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quarta-feira, 4 de junho de 2025

Apresentação do livro "Era Abril e estive lá" em Aveiro (Biblioteca Municipal) 7JUN2025

 






Caseiro Marques frequentou e concluiu o 21º CFORN (1972), da Classe de Fuzileiros e serviu a Marinha durante onze anos, tendo atingido o posto de Primeiro-tenente.

Segundo o autor, este livro narra os acontecimentos por ele vividos ao longo da sua permanência na Armada, designadamente quando prestou serviço na Escola de Fuzileiros, durante o golpe de 25 de Abril, 25 de Novembro e nos anos subsequentes. Posteriormente, prestou serviço no Forte de Caxias, entre 1977 e 1980. Terminou a sua carreira militar em 1983, depois de prestar serviço durante três anos, na Chefia do Serviço de Justiça da Marinha.

Trata-se de um livro de memórias, que integra dezenas de documentos e fotografias relacionados com os acontecimentos relativos àquelas datas. Entre muitos outros factos, o livro relata a participação do autor na libertação dos presos políticos do Forte de Caxias no 25 de Abril.

O autor oferece-nos um relato de vida como que um diário. Sem pretensões nem artificialismos, desnuda-se perante os leitores – respeita-se a si próprio.

O autor não foi à guerra, mas ficou em contacto com uma parte dessa realidade. E no 25 de Abril foi confrontado com aquilo que nem sabia bem o que era, e muito menos, o que viria a ser. Foi então que esteve face à realidade dos presos políticos em Caxias.

Este livro dá-nos, de maneira singela, uma versão dos acontecimentos. As versões são interpretações da realidade. As interpretações vivem da formação integral de cada indivíduo. E a Democracia é o regime que, por definição, convive com as diferentes visões do mundo. Não temos de concordar com os outros, para os respeitarmos. Não podemos é tolerar os que, a coberto da democracia, desejam atentar contra ela!

Caseiro Marques realça a necessidade de apostar na defesa da Liberdade e da Democracia. Viver com Honra, de cara levantada.


Fonte: autor Dr. António Caseiro Marques / 1 TEN FZ RN

domingo, 28 de maio de 2023

MEMÓRIAS

No passado dia 16 de Maio deixei a sugestão para aqui se publicarem factos, eventos, fotografias do nosso passado.

Todos nós e particularmente os que como eu vamos ficando menos novos tivemos "cenas" variadas na carreira, e soubemos de muitas outras envolvendo outros camaradas de armas.

Com o devido e sentido agradecimento ao Cte Simões Lopes aqui transcrevo uma peça que o Sr seu pai testemunhou. 

Pessoalmente acho uma delícia.


António Cabral
Calm, ref
(marrevoltado.blogspot.pt)

terça-feira, 16 de maio de 2023

MEMÓRIAS
Há dias e a propósito de eu ter começado a registrar por escrito, COM CANETA, muita coisa da minha vida privada e da carreira, deixei aqui uma sugestão para que, particularmente, os camaradas de armas menos novos se chegassem á frente e partilhassem "cenas", episódios, eventos, factos, histórias, etc. relativos à Marinha.
Acrescento, e relativo a Forças Armadas?
E fotografias que cada um tenha tirado ao longo do tempo?
Ou outras fotografias?

Anexo uma preciosidade que, confesso, já não recordo onde a fui buscar. Está entre as milhares que tenho em arquivo, pessoais e outras "roubadas".

A terminar, cumpre-me agradecer ao Cte Pedro Serradas a disponibilidade e amabilidade em complementar o que então escrevi. 

O que o Cte Pedro Serradas entendeu partilhar faz-me recordar o que um dia me disseram e não sei se corresponde à verdade: que, além de outras velharias voadoras então existentes, também os P2V5 teriam ido parar a Angola. 
António Cabral
Calm, ref
(marrevoltado.blogspot.pt) 

quinta-feira, 11 de maio de 2023

MEMÓRIAS
E, a Propósito, AVIAÇÃO NAVAL
A propósito dos primórdios da aviação naval, na nossa Marinha, lembro-me que a actual BA 6 no Montijo e salvo erro até à criação da Secretaria de Estado da Aeronáutica no tempo "da outra senhora", teve como comandantes oficiais da Marinha.

Não consegui ir verificar mas, provavelmente, alguns camaradas "menos novos" do que eu poderão, se assim o entenderem, dar uma ajuda. 
Particularmente no que se refere à eventual veracidade de ter sido o último comandante o já não entre nós Valm Ferrer Caeiro.

A este propósito, a minha mulher insiste comigo cada vez mais para eu escrever uma espécie de memórias, quer sobre a minha vida/ carreira quer sobre a vida privada.
Estou a iniciar isso.

Nessa medida, deixo um sugestão à consideração de todos os visitantes e leitores deste blogue mas, particularmente, aos camaradas de armas e fundadores do blogue.

Pela minha parte, com mais ou menos cuidado, com mais ou menos jeito, com boas intenções e sobretudo honestidade intelectual e sempre na mente e espírito o exemplo de vida de Bento de Jesus Caraça, vou tentando animar o blogue.

Sobre o Valm Ferrer Caeiro, voltarei ao assunto para recordar dois ou três aspectos e situações que ambos vivemos.

António Cabral
Calm, ref
(marrevoltado.blogspot.pt)

segunda-feira, 20 de maio de 2019

Está para breve o lançamento dum  livro que se intitula:

"Traços de Vida de um Oficial de Marinha. Raízes de um fio condutor"

Da autoria do VALM João Manuel Pires Neves, que a Comissão Cultural de Marinha irá dar à estampa em cerimónia presidida por SEXA o Chefe do Estado-Maior da Armada, Almirante António Mendes Calado,  no dia 03 de Junho p.f. pelas 1730 horas, no Pavilhão das Galeotas, do Museu de Marinha, em Lisboa, junto ao Mosteiro dos Jerónimos.
A obra que inclui um prefácio do próprio ALM CEMA, será apresentada pelo Almirante Francisco Vidal Abreu.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Leilão de documentos navais

Pessoa amiga enviou-me este link por conter artigos que me poderiam interessar. Não era efectivamente o caso, mas estranhei que os documentos (planos de navios antigos) que estão em leilão, tenham um carimbo do Museu de Marinha. 
Trata-se em minha opinião de assunto que deverá merecer averiguação e esclarecimento.

sexta-feira, 24 de março de 2017

MEMÓRIAS

Comissão Nacional para as Comemorações dos
Descobrimentos Portugueses

Eduardo Henrique Serra Brandão, Presidente (*)

Joaquim Baptista Viegas Soeiro de Brito, Vice-Presidente(*)
Joaquim Veríssimo Serrão, Vice-Presidente
Luís António de Oliveira Ramos, Vice-Presidente
Rogério da Conceição Serafim Martins, Vice-Presidente
Manuel Marques de Almeida, rep. Ministério das Finanças
Francisco Paulo Mendes da Luz, rep. Ministério N. Estrangeiros
Maria Clara Ilharco Xavier de Sá Bordalo Junqueiro

Luís Maria Nolasco de Guimarães Lobato
Nuno Krus Abecassis, Presidente da Câmara M. de Lisboa
Edgar Manuel Vaissier Portugal Ribeiro, rep. M. D. N. 
António Manuel Pinto, rep. M. Plano e da Adm. Território
Pedro Manuel Guedes Passos Canavarro, rep. M. Educ. Cultura
Maria Fernanda Nunes Vieira Ramos Gomes, rep. R.A. Madeira
José Enes, rep. Região A. Açores
Manuel Jacinto Nunes, rep. Academia das Ciências de Lisboa
Carlos Elmano Rocha, rep. Sociedade de Geografia de Lisboa
Joaquim Alberto Iria Júnior, rep. Academia Portuguesa de História
António Luciano Estácio dos Reis, rep. Academia de Marinha(*)
Ayres de Carvalho, rep. Academia Nacional de Belas-Artes
Luís Guilherme Mendonça de Albuquerque, rep. F.C.Gulbenkian
Carlos Miguel Araújo, rep. Radiotelevisão Portuguesa
(*) oficiais de Marinha

António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

MEMÓRIAS.......curiosidades,....
......UMA COISA QUE CREIO TERMINOU
A taxa militar.
Aqui, uma parte do documento relativo a isso, que a partir da 3ª folha tinha o impresso respeitante ao pagamento anual. No caso que agora me veio ás mãos só existem, naturalmente, os canhotos.
Na altura do início do processo do concidadão há muitos anos falecido, infelizmente, estava-lhe determinado o pagamento anual até 1977, de 30$00 (escudos).


António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

MEMÓRIAS
Se os meus registos estão certos, 13 de Fevereiro é dia mundial da rádio, UNESCO.
Esta manhã, não recordo qual era o posto, enquanto tomava o duche matinal ouvia notícias e, entre outras coisas, que hoje seria também o dia do preservativo!!
Estes dois "eventos", fizeram-me recuar muitas décadas atrás.
Quanto à rádio:
> antes de entrar para a EN, o quanto eu gostava de ouvir música no "Lorenz" do meu tio-Avô, e quanto gostava de por trás observar aquelas "ampolas", que mais tarde aprendi serem válvulas e outras coisas;
> já marinheiro, recordo com saudade os vetustos equipamentos nos velhos draga-minas Rosário, R.Grande, Lajes.
> há poucos dias, dei-me ao trabalho de abrir um dos equipamentos avariados que tinha na garagem, do início dos anos 90 do século passado. Olhando para trás, que pequenez de coisas comparando com o velhinho "Lorenz", placas com umas "coisitas" pequenitas.


Quanto à borrachinha, lembrei-me daquela velha história que ouvi contar em certa câmara de oficiais, décadas atrás, e que era mais ou menos assim: um velho comandante mandou chamar o cantineiro, e disse-lhe que precisava de um, ao que o cantineiro retorquiu que só tinha em embalagens com várias unidades. De pronto - "trás que eu gasto isso num instante".

Memórias.

António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

MEMÓRIAS


António Cabral
cAlmirante, reformado
(chapéus há muitos)

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

MEMÓRIA
Que actualidade?


António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

MEMÓRIAS
António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Blogue "Barco à vista"

Embora seja certamente do conhecimento da maioria, poderá haver ainda quem não conheça o Blogue "Barco à vista", cujo autor, não sendo da Marinha é um seu grande amigo e muito interessado na sua história. Recentemente publicou mais uma crónica da história do ex- NRP "S. Miguel" que pode ser vista aqui.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

MEMÓRIAS




António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)

domingo, 1 de janeiro de 2017

MEMÓRIAS
Todos temos memórias, umas boas, outras assim assim, várias más. Todos certamente nos lembramos de coisas passadas nos tempos da nossa meninice.
Olho para o presente, para o Portugal contemporâneo, para o que se vai passando dentro das Forças Armadas, para o tratamento lamentável que prosseguem dando aos militares, e questiono-me.
Longe vão os tempos em que havia alguma ponderação relativamente a certos aspectos da vida dos cidadãos.
Se no passado mais longínquo existiram atrasos, pouco desenvolvimento, exploração, desigualdades gritantes, falta de liberdade, a verdade é que também havia quem tivesse consciência cívica, e preocupações com o seu semelhante.
Muitas décadas atrás, e sei concretamente do que falo, um jovem médico no interior Beirão teve que sair da cidade de distrito pois com dois filhotes e mulher o sustento da casa estava a ser menos fácil, dado que as borlas era constantes.
Além de outras decisões, quem não tinha rádio não pagava nada. Quem já tinha, pagava a consulta.
Alguns anos mais tarde, o critério evoluiu, quem tinha carro pagava, quem tinha carroça ou galera ou não pagava ou quase não lhe levava escudo algum.
Tempos, memórias.

António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

MEMÓRIAS OPERACIONAIS
Muito longe vão os tempos dos exercícios navais, no Canal da Mancha, no Mediterrâneo, no mar do Norte, nas nossas costas.
Lembrei-me deles há dias, ao ver alinhados/ desalinhados vários barcos.
Possível classificação para a "Formation" (agarrada ao fundo) que se mostra na fotografia?  "arbitrary", "unorganized", "irregularly",  "atypical"?
NÃO, talvez a mais adequada seja - "Wine Formation"


António Cabral
cAlmirante, reformado,
(Chapéus há muitos)

sábado, 17 de dezembro de 2016

MEMÓRIAS

Olhei há pouco para coisas muito antigas, algumas dos tempos de meninice. Recordei livros de quadradinhos, cowboys, sarracenos, banda desenhada, por aí fora. Infelizmente, com pequena culpa própria, encarregaram-se de fazer desaparecer muita coisa (lixo, dizem), quase tudo. Até as caixas do antigo "Meccano" foram parar sem minha autorização a um priminho muito mais novo. É a vida, como dizia o outro.
Enquanto "vasculhava" ouvia o rádio na garagem. As notícias deste mundo, cada vez mais desaparafusado.
A propósito da tragédia lá para os lados da Síria, comecei a vasculhar outras coisas e encontrei um resumo, já um pouco antigo, que vem a propósito e partilho. A propósito da Síria.


E então, nesse mundo de outra fé, teremos uns residuais "Kharijites", uns "poucos" "Shi'ites, e a maioria "Sunnis".
Este "papel", é um simples e muito sintético apanhado sobre as principais divisões do Islão. Mas, para quem não esteja a par do assunto, pode dar uma ideia. SUPERFICIAL.
No caso da Síria, teremos gente de vária proveniência, "Ismalites", "Contemporary Ismalites", "Alaouites", "Druze", "Imanites", e certamente uns quantos "Sunites".
Para o "Shi'ism" ao contrário do "Sunism", é atribuída uma importância enorme aos clérigos que têm a missão de interpretar a doutrina e treinar as comunidades.
Para se tentar perceber o que se passa na Síria, deve ver-se a história, ir até pelo menos 500/ 600 anos atrás.
A Síria é uma das criações dos famosos Sykes e Picot, que delinearam os vários Países Árabes de que hoje ouvimos falar, com fronteiras inacreditáveis. Tudo à conta designadamente do petróleo. A Síria era Francesa.
Esse território governa-se autonomamente há pouco mais de umas 5 a 7 décadas. Tem poucas reservas de petróleo, mas acesso ao mar ou seja, pode controlar. 
Não por acaso a Rússia tem lá uma base naval. 
O pai Assad era Shiita, Ba'ath, laico. Com a ascensão do filho, verificaram-se algumas alterações no país, mas rapidamente o granel se instalou. Irmandade Muçulmana, ISIS, ALNUSRA, Curdos, etc.
Guerra civil iniciada algures no ano de 2011. O caos actual.
Enfim, lembrar que os Árabes são um povo, mas muitas religiões.

António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapeús há muitos)

domingo, 11 de dezembro de 2016

MEMÓRIAS



António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

MEMÓRIAS

Do livro já citado em 27 de Novembro passado - Nós, os Cabindas, história, leis, usos e costumes dos povos de N'Goio, escrito por D. José Franque (príncipe negro D. Domingos José Franque, Boma-Zanei-N'Vimba na língua nativa), existem alguns episódios curiosos.
Deixo esta digitalização, porque na página 36


se faz referência a épocas do passado em que muitos enriqueceram à custa do seu semelhante, de epiderme diferente. 

António Cabral 
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)

domingo, 27 de novembro de 2016

MEMÓRIAS

Há dias, ao visitar minha mãe, ao olhar para a imensidão de livros muito antigos que se aconchegam nas prateleiras da velha biblioteca caseira, os meus olhos pararam com curiosidade num  deles - Nós, os Cabindas, história, leis, usos e costumes dos povos de N'Goio, escrito por D. José Franque (príncipe negro D. Domingos José Franque, Boma-Zanei-N'Vimba na língua nativa). Se bem percebo, N'Goio é, na língua nativa, o enclave de Cabinda.
É um livro editado pela ARGO, em 1940, e que a minha mãe então solteira comprou em 1944. Custou 10$00 escudos. Ainda não o li todo, é curioso, tem piada, é uma colectânea de apontamentos, e olhando à época dele se pode pensar muita coisa.
Deixo uma digitalização de um dos apontamentos, pela curiosidade de referir, um dos nossos reis, e o governador de Angola que na época referida no texto seria um oficial general da Marinha.


António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)