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quarta-feira, 6 de agosto de 2025

LIVRO "A SAGRES EM AVEIRO 2024"

 


Este livro, editado pela Câmara Municipal de Aveiro, regista a visita inédita do NRP “Sagres” à cidade de Aveiro entre 9 e 21 de Maio de 2024, integrada no Dia da Marinha 2024, nas festividades do Dia da Cidade e nas celebrações de Aveiro, Capital Portuguesa da Cultura. Reúne testemunhos, imagens, dados históricos e bastidores de um acontecimento notável que ficará na memória colectiva desta cidade.

A obra, produzida pela CMA como um documento institucional, promocional e patrimonial, reflecte a visão de Aveiro como cidade aberta ao mar e à cultura, e está dividida em três capítulos: “A História”, “A Sagres em Aveiro” e “O Legado”.

Editado em português e inglês, o livro tem formato de álbum (30 x 30 cm), capa dura e 120 páginas profusamente ilustradas com magníficas fotografias da “Sagres” - tanto a navegar como no porto de Aveiro -  assim como dos diversos eventos então realizados, designadamente os do Dia da Marinha 2024.

O livro teve apresentação internacional no dia 23 de Maio deste ano, no Pavilhão de Portugal, na Expo 2025 Osaka, Japão, onde esteve presente uma representação da CMA, e foi também lançado publicamente na Feira do Livro de Aveiro, no passado dia 22 de Junho.

Parabéns à Câmara Municipal de Aveiro por esta magnifica iniciativa que muito dignifica a cidade e se constitui como um honroso tributo à Marinha Portuguesa e ao Navio-Escola “Sagres”.

sábado, 21 de junho de 2025

“Bamos Intão Lá Cum Deus …” , um historial do “Barco Moliceiro Lagunar”. Museu Marítimo de Ílhavo, 21 de Junho de 2025, às 16h00

Por Senos da Fonseca

O livro “Monografia do Barco Moliceiro – Dois Séculos de História”, que colocamos à disposição do leitor, não pretende ser um álbum recheado de abundantes registos fotográficos, repetidos ou muito semelhantes, do actual (última versão) barco moliceiro lagunar.

À recuperação dos restos que ainda existiam, foram-se juntando novas unidades (saídas das mãos prodigiosas dos últimos e incomparáveis mestres da enxó e do machado), cujo destino se reparte, hoje, entre a sua utilização em fins regateiros festivos (sempre empolgantes de apreciar nas singraduras de arrepiar em procura de “amuras”) ou, embora decapitados dos seus imponentes mastros e velas fartas, navegam carregados de turistas, vindos de todo o mundo, atraídos a neles embarcar pelos volteios dos já “acanhados” canais da cidade de Aveiro, cativados pela singularidade, esbelteza e atrevimento das formas (únicas) da embarcação, a que se junta a garridice e o atrevimento jocoso e brejeiro dos seus painéis brochados.

Não… este livro não se limita a destacar essa faceta, a mais atrativa. Este livro inclui todo o historial do “Barco Moliceiro Lagunar”, historial que ultrapassa já três séculos, sempre que possível, documentalmente  justificado.

Abordaremos, assim, os aspetos que a seguir se apontam e que, nos parecem fundamentais, para o seu verdadeiro conhecimento:

1- As razões que levaram a notável mestrança naval, lagunar, a criar uma embarcação capaz de responder à solicitação do “rústico da lavra” que, sonhava ser possível, apesar de tudo, fazer dos pauis encharcados e lodosos, ribeirinhos, terra esverdeada produtiva, capaz de dar pão;

2- O fixar a data do aparecimento, na Laguna, do primeiro tipo de barco especificamente voltado para a apanha, por arrasto, dos fundos lodosos da ria. Historiar a apanha das ervagens que, já secas, misturadas com o “escasso”, serviam para engordar e impermeabilizar os encharcados e arenosos terrenos da beirada lagunar, onde, até então, nem uma vergôntea enfezada medrava. Surribados, ano após ano, adoçaram-lhes o ventre, misturando-lhes o moliço e escasso, prontos a receberem a semente que os transformou em orla de jardins verdejantes;

3- A sistematização de todo o historial do “Moliço”, cujas referências benfazejas, vinham já do Séc. XIII;

4- A reconstituição da dimensão da recolha de moliços que logo se mostrou excessiva, crescendo exponencialmente, com efeitos perniciosos, destrutivos, da fauna lagunar. No livro, elabora-se um cálculo, o mais aproximado possível (exercício único apenas iniciado por Regalla no Séc. XIX) das quantidades anuais extraídas após 1883, até ao fim das safras moliceiras (1961). Pela dimensão dessa dádiva lagunar, constatamos da sua importância na criação de um mundo fértil que permitiu atrair e fixar gentes para esta zona, ao princípio desesperadamente hostil, desértica de gente e vida. Perceberemos como os valores da riqueza provinda da zona lagunar, pelo “moliço”, ombrearam com os do sal e com os provindos da actividade de pesca interior; 

5- A sistematização dos dois tipos de embarcações “Moliceiras”, Barco do Centro/Sul (MATOLA) e Barco do Norte lagunar, estudando-os (definindo-os), procurando as razões das suas diferenças, apresentando os planos geométricos de cada um deles, em 2D e 3D. No livro descreve-se todo o método de construção utilizado pela “mestrança da enxó e do machado” para produzir tão belos e singulares instrumentos de trabalho, guiados pelo célebre “pau-de-pontos”, onde, marca a marca, estão inseridas todas as medidas fundamentais da embarcação;

6- A referência inevitável à brochagem dos painéis (hoje pinturas de algum, assinalável, pendor artístico), ainda que feita de um modo completamente diferente do fim e intenção como tem sido abordada. O livro assume as razões que influenciaram o seu aparecimento na Laguna, a evolução, a “chança” na exibição festiva das embarcações, e a justificação da garridice, e até brejeirice, dos painéis. Porque, historicamente, não foram apenas os barcos Moliceiros de arrasto, as embarcações que colheram moliço da ria, o livro faz também uma revivência das Bateiras Erveiras, (tipos) incluindo destas os planos geométricos, ou construção, em 2D e 3D (oque julgamos do maior interesse para memória futura, integrados em Escolas, Museus, Centros de Estudo, etc.). Finalmente, damos conta, do modo como a consulta dos Registos de Embarcações na Capitania do Porto de Aveiro (e dos livros daqui perdidos, hoje depositados no Arquivo Geral da Marinha), dão uma perfeita e completa indicação (destruindo ideias tantas vezes, erradamente, assumidas) sobre a evolução da tipologia das embarcações e das quantidades, anualmente construídas, bem como do nome e origem dos Mestres Construtores, lagunares, sua importância e dimensão.

Pensamos, pois, deixar bem claro que o propósito da “Monografia do Barco Moliceiro” pretende ser o inédito e o mais completo registo histórico do instrumento de trabalho prodigioso – o Moliceiro. Apresentamo-lo como a embarcação singular, única, que permitiu ao homem lagunar tirar do fundo lodoso da ria, o estrume vegetal, logo espalhado sobre o areal solto, roto, por onde a água se esvaía facilmente, ano após ano, engordando-o e, simultaneamente, impermeabilizando-o. Foi o suficiente para nele reter a humidade doce, vinda da ria, ao tempo em que, refrescados pela brisa marinha estival, permitia o milagre de transformar lamaçais inóspitos em fecundas terras pintadas de um verde tenro e fresco a garantir ao homem lagunar, o pão e leite de que precisava. E se, na dorida labuta, o vento e a marola, na invernia, lhe destruíam ou corroíam obra feita, o homem lagunar voltava de novo ao princípio, esfalfando-se acurar as feridas provocadas pela ingratidão da natureza.

Como em nenhum outro lugar, foi tão escancaradamente notória a interacção do homem com o meio que o rodeava, e onde se pretendia instalar. Aqui, o homem tornou-se um verdadeiro fazedor de paisagens. Agarrado ao arado, com ele sulcou vezes sem fim a planura lassa, misturando-lhe o estrume marinho, estendendo-lhe a semente, para nela fazer surgir a clorofiladas gramíneas intensivamente deitadas à terra.

Nos raros intervalos da labuta, teve ainda tempo e disposição para, em dias assinaláveis, esquecer as agruras da ciclópica tarefa de demiurgo terreno a fazer um mundo novo, ao encontrar alegria e renovada esperança no transitório dos momentos festivos, assinalados, dos seus oragos protectores. Gente para quem, no dizer de Luís Magalhães, “a semana é de água e o domingo de terra”.


Nota: natural de Ílhavo, o autor é Engenheiro Mecânico e foi Oficial da Reserva Naval (5 CEORN 1962). Foi o vencedor do Prémio Almirante Sarmento Rodrigues em 2011, atribuído pela Academia de Marinha. Escritor, poeta, investigador e historiador, tem uma vastíssima obra publicada, designadamente sobre a historiografia da sua terra e das suas gentes, a construção naval das embarcações da Ria de Aveiro, a pesca do bacalhau e as  navegações marítimas portuguesas.

quarta-feira, 4 de junho de 2025

Apresentação do livro "Era Abril e estive lá" em Aveiro (Biblioteca Municipal) 7JUN2025

 






Caseiro Marques frequentou e concluiu o 21º CFORN (1972), da Classe de Fuzileiros e serviu a Marinha durante onze anos, tendo atingido o posto de Primeiro-tenente.

Segundo o autor, este livro narra os acontecimentos por ele vividos ao longo da sua permanência na Armada, designadamente quando prestou serviço na Escola de Fuzileiros, durante o golpe de 25 de Abril, 25 de Novembro e nos anos subsequentes. Posteriormente, prestou serviço no Forte de Caxias, entre 1977 e 1980. Terminou a sua carreira militar em 1983, depois de prestar serviço durante três anos, na Chefia do Serviço de Justiça da Marinha.

Trata-se de um livro de memórias, que integra dezenas de documentos e fotografias relacionados com os acontecimentos relativos àquelas datas. Entre muitos outros factos, o livro relata a participação do autor na libertação dos presos políticos do Forte de Caxias no 25 de Abril.

O autor oferece-nos um relato de vida como que um diário. Sem pretensões nem artificialismos, desnuda-se perante os leitores – respeita-se a si próprio.

O autor não foi à guerra, mas ficou em contacto com uma parte dessa realidade. E no 25 de Abril foi confrontado com aquilo que nem sabia bem o que era, e muito menos, o que viria a ser. Foi então que esteve face à realidade dos presos políticos em Caxias.

Este livro dá-nos, de maneira singela, uma versão dos acontecimentos. As versões são interpretações da realidade. As interpretações vivem da formação integral de cada indivíduo. E a Democracia é o regime que, por definição, convive com as diferentes visões do mundo. Não temos de concordar com os outros, para os respeitarmos. Não podemos é tolerar os que, a coberto da democracia, desejam atentar contra ela!

Caseiro Marques realça a necessidade de apostar na defesa da Liberdade e da Democracia. Viver com Honra, de cara levantada.


Fonte: autor Dr. António Caseiro Marques / 1 TEN FZ RN

sábado, 15 de junho de 2024

LIVROS

Bom dia.
Livro interessante.
Tenham um bom fim de semana. Saúde.
António Cabral
Calm, ref
(marrevoltado.blogspot.pt)

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2024

CULTURA
. . . . . .
Como sou dado ao tédio, é curioso que nunca, até hoje, me lembrou de meditar em que consiste. Estou hoje, deveras, nesse estado intermédio da alma em que nem me apetece a vida nem outra coisa.
. . . . . .
(pág. 236)
AC

sábado, 16 de dezembro de 2023

Apresentação do livro “saberes que tornaram possíveis… As Grandes Navegações Portuguesas” na Sociedade de Geografia de Lisboa (2ª feira, 18 de Dezembro, 15h30)


O Eng.º João Senos da Fonseca, natural de Ílhavo, tem estudado, investigado e divulgado, entre outros, vários assuntos relacionados com a temática marítima, designadamente sobre a construção naval, a  pesca do bacalhau e os descobrimentos portugueses. Tem quase duas dezenas de livros publicados e é coautor de documentários em vídeo sobre a Faina Maior, já exibidos na RTP 1, um dos quais recentemente. Em 2011 foi-lhe atribuído pela Academia de Marinha o Prémio “Alm. Sarmento Rodrigues" pela sua obra “Embarcações que tiveram berço na laguna”. É oficial da Reserva Naval (5º CEORN 1962).




domingo, 23 de abril de 2023

23 ABRIL
Dia Mundial do Livro e Direitos de Autor
António Cabral
Calm, ref
(marrevoltado.blogspot.pt) 

sábado, 14 de janeiro de 2023

CULTURA

"Não há normas. Todos os homens são excepção a uma regra que não existe"


"Depois de amanhã, sim, só depois de amanhã….."

"E o escuro ruído da chuva é constante em meu pensamento"…. 

"Qualquer música, ah, qualquer,
Logo que me tire da alma
Esta incerteza que quer
Qualquer impossível calma!"

António Cabral

segunda-feira, 2 de janeiro de 2023

CULTURA

Lusitânia

Os que avançam de frente para o mar
E nele enterram como uma aguda faca
A proa negra dos seus barcos
Vivem de pouco pão e de luar

(Sophia de Mello Breyner Andresen)

António Cabral

domingo, 4 de dezembro de 2022

O DESASSOSSEGO 

….O devaneio em que naturalmente se perde quem não pensa, perco-me eu nele por escrito, pois sei sonhar em prosa…..

(pag. 142, Livro do desassossego, Fernando Pessoa)

António Cabral


Tenham um bom Domingo. Saúde.

domingo, 19 de junho de 2022

LEITURAS
Mais e mais vou lendo livros. Mais e mais vou regressando a livros lidos no passado. Olho muito à minha razoável biblioteca.
Um dos que me vem ocupando é um "calhamaço" de 860 páginas. Este!
Fiquei a saber coisas interessantes, por exemplo, que pelo menos tempos atrás, consumidores da Carolina do Sul e da Virgínia preferirem vinho pálido e seco enquanto os de Filadélfia vinhos dourados e mais doces. Já os de Nova Iorque privilegiarem a cor âmbar.
Este livro aborda o rico e complexo processo da vida do vinho da Madeira - da vinha ao cais, do cais da Ilha a outros no vasto Atlântico e no Índico, e desses outros cais às habitações, aos salões, às tabernas das cidades portuárias e dos inóspitos interiores dos continentes.
Nesta habitação vou abrir uma garrafa há muito destinada para uma dada celebração. Voltarei ao assunto.
Bom Domingo, saúde.
António Cabral
Calm, ref
(marrevoltado.blogspot.pt)

quarta-feira, 19 de janeiro de 2022

MARINHA. O Uniforme Militar na Armada.

Alberto Cutileiro, Vol III
António Cabral

Contra-Almirante, reformado

(marrevoltado.blogspot.pt)

segunda-feira, 20 de maio de 2019

Está para breve o lançamento dum  livro que se intitula:

"Traços de Vida de um Oficial de Marinha. Raízes de um fio condutor"

Da autoria do VALM João Manuel Pires Neves, que a Comissão Cultural de Marinha irá dar à estampa em cerimónia presidida por SEXA o Chefe do Estado-Maior da Armada, Almirante António Mendes Calado,  no dia 03 de Junho p.f. pelas 1730 horas, no Pavilhão das Galeotas, do Museu de Marinha, em Lisboa, junto ao Mosteiro dos Jerónimos.
A obra que inclui um prefácio do próprio ALM CEMA, será apresentada pelo Almirante Francisco Vidal Abreu.

quarta-feira, 19 de julho de 2017

FORÇAS ARMADAS PORTUGUESAS

A COMPLEXIDADE dos DESAFIOS e a CONDIÇÃO MILITAR
O Grupo de Reflexão Estratégica Independente (GREI) promoveu ontem ao fim da tarde um evento para apresentação de um livro que o GREI pretende seja "....simplesmente um documento de divulgação e esclarecimento". 
O livro tem por título as frases supra.
Fui um dos muitos convidados, e sentado estive a ouvir algumas personalidades que compunham a mesa.
O GREI deu a presidência da mesa ao general Ramalho Eanes e, para além de proeminentes elementos dos corpos sociais da associação, falaram e por esta ordem, o presidente da mesa da assembleia geral do GREI, o Professor Adriano Moreira que prefaciou a obra, e o Dr Jaime Gama que se encarregou da apresentação do livro.
Nos inúmeros convidados (a sala do Museu Nacional de Arqueologia estava a abarrotar) havia de tudo, desde muitos políticos conhecidos da nossa praça como Jorge Coelho ou o actual e inefável presidente da Câmara Municipal de Lisboa, a pensadores ilustres como Joaquim Aguiar, professores catedráticos, muitos militares do activo na reserva e na reforma, chefes militares trajando à civil ou uniformizados, ex-chefes militares, muitos militares dos três ramos das FA, etc.
Tal como referiu Jaime Gama a dada altura, há militares que ao longo do tempo escrevem apenas o estritamente necessário, outros que não escrevem, outros são ausentes.
Pela minha parte, também a propósito deste livro que ontem comecei a ler, não incorporo os ausentes.

António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)

quarta-feira, 15 de março de 2017

MEMÓRIAS
Quanto a memórias, alguns dos que periodicamente visitam este blogue cumpriram comissões de serviço em Angola.
Vem isto a propósito de um livro há poucos dias vindo a público, e que tem, como estimulantes curiosidades, abordar uma faceta da guerra em Angola no caso a criação e o emprego dos célebres "Flechas", e o autor ser um camarada de armas no activo que se tem dedicado ás informações.
O livro chama-se - OS FLECHAS, a tropa secreta da PIDE / DGS na guerra em Angola - e o seu autor é o cmg Fernando Cavaleiro Ângelo. Aqui fica o "marketing", "pro bono".
António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

JORNAL DA MARINHA


Só agora tive a oportunidade de analisar o Jornal da Marinha – Chefias, Mudanças, Permanências e Desempenhos nos Últimos 180 Anos, que é mais uma importante obra do nosso camarada e distinto académico João Moreira Freire, editada no passado mês de Novembro pelas Edições Colibri.
São 425 páginas de sistematizadas informações, reflexões e comentários sobre a Marinha desde a Monarquia Constitucional até à actualidade, subscritos por alguém que “foi, em jovem, oficial da Armada” - e que eu acrescento, dos muito bons - que se constituem como um marco na historiografia naval e um documento indispensável para quem se interessa pelo historial da nossa corporação.
A obra é dedicada a Venceslau de Moraes, António Sérgio e Jorge de Sena “cuja independência de espírito, integridade e rebeldia frustraram uma carreira naval mas abriram a porta a novos progressos para a Humanidade” e, em particular, aos seus companheiros do Curso “Luís de Camões” da Escola Naval (1960-1964).
Da sua introdução à obra destaco a seguinte passagem:
“Esta é, assim, também uma história de retrocessos e resistências. No caso português, a marinha das naus e das fragatas, que ainda era capaz de colaborar utilmente com forças aliadas no Mediterrâneo no século XVIII, perdeu-se com a independência do Brasil. A gestão do império ultramarino oitocentista, com uma força naval empenhada na sua consolidação, perdeu-se com a República. A marinha atlântica, forjada contra ameaças totalitárias no século XX, enfraqueceu-se com o esforço da última guerra colonial, cuja renovada marinha se perdeu por sua vez com a revolução democrática do 25 de Abril. Sempre “ancorada a ocidente”, a Marinha actual tenta cumprir as suas novas tarefas, dentro da permanente missão de assegurar uma presença de Portugal no mar”.
Parabéns João Freire por mais este testemunho da tua esclarecida inteligência e pelo teu trabalho em prol da Marinha!

Nota: Informação recebida do autor indica que o livro está disponível na FNAC e estará (brevemente) também na loja do Museu de Marinha.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

ARMORIAL da Marinha Portuguesa e da Autoridade Marítima Nacional


NOTA: O EVENTO FOI ANTECIPADO PARA AS 17H00


   Principais características da obra:
   Formato                                        24cm x 31,5cm
   Número de páginas                       632
   Símbolos heráldicos e desenhos    685

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Convite

Recebido do Cte Pedro Lauret, com pedido de publicação.