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quinta-feira, 7 de abril de 2022

P A Z

António Cabral
Contra-Almirante, reformado
(marrevoltado.blogspot.pt)

sábado, 30 de outubro de 2021

PAZ,   GUERRA,   PAZ

Não é pelo facto de estarmos formalmente em paz que podemos abandonar conceitos de defesa e de segurança.

Tal como não é por os carros serem hoje mais seguros que devemos esquecer as boas regras da condução.

Tal como não é por haver vacinas para praticamente tudo que devemos ser descuidados com a nossa saúde e segurança física.

Ah, a propósito de vacinas para quase tudo, infelizmente não há para tudo. 

Não existem, por exemplo, para afastar os energúmenos que nos infernizam a vida e nos entram em casa através das TV e Internet. Infelizmente, não há vacinas de decência e dignidade para inocular a gentalha habituada a servir-se em vez de servir a sociedade.

António Cabral

Conta-Almirante, reformado

(marrevoltado.blogspot.pt)

sábado, 23 de outubro de 2021

PAZ,  GUERRA,  PAZ

…"é necessário estarmos apercebidos para nos defendermos de quem quiser ofender, porque a presteza aproveita às vezes mais que a força, nas cousas da guerra. Não descansem os amigos da paz, na que agora gozam, se a querem perpetuar porque os contrários dela, se a virem mansa, levá-la-ão nas unhas. E por isso, favoreçam as armas, as quais não são tão contrárias da paz como parecem, antes ela defendem a paz, como os cães defendem as ovelhas posto que pareçam contrárias delas"….(Arte da Guerra no Mar, padre Fernando Oliveira)


(dedico à massa ignara)

António Cabral

Contra-Almirante, reformado

(marrevoltado.blogspot.pt)

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

11 de Novembro.
Neste dia, no afastado ano de 1918, foi posto um fim ás atrocidades, ás brutalidades, ás hostilidades, que se verificaram na sangrenta guerra em solo Europeu, a chamada I Grande Guerra. Nesse dia foi assinado o armistício. Convencionou-se o dia 11 de Novembro para vincar nesta data um gesto, uma homenagem, aos milhares e milhares de militares caídos durante essa guerra.
Nos países ligados ao Reino Unido, muitos cidadãos ostentam nesta data nos seus casacos, a simbólica papoila vermelha.
Este símbolo, decorre da realidade da natureza verificada por todo o lado, também, nos campos de batalha, designadamente na Flandres: o anual aparecimento de papoilas e particularmente nos cemitérios, por entre campas onde descansam esses milhares de combatentes.
No meu desgraçado País, tudo o que cheire a militar é esconjurado. Não é agora o momento para enunciar alguns factos relacionados com esta triste realidade.
O que queria salientar, é que a Liga dos Combatentes, celebra sempre este dia.
Ouvi hoje o discurso do Presidente da Liga dos Combatentes. Daquelas palavras se podem retirar várias conclusões sobre a sociedade onde me insiro. Mas fico por aqui.
São portanto 97 anos sobre o armistício.

Mas 11 de Novembro é também a data da independência de Angola. Esta data é, assim, considerada como a que marca o fim da guerra no Ultramar.
Também concordo com muitos dos que, lamentando a descolonização desordenada (para dizer o menos), essa tragédia pode em grande medida ser considerada a outra face da colonização mas, sobretudo, da descolonização que não foi e devia ter sido feita, na mesma senda do que concretizaram outros países Europeus.
Mas o que repudio é a linguagem soft sempre utilizada para desculpar a ligeireza particularmente de dois ou três dos donos disto tudo, civis. Repudio esse branqueamento constante da nossa história recente. Porque o drama que se verificou com os retornados, não pode ser só atribuído ao que, muito estupidamente, não se fez antes do 25 de Abril. As acções, as inações, e as omissões, dos novos senhores de então, muito contribuíram para as tragédias que ocorreram.

11 de Novembro, respeitem-se os combatentes, de todos os lados das trincheiras.
António Cabral
cAlmirante, reformado
(chapéus há muitos)