quarta-feira, 20 de maio de 2026
quarta-feira, 6 de agosto de 2025
LIVRO "A SAGRES EM AVEIRO 2024"
A obra, produzida pela CMA como um documento
institucional, promocional e patrimonial, reflecte a visão de Aveiro como
cidade aberta ao mar e à cultura, e está dividida em três capítulos: “A
História”, “A Sagres em Aveiro” e “O Legado”.
Editado em português e inglês, o livro tem formato de álbum (30 x 30
cm), capa dura e 120 páginas profusamente ilustradas com magníficas fotografias
da “Sagres” - tanto a navegar como no porto de Aveiro - assim como dos diversos eventos então
realizados, designadamente os do Dia da Marinha 2024.
O livro teve apresentação internacional no dia 23 de Maio
deste ano, no Pavilhão de Portugal, na Expo 2025 Osaka, Japão, onde esteve
presente uma representação da CMA, e foi também lançado publicamente na Feira
do Livro de Aveiro, no passado dia 22 de Junho.
Parabéns à Câmara Municipal de Aveiro por esta magnifica iniciativa que muito dignifica a cidade e se constitui como um honroso tributo à Marinha Portuguesa e ao Navio-Escola “Sagres”.
quarta-feira, 4 de junho de 2025
Apresentação do livro "Era Abril e estive lá" em Aveiro (Biblioteca Municipal) 7JUN2025
Caseiro Marques frequentou e
concluiu o 21º CFORN (1972), da Classe de Fuzileiros e serviu a Marinha durante
onze anos, tendo atingido o posto de Primeiro-tenente.
Segundo o autor, este livro narra
os acontecimentos por ele vividos ao longo da sua permanência na Armada,
designadamente quando prestou serviço na Escola de Fuzileiros, durante o golpe
de 25 de Abril, 25 de Novembro e nos anos subsequentes. Posteriormente, prestou
serviço no Forte de Caxias, entre 1977 e 1980. Terminou a sua carreira militar
em 1983, depois de prestar serviço durante três anos, na Chefia do Serviço de Justiça
da Marinha.
Trata-se de um livro de memórias,
que integra dezenas de documentos e fotografias relacionados com os
acontecimentos relativos àquelas datas. Entre muitos outros factos, o livro
relata a participação do autor na libertação dos presos políticos do Forte de
Caxias no 25 de Abril.
O autor oferece-nos um relato de
vida como que um diário. Sem
pretensões nem artificialismos, desnuda-se perante os leitores – respeita-se a si
próprio.
O autor não foi à guerra, mas
ficou em contacto com uma parte dessa realidade. E no 25 de Abril foi
confrontado com aquilo que nem sabia bem o que era, e muito menos, o que viria
a ser. Foi então que esteve face à realidade dos presos políticos em Caxias.
Este livro dá-nos, de maneira
singela, uma versão dos acontecimentos. As versões são interpretações da
realidade. As interpretações vivem da formação integral de cada indivíduo. E a
Democracia é o regime que, por definição, convive com as diferentes visões do
mundo. Não temos de concordar com os outros, para os respeitarmos. Não podemos
é tolerar os que, a coberto da democracia, desejam atentar contra ela!
Caseiro Marques realça a
necessidade de apostar na defesa da Liberdade e da Democracia. Viver com Honra,
de cara levantada.
sábado, 17 de maio de 2025
segunda-feira, 27 de janeiro de 2025
sexta-feira, 6 de setembro de 2024
Comandante da Zona Marítima do Sul exonerado após lanchas serem vandalizadas
(sublinhados da minha responsabilidade)
No espaço de dois anos, Mário Figueiredo é o segundo comandante da Zona Marítima do Sul que é afastado por situações ligadas a lanchas de narcotráfico.
Mário Figueiredo, Comandante da Zona Marítima do Sul, foi esta quinta-feira exonerado do cargo, confirmou ao CM fonte oficial da Autoridade Marítima.
Em causa, segundo apurou o CM, estará o vandalismo de várias lanchas da Polícia Marítima e Fuzileiros, que tinham sido usadas na semana passada numa operação de combate ao narcotráfico em águas internacionais. Fonte da Autoridade Marítima não confirma a relação da exoneração com o vandalismo das lanchas, adiantando que "se trata de uma medida de gestão da Marinha e Autoridade Marítima".
Sabe o CM que foram cortados os flutuadores das lanchas e que as mesmas se encontram neste momento inoperacionais. Eduardo Luís Pousadas Godinho, Comandante do Porto de Portimão, irá assumir as funções temporariamente.
No espaço de dois anos, é o segundo comandante da Zona Marítima do Sul, depois de Rui Santos Pereira, que é exonerado por situações ligadas a lanchas de narcotráfico.
Mas também sei que estes aspectos de confidencialidade dão por vezes muito jeito para esconder realidades, para disfarçar a não resolução de problemas, para disfarçar prepotência e arrogância.
Claro que é mais fácil correr com subordinados.
domingo, 14 de julho de 2024
AC
O “OTIMISTA” na MARINHA
Domingo à noite. O novo canal NOW anunciava ser dia de “Otimista, um programa de António Costa, a mostrar o que de bom e positivo existe no país”. No anúncio do programa mostrava António Costa e Pedro Mourinho a serem recebidos na entrada do Palácio do Alfeite pelo Chefe do Estado-Maior da Armada (CEMA), Almirante Gouveia e Melo, e a maquete do “Navio / Plataforma Naval Multifuncional” encomendado ao Grupo Damen.
Não podia perder tal programa, desde logo porque iam falar da Marinha que, para mim, continua a ser uma referência do que de bom e positivo existe em Portugal. Depois porque o “Otimista” António Costa, como Primeiro-Ministro, dirigiu o apressado Conselho de Ministros de 23 de dezembro de 2021 que exonerou o anterior CEMA sem a adequada explicação e nomeou Gouveia e Melo para o cargo, com a correspondente promoção a Almirante. O inusitado de assistir à conversa do agora Presidente do Conselho Europeu com o chefe militar que nomeou há menos de três anos em tais circunstâncias, aguçou ainda mais a minha curiosidade.
Assisti com atenção e confesso que fiquei surpreendido com uma parte substancial do que vi e ouvi. Refiro-me em particular às afirmações do actual CEMA sobre a indústria naval militar nacional. Claro que o cidadão Gouveia e Melo pode opinar sobre o tema e dizer o que entender, mas quando o faz na condição de CEMA, o caso muda de figura. Trata-se de um sector de actividade em que a o Estado, através da Marinha, tem um papel central. Do ponto de vista económico, é o principal, senão mesmo o único, cliente. Poucos países têm clientes externos para a sua indústria naval militar e Portugal não está certamente entre eles. E dada a relevância da Defesa Nacional e da Marinha nesse mercado monopsonista, responsáveis como o CEMA devem ter particular cuidado com as mensagens que transmitem.
Ao longo da carreira profissional, tive oportunidade de reflectir sobre a indústria naval militar nacional. Em 2010, quando participei no extinto Fórum Empresarial da Economia do Mar coordenado pelo saudoso camarada, amigo e colega Fernando Ribeiro e Castro, com ele e com outros profissionais do sector debati e delineei uma possível estratégia para a indústria naval militar nacional com o objectivo de evitar o colapso que todos adivinhávamos. Devo confessar que não tivemos sucesso, mas foi por ter consciência da complexidade e dificuldade da questão que fiquei surpreendido com algumas das afirmações do actual CEMA.
Embora o programa tenha passado num canal novo e provavelmente apenas tenha sido visto por alguns (poucos) interessados no tema, não tendo por isso impacto numa população entretida com o futebol, pode ter deixado a ideia de que é possível fazer com mil o que até agora muitos só foram capazes de fazer com um milhão!
O actual CEMA afirmou que olha “para o futuro da Marinha com muito mais otimismo do que olhávamos há uns anos atrás” e que a Marinha hoje “tem, com menos recursos, mais capacidade”. Não me quero meter nas questões operacionais nem na sua avaliação, mas não pude deixar de registar o optimismo do chefe da Marinha, que chegou mesmo a superar o do entrevistador. Em determinado momento, o actual CEMA afirmou: “Eu estive há muito pouco tempo no estrangeiro, num país de referência, em que os líderes da Marinha desse país me disseram, de forma muito clara, que nós conceptualmente, e o que estamos a desenvolver, está 10 anos à frente de tudo o que está a ser feito.” No meu caso, quando estava ao serviço, se os líderes de uma outra Marinha me dissessem que estávamos “10 anos à frente de tudo o que está a ser feito”, pensaria que estavam a tentar ser simpáticos com uma mentira bondosa. Aparentemente, o actual CEMA não pensou o mesmo…
Mas indo à matéria que conheci bem na Marinha, ou seja, a realização e aquisição de serviços para construir e manter os navios e os seus sistemas e equipamentos, não consigo deixar de me impressionar com o papel que o actual CEMA atribui aos drones, quase que os contrapondo aos navios militares. E mais impressionado fico com a facilidade com que, no caso dos drones, a Marinha parece ultrapassar as restrições administrativas que então condicionavam quem tinha responsabilidades na área do Material Naval.
Disse o actual CEMA que criou “uma pequena empresa dentro da Marinha para desenvolver estas coisas com 3 militares. Agora já são 40 e vamos tentar crescer para 100. 100 engenheiros e gente só dedicada à inovação.” Outro oficial disse que “funcionamos como uma start-up”. Qual será o quadro legal desta “pequena empresa”? Será um organismo fabril? Como está organizada? Como faz aquisições? A quem presta contas? Na Marinha que servi até 2000, a lei então em vigor inviabilizava qualquer actividade com os contornos descritos pelo actual CEMA, a não ser se fosse realizada por organismos fabris. E mesmo esses estavam sujeitos a regras administrativas muito restritivas.
Para perceber melhor o que se passa com a alegada produção de drones na e pela Marinha, fiz uma pequena pesquisa sobre os modelos referidos na reportagem. Concluí que não serão produtos totalmente concebidos e fabricados pela Marinha e alguns deles têm origem no estrangeiro. São comercializados por empresas portuguesas às quais, à semelhança do que se passa com todos os outros sistemas dos navios, a Marinha terá adquirido equipamentos, materiais e serviços segundo uma especificação técnica e, depois, procedido à sua recepção. Como acontece como muitos outros equipamentos, é provável que os requisitos da Marinha tenham influenciado o produto final, mas dizer que foram desenvolvidos pela Marinha parece ser exagerado.
Outra surpresa foi o actual CEMA contrapor a utilização dos drones ao que chamou “uma Marinha clássica”. Como engenheiro naval militar, não entendo o que é uma “uma Marinha clássica” nem sei qual é o modelo económico a que obedece. Sei sim que as Marinhas militares estão permanentemente a evoluir, a modificar os seus navios e a dotá-los de meios que optimizam a realização das missões que lhes são atribuídas. Foi assim com os radares, foi assim com os sonares, foi assim com o armamento, foi assim com os helicópteros, será certamente assim com os drones. O objectivo sempre foi cumprir as missões com menos recursos e maior eficácia. Em cada momento, as Marinhas militares são o que os requisitos operacionais exigem e as tecnologias permitem. Se neste momento as capacidades de vigilância dos navios militares podem ser alargadas e optimizadas com a utilização de drones, estou certo de que todas as Marinhas evoluirão rapidamente para a sua adopção generalizada.
Pareceu-me também estranho o conceito de construção de um navio militar do actual CEMA. Aparentemente, para ele, é “soldar chapa”. Talvez por falta de experiência nessa área, não saberá que o soldar da chapa é a actividade menos relevante da construção de um navio. O que é de facto relevante é “meter dentro dessa chapa depois de soldada” todos os sistemas e equipamentos, incluindo os “computadores, redes, software” que referiu. E essa actividade requer competências que se adquirem academicamente e com a prática e ajudam a identificar factores de risco como os que oportunamente apontei no programa de construção do “Navio / Plataforma Naval Multifuncional” (https://sites.google.com/view/ao-largo/bem-vindo-a-bordo/plataforma-naval-multifuncional), caracterizado pelo actual CEMA como “o primeiro conceito mundial de um navio que é um porta-drones”.
Duas notas finais:
• Por princípio desconfio dos que invocam o interesse do Estado para estabelecer relações privilegiadas e por vezes obscuras com determinados fornecedores de serviços e equipamentos. Não sei se é o caso das aquisições dos drones, mas detectei alguns sinais preocupantes na forma como alguns dos entrevistados descreveram a relação da tal “empresa dentro da Marinha” com empresas externas;
• Sou dos que defendem que o brincar é uma bonita forma de as crianças aprenderem e evoluírem. Mas receio os adultos que se recusam a crescer e continuam a brincar com brinquedos cada vez mais caros, pagos por todos nós.
Jorge Bettencourt
segunda-feira, 20 de maio de 2024
sexta-feira, 26 de abril de 2024
quinta-feira, 14 de março de 2024
domingo, 7 de janeiro de 2024
Eh. . . He. . . He. . . Eh. . . Delicioso
A Marinha entrou numa fortíssima aceleração gouveiaemeliana e vai de adquirir porta-drones, barcos abastecedores, protetor solar fator 50 para os fuzileiros e seis novos navios-patrulha que serão os primeiros vasos de guerra portugueses com grelhador de sardinhas de última geração que cumprem os padrões de uniformização de barbecues da NATO. Estes seis barquitos já têm nome (Gouveia e Melo I, Gouveia e Melo II, Gouveia e Melo III, Gouveia e Melo IV, Gouveia e Melo V e Gouveia e Melo VI) e vêm com aspirador central, box e ampla vista de mar. M.B.
O Inimigo Público é um suplemento satírico, sendo todo o seu conteúdo ficcional. Leia-o todos os dias aqui e à sexta-feira na edição semanal do Expresso. Siga o IP no Facebook, Instagram, Mastodon e Twitter.
sábado, 16 de dezembro de 2023
Apresentação do livro “saberes que tornaram possíveis… As Grandes Navegações Portuguesas” na Sociedade de Geografia de Lisboa (2ª feira, 18 de Dezembro, 15h30)
O Eng.º João Senos da Fonseca, natural de Ílhavo, tem estudado, investigado e divulgado, entre outros, vários assuntos relacionados com a temática marítima, designadamente sobre a construção naval, a pesca do bacalhau e os descobrimentos portugueses. Tem quase duas dezenas de livros publicados e é coautor de documentários em vídeo sobre a Faina Maior, já exibidos na RTP 1, um dos quais recentemente. Em 2011 foi-lhe atribuído pela Academia de Marinha o Prémio “Alm. Sarmento Rodrigues" pela sua obra “Embarcações que tiveram berço na laguna”. É oficial da Reserva Naval (5º CEORN 1962).
quarta-feira, 29 de novembro de 2023
terça-feira, 14 de novembro de 2023
A VIAGEM AO CANADÁ – O PROJECTO CREOULA "DE NOVO NA TERRA NOVA” (AGOSTO 1998) – 25º ANIVERSÁRIO / 6AGO2023
No passado dia 6 de Agosto, os Amigos do Museu de Ílhavo comemoraram os 25 anos do projeto CREOULA ‘DE NOVO NA TERRA NOVA’, projeto que em Agosto de 1998 fez regressar o NTM Creoula, antigo lugre bacalhoeiro, a St. Jonh’s, capital da Província da Terra Nova e Labrador, no Canadá, seis anos após o fecho das águas territoriais canadianas à pesca do bacalhau.
O projeto "De Novo na Terra Nova" foi uma das missões mais expressivas que o NTM Creoula cumpriu após o término da sua atividade nas campanhas de pesca do bacalhau e sua posterior adaptação a navio de treino de mar (NTM), tendo sido importante na reaproximação diplomática entre Portugal e o Canadá..
A ideia desta viagem e do projeto "De Novo na Terra Nova" de rememorar a presença da ‘”White Fleet’” portuguesa em terras canadianas, partiu da Sra. Patrícia Dole, à época Embaixadora do Canadá em Portugal, ideia que recebeu o total apoio dos dois países.
Ao contactar os Amigos do Museu de Ílhavo, encontrou nestes um forte aliado, constituindo-se, a partir daí, uma Comissão Executiva, sediada no Museu Marítimo de Ílhavo, englobando os Amigos do Museu de Ílhavo (AMI), o Município de Ílhavo (CMI) e a Universidade de Aveiro (UA), nascendo assim o projeto.No dia 9 de Agosto de 1998 acudiram milhares de pessoas ao cais nº 10 do porto bacalhoeiro da Gafanha da Nazaré para viverem a saída do NTM Creoula com destino à Terra Nova.
O Presidente da República Jorge Sampaio, entre aquela massa humana, dirigiu-se ao navio para cumprimentar o seu comandante, o então capitão-de-fragata Júlio Sajara Madeira, o diretor de Treino de Mar, o saudoso Capitão Francisco Marques - numa missão igualmente simbólica, já que havia sido o último comandante do navio, enquanto lugre da pesca do bacalhau, no ano de 1973 -, bem como todos os instruendos e a guarnição.
Na sessão solene comemorativa, realizada no Museu Marítimo de Ílhavo em 6 de Agosto, foi exibido o vídeo A Viagem ao Canadá – O Projecto “Creoula de Novo na Terra Nova”, realizado por Hugo Calão e com texto* do então Navegador do navio com.te António Mourinha, o qual pode ser visto aqui.
* Artigo publicado na Revista da Armada de Março de 1999
Fonte: AMI Amigos do Museu de
Ílhavo
segunda-feira, 13 de novembro de 2023
quinta-feira, 31 de agosto de 2023
SERÁ SÓ FALTA de DINHEIRO ?
Viana do Castelo, edifício da Autoridade Marítima, ISN, Polícia Marítima.
A porta da direita está um bocadinho, só um bocadinho . . . como dizer, . . . .adiante!
António Cabral
(marrevoltado.blogspot.pt)




























