Calm, ref
sexta-feira, 11 de outubro de 2024
Calm, ref
sexta-feira, 23 de fevereiro de 2024
Militares e civis - essência e coincidência.
Na tarde de 10 de Abril de 1997, um dos meus três grandes amigos civis (tenho 3 ou 4 grandes amigos militares) dizia, numa cerimónia pública:
"As sociedades distinguem os militares, não por razões de deferência temerosa, mas como forma de reconhecimento à diferenciada função em que se empenham, de forma comumente disciplinada e previsível. Esta opção de vida por um serviço colectivo é valorizada por uns, inutilizada por outros, mas ninguém fica indiferente à realidade factual que ela encerra e que, no mais recôndito, alude ao conceito de nacionalidade, âmbito de particular relevância na vida dos homens de todos os tempos.
Sendo certo que toda a Nação tem o problema intrínseco da sua defesa, esteja ou não organizada politicamente em Estado-Nação, os militares são a certeza formal da sua possibilidade e as sociedades sempre aceitaram esta especialização dos civis, como forma de garantir a própria organização e eficácia de um sentir colectivo.
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Sempre isto se esperou dos militares, e sempre isto eles souberam dar: fidelidade a uma causa através da garantia de um propósito.
Aceita-se que se faça a distinção entre militares e civis, talvez melhor entre paisanos e militares porque estes não aparecem desfalcados de cidadania, e não convém à natureza dos factos, identificá-los como uma espécie de casta à parte..........os militares são um conjunto diferenciado de nós todos, motivados para a salvaguarda da colectividade de que são membros e para a constituição da qual contribuíram com a sua intrínseca dignidade. É um empenhamento na coisa pública que a usura do tempo, até na sua vertente ideológica, não destrói ou arruina.
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Mas ao Camões de "mudam-se os tempos/ mudam-se as vontades" sucedeu-se hoje a "mudança mudada em permanente mudança", o que leva muitos a lançarem pela borda fora da vida, não só as referências mas as permanências, sem as quais soçobra a própria vida comunitária.
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Cada qual, deve conscientemente, fazer o possível para se informar como vive o País, como e de que vivem as suas classes, quais os objectivos de cada grupo no contexto da sociedade.
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Ninguém pode estar contra si mesmo, nem contra os seus interesses.
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Realço outra vez a frase do meu amigo - ....."e esta verdade chega até aos que gostam mais de ouvir do que compreender".
Em tempos escrevi - Temo que nos últimos anos já nem ouçam, quanto mais tentarem compreender. Até quando?
- Nunca tentaram compreender.
Terão visto, anos atrás, aquele general Iraquiano a palrar frente a câmaras de TV e vendo-se depois aparecer no fundo da imagem os carros de combate americanos?
António Cabral
sexta-feira, 19 de janeiro de 2024
quarta-feira, 29 de novembro de 2023
terça-feira, 18 de outubro de 2022
PALAVRAS PARA QUÊ?
Já está a sobrevoar o mar dos Açores o Beechcraft C-12 da Agência de Fronteiras Europeia. A sua presença, a pedido da GNR, não é pacífica e surpreendeu a Marinha e Força Aérea que vigiam a área. Há quem entenda que está em causa a soberania nacional.
A aeronave da Frontex estacionada no aeroporto de Ponta Delgada neste domingo. Os voos junto à costa assustaram algumas pessoas.
A GNR não explica porquê, nem que ameaças específicas prevê para outubro e novembro, período para o qual pediu à Frontex (Agência de Fronteiras Europeia) uma aeronave para patrulhamentos do mar dos Açores, onde a sua competência termina nas 12 milhas. O facto é que o avião, um Beechcraft C-12, está a operar desde domingo e a situação provocou um tremendo mal estar nas Forças Armadas. Marinha e Força Aérea têm meios de vigilância para além das 12 milhas, mas não receberam qualquer pedido de apoio da Guarda, conforme confirmaram ao DN fontes oficiais.
A ação da Frontex, criada em 2004 para apoiar os estados-membros na defesa das fronteiras externas da UE, tem sido mais visível no Mediterrâneo na prevenção dos fluxos migratórios.
Questionada pelo DN sobre o que levou a formular este inédito pedido, a GNR assinala que esta solicitação foi feita "com o objetivo de garantir a vigilância da fronteira externa da UE, designadamente da Região Autónoma dos Açores, atendendo as competências que cabem à Unidade de Controlo Costeiro (UCC) da GNR, vertidas na Lei Orgânica da Guarda".
Fonte oficial do comando-geral lembra que "a UCC é a unidade especializada responsável pelo cumprimento da missão da Guarda em toda a extensão da costa e no mar territorial, com competências específicas de vigilância, patrulhamento e interceção terrestre ou marítima em toda a costa e mar territorial do continente e das Regiões Autónomas".
quinta-feira, 5 de março de 2020
Pelo que se vai sabendo por aí, uns pensam em dizer a jovens para passar umas noites em quartéis.
Outros, não superintendem aparentemente os militares mas estão cheios de artilharia.
Outros ainda rebuscam na retórica tonta.
Entretanto, nas FA as coisas são o que são, as realidades não se podem esconder.
Quanto faltará para, por exemplo, os marujos terem de comprar a "roupita"?
António Cabral
cAlmirante, reformado,
(Chapéus há muitos)
domingo, 19 de janeiro de 2020
Tudo isto a somar aquilo que acho terrível pelo que pode significar, e que é haver militares a pagar para se irem embora.
E o que resulta dos que se calhar querem ir embora mas não vão por falta de dinheiro?
Que realidades aí estão, e que consequências para a instituição militar?
sexta-feira, 3 de março de 2017
terça-feira, 24 de novembro de 2015
Reedito um post acolhido em 10 de Maio de 2012, no saudoso blogue "A Voz da Abita"
Na tarde de 10 de Abril de 1997, um dos meus três grandes amigos civis
dizia, numa cerimónia pública - "As sociedades distinguem os militares, não
por razões de deferência temerosa, mas como forma de reconhecimento à
diferenciada função em que se empenham, de forma comummente disciplinada e
previsível. Esta opção de vida por um serviço colectivo é valorizada por
uns, inutilizada por outros, mas ninguém fica indiferente à realidade
factual que ela encerra e que, no mais recôndito, alude ao conceito de
nacionalidade, âmbito de particular relevância na vida dos homens de todos
os tempos. Sendo certo que a Nação tem o problema intrínseco da sua defesa,
esteja ou não organizada politicamente em Estado-Nação, os militares são a
certeza formal da sua possibilidade, e as sociedades sempre aceitaram essa
especialização dos civis, como forma de garantir a própria organização e
eficácia de um sentir colectivo"..........."Aceita-se que se faça a
distinção entre militares e civis, talvez melhor entre paisanos e militaresporque estes não aparecem desfalcados de cidadania......".
Revisito periodicamente a brilhante comunicação então feita, e interrogo-me,
cada vez com mais dúvidas, sobre os fossos que cada vez mais cavam em nosso
redor, à maioria dos portugueses, militares incluídos.
Lembro-me de ele dizer - ....."e esta verdade chega até aos que gostam mais
de ouvir do que compreender".
Temo que nos últimos anos já nem ouçam, quanto mais tentarem compreender.
Até quando?
Recordo este meu post, agora que está anunciado um novo governo e um novo MDN.
Sei que existem, e respeito isso, muitos camaradas cheios de esperança e expectativas com o novo ciclo que irá começar dentro de poucos dias. Aguardemos.
Pela minha parte, dos detalhes que recordo, não auguro nada de muito diferente da porcaria a que assistimos nas últimas décadas.
António Cabral,
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)
terça-feira, 10 de novembro de 2015
cAlmirante
(chapéus há muitos)




