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terça-feira, 24 de novembro de 2015

Militares e civis - essência e coincidência.

Reedito um post acolhido em 10 de Maio de 2012, no saudoso blogue "A Voz da Abita"

Na tarde de 10 de Abril de 1997, um dos meus três grandes amigos civis
dizia, numa cerimónia pública - "As sociedades distinguem os militares, não
por razões de deferência temerosa, mas como forma de reconhecimento à
diferenciada função em que se empenham, de forma comummente disciplinada e
previsível. Esta opção de vida por um serviço colectivo é valorizada por
uns, inutilizada por outros, mas ninguém fica indiferente à realidade
factual que ela encerra e que, no mais recôndito, alude ao conceito de
nacionalidade, âmbito de particular relevância na vida dos homens de todos
os tempos. Sendo certo que a Nação tem o problema intrínseco da sua defesa,
esteja ou não organizada politicamente em Estado-Nação, os militares são a
certeza formal da sua possibilidade, e as sociedades sempre aceitaram essa
especialização dos civis, como forma de garantir a própria organização e
eficácia de um sentir colectivo"..........."Aceita-se que se faça a
distinção entre militares e civis, talvez melhor entre paisanos e militares
porque estes não aparecem desfalcados de cidadania......".
Revisito periodicamente a brilhante comunicação então feita, e interrogo-me,
cada vez com mais dúvidas, sobre os fossos que cada vez mais cavam em nosso
redor, à maioria dos portugueses, militares incluídos.
Lembro-me de ele dizer - ....."e esta verdade chega até aos que gostam mais
de ouvir do que compreender".
Temo que nos últimos anos já nem ouçam, quanto mais tentarem compreender.
Até quando?


Recordo este meu post, agora que está anunciado um novo governo e um novo MDN.
Sei que existem, e respeito isso, muitos camaradas cheios de esperança e expectativas com o novo ciclo que irá começar dentro de poucos dias. Aguardemos. 
Pela minha parte, dos detalhes que recordo, não auguro nada de muito diferente da porcaria a que assistimos nas últimas décadas.  

António Cabral, 
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)