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terça-feira, 8 de agosto de 2023

Três casos este ano no Algarve. Lanchas apreendidas já estavam a ser usadas em operações policiais contra redes.
As redes de tráfico marítimo de haxixe entre o Norte de África e a Península Ibérica estão a apostar no furto de lanchas rápidas das autoridades portuguesas e espanholas atracadas a sul para travar as operações de combate ao transporte da droga para a Europa e recuperar embarcações apreendidas.
(Jornal de Notícias)


Li isto no Jornal de Notícias.
O jornal não relata nada sobre o responsável da GNR na zona. 
O que quero dizer é que, contrariamente ao que aconteceu (exonerado) ao até há poucos dias oficial (da Marinha) responsável pela autoridade marítima em Faro / Algarve, o responsável da GNR parece poder estar descansado pois nenhuma lancha foi ainda roubada. Só têm tentado.

O que tenho pena é que tão pouco a jornalista aprofunde.

Por exemplo, averiguar quantos homens tem a GNR no Algarve e comparar isso com os efectivos da Polícia Marítima no Algarve, VRS António, Tavira, Faro, Portimão, Albufeira, Lagos.

Aposto que num primeiro momento a jornalista ficaria de olhos esbugalhados, depois talvez se risse. . . . . ou chorasse.

A jornalista podia por exemplo relatar se será verdade que num dos casos a GNR deu conta da marosca quando os meliantes já estavam há vários minutos dentro da lancha que se preparavam para roubar.

A jornalista podia investigar que meios navais a GNR tem no Algarve e comparar com os da Marinha e com os da Autoridade Marítima para o Sul de Portugal Continental. Ria-se ou chorava?

Enfim, a jornalista podia querer investigar outras coisas. 

Por exemplo, 
- saber se em 2022 e até Agosto do corrente ano, a tutela da Autoridade Marítima (que é a ministra da defesa) alguma vez esteve no Algarve a inteirar-se dos problemas diversos de que enferma a Autoridade Marítima, designadamente para o combate ao tráfico de estupefacientes e de pessoas,

- saber se a tutela da GNR (MAI) alguma vez esteve no Algarve a inteirar-se dos problemas diversos de que enferma a GNR designadamente para o combate ao tráfico de estupefacientes e de pessoas,

- saber se os responsáveis directos pela Polícia Marítima e pela GNR que estão sentados nos seus confortáveis gabinetes de ar condicionado em Lisboa, conhecem de facto, repito, se conhecem de facto por os inspecionarem com regularidade, os vários postos da GNR no Algarve e as várias Capitanias de Portos no Algarve.

Se a jornalista investigasse a sério, será que facilmente descobriria o significado de - incompetência e arrogância de certas chefias?

Aposto que sei as respostas. 
O meu melhor amigo militar, que é almirante reformado, nunca errou nas informações/ notícias/ explicações que me transmite.
António Cabral

terça-feira, 18 de outubro de 2022

RÉDEA SOLTA ?
DIZEM QUE É UM PAÍS, MAS É BRINCADEIRA
PALAVRAS PARA QUÊ?
É COSTA A COORDENAR,VIRÁ DIZER QUE NADA SABIA.
O MINISTRO CARNEIRO IDEM. (Notícia do DN).
Já está a sobrevoar o mar dos Açores o Beechcraft C-12 da Agência de Fronteiras Europeia. A sua presença, a pedido da GNR, não é pacífica e surpreendeu a Marinha e Força Aérea que vigiam a área. Há quem entenda que está em causa a soberania nacional.
A aeronave da Frontex estacionada no aeroporto de Ponta Delgada neste domingo. Os voos junto à costa assustaram algumas pessoas.
A GNR não explica porquê, nem que ameaças específicas prevê para outubro e novembro, período para o qual pediu à Frontex (Agência de Fronteiras Europeia) uma aeronave para patrulhamentos do mar dos Açores, onde a sua competência termina nas 12 milhas. O facto é que o avião, um Beechcraft C-12, está a operar desde domingo e a situação provocou um tremendo mal estar nas Forças Armadas. Marinha e Força Aérea têm meios de vigilância para além das 12 milhas, mas não receberam qualquer pedido de apoio da Guarda, conforme confirmaram ao DN fontes oficiais.
A ação da Frontex, criada em 2004 para apoiar os estados-membros na defesa das fronteiras externas da UE, tem sido mais visível no Mediterrâneo na prevenção dos fluxos migratórios.
Questionada pelo DN sobre o que levou a formular este inédito pedido, a GNR assinala que esta solicitação foi feita "com o objetivo de garantir a vigilância da fronteira externa da UE, designadamente da Região Autónoma dos Açores, atendendo as competências que cabem à Unidade de Controlo Costeiro (UCC) da GNR, vertidas na Lei Orgânica da Guarda".
Fonte oficial do comando-geral lembra que "a UCC é a unidade especializada responsável pelo cumprimento da missão da Guarda em toda a extensão da costa e no mar territorial, com competências específicas de vigilância, patrulhamento e interceção terrestre ou marítima em toda a costa e mar territorial do continente e das Regiões Autónomas
".

A CRP estabelece (Art. 201º) que ao PM compete dirigir a política geral do Governo, coordenando e orientando a acção de todos os ministros.
Mais uma vez fica evidente a coordenação.
Como evidente ficará, basta esperar um dia, a competência e o interesse do chamado comandante supremo das Forças Armadas.
Isto é cada vez mais um país de opereta, uma opereta recheada de malandros.
E, claro, mais um passo dado para a intrusão brutal da UE nos domínios nacionais. 
Com a alegre disponibilidade da fogosa rapaziada da GNR, provavelmente apoiada nos bastidores por……...
Siga para bingo!
António Cabral (AC)

terça-feira, 28 de abril de 2020

PRAIAS.......e JÁ AGORA...
Respeito sempre as opiniões de outrem, concordando ou delas discordando. Registo e respeito os argumentos e críticas de outrem ao que penso digo e escrevo.
Não importa agora se concordo ou não. 
Mas SIM, concordo com o que o sr Cte Encarnação Gomes escreveu no texto sobre as praias e sobre o que por aí anda anunciado.
E SIM, há anos que comungo das preocupações que transparecem do seu texto.
E SIM, como muitos outros de nós, partilho com ele a tristeza e revolta perante a crescente degradação de tudo isto.
E a propósito das praias acreditem que a bagunça está aí a propósito de muitas outras áreas. Há muito tempo.

O que importa é não ficar calado perante tudo isto.
Se quiserem ter a gentileza de ir ao meu blogue e lerem, ou relerem para os que já o visitaram, o meu post sobre os hostels e os imigrantes que foram levados para a OTA, reparem numa frase em que aludo ás forças de segurança e à segurança dentro do perímetro militar.
Se julgam que o escrevi por acaso estão muito enganados.
Se por vezes sou muito corrosivo, acreditem sff que não é por mau feitio como muitos consideram.
É porque a vida proporcionou que eu tivesse tido contacto com muitas realidades, que eu tivesse conhecido muita gente, muitos importantes (!?!?!?).
Dou só mais uma pista sobre o assunto relacionado com a OTA, mas colhe para as praias e tudo o mais.
Para quem quiser ocupar um pouco o tempo, "naveguem" e pesquisem tudo o que respeita à estrutura das parvamente chamadas secretas, ao MAI, etc. Vejam dependências, vejam delegações, e lembrem-se de certas pessoas em cargos civis.
E lembrem-se, por exemplo também, que existe um cargo ocupado por uma tal Dra Fazenda.
Investiguem, e pensem em cenas como por exemplo a de há dias a da PSP a investigar a polícia do Exército.
Não maço mais.
António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos - marrevoltado.blogspot.pt)

sexta-feira, 15 de maio de 2015

EFEMÉRIDES
Já tive ocasião de voltar a ouvir grande parte da última (creio) prestação da Ministra da Administração Interna, sobre segurança interna, forças de segurança, proteção civil, etc.
Sem pretender ser deselegante, foi uma prestação fraquíssima.
Numa fase da carreira (dois períodos, 3 anos +1), tive a oportunidade de me debruçar um pouco sobre este tipo de matérias.
Por estas razões, estive há instantes a passar em revista arquivos, e sem ter encontrado tudo o que queria, partilho uma efeméride: 13 de Maio de 1922.
Nessa data, sei que foram suprimidas por decreto, as tropas de artilharia e de metralhadoras pesadas e reduziram-se também efectivos de cavalaria e de infantaria da GNR.
Depois dessa decisão, a força militar passou a estar concentrada no Exército.
António Cabral, cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)