COMO ESTAMOS no RÚSSIA-UCRÂNIA ?
Faz hoje um ano.
Declaração de guerra não houve, isso é coisa que já não se usa. É coisa que Rússia e EUA e muitos outros não usam há muito. Não interessa!
COMO ESTAMOS no RÚSSIA-UCRÂNIA ?
Faz hoje um ano.
RECORDAÇÕES
Agora que a guerra na Ucrânia caminha para fazer um ano no próximo 24 de Fevereiro, agora que há muitas promessas de envio de carros de combate embora alguns só lá apareçam daqui a muiiiiitooooos meses, lembrei-me de várias coisas do passado, como por exemplo esta onde, entre outras indicações, se regista algo curioso quanto a um dos "actores" na área, a Turquia.
PINDÉRICOS e em BICOS de PÉS
PODER NAVAL RUSSO. QUE PODER ?
Salvo melhor opinião a guerra que prossegue na Europa está a trazer sucessivas situações que, pelo menos para um interessado por estas coisas como eu, dão muito que pensar.
Tenho opinião sobre, geopolítica, relações internacionais, quem é agressor, antecedentes, o que se pode compreender, o que deve ser considerado inaceitável, violências gratuitas, crimes, etc. etc. etc.
Quero referir-me concretamente apenas a questões puramente militares relativamente aos contendores.
Acreditando que o plano que aqui quero considerar não envolve emotividade, ideologia, ressentimentos, política, etc., muito gostava que alguns camaradas que sabem bastante destes assuntos militares (não os enumero por respeito, elevada consideração e, em alguns casos, muito amizade) disponibilizassem um pouco do seu tempo de reformados para breves trocas de opinião.
Esta atrevida sugestão, egoísta no bom sentido pois estou sempre atento e a querer aprender, surgiu-me a propósito do título do postal e concretamente a propósito do cruzador Moskva que, aparentemente, MORREU.
A confirmar-se nas próximas horas o que parece corresponder à realidade, este afundamento da pérola da marinha da Rússia remete-me para anos atrás, e lembro-me do sururu que se fez passar no seio da NATO quando este cruzador entrou ao serviço.
Creio não estar muito errado se disser que há alguns anos já, que as várias dimensões do poder de países como por exemplo, EUA, Rússia, China, Reino Unido, França, Índia, passam por, tecnologia, comunicações, informação, comércio e finanças.
Este quase certo afundamento, a problemática logística global, o aparente desconhecimento de várias movimentações adversárias, a aparente ausência de domínio aéreo, a guerra da informação, que podem sugerir quanto às reais capacidades das forças Russas?
E, concretamente quanto ao Moskva, parecendo certo que foi atingido por mísseis, o que sugere o sucedido quanto a informação, defesa própria do navio e defesa da esquadra Russa do Mar Negro? Que sugere isto quanto a capacidades tecnológicas?
Pela minha parte, e repito que aqui estou apenas interessado nos eventos e aspectos militares, fica-me a sensação de que no presente o atraso tecnológico por parte das forças Russas poderá ser grande face ao material diverso que em parte já existiria na Ucrânia e, estou convencido, que vem sendo reforçado por vários países desde há muito tempo.
Se a minha suspeita de haver no presente um grande (provavelmente maior que no passado) desfasamento / atraso tecnológico de muito material militar relativamente ao Ocidente, tiver efectiva correspondência com a realidade, então a Rússia estará numa situação complexa no presente e no futuro tendo em vista o que possa entender que lhe assiste como direito fazer no plano da geopolítica.
Em que pé estará o poderio Russo quanto a geolocalização, informação obtida "lá de cima" ? O que mostra esta guerra neste aspecto?
Eu sempre desconfiei de certo alarmismo a que fui habituado no activo quanto ao poderio Russo (não estou a falar do nuclear). Este afundamento do Moskva é, para mim, um pouco surpreendente, algo que me dá que pensar.
Naturalmente, e como quase sempre acontece, muita coisa do que se vem passando nos combates é desconhecido da opinião pública, e da qual uma boa parte se poderá vir a saber daqui a muito tempo. Aguardemos.
Mas gostava muito de saber se aos meus estimados camaradas de Marinha, por exemplo este evento com o Moskva, lhes sugere alguma interrogação no plano militar e tecnológico.
Guerra, Comentário, Análise, Dignidade
Vem isto a propósito dos infelizes tempos que vivemos, complexos, de enorme incerteza, trazendo com essa incerteza muita ansiedade, angústia, medo ou mesmo pior. Vivemos tempos trágicos e, creio, infelizmente o pior está para vir. Oxalá estivesse enganado.
Todas as pessoas tentam ser felizes. Portugueses, Russos, Americanos, Alemães, Ucranianos, etc.
P O N T E S
Pontes, pontes, pontes.
Foram sendo construídas, ao longo de séculos, para transpor ribeiros e rios, para ligar margens, para se "voar" de carro ou a pé sobre vales.
Pontes, também, entre pessoas, entre cidades, entre países, entre organizações. Entendimentos.
Mas, também durante séculos, pontes se atravessaram para destruir, destruindo o outro lado. Pontes se quebraram entre pessoas, entre países. Pontes se destruíram durante as guerras, para inviabilizar ou retardar avanços de outros. Desentendimentos.
Pontes, algumas são verdadeiras obras de arte, várias de tempos Romanos. Pontes.
Deviam construir, deviam estabelecer. Pontes. Assiste-se ao inverso.
António Cabral
Contra-Almirante, reformado
(marrevoltado.blogspot.pt)