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sexta-feira, 17 de março de 2023

IN . . .  DOWN  . . .  OUT  . . .
Foi assim.
Após a II GG não tardou a surgir a NATO, e ficou célebre uma frase daí decorrente, em termos realistas, e que rezava mais ou menos assim:
- To allow Americans IN, Germans DOWN, Russians OUT.

Agora não tem aplicação, está modificada.

Para melhor?
Para pior?
Para onde caminhamos?

António Cabral
Calm, ref
(marrevoltado.blogspot.pt)

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2023

COMO ESTAMOS no RÚSSIA-UCRÂNIA ?
Faz hoje um ano.

Passou um ano sobre quê?
Sobre uma operação militar ESPECIALSay again?

Declaração de guerra não houve, isso é coisa que já não se usa. É coisa que Rússia e EUA e muitos outros não usam há muito. Não interessa!

No início desta "coisa" alguns ou muitos não faço ideia, pensaram que era uma agressão militar da Rússia sobre a Ucrânia. 
E era, foi de facto, e continua o horror, opinião pessoal naturalmente. 
Mas na minha modesta opinião logo desde o início que foi e tem sido e assim continuará por mais uns tempos sobretudo uma guerra entre os EUA e a Rússia, ainda que por procuração. 

Ai . . . . . os interesses . . . . ai . . . . . o direito internacional . . . . 
António Cabral
Calm, ref
(marrevoltado.blogspot.pt)

sábado, 28 de janeiro de 2023

RECORDAÇÕES

Agora que a guerra na Ucrânia caminha para fazer um ano no próximo 24 de Fevereiro, agora que há muitas promessas de envio de carros de combate embora alguns só lá apareçam daqui a muiiiiitooooos meses, lembrei-me de várias coisas do passado, como por exemplo esta onde, entre outras indicações, se regista algo curioso quanto a um dos "actores" na área, a Turquia.

António Cabral
Calm, ref
(marrevoltado.blogspo.pt)

quinta-feira, 14 de abril de 2022

PODER  NAVAL  RUSSO. QUE PODER ?

Salvo melhor opinião a guerra que prossegue na Europa está a trazer sucessivas situações que, pelo menos para um interessado por estas coisas como eu, dão muito que pensar.

Tenho opinião sobre, geopolítica, relações internacionais, quem é agressor, antecedentes, o que se pode compreender, o que deve ser considerado inaceitável, violências gratuitas, crimes, etc. etc. etc.

Quero referir-me concretamente apenas a questões puramente militares relativamente aos contendores. 

Acreditando que o plano que aqui quero considerar não envolve emotividade, ideologia, ressentimentos, política, etc., muito gostava que alguns camaradas que sabem bastante destes assuntos militares (não os enumero por respeito, elevada consideração e, em alguns casos, muito amizade) disponibilizassem um pouco do seu tempo de reformados para breves trocas de opinião.

Esta atrevida sugestão, egoísta no bom sentido pois estou sempre atento e a querer aprender, surgiu-me a propósito do título do postal e concretamente a propósito do cruzador Moskva que, aparentemente, MORREU.

A confirmar-se nas próximas horas o que parece corresponder à realidade, este afundamento da pérola da marinha da Rússia remete-me para anos atrás, e lembro-me do sururu que se fez passar no seio da NATO quando este cruzador entrou ao serviço.

Creio não estar muito errado se disser que há alguns anos já, que as várias dimensões do poder de países como por exemplo, EUA, Rússia, China, Reino Unido, França, Índia, passam por, tecnologia, comunicações, informação, comércio e finanças.

Este quase certo afundamento, a problemática logística global, o aparente desconhecimento de várias movimentações adversárias, a aparente ausência de domínio aéreo, a guerra da informação, que podem sugerir quanto às reais capacidades das forças Russas?

E, concretamente quanto ao Moskva, parecendo certo que foi atingido por mísseis, o que sugere o sucedido quanto a informação, defesa própria do navio e defesa da esquadra Russa do Mar Negro? Que sugere isto quanto a capacidades tecnológicas?

Pela minha parte, e repito que aqui estou apenas interessado nos eventos e aspectos militares, fica-me a sensação de que no presente o atraso tecnológico por parte das forças Russas poderá ser grande face ao material diverso que em parte já existiria na Ucrânia e, estou convencido, que vem sendo reforçado por vários países desde há muito tempo.

Se a minha suspeita de haver no presente um grande (provavelmente maior que no passado) desfasamento / atraso tecnológico de muito material militar relativamente ao Ocidente, tiver efectiva correspondência com a realidade, então a Rússia estará numa situação complexa no presente e no futuro tendo em vista o que possa entender que lhe assiste como direito fazer no plano da geopolítica. 

Em que pé estará o poderio Russo quanto a geolocalização, informação obtida "lá de cima" ? O que mostra esta guerra neste aspecto?

Eu sempre desconfiei de certo alarmismo a que fui habituado no activo  quanto ao poderio Russo (não estou a falar do nuclear). Este afundamento do Moskva é, para mim, um pouco surpreendente, algo que me dá que pensar.

Naturalmente, e como quase sempre acontece, muita coisa do que se vem passando nos combates é desconhecido da opinião pública, e da qual uma boa parte se poderá vir a saber daqui a muito tempo. Aguardemos.

Mas gostava muito de saber se aos meus estimados camaradas de Marinha, por exemplo este evento com o Moskva, lhes sugere alguma interrogação no plano militar e tecnológico.

Antonio Cabral
Contra-Almirante, reformado
(marrevoltado.blogspot.pt)

quarta-feira, 16 de março de 2022

Guerra, Comentário, Análise, Dignidade

Como em tudo na vida, em todas as áreas das sociedades, em todos os relacionamentos entre seres humanos, há atitudes e posturas diversas, nomeadamente com dignidade ou sem ela, com rigor ou sem ele, com coerência ou sem ela.

Na vida, colocamo-nos sempre a jeito isto é, ao termos opinião, ao partilhá-la, submetemo-nos a contraditório. Assim deve ser.
Haverá quem ouça/ leia e pondere sem preconceitos, sem estar de pé atrás, concorde ou discorde com normalidade democrática. E há comportamentos contrários, de parcialidade, de incoerência.

Em democracia é sagrado, ouvir as opiniões de outrem, pode-se concordar ou discordar, pode-se argumentar, mas deve sempre respeitar-se as opiniões de cada um. Combatam-se as discordâncias com argumentação decente e rigorosa.

Se numa dada opinião, se numa dada análise, se num determinado comentário se colocarem inexatidões evidentes, se deturparem factos confirmados, se se deturpar grosseiramente a história, etc., naturalmente que elas poderão ser rebatidas com dureza.
Usando o coloquial, quem der o flanco sujeita-se, evidentemente. 

Vem isto a propósito dos infelizes tempos que vivemos, complexos, de enorme incerteza, trazendo com essa incerteza muita ansiedade, angústia, medo ou mesmo pior. Vivemos tempos trágicos e, creio, infelizmente o pior está para vir. Oxalá estivesse enganado.
Todas as pessoas tentam ser felizes. Portugueses, Russos, Americanos, Alemães, Ucranianos, etc.

Vem isto a propósito da inaceitável e ilegítima agressão da Rússia à Ucrânia. 
Vem isto a propósito de que me parece haver muitos a perder lucidez, a deixar-se dominar pelas emoções e comoções, a perder a imparcialidade, sobrepondo as suas inclinações pessoais à análise rigorosa. Constacto isto de todas as "bancadas".

Vem isto a propósito dos ataques que me parecem excessivos a que alguns são submetidos apenas por terem a veleidade de exprimir a sua opinião, apenas por terem a veleidade de comentar esta execrável e ilegítima guerra com base em duas coisas, nos conhecimentos /ferramentas/ doutrinas que aprenderam na profissão e têm a obrigação de conhecer com profundidade e utilizar com rigor, e na sua experiência profissional por esse mundo fora.

Vem isto também a propósito dos comentários de alguns militares/ oficiais em diferentes OCS sobre esta inaceitável guerra, sendo que alguns foram causticamente injuriados por alguns jornalistas. 
Não considero as opiniões desses jornalistas mais válidas que quaisquer comentadores sejam eles civis ou militares, e vice-versa
Todas respeito, leio todas as nacionais e internacionais de que me apercebo nas minhas pesquisas rotineiras e nos meus estudos, e sobre todas tenho concordâncias e tenho discordâncias. 

Todos têm as suas visões, com elas se concordando ou discordando. Tenho as minhas, sobre esta execrável e ilegítima guerra, sobre o meu país, sobre os problemas em sociedade, sobre o futuro. 
Tenho partilhado várias. Neste texto fica mais uma.

Uso sempre os mesmos critérios de apreciação, procuro ser imparcial, ser prudente, sou assertivo. Penso pela minha cabeça. 
Dispenso dualidades e maroscas e percebo bem onde alguns de todas as "bancadas" querem chegar. 
Felizmente, continuo a ter muito boa memória.

Respeito todas as visões e opiniões, mas não aceito que façam de mim tolo. 
Uma coisa é errar, outra completamente diferente é enganar os outros com falsidades e ausência de isenção, de imparcialidade. 
Em tudo procuro sempre perceber "a quem aproveita". 

Como outros, tento não errar, mas não receio o erro, pois estou sempre pronto a reconhece-lo, e a corrigi-lo. 
António Cabral
Contra-Almirante, reformado
(marrevoltado.blogspot.pt)

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2022

P O N T E S

Pontes, pontes, pontes. 

Foram sendo construídas, ao longo de séculos, para transpor ribeiros e rios, para ligar margens, para se "voar" de carro ou a pé sobre vales.

Pontes, também, entre pessoas, entre cidades, entre países, entre organizações. Entendimentos.

Mas, também durante séculos, pontes se atravessaram para destruir, destruindo o outro lado. Pontes se quebraram entre pessoas, entre países. Pontes se destruíram durante as guerras, para inviabilizar ou retardar avanços de outros. Desentendimentos.

Pontes, algumas são verdadeiras obras de arte, várias de tempos Romanos. Pontes. 

Deviam construir, deviam estabelecer. Pontes. Assiste-se ao inverso.

António Cabral

Contra-Almirante, reformado

(marrevoltado.blogspot.pt)

segunda-feira, 18 de julho de 2016

A TURQUIA. E agora? E o futuro?

É banalidade, mas digo à mesma: o futuro a Deus pertence.
Quem se interessa por estratégia, por geopolítica, sabe que nestas coisas é sempre importante arranjar que uma "porta" fique entreaberta para o que der e vier, para uma saída se necessário, se conveniente, se, se, se, se.......
Antes de mais algumas palavras dispersas, uma referência ao ridículo evidenciado por alguns comentadores dizendo, por exemplo - "golpe das forças armadas".
Nem mesmo olhando para as imagens que iam chegando às TV se tornaram prudentes.
Uma revolta em que se via a ineficácia e um certo acabrunhamento de soldados em camiões de transporte banais, 3 ou 4 carros de combate numa ponte, hordas de civis correndo e fazendo o que lhes apetecia, só comprovavam a alta probabilidade de o tal golpe ser uma coisa chocha.
Além de chocha foi muito bem orquestrado por quem queria atingir determinados fins.
No total, nem 3000 terão sido os tropas/ taratas nas ruas de Ankara e Istambul.
Talvez esses comentadores devessem ir ver melhor a "pequenez" das forças armadas turcas.
Deixemos a treta, portanto.
O mundo chamado ocidental, Europa da UE e EUA, continua com a mania de exportar democracia.
Os resultados estão à vista.
Alguns famosos (??) comentadores, julgarão que se poderão vir a repetir golpes militares como ocorreram na Turquia depois de 1945. Não sou adivinho, mas a probabilidade de Erdogan e os seus seguidores virem a ser derrubados por militares parece-me diminuir a cada ano que passa.
Há quem diga que o poder não se destitui por golpes militares. Olhando a história desde 1900, casos houve em que sim, casos em que não. A afirmação dos princípios é, certamente, determinante. Mas pode não ser o suficiente.
Enquanto no Ocidente se dá espaço a tudo e mais alguma coisa, no mundo do Islão existe o oposto.
Concretamente Erdogan está há muito nesse caminho de ditar o eu quero, posso e mando.
Logo que passou a ter poder na Turquia, começou a urdir uma teia tenebrosa que, em síntese, administrativamente foi gradualmente dizimando todas as elites da sociedade turca pró estado laico.
E a "chacina" foi enorme nas forças armadas.
Além disso, na Turquia, como também entre as populações muçulmanas/ árabes/ africanas que vivem por exemplo na Holanda, Alemanha, Bélgica, França, Reino Unido, o índice de natalidade é muito superior entre as famílias islamizadas. É só uma questão de tempo para se inverter o peso populacional islamizados/ versus cristianizados.
Que é que se passou de facto na Turquia? Ao certo, quem saberá?
Erdogan e fieis, de certeza. Serviços secretos da Rússia, dos EUA? Provavelmente.
Atente-se na timidez das discursatas de OBAMA e do ministro dos negócios estrangeiros da Rússia.
Atente-se na divulgação imediata da lista de milhares de militares e magistrados a prender.
Não é tudo interessante?
Coitadinho do Erdogan, que lhe queriam fazer mal! Pois.
Ah, e quanto à porta aberta de que no início falava, está a parecer-me que Erdogan tem as chaves de todas as portas, que as vai fechando e, se preciso for, arranja forma de encontrar uns Martim Moniz locais.
A Europa que se cuide. E nem EUA se atiram à pouca vergonha das negociatas de petróleo na zona.
Quanto tempo vai estar Putin quieto?

António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)