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sexta-feira, 23 de fevereiro de 2024

Militares e civis - essência e coincidência.

Na tarde de 10 de Abril de 1997, um dos meus três grandes amigos civis (tenho 3 ou 4 grandes amigos militares) dizia, numa cerimónia pública:

"As sociedades distinguem os militares, não por razões de deferência temerosa, mas como forma de reconhecimento à diferenciada função em que se empenham, de forma comumente disciplinada e previsível. Esta opção de vida por um serviço colectivo é valorizada por uns, inutilizada por outros, mas ninguém fica indiferente à realidade factual que ela encerra e que, no mais recôndito, alude ao conceito de nacionalidade, âmbito de particular relevância na vida dos homens de todos os tempos.
Sendo certo que toda a Nação tem o problema intrínseco da sua defesa, esteja ou não organizada politicamente em Estado-Nação, os militares são a certeza formal da sua possibilidade e as sociedades sempre aceitaram esta especialização dos civis, como forma de garantir a própria organização e eficácia de um sentir colectivo.
................
Sempre isto se esperou dos militares, e sempre isto eles souberam dar: fidelidade a uma causa através da garantia de um propósito.
Aceita-se que se faça a distinção entre militares e civis, talvez melhor entre paisanos e militares porque estes não aparecem desfalcados de cidadania, e não convém à natureza dos factos, identificá-los como uma espécie de casta à parte..........os militares são um conjunto diferenciado de nós todos, motivados para a salvaguarda da colectividade de que são membros e para a constituição da qual contribuíram com a sua intrínseca dignidade. É um empenhamento na coisa pública que a usura do tempo, até na sua vertente ideológica, não destrói ou arruina. 

E esta verdade chega até aos que gostam mais de ouvir do que compreender.
...............
Mas ao Camões de "mudam-se os tempos/ mudam-se as vontades" sucedeu-se hoje a "mudança mudada em permanente mudança", o que leva muitos a lançarem pela borda fora da vida, não só as referências mas as permanências, sem as quais soçobra a própria vida comunitária.
...............
Cada qual, deve conscientemente, fazer o possível para se informar como vive o País, como e de que vivem as suas classes, quais os objectivos de cada grupo no contexto da sociedade.
...........
Ninguém pode estar contra si mesmo, nem contra os seus interesses.

....................... 
Revisito periodicamente a brilhante comunicação então feita pelo meu infelizmente já desaparecido amigo, e interrogo-me, sempre com crescentes dúvidas, sobre os fossos que cada vez mais cavam em nosso redor, à maioria dos portugueses, militares incluídos.

Realço outra vez a frase do meu amigo - ....."e esta verdade chega até aos que gostam mais de ouvir do que compreender".

Em tempos escrevi - Temo que nos últimos anos já nem ouçam, quanto mais tentarem compreender. Até quando?

Olhando aos últimos 10/12 anos já tenho a certeza: 
- Nunca ouviram, nunca quiseram ouvir.
- Nunca tentaram compreender. 
- Têm-se consumido com, vacuidades e desprezo pelos militares.
- Proferem discursos grandiloquentes e vazios. 
- Tudo isto se vem passando do topo da hierarquia Constitucional para baixo; refiro-me aos sucessivos titulares de órgãos de soberania, que sempre demonstram pela sua postura desconhecerem o que é soberania. 
- Sempre arrogantes e ufanos dos seus cursos e mestrados de estratégia  e ciência política, e do comentário em institutos, OCS, conferências.
- Sempre contentinhos das suas constantes viagens de Falcon para os corredores alcatifados Europeus, onde rastejam dóceis, agradecidos e subservientes, vindo depois a palrar dando-se ares de estadistas. 

Como hoje estou a verificar. Coitados e coitadas

Terão visto, anos atrás, aquele general Iraquiano a palrar frente a câmaras de TV e vendo-se depois aparecer no fundo da imagem os carros de combate americanos?
António Cabral

Calm, ref
(marrevoltado.blogspot.pt)

sexta-feira, 24 de março de 2023

PARA LÁ da BORRASCA RECENTE . . . . 

Para lá da recente borrasca na Marinha, e porque nos últimos tempos tem havido muitas declarações de várias criaturas, muita pompa acerca do futuro Conceito Estratégico de Defesa Nacional, há tempos que ando a ler muita coisa: livros, entrevistas antigas algumas mesmo muito antigas, legislação militar, etc. 

Ontem reli o artigo supra, do Expresso de 17 de Junho de 2022,
e este em baixo, de 28 de Outubro também de 2022.
Neste, escrevi na altura - certos jornalistas fazem lembrar metralhadoras, escrevem sobre um dado tema mas aproveitam para matar mais coelhos - e é delicioso reler agora, quando se tem passado o que se sabe, e para novo CEMGFA (Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas) afinal Costa e Marcelo quiseram o general chefe do Exército. Um dos que não fala para as FA e ao mesmo tempo para o país.

Pois neste artigo de Outubro do ano passado, o jornalista citava entre muitas outras coisas sobre o actual chefe da Marinha - que o próprio terá já terá feito chegar a António Costa o recado de que gostaria de continuar a desenvolver o seu trabalho para "revolucionar" a Marinha
 Uma das delícias deste artigo de Outubro é a citação de um general sobre Gouveia e Melo.

Mas a propósito de Marinha e o empenho em revolucioná-la, no bom sentido, naturalmente, os problemas na Marinha não começaram com o actual chefe (como aliás nos outros dois Ramos das FA, nem com o chefe da Força Aérea nem com o general do Exército que agora é CEMGFA), e o que se passou há dias na Madeira é certamente um indício dos muitos problemas. Um mau indício. Na sequência da bronca na Madeira, com o patrulha Mondego, a Marinha reconheceu formalmente que anda há bastante tempo em - modo degradado! Mas, é bom reafirmar, um intolerável acto de indisciplina.

Ora pode falar-se para a Marinha em público considerando que se fala para o país também, como se viu há dias, ou pode falar-se só para a Marinha dentro de portas, nomeadamente de viva voz para todas as chefias superiores e intermédias.

Neste caso, mesmo sendo dentro de portas, convirá que se seja cuidadoso e e rigoroso, e se tenha a noção exacta de que em política é que fazem promessas que sabem não cumprirão em grande parte.

Eu, que muito pouco ou quase nada sei destas coisas, tenho como meu melhor amigo militar um almirante reformado e calejado, que ao longo da vida me tem contado muita coisa da sua longa carreira, da sua experiência nacional e internacional. Tenho sempre presente o que com ele aprendi sobre a Marinha, as Forças Armadas, a Defesa Nacional e sobre a NATO e as Marinhas de países amigos e aliados.

E baseando-me no meu amigo:
> nenhum chefe militar, por si só, conseguirá alguma vez inverter a situação grave relativa a pessoal,

> nenhum chefe militar, por si só, conseguirá melhorar o recrutamento, ou a seleção de pessoal, menos ainda resolver a questão da retenção de pessoal nas fileiras, se o governo nada alterar na situação presente que conduz, por exemplo na Marinha, a uma perda de pessoal na média de 1,3 homem por dia,

> nenhum chefe militar pode, por si só, alterar gratificações, suplementos, vencimentos, uma competência exclusiva do governo, pelo que quem eventualmente prometa que tudo isso vai ser em breve alterado só pode estar a gozar com quem trabalha, como diz Ricardo Araújo Pereira, 

> eventuais desejos de alterações de carreiras dependem naturalmente de alterações de estatutos, coisa que tem de ir aos poderes executivo e legislativo,

> o governo prometeu agora, repito, prometeu agora, entregar uma tranche anual (durante 3 anos) de 13 milhões de euros para manutenção de navios, verba que, parecendo muito, se afigura relativamente escassa para a dimensão dos problemas que publicamente se conhecem, quanto mais para os que se desconhecem e devem ser muitos e graves, 

> em 2004 havia quem sonhasse que os estaleiros de Viana do Castelo iriam dar cumprimento a um plano de construção de dez patrulhas oceânicos mas, como se sabe, esse plano nunca foi cumprido, está longe de ser cumprido, e sendo agora os estaleiros privados os negócios tratam-se de forma diferente,

> sobre os estaleiros em Viana do Castelo, não será despiciendo dizer que os sonhos de que lá se construa a oitava maravilha da construção naval, inexistente em qualquer outra parte do mundo, relevam de delírio genuíno,

pelo que . . . . . vou aguardar novos desenvolvimentos, esperando que se apaguem objectivos outros que não os das FA e particularmente os da Marinha nacional.

António Cabral 
Calm, ref
(marrevoltado.blogspot.pt)

Ps: tenham um bom fim de semana. Saúde.

terça-feira, 14 de março de 2023

MARINHA, a REVOLTA na MADEIRA
. . . . . . 
Aquele ramo das Forças Armadas acrescenta ainda que "as guarnições dos navios são treinadas para operar em modo degradado, estando preparadas para lidar com os riscos inerentes, o que faz parte da condição militar".
. . . . . .
Estive a RELER as notícias veiculadas em diferentes orgãos de comunicação social sobre este inusitado acontecimento.

O trecho que republico em cima é claro, diz que os militares da Marinha são treinados para lidar com riscos e operar em modo degradado. Repito, em MODO DEGRADADO.

Ora a fazer fé,
>  no que se lê nas notícias desde há anos, 
> nas declarações das várias associações de militares, 
> nas declarações de anteriores chefes da Marinha, como por exemplo designadamente sobre pessoal aquele (que nada incomodou os políticos) que foi Chefe máximo dos militares e agora substituído por um general do Exército,
> nas declarações de muitos políticos,

a conclusão que obviamente se tira é que a Marinha vive há anos em MODO DEGRADADO.
Portanto, a outra óbvia conclusão a tirar é que, contrariamente ao referido no comunicado, na MARINHA NÃO TREINAM!

Paralelamente, interessante verificar, segundo se lê, que a missão a que 4 sargentos e 9 praças se recusaram era para seguir/ acompanhar/ vigiar a passagem de um perigosíssimo navio Russo . . . . . . um quebra-gelos!

Aguardemos pelos próximos desenvolvimentos, sobre a Marinha, sobre obsolescência, incompetência, disciplina militar, ausência de manutenção, cortes na Lei de Programação Militar, quadros de pessoal por preencher, escassez de meios humanos financeiros e materiais, degradação de vencimentos, insatisfação geral.

E aquela frase - siga a Marinha? Para onde?

António Cabral (AC)

terça-feira, 7 de março de 2023

As  JUSTIFICAÇÕES  de  MARCELO

O Presidente da República empossou no passado dia 1 de Março o  anterior chefe do Exército como novo Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas. Cargo que alguns políticos chamam - o verdadeiro patrão dos militares - pois a tutela é mais para grandes e vazias proclamações.
E Marcelo discursou, MUITO. 
Foi muito prolixo, muito enfático, e justificou-se muito, um estendal enorme.

A minha opinião, porventura injusta terei de aceitar, é que quer Marcelo Rebelo de Sousa, quer António Costa, quer a titular da pasta da defesa nacional (a tal mais bem preparada de sempre para o cargo), pensam muito nas Forças Armadas mas não passam disso, não passam dos discursos pomposos, das tiradas grandiloquentes, ocas.

E tão enfaticamente se justificam sobretudo em cerimónias que até a minha idosa vizinha da aldeia na Beira-Baixa percebe que por baixo das justificações nada bate certo.

Um elogio brutal ao cessante Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA).
Uma justificação repetidíssima de que faz sentido ser o empossado o novo "chefão" militar. Repetidíssimaaaaaa. 
Soa a esquisito! Soa a má consciência.
E que dizer das referências às ricas experiências na área da defesa nacional por parte de umas quantas luminárias?
O que resultou dessas experiências? Que acções de modernização?

Fica para a história que alcançaram quase todos os objectivos, e digo eu, o CEMGFA cessante, António Costa desde 2018, e o CSFA.
Mas tenhamos esperança, há coisas não antevistas antes.

Salta-me logo à memória o Aleixo:
Sem que discurso eu pedisse,
ele falou e eu escutei.
Gostei do que ele não disse;
do que disse não gostei.

António Cabral  (AC)
Calm, ref
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quinta-feira, 12 de janeiro de 2023

ASSIM  VAI  PORTUGAL


António Cabral
Cal, ref
(marrevoltado.blogspot.pt)

sábado, 24 de dezembro de 2022

HOSPITAL  DAS  FORÇAS  ARMADAS


Por baixo das indicações como as que se observam na fotografia, consta  que irão acrescentar:

Militares Portugueses, como sois os melhores dos melhores, tenham em mente que os melhores não adoecem.

Mas, se porventura adoecerem….não venham cá!

António Cabral
Calm, ref
(marrevoltado.blogspot.pt) 

quinta-feira, 22 de dezembro de 2022

HOSPITAL das FORÇAS ARMADAS

Da leitura do Diário de Notícias fica a saber-se que a situação administrativa e operacional do hospital atravessa uma fase extremamente difícil. Ou melhor, creio eu, está cada vez mais grave.

A notícia refere explicitamente estar-se perto de risco de colapso e é algo detalhada, nomeadamente, no que se refere a quadros de pessoal. 


Parece ser mais ou menos o costume nestas coisas das Forças Armadas, as tais sempre tão gabadas e consideradas as melhores das melhores ao ponto de já quase não precisarem de meios navais ou aéreos pois basta ajudar a Frontex. 

Decisões que deviam ser tomadas a tempo e horas e nunca são.
E decisões que nunca resolvem os problemas de fundo, como mostra a passagem do tempo, apenas atenuam alguma coisa. 
Aparentemente, desta vez, parece que tudo está mais complicado.

Tenho a certeza que não é culpa da pessoa mais bem preparada de sempre para o cargo nem do seu astuto ajudante (Cavaco dixit).
Deve ser tudo culpa dos militares, e além disso trata-se de simples minudências como contratações e preenchimento de quadros de pessoal. 
Pintelhos, como disse o outro!

Pela minha parte tenho a certeza que tudo vai continuar na mesma ou pior. 
Com tiradas periódicas grandiloquentes e ocas, sempre ciente de que os Falcon é que não podem parar!

Quem eventualmente espera ver sair à luz do dia algum esclarecimento  por parte de entidades responsáveis é porque afinal não conhece a sério certos gabirus!

Além disso, umas Forças Armadas que são as melhores das melhores, não precisam de hospital para nada!
António Cabral
Calm, ref
(marrevoltado.blogspot.pt)

terça-feira, 18 de outubro de 2022

RÉDEA SOLTA ?
DIZEM QUE É UM PAÍS, MAS É BRINCADEIRA
PALAVRAS PARA QUÊ?
É COSTA A COORDENAR,VIRÁ DIZER QUE NADA SABIA.
O MINISTRO CARNEIRO IDEM. (Notícia do DN).
Já está a sobrevoar o mar dos Açores o Beechcraft C-12 da Agência de Fronteiras Europeia. A sua presença, a pedido da GNR, não é pacífica e surpreendeu a Marinha e Força Aérea que vigiam a área. Há quem entenda que está em causa a soberania nacional.
A aeronave da Frontex estacionada no aeroporto de Ponta Delgada neste domingo. Os voos junto à costa assustaram algumas pessoas.
A GNR não explica porquê, nem que ameaças específicas prevê para outubro e novembro, período para o qual pediu à Frontex (Agência de Fronteiras Europeia) uma aeronave para patrulhamentos do mar dos Açores, onde a sua competência termina nas 12 milhas. O facto é que o avião, um Beechcraft C-12, está a operar desde domingo e a situação provocou um tremendo mal estar nas Forças Armadas. Marinha e Força Aérea têm meios de vigilância para além das 12 milhas, mas não receberam qualquer pedido de apoio da Guarda, conforme confirmaram ao DN fontes oficiais.
A ação da Frontex, criada em 2004 para apoiar os estados-membros na defesa das fronteiras externas da UE, tem sido mais visível no Mediterrâneo na prevenção dos fluxos migratórios.
Questionada pelo DN sobre o que levou a formular este inédito pedido, a GNR assinala que esta solicitação foi feita "com o objetivo de garantir a vigilância da fronteira externa da UE, designadamente da Região Autónoma dos Açores, atendendo as competências que cabem à Unidade de Controlo Costeiro (UCC) da GNR, vertidas na Lei Orgânica da Guarda".
Fonte oficial do comando-geral lembra que "a UCC é a unidade especializada responsável pelo cumprimento da missão da Guarda em toda a extensão da costa e no mar territorial, com competências específicas de vigilância, patrulhamento e interceção terrestre ou marítima em toda a costa e mar territorial do continente e das Regiões Autónomas
".

A CRP estabelece (Art. 201º) que ao PM compete dirigir a política geral do Governo, coordenando e orientando a acção de todos os ministros.
Mais uma vez fica evidente a coordenação.
Como evidente ficará, basta esperar um dia, a competência e o interesse do chamado comandante supremo das Forças Armadas.
Isto é cada vez mais um país de opereta, uma opereta recheada de malandros.
E, claro, mais um passo dado para a intrusão brutal da UE nos domínios nacionais. 
Com a alegre disponibilidade da fogosa rapaziada da GNR, provavelmente apoiada nos bastidores por……...
Siga para bingo!
António Cabral (AC)

terça-feira, 13 de setembro de 2022

PROMETE....

Ministra da Defesa promete segunda tripulação para os helicópteros da Força Aérea na região

Em cima o título e em baixo a notícia lida nos jornais dos Açores.

A Base Aérea nº 4, nas Lajes, ilha Terceira, deverá ter, até ao final do ano, uma segunda tripulação para operar os helicópteros EH-101, que fazem missões de busca e salvamento.
“Há uma aspiração que as autoridades e as pessoas aqui dos Açores tinham que será concretizada, que é a segunda tripulação dos EH-101”, avançou a ministra da Defesa Nacional, Helena Carreiras, à margem de uma visita àquela Base.
Também a Marinha Portuguesa terá um segundo salva-vidas nos Açores.
“Até ao final do ano, ou até antes, se for possível, concretizaremos estes dois importantes projetos e desígnios, respondendo, portanto, à resolução dos problemas, continuando a colaborar ativamente com as autoridades locais”, salientou a ministra.
A Força Aérea portuguesa tem dois helicópteros EH-101 Merlin colocados na base aérea número 4, mas apenas uma tripulação fixa.
A atribuição de uma segunda tripulação é uma reivindicação antiga das autoridades regionais.
Em setembro de 2018, o parlamento açoriano aprovou, por unanimidade, um voto de protesto, apresentado pelo PSD/Açores, “pela ausência, na Base das Lajes, de uma segunda tripulação para os helicópteros de busca e salvamento da Força Aérea”.
Tinham já sido aprovados, em 2014 e 2017, outros dois votos com o mesmo teor.
Segundo a ministra da Defesa Nacional, a Força Aérea está a desenvolver “esforços muito grandes” para treinar pilotos, que possam assegurar a segunda tripulação.
“É uma tarefa que tem a ver com os recursos, mas também com os processos complexos de qualificação dos pilotos. A Força Aérea está a desenvolver realmente esforços muito grandes e um trabalho muito intenso no plano do recrutamento e da retenção. Está a treinar pilotos que vão reforçar, de facto, a sua capacidade”, apontou.
Na sua primeira visita aos Açores, Helena Carreiras destacou “a presença muito forte e muito significativa” das Forças Armadas nas regiões autónomas.
“Desempenham missões absolutamente fundamentais, não apenas missões de soberania, mas também missões de apoio à qualidade de vida das populações e esse reconhecimento é muito claro”, frisou.
Em 2022, “a Marinha tem já realizadas 113 missões” de busca e salvamento, superando “todo o número de missões do ano anterior”.
Já a Força Aérea conta com “perto de 250 missões” de transportes médicos, em que os doentes foram transportados entre ilhas ou para o continente português.
“As missões de busca e salvamento, em que a Marinha e a Força Aérea estão evidentemente muito implicadas são missões absolutamente fundamentais e insubstituíveis”, sublinhou Helena Carreiras.
Questionada sobre a data de arranque das obras de requalificação do edifício que vai acolher o Centro do Atlântico, na base aérea número 4, a ministra disse que o projeto está a ser avaliado.
“O Centro do Atlântico está a edificar-se. Fez um trabalho magnífico até agora. Estamos neste momento a analisar as circunstâncias em que vamos desenvolver este projeto de completar a sede na BA4 para depois vir a instalar o centro e a reforçá-lo com uma equipa e com atividades que possam aqui ocorrer, trazendo também os 20 outros países que participam no centro”, adiantou.
A ministra admitiu que o “contexto complexo da guerra” na Ucrânia possa obrigar a “reavaliações do plano inicial”, mas garantiu que a edificação vai avançar.
“Prosseguiremos seguramente a edificar o Centro do Atlântico como um grande projeto que não é apenas da Defesa Nacional, é um projeto verdadeiramente nacional, no sentido em que nos coloca numa relação muito estreita com outros países do Atlântico, para pensar os problemas da Segurança do Atlântico, para capacitar um conjunto de parceiros para melhor defender os nossos recursos e para estabelecer diálogo político e aprofundar o conhecimento”, assegurou.
Oficializado em 2021, por iniciativa do Governo português, o Centro do Atlântico, conta atualmente com 20 países signatários, de Europa, África e América.
O centro terá sede na antiga unidade de saúde da Base das Lajes, que foi utilizada pela Força Aérea norte-americana e ficou desocupada aquando da redução militar que ocorreu a partir de 2015.
Em 2021, o então ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, anunciou um investimento de cerca de três milhões de euros na recuperação do edifício.

Este, um exemplo do "estado" das Forças Armadas.

António Cabral 
Calm, ref
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sábado, 27 de agosto de 2022

OBRIGADO  EMGFA

"O acompanhamento aos navios russos será mantido enquanto estes se encontrarem dentro da ZEE portuguesa", informou o EMGFA.
António Cabral

sábado, 25 de junho de 2022

PINDÉRICOS  e  em  BICOS  de  PÉS

"Portugal sem dinheiro para enviar armas a Kiev"
Ainda não parei de rir. 
Terá sido por causa deste tipo de coisas, que Zelensky se fartou de promessas e vai substituir a embaixadora?
Lê-se por aí - " Os tanques (tanques, quais tanques, seus jornalistas ignorantes?portugueses já estão prontos para seguir para a Ucrânia, mas falta o dinheiro para o transporte. O Exército está de tanga e não tem verba para nada. Espera-se que os ingleses possam dar uma ajuda".

António Cabral
Calm, ref
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sexta-feira, 11 de março de 2022

SAÚDE

Boa tarde estimados camaradas de armas.


O verdadeiro Euromilhões é a saúde, ir tendo saúde adequada ao evoluir da idade.

Hoje, desde as 1000 horas até me deitar estarei com a vista esquerda tapada para descansar a vista. Na sequência de um dia de ontem muito chato, progressivamente mais chato a partir das 1500 horas. Em síntese, depois de consulta de urgência esta manhã, tenho uma pequena lesão na córnea que terá sido provocada por, ou pêlo, pestana, areia etc.

Não tem gravidade especial, estará curado entre 7 e 15 dias.

Mas a intenção não é vir aqui maçar-vos com questões do foro privado.

Como no passado camaradas aqui partilharam certos dissabores experimentados no HFAR, o meu interesse é partilhar convosco a situação de ontem à noite, quando me sentia bastante mais incomodado da vista, com a sensação de ter dentro da vista corpos estranhos e com a córnea muito avermelhada.

Telefonei para o hospital das Forças Armadas. Estive para escrever - telefonei para o nosso hospital!!!!!!!!!!!!!!!!!

Telefonei e, depois daquela conversa automática prima isto e mais aquilo, lá apareceu uma voz feminina.

Identifiquei-me, disse o que tinha e pretendia falar com o médico de serviço com a intenção de ele fazer o favor de me dar uma orientação de como proceder face à minha situação.

1ª resposta - não fazemos triagem por telefone

2ª resposta - a médica não pode atender

3ª resposta - ah, a médica está a ver doentes.

Como sabeis, umas árvores não fazem a floresta toda.

Como sabeis, mesmo quando algo corre muito bem numa determinada instituição, isso não invalida que em outra altura corra muito mal.

Isto dito, e continuação desta telenovela, pouco passava das 2100 horas telefonei a seguir para o hospital dos Lusíadas.

Quando fui atendido, obviamente por uma funcionária administrativa, depois de me ouvir com toda a atenção disse-me - mas venha já cá que na urgência depois de ser visto pelo médico de clínica geral, será a seguir contactado um dos médicos oftalmologistas.

Minha senhora, eu penso que não seja uma coisa muito grave, esta sensação quase dolorosa de corpo estranho, acalma ligeiramente sempre que mantenho por bastante tempo os olhos fechados. Eu estou a pensar deitar-me mais cedo que o habitual para acalmar

Então se pensa fazer isso venha logo de manhã cedo que eu vou marcar-lhe já consulta de urgência em oftalmologia.

E assim foi, e assim estou, e se Deus quiser recuperarei sem qualquer problema. Muito eficientemente atendido, observado, cuidado, e plenamente ciente da situação, detalhadamente explicada por uma médica. Na próxima 6ª Feira consulta de avaliação.

Deixo portanto esta pequena telenovela. As conclusões são vossas.

A minha é inequívoca. 

Termino, confessando que até ao fim do dia ponderarei se vou reclamar por carta registada, para a direcção do HFAR e em simultâneo para o próprio CEMGFA. 

Mas, como conheço de ginjeira ao que isto chegou e o que são certas pessoas e a consideração que do alto do seu poleiro nutrem pelos outros, não reclamar por escrito tem 50% de hipóteses.

Saúde para todos.

Antonio Cabral

Contra-Almirante, reformado

(marrevoltado.blogspot.pt)

segunda-feira, 10 de janeiro de 2022

……P O I S………….

A oratória foi sempre excelente!…….
Como curiosidade, esta fotografia tem por legenda - Brasão e fachada do edifício do EMGFA no Restelo.  
Curiosidade adicional, a fotografia integra um livro de 1989, do EMGFA, com o título - Normas e Orientações para a Actuação das Forças Armadas
De recordar que a chamada Lei de Freitas do Amaral é de 11 de Dezembro de 1982, (Lei 29/ 82/ 11 Dezembro), e neste edifício continuava a não estar - Ministério da Defesa Nacional.  
Até que lá fosse colocado - Ministério da Defesa Nacional, que o Art. 34º da referida lei estipulava - foi um episódio interessante, entre duas personalidades, já falecidas. 
Enfim, coisas da história recente que, ainda assim, nada justifica coisas do presente.
António Cabral

Contra-Almirante, reformado

(marrevoltado.blogspot.pt)

sexta-feira, 7 de janeiro de 2022

AINDA a SUBSTITUIÇÃO do CEMA

Aqui na aldeia não tenho digitalizador. Fica assim apenas uma parte do artigo da autoria do juiz conselheiro do STJ, jubilado, José Augusto Sacadura Garcia Marques, datado de 29 de Dezembro de 2021 e publicado no periódico "A Guarda".
Neste artigo de que mostro a fotografia de uma parte, o referido juiz aborda o "processo" de que todos se recordarão, e onde emprega expressões (os sublinhados a cores são meus) como - "mais um exemplo da forma lamentável como as instituições nacionais tratam muitas vezes alguns assuntos de estado" - "confusas e complexas jogadas de bastidores" - "foi tudo mau demais" - "tudo redundar numa farsa miserável aflitiva de engana tolos" -" só que não somos tão tolos assim....e vamos ficando fartos de habilidosos e malabaristas destes".

O autor tece outros comentários e a dada altura aspira a que - "venha quem fale direito e com verdade, claro e sem subterfúgios e que não caminhe por atalhos enviesados".

Este legítimo desejo, meu também há muito, não é atingível com estes inquilinos nos palácios de Belém e S.Bento nem com os dois com gabinetes no edifício rosa ao Restelo. Não é aliás atingível com nenhum dos vários intervenientes (às claras e na sombra) neste pestilento processo.

Antonio Cabral

Contra-Almirante, reformado, 

(marrevoltado.blogspot.pt)

segunda-feira, 6 de dezembro de 2021

A PROPÓSITO DO ARSENAL DO ALFEITE

Li no DN uma entrevista a uma das novas estrelas do PSD. Perorou sobre diversas áreas relacionadas com o ministério de tutela e com as Forças Armadas. Aqui fico-me por apontamento sintético.

Pegando na viragem que os patéticos no ministério onde se passeia o sr Cravinho anunciam para o Arsenal do Alfeite (AA), creio que o exemplo de décadas passadas pode resumir-se no que mostro em baixo.
A viragem no AA vai ser assim. E no resto idem! O futuro confirmará.
Onde não acerto é no euromilhões, infelizmente para mim.
António Cabral
Contra-Almirante, reformado
(marrevoltado.blogspot.pt)

sábado, 13 de novembro de 2021

M I R Í A D E
Interessante o nome dado pela PJ a este processo lamentável.
Miríade = número grande, mas indeterminado.

Parece-me legítimo pensar que o atribuíram porque suspeitam que isto não é novo, e obviamente não é uma coisa de dois figurões e um intermediáriozinho lá em África. Aliás, esta dos 2 faz-me lembrar a da caixinha que era tão pequenina!
Oxalá me engane mas suspeito que, mais uma vez, estamos perante algo grande e, mais uma vez, alguns tentarão que as verdades TODAS não venham a público, na boa tradição da transparência sempre praticada pela maioria dos titulares de órgãos de soberania, pela maioria dos políticos, Chefes e dirigentes, e sempre para prestígio das instituições. Lembrando o outro, neste caso não é bem fazer as contas, é mais ver como estamos e continuamos!
António Cabral
Contra-Almirante, reformado
(marrevoltado.blogspot.pt)

sexta-feira, 5 de novembro de 2021

O MEU "ZAPPING" MATINAL

Na rotina diária de passar os olhos pelas "gordas" via internet, entre outras "delícias" ocorrendo na nossa sociedade, deparei no Diário de Notícias com mais uma nojenta encomenda a zurzir o actual Chefe do Estado-Maior da Armada que exerce o seu cargo com toda a legitimidade formal, jurídica e administrativa.  
O artigo é este, e vai com a cor óbvia e com realces da minha responsabilidade:

Chefe da Armada pressiona governo com nova nomeação

Valentina Marcelino 04 Novembro 2021 - 21:46
Depois de ter visto recusado o primeiro nome pelo Ministro da Defesa, Mendes Calado insiste e vai propor o contra-almirante Nobre de Sousa para o cargo de Comandante Naval, o mais importante posto operacional da Marinha.
O Chefe de Estado-Maior da Armada, almirante Mendes Calado, quer nomear o ex-vice-chefe de Estado-Maior do Comando Conjunto de Operações Militares (CCOM) do Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA), contra-almirante Nobre de Sousa, para o cargo de Comandante Naval, o mais importante posto operacional da Marinha.

A proposta de nomeação foi esta quinta-feira levada ao Conselho de Almirantado, que reúne os oficiais-generais de topo da Marinha e, apesar de ter sido alvo de alguma contestação, foi aprovada. No entanto, esta iniciativa não deixou de causar estranheza em alguns setores da Defesa e da própria Armada.

Nos primeiros, porque ainda em setembro passado, Mendes Calado tinha visto chumbado pelo Ministro João Gomes Cravinho outro nome que tinha proposto para o cargo, o seu chefe de gabinete, o contra-almirante Oliveira Silva. Por outro lado, fontes da Defesa ouvidas pelo DN não entendem esta iniciativa nesta altura.

Como foi já noticiado, o CEMA está informado que está a prazo no cargo e que será substituído pelo vice-almirante Gouveia e Melo, que só não assumiu o posto no topo da hierarquia no início do ano porque foi destacado para coordenar a task force da vacinação contra a covid-19.

"Esta insistência só pode ser entendida como uma tentativa de pressão sobre o governo, fazendo aproveitamento do conflito que ocorreu entre o Ministro Cravinho e o Presidente da República, quando foi anunciada há cerca de um mês a exoneração de Mendes Calado e travada por Marcelo", assinala fonte da Defesa.

Esta nomeação terá também de ter o aval de João Cravinho o que dificilmente acontecerá. A acontecer significaria que, caso venha a tomar posse, Gouveia Melo teria como comandante naval não só alguém que não escolheu, mas especificamente um oficial que, de acordo com fontes da Marinha, é um dos que se tem oposto à promoção do vice-almirante para CEMA.

O DN perguntou ao Gabinete de Mendes Calado porque propôs esta nomeação nesta altura, sabendo que está a prazo no cargo, mas não recebeu ainda resposta.

Lida mais esta nojenta peça, obviamente encomendada e não é difícil descortinar por quem, e sobretudo porque a peça parece pretender ser subtil mas para mim não passa de um rabo escondido com o gato todo de fora, considero legítimas as seguintes conclusões:

- Como é de lei, o futuro CEMA desejado pelo CEMGFA e pelo MDN esteve certamente no conselho do almirantado.
- Desta peça é legítimo considerar que ele se opôs ou teve algumas discordâncias quanto à proposta para novo Comandante Naval.
- A estranheza das ditas fontes da defesa realçada nesta peça quanto ao óbvio e legítimo acto administrativo do CEMA só pode vir de quem bem se sabe. Tanto mais que quem está na sombra não é explicitamente referido em mais um vómito.

É como estamos, com servilismos, com heroicidades, com leviandades, sobrepondo egos pessoais às instituições. 
Um Presidente da República como eu entendo que devia actuar, já tinha cortado cerce estas coisas, dizendo directamente ao PM, ao MDN e ao CEMGFA que o CEMA está legitimamente no exercício do cargo e não está diminuído de nenhum dos seus poderes que a lei lhe confere. E mais, que se este tipo de coisas prosseguisse, se não acabasse este tipo de pressões, o CEMA cumpriria os dois anos de recondução.

Há duas criaturas que nunca me mereceram respeito. Sobretudo um, velhaco, que entende que todos os outros são tolos.
A continuar este tipo de coisas/ artigos/ encomendas/ pressões, se confirmará ser justo da minha parte não ter respeito por quem devia colocar ordem nisto. 

António Cabral
Contra-Almirante, reformado
(marrevoltado.blogspot.pt)

sexta-feira, 22 de outubro de 2021

O  PRESIDENTE  JÁ  DISSE  TUDO ???

Começo pela questão da vírgula. Por exemplo, pode ser:
Não quero saber!
- ou - Não, quero saber!
Diferente não é? 
EU QUERO SABER!   EU QUERO SABER! 
SEI QUE OUTROS, INFELIZMENTE POUCOS, TAMBÉM QUEREM SABER.

Passaram semanas desde que SExa à saída de um dos seus muitos passeios diários disse que havia três equívocos e, pouco depois, emitiu para os ignaros cidadãos comuns um comunicado super lacónico, aí se dizendo que os ditos equívocos tinham sido esclarecidos! 
O Presidente (PR) já disse tudo? Essa agora.
Continuamos com esta farsa de faz de conta e, como é/ foi emitido por Marcelo Rebelo de Sousa o Presidente da República pronto, querem (ele, mas sobretudo outros envolvidos bem conhecidos) que "isto" fique assim, toca de engolir, mesmo que arranhe a garganta, mais do que a espinha do carapau.

Sim, refiro-me outra vez à vergonhosa actuação política de uns quantos que queriam JÁ a exoneração do Chefe do Estado-Maior da Armada (CEMA). Disseram-nos, concretamente e, para começar, o texto do Palácio de Belém -"ficaram esclarecidos os equívocos suscitados a propósito da chefia do Estado-Maior da Armada".FICARAM ?


Eu, como muitos outros civis e militares, com coluna vertebral, gostaríamos de saber quais as razões que levaram o senhor Cravinho e o seu ajudante a querer correr  com o Almirante Chefe do Estado-Maior da Armada (CEMA). 

Sim, eu sei, sei que 99, 9999 % dos meus concidadãos não querem saber disto para nada e, por isso, os farsolas assim continuam caladinhos, com esta pouca vergonha por esclarecer. 
Mas eu e outros QUEREMOS SABER, NÃO DESISTIMOS.
O Presidente certamente sabe, o PM certamente sabe mesmo fazendo sempre parecer que não tem nada a ver com nada, o senhor Cravinho obviamente que sabe, o CEMGFA obviamente que sabe, e ainda outros devem saber. 

E quero/ queremos saber porque:
- é matéria muito importante e que, contrariamente ao que ficou evidente, não foi tratada nem está a ser tratada com decência e discrição; 
- há/ houve causas, a esclarecer, e apuradas responsabilidades;
- colocaram em causa, o Estado democrático, o Estado de direito, instituições, separação de poderes, responsabilidades constitucionais, subordinações constitucionais;
- é imprescindível uma saudável inserção das Forças Armadas na sociedade e na nação;
- estão em causa valores e princípios fundamentais;
- está em causa o serviço público;
- está em causa a questão decisiva do serviço público em sociedade - servir, e não, servir-se.

"O Presidente da República já disse tudo", afirmou já o sr Cravinho
Não, não disse.
E eu quero saber!

António Cabral
Contra-Almirante, reformado
(marrevoltado.blogspot.pt)

sexta-feira, 1 de outubro de 2021

FORMAS  de  ESTADO

Salgueiro Maia
“Meus senhores, como todos sabem, há diversas modalidades de Estado. Os estados sociais, os corporativos e o estado a que chegámos. Ora, nesta noite solene, vamos acabar com o estado a que chegámos! De maneira que, quem quiser vir comigo, vamos para Lisboa e acabamos com isto. Quem for voluntário, sai e forma. Quem não quiser sair, fica aqui!


Tenho recordado várias vezes esta famosa dissertação. Mas cada vez mais me interrogo, em que Estado estamos?

Na feliz expressão de um homem da minha profissão que muito respeito e com a qual concordo, o que se passou e está por trás da vergonhosa farsa subjacente aos equívocos é só, provavelmente, um verdadeiro crime de lesa Pátria. 

Mas não interessa para nada, não é verdade? O Benfica ganhou, Portugal apurou-se para a final do mundial do futsal, o  Braga também ganhou!

Vou voltar ao assunto. 

AC

quarta-feira, 29 de setembro de 2021

E  ESTA,  Hein?
Acabei de tomar conhecimento deste texto, da autoria de um oficial reformado da Marinha, o Comandante Costa Correia, que teve papel relevante em diferentes períodos da fase inicial pós 25 de Abril de 1974. Pelo que leio, o Cte Costa Correia espera que, em relação ao que anda anunciado sobre a provável exoneração do actual Chefe do Estado-Maior da Armada (CEMA), o actual inquilino em Belém mostre que não é um verbo de encher.
Veremos se o Cte Costa Correia acerta.

Ao Presidente da República: mostre que não é um verbo de encher.
A Imprensa informou que o Ministro da Defesa Nacional propôs ao Presidente da República a demissão do Almirante Mendes Calado do cargo de Chefe do Estado-Maior da Armada. 
O Artigo 133 da Constituição estabelece que compete ao Presidente da República, sob proposta do Governo (que - recorde-se - é presidido pelo Primeiro-Ministro) - ouvido o Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas - nomear e exonerar os Chefes de Estado-Maior dos três ramos das Forças Armadas.
Espero, assim, que o Presidente da República mostre que não é um verbo de encher. 

28. Setembro.2021
In Blog - <https://costacorreia.blogspot.com/2021/09/ao-presidente-da-republica-mostre-que.html?m=1>

Mas enquanto escrevo estas linhas, as notícias sobre este tema caem em catadupa, nos jornais e nas TV.  Publico uma delas com sublinhados a amarelo da minha parte:
Presidente da República lembra que é ele quem tem a palavra final, pelo que não haverá, para já, qualquer substituição do Chefe do Estado-Maior da Armada. Marcelo Rebelo de Sousa afirma que houve equívocos na polémica da exoneração do almirante António Mendes Calado e alegada substituição pelo vice-almirante Henrique Gouveia e Melo. Em declarações aos jornalistas, esta quarta-feira, o Presidente da República recordou que o mandato de Mendes Calado foi renovado a 1 de março deste ano, e que a renovação tem, habitualmente, a duração de dois anos - mas que, na altura, o almirante mostrou a disponibilidade para deixar o cargo mais cedo, para permitir que "pudessem aceder à sua sucessão camaradas antes de deixarem a atividade". No entanto, para Marcelo Rebelo de Sousa, ainda não chegou esse momento. "Há aqui um equívoco de momento", declarou.
Para o Presidente da República, além deste primeiro equívoco, foram registados mais dois. O segundo equívoco passa pela fundamentação para a alegada cessão de funções. Marcelo referiu que tem estado a ser apontada a intervenção crítica, feita pelo atual Chefe do Estado-Maior da Armada, sobre as alterações à Lei de Defesa Nacional - uma posição acompanhada pelos restantes chefes dos ramos militares.
O Presidente da República nota que, apesar de terem criticado as mudanças, a partir do momento em que foi decretada a lei, os chefes dos três ramos militares acataram-na e respeitaram-na, o que, para Marcelo, é um "exemplo de lealdade constitucional" - logo, nunca seria motivo para uma exoneração.
O terceiro e"equívoco" mencionado por Marcelo Rebelo de Sousa prende-se com o facto de se estar a falar numa "substituição". Ora, só poderá haver uma substituição depois de alguém terminar funções, recorda Marcelo, o que ainda não é o caso.
"Há um momento adequado para falar de substituição, que não é este", declarou.
O Presidente da República lamentou ainda que o nome do vice-almirante Gouveia e Melo tenha sido envolvido na polémica. Marcelo Rebelo de Sousa lembrou que o vice-almirante merece, pela sua carreira, as insígnias que recebeu e, pela sua atuação na task force, a admiração de todos os portugueses. Pelo seu "mérito e classe", defende Marcelo, dispensava ser "envolvido numa situação de atropelamento de pessoas e instituições".
Na ótica de Marcelo Rebelo de Sousa, há que "salvaguardar a reputação das pessoas envolvidas e o prestígio das instituições" e quando chegar o momento de tomar a decisão de substituir o Chefe do Estado-Maior da Armada, só há uma pessoa que tem o poder de tomá-la: o Presidente da República.

Assim, se bem percebo isto tudo, o Presidente da República não aceitará exonerar, PARA JÁ, repito o PARA JÁ, o actual CEMA o que, legitimamente, será como que mostrar um cartão amarelo ao governo, concretamente ao PM António Costa que, como é habitual nele parece que nada disto partiu dele ou teve alguma coisa a ver com ele e, naturalmente, ao inenarrável ministro Gomes Cravinho jr, e ao actual Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas.

Mas, pela conversa de Marcelo Rebelo de Sousa, percebe-se que ele quer que o actual CEMA saia a seu pedido, sem ser empurrado, uns dias antes do vice-almirante das vacinas ter que passar à reserva por  atingir o limite de idade. Coisa que aconteceu a dezenas e dezenas, é a vida militar

Portanto, dando uns ares de que não é um verbo de encher, na feliz referência do Cte Costa Correia, mostra-se verdadeiramente um Salomão
Ora país nenhum progrediu com verbos de encher. 
Mas dificilmente a sociedade portuguesa melhorará com Salomões!

Por fim, uma coluna vertebral sã nunca permite que a usem nos jogos e insídias de terceiros. 
E certa gentalha, se tivesse coluna vertebral, que NÃO TÊM, esses sim, demitiam-se, JÁ, depois do que disse o PR!

António Cabral (AC)