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sábado, 12 de agosto de 2023

PRESERVAÇÃO. AUTOPRESERVAÇÃO.

Preservação - acto ou efeito de preservar; cautela; prevenção; proteção.

O Papa Francisco sucedeu a Bento. Como ele disse quando assomou à janela depois de sair fumo branco pela chaminé - os meus irmãos cardeais foram buscar um Papa aos confins do mundo, rezem por mim. (se recordo bem).

Não faço ideia do que lhe ia na cabeça naquele momento e se quando disse - rezem por mim - estava a recordar-se que João Paulo I durou  cerca de um mês e…… depois morreu. De quê, nunca disseram, nunca dirão, nunca se saberá. Foi um Papado super rápido.

Francisco tem dito muita coisa, tem defendido muita coisa, muita coisa que no âmago de muitos, faz revolver as entranhas.

Mas a época não está muito propícia para mortes súbitas. Francisco já foi submetido (creio) a 3 operações cirúrgicas e aí está, aflitíssimo dos joelhos, mas cabeça fresca, felizmente.

Mas a igreja é um mundo.

Um mundo é, também, o Islão.

Um mundo é, também, o Judaísmo.

E no mundo temos sempre omnipresente a - autopreservação - no mundo da Fé, qualquer que se observe, no mundo dos interesses, no mundo dos países, no mundo dos políticos.

Aguardemos para ver se as sementes de Francisco frutificarão um dia.

Quando ao Judaísmo mas particularmente quanto ao Islão e a muitos países e políticos, não tenho fé nenhuma que surjam alterações significativas. 

António Cabral

sábado, 17 de dezembro de 2016

MEMÓRIAS

Olhei há pouco para coisas muito antigas, algumas dos tempos de meninice. Recordei livros de quadradinhos, cowboys, sarracenos, banda desenhada, por aí fora. Infelizmente, com pequena culpa própria, encarregaram-se de fazer desaparecer muita coisa (lixo, dizem), quase tudo. Até as caixas do antigo "Meccano" foram parar sem minha autorização a um priminho muito mais novo. É a vida, como dizia o outro.
Enquanto "vasculhava" ouvia o rádio na garagem. As notícias deste mundo, cada vez mais desaparafusado.
A propósito da tragédia lá para os lados da Síria, comecei a vasculhar outras coisas e encontrei um resumo, já um pouco antigo, que vem a propósito e partilho. A propósito da Síria.


E então, nesse mundo de outra fé, teremos uns residuais "Kharijites", uns "poucos" "Shi'ites, e a maioria "Sunnis".
Este "papel", é um simples e muito sintético apanhado sobre as principais divisões do Islão. Mas, para quem não esteja a par do assunto, pode dar uma ideia. SUPERFICIAL.
No caso da Síria, teremos gente de vária proveniência, "Ismalites", "Contemporary Ismalites", "Alaouites", "Druze", "Imanites", e certamente uns quantos "Sunites".
Para o "Shi'ism" ao contrário do "Sunism", é atribuída uma importância enorme aos clérigos que têm a missão de interpretar a doutrina e treinar as comunidades.
Para se tentar perceber o que se passa na Síria, deve ver-se a história, ir até pelo menos 500/ 600 anos atrás.
A Síria é uma das criações dos famosos Sykes e Picot, que delinearam os vários Países Árabes de que hoje ouvimos falar, com fronteiras inacreditáveis. Tudo à conta designadamente do petróleo. A Síria era Francesa.
Esse território governa-se autonomamente há pouco mais de umas 5 a 7 décadas. Tem poucas reservas de petróleo, mas acesso ao mar ou seja, pode controlar. 
Não por acaso a Rússia tem lá uma base naval. 
O pai Assad era Shiita, Ba'ath, laico. Com a ascensão do filho, verificaram-se algumas alterações no país, mas rapidamente o granel se instalou. Irmandade Muçulmana, ISIS, ALNUSRA, Curdos, etc.
Guerra civil iniciada algures no ano de 2011. O caos actual.
Enfim, lembrar que os Árabes são um povo, mas muitas religiões.

António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapeús há muitos)

segunda-feira, 18 de julho de 2016

A TURQUIA. E agora? E o futuro?

É banalidade, mas digo à mesma: o futuro a Deus pertence.
Quem se interessa por estratégia, por geopolítica, sabe que nestas coisas é sempre importante arranjar que uma "porta" fique entreaberta para o que der e vier, para uma saída se necessário, se conveniente, se, se, se, se.......
Antes de mais algumas palavras dispersas, uma referência ao ridículo evidenciado por alguns comentadores dizendo, por exemplo - "golpe das forças armadas".
Nem mesmo olhando para as imagens que iam chegando às TV se tornaram prudentes.
Uma revolta em que se via a ineficácia e um certo acabrunhamento de soldados em camiões de transporte banais, 3 ou 4 carros de combate numa ponte, hordas de civis correndo e fazendo o que lhes apetecia, só comprovavam a alta probabilidade de o tal golpe ser uma coisa chocha.
Além de chocha foi muito bem orquestrado por quem queria atingir determinados fins.
No total, nem 3000 terão sido os tropas/ taratas nas ruas de Ankara e Istambul.
Talvez esses comentadores devessem ir ver melhor a "pequenez" das forças armadas turcas.
Deixemos a treta, portanto.
O mundo chamado ocidental, Europa da UE e EUA, continua com a mania de exportar democracia.
Os resultados estão à vista.
Alguns famosos (??) comentadores, julgarão que se poderão vir a repetir golpes militares como ocorreram na Turquia depois de 1945. Não sou adivinho, mas a probabilidade de Erdogan e os seus seguidores virem a ser derrubados por militares parece-me diminuir a cada ano que passa.
Há quem diga que o poder não se destitui por golpes militares. Olhando a história desde 1900, casos houve em que sim, casos em que não. A afirmação dos princípios é, certamente, determinante. Mas pode não ser o suficiente.
Enquanto no Ocidente se dá espaço a tudo e mais alguma coisa, no mundo do Islão existe o oposto.
Concretamente Erdogan está há muito nesse caminho de ditar o eu quero, posso e mando.
Logo que passou a ter poder na Turquia, começou a urdir uma teia tenebrosa que, em síntese, administrativamente foi gradualmente dizimando todas as elites da sociedade turca pró estado laico.
E a "chacina" foi enorme nas forças armadas.
Além disso, na Turquia, como também entre as populações muçulmanas/ árabes/ africanas que vivem por exemplo na Holanda, Alemanha, Bélgica, França, Reino Unido, o índice de natalidade é muito superior entre as famílias islamizadas. É só uma questão de tempo para se inverter o peso populacional islamizados/ versus cristianizados.
Que é que se passou de facto na Turquia? Ao certo, quem saberá?
Erdogan e fieis, de certeza. Serviços secretos da Rússia, dos EUA? Provavelmente.
Atente-se na timidez das discursatas de OBAMA e do ministro dos negócios estrangeiros da Rússia.
Atente-se na divulgação imediata da lista de milhares de militares e magistrados a prender.
Não é tudo interessante?
Coitadinho do Erdogan, que lhe queriam fazer mal! Pois.
Ah, e quanto à porta aberta de que no início falava, está a parecer-me que Erdogan tem as chaves de todas as portas, que as vai fechando e, se preciso for, arranja forma de encontrar uns Martim Moniz locais.
A Europa que se cuide. E nem EUA se atiram à pouca vergonha das negociatas de petróleo na zona.
Quanto tempo vai estar Putin quieto?

António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)