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sexta-feira, 18 de março de 2022

OPERAÇÕES DE APOIO À PAZ 🙏💂🏥⛑
A propósito destas operações e do artigo do especialista do  Expresso - "Portugal mínimo em exercício máximo", breves palavras.

O especialista diz que a realidade mudou. Sim, é verdade, mudou e muito e ainda não sabemos o que nos espera no curto e médio prazo.
Mas não mudaram, NADA, Cravinho, Costa, os inquilinos em Belém e São Bento, e não mudou a mentalidade de muita gente. 
Refere o especialista que Cravinho perorou qualquer coisa tipoa Defesa terá de ser “devidamente contemplada” nos próximos Orçamentos, a realidade estratégica mudou. Não consegui deixar de sorrir!

As chamadas "operações de apoio à paz" têm várias modalidades de acção a saber, 
> prevenção de conflitos,
> manutenção de paz,
> restabelecimento de paz, 
> imposição de paz, 
> consolidação de paz,
> ajuda humanitária.

Para não maçar muito quem me lê, não vou estender-me nas definições destas modalidades nem abordar aspectos diversos, mas lembrar que em tudo isto existe obviamente um antes, um durante e um depois de hostilidades. Dizer ainda que tudo decorre do que de vez em quando é aflorado na comunicação social e que em baixo relembro com alguns exemplos.

A título de exemplo recordo algumas participações das muitas desde 1958 ao presente:
> Líbano, UNOGIL, 1958, 6 militares observadores
> Moçambique, COMIVE, 1990/ 1992, 2 diplomatas, 2 militares
> Bloqueio do Adriático, várias operações, 1992/ 1995, ao longo do tempo, 1 fragata, 1 avião P3 Orion
> Bósnia-Herzegovina, 1992/ 1995, 5 a 12 observadores militares, uma equipa de saúde, 30 a 35 observadores da PSP
> Macedónia, 1995/ 1996, 1 observador militar
> Mostar, 1994/ 1996, 10 elementos PSP
> Bósnia-Herzegovina, SFOR, 1997/ 2000, 350 militares + 12 no quartel-general da SFOR
> Timor Leste, 1999/ 2000, 1 batalhão do Exército, 1 companhia de fuzileiros, 4 helicópteros e pessoal agregado, 1 destacamento de operações especiais, 1 companhia da GNR, 45 agentes da PSP, inspectores do SEF
> Moçambique, 2000, avião C-130, 1 destacamento de fuzileiros
> etc.

António Cabral
Contra-Almirante, reformado
(marrevoltado.blogspot.pt)

quarta-feira, 16 de março de 2022

Guerra, Comentário, Análise, Dignidade

Como em tudo na vida, em todas as áreas das sociedades, em todos os relacionamentos entre seres humanos, há atitudes e posturas diversas, nomeadamente com dignidade ou sem ela, com rigor ou sem ele, com coerência ou sem ela.

Na vida, colocamo-nos sempre a jeito isto é, ao termos opinião, ao partilhá-la, submetemo-nos a contraditório. Assim deve ser.
Haverá quem ouça/ leia e pondere sem preconceitos, sem estar de pé atrás, concorde ou discorde com normalidade democrática. E há comportamentos contrários, de parcialidade, de incoerência.

Em democracia é sagrado, ouvir as opiniões de outrem, pode-se concordar ou discordar, pode-se argumentar, mas deve sempre respeitar-se as opiniões de cada um. Combatam-se as discordâncias com argumentação decente e rigorosa.

Se numa dada opinião, se numa dada análise, se num determinado comentário se colocarem inexatidões evidentes, se deturparem factos confirmados, se se deturpar grosseiramente a história, etc., naturalmente que elas poderão ser rebatidas com dureza.
Usando o coloquial, quem der o flanco sujeita-se, evidentemente. 

Vem isto a propósito dos infelizes tempos que vivemos, complexos, de enorme incerteza, trazendo com essa incerteza muita ansiedade, angústia, medo ou mesmo pior. Vivemos tempos trágicos e, creio, infelizmente o pior está para vir. Oxalá estivesse enganado.
Todas as pessoas tentam ser felizes. Portugueses, Russos, Americanos, Alemães, Ucranianos, etc.

Vem isto a propósito da inaceitável e ilegítima agressão da Rússia à Ucrânia. 
Vem isto a propósito de que me parece haver muitos a perder lucidez, a deixar-se dominar pelas emoções e comoções, a perder a imparcialidade, sobrepondo as suas inclinações pessoais à análise rigorosa. Constacto isto de todas as "bancadas".

Vem isto a propósito dos ataques que me parecem excessivos a que alguns são submetidos apenas por terem a veleidade de exprimir a sua opinião, apenas por terem a veleidade de comentar esta execrável e ilegítima guerra com base em duas coisas, nos conhecimentos /ferramentas/ doutrinas que aprenderam na profissão e têm a obrigação de conhecer com profundidade e utilizar com rigor, e na sua experiência profissional por esse mundo fora.

Vem isto também a propósito dos comentários de alguns militares/ oficiais em diferentes OCS sobre esta inaceitável guerra, sendo que alguns foram causticamente injuriados por alguns jornalistas. 
Não considero as opiniões desses jornalistas mais válidas que quaisquer comentadores sejam eles civis ou militares, e vice-versa
Todas respeito, leio todas as nacionais e internacionais de que me apercebo nas minhas pesquisas rotineiras e nos meus estudos, e sobre todas tenho concordâncias e tenho discordâncias. 

Todos têm as suas visões, com elas se concordando ou discordando. Tenho as minhas, sobre esta execrável e ilegítima guerra, sobre o meu país, sobre os problemas em sociedade, sobre o futuro. 
Tenho partilhado várias. Neste texto fica mais uma.

Uso sempre os mesmos critérios de apreciação, procuro ser imparcial, ser prudente, sou assertivo. Penso pela minha cabeça. 
Dispenso dualidades e maroscas e percebo bem onde alguns de todas as "bancadas" querem chegar. 
Felizmente, continuo a ter muito boa memória.

Respeito todas as visões e opiniões, mas não aceito que façam de mim tolo. 
Uma coisa é errar, outra completamente diferente é enganar os outros com falsidades e ausência de isenção, de imparcialidade. 
Em tudo procuro sempre perceber "a quem aproveita". 

Como outros, tento não errar, mas não receio o erro, pois estou sempre pronto a reconhece-lo, e a corrigi-lo. 
António Cabral
Contra-Almirante, reformado
(marrevoltado.blogspot.pt)

quinta-feira, 25 de novembro de 2021

E S T A D O S
Nas Nações Unidas  estão "inscritos" hoje 193 Estados membros.

Não estão nas Nações Unidas designadamente o Kosovo que não é reconhecido por muitos países, com independência declarada mas não aceite por muitos, e a Formosa/ Taiwan que é reconhecido por vários países como Estado independente, mas que muitos outros países consideram ser parte da grande China.

Há Estados minúsculos, de que são exemplo entre muitos outros, Mónaco, Andorra, Vanuatu. Este último mesmo ridículo de dimensão e localização, sendo aparentemente o primeiro que será um dia engolido pelo oceano.
Estive há pouco a olhar para um livrinho meu, da "Collins", que se chama "Nations of the World Atlas".
Entre muitas curiosidades apeteceu-me por uns momentos olhar bem para o que lá vem descrito relativamente ao Reino Unido.

Reino Unido = Inglaterra + Escócia + País de Gales + Irlanda do Norte + uma série de ilhas e ilhotas mais ou menos à sua volta como, Shetland, Hebrides, Wight, Man, Orkney, Alderney, Jersey, Gersney.

Mas depois, o meu livrinho aponta como Crown Colonies o seguinte: Gibraltar, Falkland, Monteserrat, Anguilla, Cayman, Virgin, St Helena, Turks e Caico, Chagos, South Georgia, Pitcairn, Bermuda, British Indian Ocean Territory. Nesta última coisa uma ilha muito relevante por ser uma plataforma militar muito importante usada até pelos Americanos.

Quantos paraísos, idílicos e fiscais, com lavandarias. Interessante.
António Cabral
Contra-Almirante, reformado
(marrevoltado.blogspot.pt)