MEMÓRIAS
Quanto a memórias, alguns dos que periodicamente visitam este blogue cumpriram comissões de serviço em Angola.
Vem isto a propósito de um livro há poucos dias vindo a público, e que tem, como estimulantes curiosidades, abordar uma faceta da guerra em Angola no caso a criação e o emprego dos célebres "Flechas", e o autor ser um camarada de armas no activo que se tem dedicado ás informações.
O livro chama-se - OS FLECHAS, a tropa secreta da PIDE / DGS na guerra em Angola - e o seu autor é o cmg Fernando Cavaleiro Ângelo. Aqui fica o "marketing", "pro bono".
António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)
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quarta-feira, 15 de março de 2017
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domingo, 27 de novembro de 2016
MEMÓRIAS
Há dias, ao visitar minha mãe, ao olhar para a imensidão de livros muito antigos que se aconchegam nas prateleiras da velha biblioteca caseira, os meus olhos pararam com curiosidade num deles - Nós, os Cabindas, história, leis, usos e costumes dos povos de N'Goio, escrito por D. José Franque (príncipe negro D. Domingos José Franque, Boma-Zanei-N'Vimba na língua nativa). Se bem percebo, N'Goio é, na língua nativa, o enclave de Cabinda.
António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)
Há dias, ao visitar minha mãe, ao olhar para a imensidão de livros muito antigos que se aconchegam nas prateleiras da velha biblioteca caseira, os meus olhos pararam com curiosidade num deles - Nós, os Cabindas, história, leis, usos e costumes dos povos de N'Goio, escrito por D. José Franque (príncipe negro D. Domingos José Franque, Boma-Zanei-N'Vimba na língua nativa). Se bem percebo, N'Goio é, na língua nativa, o enclave de Cabinda.
É um livro editado pela ARGO, em 1940, e que a minha mãe então solteira comprou em 1944. Custou 10$00 escudos. Ainda não o li todo, é curioso, tem piada, é uma colectânea de apontamentos, e olhando à época dele se pode pensar muita coisa.
Deixo uma digitalização de um dos apontamentos, pela curiosidade de referir, um dos nossos reis, e o governador de Angola que na época referida no texto seria um oficial general da Marinha.
António Cabral
cAlmirante, reformado
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quarta-feira, 11 de novembro de 2015
11 de Novembro.
Neste dia, no afastado ano de 1918, foi posto um fim ás atrocidades, ás brutalidades, ás hostilidades, que se verificaram na sangrenta guerra em solo Europeu, a chamada I Grande Guerra. Nesse dia foi assinado o armistício. Convencionou-se o dia 11 de Novembro para vincar nesta data um gesto, uma homenagem, aos milhares e milhares de militares caídos durante essa guerra.
Nos países ligados ao Reino Unido, muitos cidadãos ostentam nesta data nos seus casacos, a simbólica papoila vermelha.
Este símbolo, decorre da realidade da natureza verificada por todo o lado, também, nos campos de batalha, designadamente na Flandres: o anual aparecimento de papoilas e particularmente nos cemitérios, por entre campas onde descansam esses milhares de combatentes.
No meu desgraçado País, tudo o que cheire a militar é esconjurado. Não é agora o momento para enunciar alguns factos relacionados com esta triste realidade.
O que queria salientar, é que a Liga dos Combatentes, celebra sempre este dia.
Ouvi hoje o discurso do Presidente da Liga dos Combatentes. Daquelas palavras se podem retirar várias conclusões sobre a sociedade onde me insiro. Mas fico por aqui.
São portanto 97 anos sobre o armistício.
Mas 11 de Novembro é também a data da independência de Angola. Esta data é, assim, considerada como a que marca o fim da guerra no Ultramar.
Também concordo com muitos dos que, lamentando a descolonização desordenada (para dizer o menos), essa tragédia pode em grande medida ser considerada a outra face da colonização mas, sobretudo, da descolonização que não foi e devia ter sido feita, na mesma senda do que concretizaram outros países Europeus.
Mas o que repudio é a linguagem soft sempre utilizada para desculpar a ligeireza particularmente de dois ou três dos donos disto tudo, civis. Repudio esse branqueamento constante da nossa história recente. Porque o drama que se verificou com os retornados, não pode ser só atribuído ao que, muito estupidamente, não se fez antes do 25 de Abril. As acções, as inações, e as omissões, dos novos senhores de então, muito contribuíram para as tragédias que ocorreram.
11 de Novembro, respeitem-se os combatentes, de todos os lados das trincheiras.
António Cabral
cAlmirante, reformado
(chapéus há muitos)
Neste dia, no afastado ano de 1918, foi posto um fim ás atrocidades, ás brutalidades, ás hostilidades, que se verificaram na sangrenta guerra em solo Europeu, a chamada I Grande Guerra. Nesse dia foi assinado o armistício. Convencionou-se o dia 11 de Novembro para vincar nesta data um gesto, uma homenagem, aos milhares e milhares de militares caídos durante essa guerra.
Nos países ligados ao Reino Unido, muitos cidadãos ostentam nesta data nos seus casacos, a simbólica papoila vermelha.
Este símbolo, decorre da realidade da natureza verificada por todo o lado, também, nos campos de batalha, designadamente na Flandres: o anual aparecimento de papoilas e particularmente nos cemitérios, por entre campas onde descansam esses milhares de combatentes.
No meu desgraçado País, tudo o que cheire a militar é esconjurado. Não é agora o momento para enunciar alguns factos relacionados com esta triste realidade.
O que queria salientar, é que a Liga dos Combatentes, celebra sempre este dia.
Ouvi hoje o discurso do Presidente da Liga dos Combatentes. Daquelas palavras se podem retirar várias conclusões sobre a sociedade onde me insiro. Mas fico por aqui.
São portanto 97 anos sobre o armistício.
Mas 11 de Novembro é também a data da independência de Angola. Esta data é, assim, considerada como a que marca o fim da guerra no Ultramar.
Também concordo com muitos dos que, lamentando a descolonização desordenada (para dizer o menos), essa tragédia pode em grande medida ser considerada a outra face da colonização mas, sobretudo, da descolonização que não foi e devia ter sido feita, na mesma senda do que concretizaram outros países Europeus.
Mas o que repudio é a linguagem soft sempre utilizada para desculpar a ligeireza particularmente de dois ou três dos donos disto tudo, civis. Repudio esse branqueamento constante da nossa história recente. Porque o drama que se verificou com os retornados, não pode ser só atribuído ao que, muito estupidamente, não se fez antes do 25 de Abril. As acções, as inações, e as omissões, dos novos senhores de então, muito contribuíram para as tragédias que ocorreram.
11 de Novembro, respeitem-se os combatentes, de todos os lados das trincheiras.
António Cabral
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