Caseiro Marques frequentou e
concluiu o 21º CFORN (1972), da Classe de Fuzileiros e serviu a Marinha durante
onze anos, tendo atingido o posto de Primeiro-tenente.
Segundo o autor, este livro narra
os acontecimentos por ele vividos ao longo da sua permanência na Armada,
designadamente quando prestou serviço na Escola de Fuzileiros, durante o golpe
de 25 de Abril, 25 de Novembro e nos anos subsequentes. Posteriormente, prestou
serviço no Forte de Caxias, entre 1977 e 1980. Terminou a sua carreira militar
em 1983, depois de prestar serviço durante três anos, na Chefia do Serviço de Justiça
da Marinha.
Trata-se de um livro de memórias,
que integra dezenas de documentos e fotografias relacionados com os
acontecimentos relativos àquelas datas. Entre muitos outros factos, o livro
relata a participação do autor na libertação dos presos políticos do Forte de
Caxias no 25 de Abril.
O autor oferece-nos um relato de
vida como que um diário. Sem
pretensões nem artificialismos, desnuda-se perante os leitores – respeita-se a si
próprio.
O autor não foi à guerra, mas
ficou em contacto com uma parte dessa realidade. E no 25 de Abril foi
confrontado com aquilo que nem sabia bem o que era, e muito menos, o que viria
a ser. Foi então que esteve face à realidade dos presos políticos em Caxias.
Este livro dá-nos, de maneira
singela, uma versão dos acontecimentos. As versões são interpretações da
realidade. As interpretações vivem da formação integral de cada indivíduo. E a
Democracia é o regime que, por definição, convive com as diferentes visões do
mundo. Não temos de concordar com os outros, para os respeitarmos. Não podemos
é tolerar os que, a coberto da democracia, desejam atentar contra ela!
Caseiro Marques realça a
necessidade de apostar na defesa da Liberdade e da Democracia. Viver com Honra,
de cara levantada.
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