explosiva e, no torpedo alemão, 500 kg de carga explosiva.
Neste período, a equipa portuguesa detectou ainda outra mina russa com 115 kg de carga explosiva, a qual foi destruída através de carga colocada pelo “drone pinguin” do navio caça minas Alemão “FGS BAD BEVENSEN”, no qual está embarcada.
Esta equipa de mergulhadores encontra-se, neste momento, a participar no exercício OPEN SPIRIT, no qual já realizaram 25 mergulhos, a profundidades entre os 30 e os 39 metros, com temperaturas a rondar os -1 e 2ºC.
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segunda-feira, 21 de maio de 2018


DIA da MARINHA, 2018, Peniche

Alocução do ALM CEMA, na Cerimónia Militar

​​​​Senhor Ministro da Defesa Nacional,

Senhor Presidente da Câmara Municipal de Peniche,

Senhor Secretário de Estado da Defesa Nacional,

Senhores Almirantes ex-CEMA,

Senhor General Chefe da Casa Militar do Presidente da República,

Senhores Generais Vice-CEME e Vice-CEMFA,

Senhor Almirante Vice-CEMA,

Ilustres Autoridades Civis e Militares,

Distintos convidados,

Senhores Almirantes,

Militares, Militarizados e Civis da Marinha e da Autoridade Marítima Nacional,​


Permitam-me que inicie esta intervenção saudando aqueles que, no mar e noutros teatros de operações cumprem, neste momento, a Missão da Marinha.

Dirijo uma saudação muito especial aos Fuzileiros da Força Nacional Destacada na Lituânia; aos mergulhadores do Destacamento de Mergulhadores Sapadores número 1 que integram, pela primeira vez de forma autónoma, uma força naval da NATO; à guarnição da fragata D. Francisco de Almeida, empenhada no controlo das fronteiras externas da União Europeia, no mar Mediterrâneo; à guarnição do patrulha oceânico Viana do Castelo, que regressa de uma integração na Força Naval Europeia EUROMARFOR; aos militares embarcados no patrulha Zaire, em missão de capacitação em São Tomé e Príncipe; à guarnição da Sagres, que cruza o Atlântico em trânsito para Filadélfia; aos militares que integram as missões da União Europeia na República Centro Africana e no Mali; e aos militares que integram estados-maiores em operações de combate à pirataria na Somália, de combate às redes de tráfico de seres humanos no mar Mediterrâneo ou em forças de elevada prontidão, no âmbito da NATO.

Saúdo também, de forma calorosa, os que, em território nacional, asseguram, neste dia, o Dispositivo Naval Padrão: as guarnições das corvetas António Enes e Jacinto Cândido, respetivamente nos Açores e no Continente, do patrulha Tejo, na Madeira, e das lanchas de fiscalização Rio Minho, Centauro, Dragão, Escorpião e Cassiopeia no Continente.

A estes juntam-se as guarnições dos navios hidrográficos Almirante Gago Coutinho e Auriga, ambos em missões de investigação científica, respetivamente em águas dos Açores e da Madeira.

Neste dia, que é igual a tantos outros ao longo do ano, a Marinha tem um total de 782 mulheres e homens em missão, contribuindo para que o nosso País use o mar e para a afirmação de Portugal enquanto país coprodutor de segurança e de paz.

Senhor Ministro da Defesa Nacional, Excelência,

Agradeço a Vossa Excelência ter aceitado o convite para presidir a esta cerimónia militar comemorativa do Dia da Marinha.

Na data em que assinalamos 520 anos da chegada da Armada de Vasco da Gama à Índia, em 1498, interpretamos a presença de Vossa Excelência como uma manifestação de apoio e estímulo, mas, também, de reconhecimento do empenho que, diariamente, os militares, militarizados e civis da Marinha colocam, de forma abnegada, ao serviço de Portugal.

Em nome de todos, o nosso muito obrigado, Senhor Ministro!

Senhor Presidente da Câmara Municipal de Peniche,

Depois de, há 30 anos, se ter associado à elevação de Peniche a cidade, a Marinha regressa, para aqui comemorar o seu Dia.

A ligação de Peniche e dos seus habitantes ao mar é tão antiga quanto a própria cidade. Desde os tempos pré-históricos que comunidades humanas aqui se instalaram e prosperaram, tirando partido da abundância do mar e da fertilidade dos terrenos agrícolas, num território marcado pela especificidade insular e peninsular.

Povoado antigo, entreposto comercial, praça-forte e porto de pesca, destino de praia e de surf. Aqui, na cidade mais ocidental da Europa continental, é fácil de compreender a razão pela qual a geografia e o nosso percurso histórico ligaram definitivamente o destino de Portugal ao Mar.

É, pois, com naturalidade, que aqui nos sentimos em casa, pois estamos entre gente do mar.

Senhor Presidente, em nome da Marinha agradeço o convite formulado para novamente festejarmos, nesta hospitaleira terra, o Dia da Marinha, manifestando o meu profundo reconhecimento pela colaboração e pela forma amiga como nos receberam e proporcionaram condições para darmos a conhecer à sociedade quem somos e o que fazemos.

Ilustres Autoridades Civis e Militares,

Distintos Convidados,

Minhas Senhoras e meus Senhores,

Em nome da Marinha, agradeço a todos os que quiseram honrar-nos com a sua presença, testemunho da consideração e estima que nos dedicam.

Bem hajam!

Gostaria de cumprimentar, de forma muito especial, as associações de ex-militares que se juntam a este dia festivo, marinheiros e fuzileiros que, no passado, fardaram de botão de âncora ao peito e serviram a Pátria na Marinha.

Aqui reconhecemos o vosso exemplo e legado que, diariamente, nos continua a inspirar!

Finalmente, uma palavra de particular reconhecimento para as nossas famílias, com quem nos habituámos a partilhar a Marinha e que são uma componente essencial de um conceito alargado de família naval, pois são o sustento emocional de retaguarda e o porto de abrigo na chegada de cada missão.

Senhor Ministro da Defesa Nacional,

Dirijo-me a Vossa Excelência, no Dia da Marinha, pela primeira vez como Chefe do Estado-Maior da Armada e, por inerência, Autoridade Marítima Nacional. Neste contexto, aproveito a oportunidade para uma reflexão sobre a atividade desenvolvida no ano transato e para apresentar a minha visão para o futuro.

O Dispositivo Naval Padrão foi cumprido no Continente e nas Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira, ainda que com algumas limitações, decorrentes do acentuado envelhecimento das corvetas e dos patrulhas que, maioritariamente, concorrem para esta função.

A participação em missões internacionais manteve-se, apoiando a ação externa do Estado de forma autónoma, no âmbito das organizações internacionais ou no quadro da Política Comum de Segurança e Defesa da União Europeia. Neste domínio, para além da participação nas forças navais permanentes da NATO, destaco o corrente empenhamento de uma Força de Fuzileiros na República da Lituânia, numa missão que representa o regresso dos Fuzileiros a teatros internacionais de elevada visibilidade.

Relevo, ainda, a participação em missões de capacitação e de treino militar no Afeganistão, no Mali e na República Centro Africana, e de observadores na missão de verificação do processo de paz na Colômbia, contribuindo para a segurança e estabilidade regional.

Correspondendo ao esforço internacional de capacitação dos países da Golfo da Guiné, para que possam vir a assumir plenamente as suas responsabilidades na segurança marítima da região, foi iniciado um programa inovador de capacitação operacional marítima da Guarda Costeira de São Tomé e Príncipe, utilizando como base o patrulha Zaire. Simultaneamente, a iniciativa Mar Aberto prosseguiu o esforço de cooperação com os países africanos de língua oficial portuguesa, contribuindo para a edificação e desenvolvimento das capacidades dessas marinhas amigas. Em resultado deste empenhamento, surgiram novas oportunidades de interação com Estados ribeirinhos do Golfo da Guiné, num sinal claro do reconhecimento do papel que Portugal e a Marinha vêm assumindo naquela região.

No mar Mediterrâneo, prosseguiu o empenhamento de meios para o controlo das fronteiras externas da União Europeia e para o combate à migração irregular. Para além da imediata dimensão humanitária - em 2017, neste âmbito, a Marinha e a Autoridade Marítima Nacional salvaram mais de 1 300 vidas -, estas missões assumem particular relevância na defesa e na preservação do espaço europeu.

Ao nível da segurança marítima e da salvaguarda da vida humana no mar, em 2017, nas áreas sob responsabilidade nacional, foram salvas 410 vidas. Nos últimos 10 anos, um total de mais de 6 700 vidas foram salvas, representando uma taxa de eficácia do Serviço de Busca e Salvamento Marítimo próxima dos 97%, o que constitui uma referência internacional e um exemplo da excelente cooperação operacional entre a Marinha, a Força Aérea e a Autoridade Marítima.

Por fim, num ano marcado pelos trágicos incêndios florestais que devastaram o nosso País, a Marinha colaborou com a Autoridade Nacional de Proteção Civil, tendo empenhado, durante 160 dias, os seus meios humanos e materiais no apoio às populações sinistradas.

No domínio da investigação e do conhecimento científico, o trabalho desenvolvido no Instituto Hidrográfico é o garante das crescentes necessidades de segurança da navegação, investigação e desenvolvimento do conhecimento do oceano, o que contribui para a riqueza e prestígio do País.

Saliento, pelo impacto direto no produto operacional, a inauguração do Centro Meteorológico e Oceanográfico Naval, apoiando os meios que servem na primeira linha de exigência operacional e, também, o esforço nacional de prevenção e mitigação de fogos rurais.

No domínio da cultura, foi desenvolvido um alargado conjunto de atividades culturais, as quais traduzem o esforço que dedicamos para desenvolver e preservar, na sociedade, uma forte identificação das pessoas com o mar e com a sua importância na construção do nosso futuro coletivo.

Senhor Ministro da Defesa Nacional

Distintos convidados,

Compete ainda à Marinha apoiar, em recursos humanos e materiais, a Autoridade Marítima Nacional.

No Dia da Marinha, quero, na qualidade de Autoridade Marítima Nacional, saudar todos os que servem nas estruturas da Direção-Geral da Autoridade Marítima e na Polícia Marítima. Felicito-vos pelo profissionalismo e dedicação que diariamente colocam ao serviço do País, num trabalho constante de proximidade ao cidadão.

Gostaria de salientar o trabalho que foi desenvolvido no âmbito da afirmação da soberania e da autoridade do Estado no mar, tendo em vista a prevenção e repressão de ilícitos nos espaços de jurisdição marítima, bem como as ações de fiscalização e inspeção com o propósito de garantir o respeito pela legislação, de melhorar as condições de quem anda no mar e de preservar os nossos recursos.

Assinalo, ainda, a relevante participação da Polícia Marítima nas operações no âmbito da agência FRONTEX, no mar Mediterrâneo, acrescentando uma dimensão internacional à Polícia Marítima que, pelo seu reconhecido valor, vamos procurar manter.

A atividade do Instituto de Socorros a Náufragos regista uma elevada taxa de sucesso no salvamento de centenas de pessoas. Este é um contributo inestimável para a imagem de segurança que as nossas praias e áreas balneares usufruem, com repercussões no setor do turismo, tão relevante para o nosso País.

Senhor Ministro da Defesa Nacional

Estabeleci como Visão para o meu mandato: Uma Marinha pronta e prestigiada, ao serviço de Portugal e da segurança coletiva.

Através desta Visão procuro valorizar a prontidão de resposta e uma clara perceção da utilidade da Marinha, enquanto instituição focada no serviço a Portugal e aos portugueses, contribuindo para a segurança coletiva.

Para sustentar esta Visão, a Marinha enfrenta o particular desafio de melhorar a capacidade de recrutamento e de retenção de recursos humanos, cativando os nossos melhores jovens para embarcar numa profissão que significa aventura, camaradagem e perspetivas de um projeto de vida, cheio de experiências únicas e diferenciadas, onde não há dois dias iguais.

As iniciativas neste domínio vital já surtiram efeitos no recrutamento em 2017. Não obstante, só com o completo preenchimento dos efetivos máximos autorizados será possível implementar medidas potenciadoras da retenção, de forma a proporcionar previsibilidade à vida das pessoas e coerência ao fluxo de carreiras, assim como criar condições que, na medida do possível, permitam articular a atividade profissional e a vida familiar.

Neste Dia da Marinha, permita-me, Senhor Ministro da Defesa Nacional, que releve dois projetos que, pelas suas caraterísticas, têm o potencial para congregar sinergias muito para além da Marinha e, sobretudo, acrescentar valor ao País.


• Dar continuidade ao programa de construção dos seis navios de patrulha oceânicos em falta no sistema de forças, projeto com uma participação muito significativa da indústria nacional e que dará um relevante contributo para melhorar a eficácia do cumprimento da missão da Marinha;

• Institucionalizar o programa de mapeamento do mar português, que se destina a conhecer em detalhe o fundo do oceano sob soberania nacional. Trata-se de um projeto estratégico para o país, que potencia o conhecimento científico e o desenvolvimento económico e tecnológico, pelo que será relevante o envolvimento de todas as entidades com competências úteis para este esforço nacional, onde a Marinha se assume como parceiro ativo e relevante.

Militares, Militarizados e Civis da Marinha

Como vosso Comandante, quero partilhar convosco um sentimento de enorme honra e de elevado sentido de missão na condução da nossa Marinha, com a tranquilidade que decorre da minha confiança em cada um de vós e do reconhecimento dos valores que nos guiam: a Disciplina, a Lealdade, a Honra, a Integridade e a Coragem!

Reafirmo a minha ambição numa Marinha moderna nos meios e nos processos, constituída por pessoas competentes e motivadas, conduzidas por líderes inspiradores e inclusivos, capazes de, pelo exemplo, potenciar elevados níveis de desempenho e de satisfação profissional!

Exorto-vos a que coloquemos o nosso esforço em ações concretas, através da afirmação das nossas competências diferenciadoras: a capacidade de atuação no mar e a partir do mar, o conhecimento ligado às ciências do mar e à cultura marítima, e a qualidade de uma formação de excelência que produz comportamentos e desempenhos de referência.

Senhor Ministro da Defesa Nacional,

Termino com um sentimento de confiança e renovo o compromisso de continuar a afirmar a Marinha com uma instituição pronta e prestigiada, onde as pessoas possam encontrar o seu espaço de afirmação e plena realização pessoal no cumprimento da nobre missão de servir Portugal e os portugueses!

Disse.

António Maria Mendes Calado
Almirante​

O CEMA no Dia da Marinha