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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2025

O Estado a QUE SE CHEGOU

Quer no ESTADO quer nas Instituições privadas, há coisas boas e más ou péssimas.

Há coisas que correm bem, outras que correm mal.

REPITO, quer no Estado quer nos privados.

Vêm estas palavras a propósito de saúde, de apoio na (falta de) saúde, de comparticipações do IASFA, do hospital dito das Forças Armadas e de hospitais privados. Sobre estes, concretamente o hospital da Luz.

Vem a propósito, também, do respeito e consideração recebidos da parte do IASFA, da parte do hospital das FA, e do hospital da Luz.

Em alguns casos, também, relativamente ao desprezo insuportável e inadmissível a que se é sujeito.


No primeiro trimestre do ano passado fiquei plenamente esclarecido quanto ao hospital das FA. Passo à frente.

Em 3 de Junho passado fui submetido a uma intervenção cirúrgica para tratar de uma hérnia inguinal. No hospital Cuf Tejo.

No dia 5 de Junho tratei de remeter ao IASFA a documentação respectiva tendo em vista previsível comparticipação por parte do IASFA.

Em 8 de Novembro passado solicitei ao IASFA o favor de até 15 de Dezembro receber os documentos que me permitissem junto da Multicare acionar comparticipações por actos médicos. 

Não estava a pedir que pagassem as comparticipações, pedia os documentos onde o IASFA indicasse que comparticipação eu viria a receber. Para cumprir as normas definidas pelo IASFA.

Isso . . . . adivinharam . . . . continuo sem receber nem comparticipações nem explicações. Ainda só estamos em Fevereiro de 2025.

Isso . . . . adivinharam . . . . continuo sem receber resposta a reclamações que enderecei incluindo ao mais alto nível. Ainda só estamos em Fevereiro de 2025. 

Quanto a Estado, FA, IASFA estamos conversados.


Quanto ao hospital da Luz, por precaução, fui às urgências no passado dia 13 de Janeiro, ao fim da tarde, apresentei cartão do cidadão e cartão ADM.

Em pouco mais de 2 horas fui atendido, observado, TAC efectuado, relatório respectivo apreciado por médico, felizmente nada de preocupante, regressei a casa. Perguntei à saída quanto tinha a pagar - agora é com o IASFA. Achei um pouco estranho, mas enfim.

Passados dois dias recebi um SMS com as indicações para efectuar dois pagamentos de 19,00 € e 14,55€ salvo erro.

Tentei por diferentes meios entrar em contacto com o hospital. Sempre atendido e depois rejeitado por ASSISTENTE DIGITAL !

Passados 4 dias depois da ida ao hospital, e não conseguindo falar com ninguém, resolvi endereçar uma carta registada ao hospital. 

Nessa carta referi - "começo pelo aspecto positivo" - e que era o estar bastante satisfeito com o atendimento e tratamento recebidos. 

Depois, queixei-me da assistente digital, e de não haver possibilidade de chegar à fala com ninguém para esclarecer as minhas dúvidas.

Passado um dia fui contactado telefonicamente pelo hospital, e tudo se esclareceu, e fui pagar as duas contas/ facturas.

Para minha surpresa, recebo dois dias depois uma carta do hospital da Luz referindo que sabiam que o assunto já tinha sido esclarecido por telefone mas queriam assegurar todo o apoio e que eu me sentisse à vontade para me dirigir ao hospital da Luz sempre que necessitasse.

Mais palavras para quê?

Depois admiram-se que as pessoas se revoltem com estas indignidades ao nível da máquina do Estado e, concretamente, no âmbito do MDN, do EMGFA, do IASFA!

António Cabral
Calm, ref.
(marrevoltado.blogspot.pt)

sábado, 25 de novembro de 2023

POIS. . . .

Deve ter sido nisto em que se inspiraram para o que se vai vendo.

António Cabral
Calm, ref
(marrevoltado.blogspot.pt)

quinta-feira, 12 de janeiro de 2023

ASSIM  VAI  PORTUGAL


António Cabral
Cal, ref
(marrevoltado.blogspot.pt)

terça-feira, 13 de setembro de 2022

PROMETE....

Ministra da Defesa promete segunda tripulação para os helicópteros da Força Aérea na região

Em cima o título e em baixo a notícia lida nos jornais dos Açores.

A Base Aérea nº 4, nas Lajes, ilha Terceira, deverá ter, até ao final do ano, uma segunda tripulação para operar os helicópteros EH-101, que fazem missões de busca e salvamento.
“Há uma aspiração que as autoridades e as pessoas aqui dos Açores tinham que será concretizada, que é a segunda tripulação dos EH-101”, avançou a ministra da Defesa Nacional, Helena Carreiras, à margem de uma visita àquela Base.
Também a Marinha Portuguesa terá um segundo salva-vidas nos Açores.
“Até ao final do ano, ou até antes, se for possível, concretizaremos estes dois importantes projetos e desígnios, respondendo, portanto, à resolução dos problemas, continuando a colaborar ativamente com as autoridades locais”, salientou a ministra.
A Força Aérea portuguesa tem dois helicópteros EH-101 Merlin colocados na base aérea número 4, mas apenas uma tripulação fixa.
A atribuição de uma segunda tripulação é uma reivindicação antiga das autoridades regionais.
Em setembro de 2018, o parlamento açoriano aprovou, por unanimidade, um voto de protesto, apresentado pelo PSD/Açores, “pela ausência, na Base das Lajes, de uma segunda tripulação para os helicópteros de busca e salvamento da Força Aérea”.
Tinham já sido aprovados, em 2014 e 2017, outros dois votos com o mesmo teor.
Segundo a ministra da Defesa Nacional, a Força Aérea está a desenvolver “esforços muito grandes” para treinar pilotos, que possam assegurar a segunda tripulação.
“É uma tarefa que tem a ver com os recursos, mas também com os processos complexos de qualificação dos pilotos. A Força Aérea está a desenvolver realmente esforços muito grandes e um trabalho muito intenso no plano do recrutamento e da retenção. Está a treinar pilotos que vão reforçar, de facto, a sua capacidade”, apontou.
Na sua primeira visita aos Açores, Helena Carreiras destacou “a presença muito forte e muito significativa” das Forças Armadas nas regiões autónomas.
“Desempenham missões absolutamente fundamentais, não apenas missões de soberania, mas também missões de apoio à qualidade de vida das populações e esse reconhecimento é muito claro”, frisou.
Em 2022, “a Marinha tem já realizadas 113 missões” de busca e salvamento, superando “todo o número de missões do ano anterior”.
Já a Força Aérea conta com “perto de 250 missões” de transportes médicos, em que os doentes foram transportados entre ilhas ou para o continente português.
“As missões de busca e salvamento, em que a Marinha e a Força Aérea estão evidentemente muito implicadas são missões absolutamente fundamentais e insubstituíveis”, sublinhou Helena Carreiras.
Questionada sobre a data de arranque das obras de requalificação do edifício que vai acolher o Centro do Atlântico, na base aérea número 4, a ministra disse que o projeto está a ser avaliado.
“O Centro do Atlântico está a edificar-se. Fez um trabalho magnífico até agora. Estamos neste momento a analisar as circunstâncias em que vamos desenvolver este projeto de completar a sede na BA4 para depois vir a instalar o centro e a reforçá-lo com uma equipa e com atividades que possam aqui ocorrer, trazendo também os 20 outros países que participam no centro”, adiantou.
A ministra admitiu que o “contexto complexo da guerra” na Ucrânia possa obrigar a “reavaliações do plano inicial”, mas garantiu que a edificação vai avançar.
“Prosseguiremos seguramente a edificar o Centro do Atlântico como um grande projeto que não é apenas da Defesa Nacional, é um projeto verdadeiramente nacional, no sentido em que nos coloca numa relação muito estreita com outros países do Atlântico, para pensar os problemas da Segurança do Atlântico, para capacitar um conjunto de parceiros para melhor defender os nossos recursos e para estabelecer diálogo político e aprofundar o conhecimento”, assegurou.
Oficializado em 2021, por iniciativa do Governo português, o Centro do Atlântico, conta atualmente com 20 países signatários, de Europa, África e América.
O centro terá sede na antiga unidade de saúde da Base das Lajes, que foi utilizada pela Força Aérea norte-americana e ficou desocupada aquando da redução militar que ocorreu a partir de 2015.
Em 2021, o então ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, anunciou um investimento de cerca de três milhões de euros na recuperação do edifício.

Este, um exemplo do "estado" das Forças Armadas.

António Cabral 
Calm, ref
(marrevoltado.blogspot.pt)

sábado, 27 de agosto de 2022

OBRIGADO  EMGFA

"O acompanhamento aos navios russos será mantido enquanto estes se encontrarem dentro da ZEE portuguesa", informou o EMGFA.
António Cabral

segunda-feira, 10 de janeiro de 2022

……P O I S………….

A oratória foi sempre excelente!…….
Como curiosidade, esta fotografia tem por legenda - Brasão e fachada do edifício do EMGFA no Restelo.  
Curiosidade adicional, a fotografia integra um livro de 1989, do EMGFA, com o título - Normas e Orientações para a Actuação das Forças Armadas
De recordar que a chamada Lei de Freitas do Amaral é de 11 de Dezembro de 1982, (Lei 29/ 82/ 11 Dezembro), e neste edifício continuava a não estar - Ministério da Defesa Nacional.  
Até que lá fosse colocado - Ministério da Defesa Nacional, que o Art. 34º da referida lei estipulava - foi um episódio interessante, entre duas personalidades, já falecidas. 
Enfim, coisas da história recente que, ainda assim, nada justifica coisas do presente.
António Cabral

Contra-Almirante, reformado

(marrevoltado.blogspot.pt)

sábado, 13 de novembro de 2021

M I R Í A D E
Interessante o nome dado pela PJ a este processo lamentável.
Miríade = número grande, mas indeterminado.

Parece-me legítimo pensar que o atribuíram porque suspeitam que isto não é novo, e obviamente não é uma coisa de dois figurões e um intermediáriozinho lá em África. Aliás, esta dos 2 faz-me lembrar a da caixinha que era tão pequenina!
Oxalá me engane mas suspeito que, mais uma vez, estamos perante algo grande e, mais uma vez, alguns tentarão que as verdades TODAS não venham a público, na boa tradição da transparência sempre praticada pela maioria dos titulares de órgãos de soberania, pela maioria dos políticos, Chefes e dirigentes, e sempre para prestígio das instituições. Lembrando o outro, neste caso não é bem fazer as contas, é mais ver como estamos e continuamos!
António Cabral
Contra-Almirante, reformado
(marrevoltado.blogspot.pt)

sexta-feira, 23 de abril de 2021

OS ALMIRANTES ESTÃO NA MODA (?)

(?) - (isto não está no título do artigo da jornalista, é da minha responsabilidade)

Há vários anos que a Academia Militar abriu as suas portas a empresários e gestores para………….Mas, além disso, porque razão um ramo como o Exército só consegue projectar um décimo dos seus efectivos em forças operacionais? Porque é que o rácio de praças para oficiais generais é maior do que na guerra colonial? Porque é que muitos dos quartéis que existem e até batalhões têm menos de 60% dos militares que deviam ter? Esta reforma da defesa vai trazer mais eficácia ao produto operacional das Forças Armadas e reorganizar de forma mais produtiva os escassos efectivos que existem? Ou só vai servir para engordar no Restelo os gabinetes do ministro e do EMGFA? (parte do artigo de Helena Pereira, "Público", 23 Abril 2021)

António Cabral

cAlmirante, reformado

(marrevoltado.blogspot.pt)

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

DEFESA NACIONAL
O inefável PM foi postar-se em frente das chefias militares e anunciou que dentro de poucos anos estaremos, com alguma ajuda, com 1,98% do PIB. Assim sim.
Já estamos melhor que os 1,1% do homem do hífen. Estamos catitas, temos homem.
Três coisinhas mais:
> fica-me a certeza de que o senhor continua a ter a ideia de que DN = FA;
> tratou de, cautelosamente, dizer que se deve investir sempre que se pode,..........pois!
> pela cara com que está na fotografia do "Público", quase dá a impressão que ainda lhe dói o estômago por causa de Tancos.

António Cabral
cAlmirante, reformado
(chapéus há muitos)

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

UM 2018 o MELHOR POSSÍVEL
São os meus votos, para todos os meus amigos, conhecidos, camaradas de armas, leitores deste e do meu blogue, com a saúde q.b. que é o melhor euromilhões da vida, com alegria, e lutando sempre por boa disposição.
E como há dias me dizia um amigo que prezo, dar algum trabalho aos talheres e copos e, digo eu agora, sempre com "temperança".
Quanto à boa disposição, hoje por exemplo fartei-me de rir com várias coisas. 
Uma foi com (entre muitas outras tiradas) a frase que ouvi esta manhã no rádio do carro - "Tendo estado nas Forças Armadas durante 28 anos, nunca vi a mínima inquietação quanto aos paióis, nunca houve problema", declarou" (D. Januário Torgal).
Pois, como é do conhecimento de muitos, e eu sou testemunha directa disso pois tive por mais de uma vez lidar "a posteriori" com situações de desaparecimento de armas por exemplo em 2003 e 2004, ao longo de décadas que tem infelizmente havido problemas diversos no respeitante a desaparecimento de material. 
Se alguém tivesse dúvidas bastaria tentar ver o histórico na PJM.
Furto, roubo, questões de inventários, isso é outra questão.
Numa coisa concordo com D. Januário: por exemplo, nos meus três anos de EMGFA em que inúmeras vezes confraternizei com camaradas de armas nas zonas atribuídas aos assessores do CEMGFA, nunca de facto ouvi falar ou detectei qualquer inquietação quanto a paióis.
António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

TANCOS, e para desanimar mais

Passados estes meses, quase cinco, passado este tempo sobre, o que disseram, aquilo em que se contradisseram, certas inqualificáveis declarações, certas palavras serem sagradas, murros no estômago, ódiozinhos entre departamentos do Estado, audições várias na AR, relatórios que seriam produzidos, apuramento de responsabilidades, material de guerra devolvido para uma mata incluindo umas "caixinhas inofensivas" de que desconheciam a existência ou seja não estavam inventariadas e isto depois de denúncia anónima ao que parece para GNR de Loulé, insistências por parte da AR, o PM a lembrar “à justiça o que é da justiça"  e outras “boutades” do género e o PR a exigir o apuramento de tudo mas tudo mesmo com muitas dores, o que é que eu tenho presente?

Concluo que:
> O “furto” (??) terá ocorrido a 28 de Junho passado, e só passadas mais de 24 horas começaram a reagir certos departamentos do Estado, departamentos pomposamente estabelecidos em lei, mas que, na maioria dos casos mais não são que sacos de vento, inócuos, uns faz-de-conta;
> Depois de 28 de Junho, muitos foram para os jornais, muitos foram à AR, muitas visitas a Tancos, várias encenações em frente das câmaras de TV; algumas, bem infelizes;
> Finalmente, o Exército entregou à comissão parlamentar de defesa (CPD) alguma documentação, classificada e, parece, nunca virá a público; nem se dão ao trabalho de identificar os títulos de cada documento, o que é esclarecedor sobre a transparência e verticalidade desta gentinha toda; 
> o comandante do Exército foi de novo ouvido na AR; o inenarrável presidente da CPD parece estar muito satisfeito com o que ouviu, ao ponto de dizer que foi muito esclarecedora a audição, e que houve muita transparência (só dá vontade de rir), e que a documentação recebida respeita ás averiguações internas no Exército; 
> ainda assim, este “presidente” deixou cair que não deve haver hesitações quanto à investigação, ao debate e procura de soluções para que não volte a acontecer (POIS!!!),  e recusou-se a antecipar se a Comissão da Defesa poderá vir a revelar as conclusões da investigação em curso. Garantiu ainda que a comissão vai continuar a querer ver tudo esclarecido, como insistentemente tem pedido o Presidente da República (só dá vontade de rir);
> continua a nada se saber sobre o que falhou; a óbvia conclusão de qualquer pacóvio é - vão continuar a esconder os erros e poucas vergonhas
> para lá de outras vertentes, também designadamente quanto a transparência, este processo todo incluindo os seus protagonistas, é  mais um eloquente exemplo daquilo em que Portugal se transformou.

Para terminar, vou ficar à espera das reações do PR/ Comandante Supremo das FA. O tal que tem memória de elefante, que exige o apuramento de tudo até ás últimas consequências, doa a quem doer.
Pessoalmente estou convicto de que vai continuar a fazer sorriso amarelo, a dizer laconicamente que aguarda os resultados das investigações do MP, PJ, PJM, e que o PM, o MDN e o CEME já o informaram sobre o apuramento das averiguações internas no Exército e não há mais nada a dizer sobre isto.

Repito o que já perguntei antes:


Serei só eu que sinto cada vez mais vergonha?

Repito, sou só eu?
Pelos silêncios habituais presumo que não sou só eu.
Corro o risco de estar enganado?

António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

GOSTAVA DE COMPREENDER
No passado, as associações de militares formaram-se num processo "Guterriano" certamente muito discutível.
Se bem estou recordado, as direcções dessas associações foram recebidas pelo então PM Guterres e pelo então PR/ comandante Supremo das FA Jorge Sampaio, sem nunca terem sido, PRIMEIRO, recebidas pelas chefias militares. Coisas do passado, mas que não deixam de ser interessantes ter sempre presente porque podem contribuir para explicar certas coisas e certos comportamentos, desses políticos e de certas chefias militares de então.
Vem isto a propósito da celebração da AOFA (associação dos oficiais das forças armadas) ocorrida no passado dia 18 de Novembro, onde não participei. 
Sou sócio da AOFA, mas só aderi anos depois da sua constituição. AOFA que tem tido intervenções com que me identifico muito, mas muitas, também, que são piores que tiros nos pés.
Vejo noticiado que se fizeram representar nessa cerimónia, entre outros, o MDN, grupos parlamentares do PS, PCP e Verdes, EMGFA, EMA, EME, EMFA, Liga dos Combatentes, IASFA, restantes associações profissionais de militares, organizações representativas da GNR e da PSP, associação dos Pupilos do Exército, associação das antigas alunas de Odivelas, etc.
Naturalmente que cada um é livre de participar  no que quer, no que entende adequado. Eu faço o mesmo.
Mas, a nível institucional, porque carga de água os restantes partidos se colocam à margem, deixando para a esquerda e extrema esquerda as associações como a AOFA?
Não percebo. Alguém me pode explicar?

António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)

Actualização: relativamente ao texto supra, coloquei agora a bold azul o que vinha num comunicado da AOFA, mas já pude confirmar que o ministro da tutela e os quatro chefes militares se fizeram representar e não os seus estados-maiores.
Lembraria que a AOFA se constituiu em 1992 mas só em 2001 foi aprovada na AR legislação relativa ao associativismo militar, salvo erro por unanimidade.

quinta-feira, 20 de abril de 2017

LEI de PROGRAMAÇÃO MILITAR (LPM)


A LPM foi uma das facetas que, nas FA, sempre me causou certa estranheza, dúvidas e, no respeitante aos sucessivos governos, sempre do arco da governação até esta geringonça e agora a"dita", a LPM e o que sempre se passou à sua volta ajudou-me a aumentar a minha desconfiança pelos políticos, e a sedimentar a falta de respeito que tenho de há vários anos pela maioria dos sucessivos titulares de órgãos de soberania.
Estou sempre de pé atrás quanto ao que vejo ouço e leio nos OCS.

Isto referido, vou correr o risco de confiar quanto baste no que li no Observador, acerca da LPM e do titular do MDN.

"Pesco" algumas frases, apenas:

> O ramo das Forças Armadas com maior taxa de execução de verbas destinadas à aquisição de material militar foi a Marinha.
>A taxa de execução global das verbas destinadas aos gastos das Forças Armadas com equipamento foi de 77,7% em 2016, quando tinha sido de 86% em 2015. O número fica muito abaixo daquilo que o próprio ministro da Defesa tinha anunciado no dia 18 de janeiro deste ano, aos deputados: a taxa de execução da LPM ficou 20 pontos percentuais abaixo daquilo que o próprio Azeredo Lopes previra, embora tenham sido gastos mais 30,5 milhões de euros do que no ano anterior.
> as contas do ministro referiam-se a “valores provisionais  uma vez que as contas ainda não estavam fechadas
> o ministro não terá explicado com clareza suficiente (pois, digo eu) no Parlamento que o valor a que se referia era apenas o que estava inscrito no Orçamento do Estado - o que surge como uma nova forma de contabilizar a execução das compras militares (pois, digo eu)
> O relatório sobre a execução da LPM foi assinado por Alberto Coelho (onde é que eu já ouvi este nome?)
> a comissão de acompanhamento da LPM responsabiliza o Ministério das Finanças - sem o nomear - por parte dos atrasos nos programas.
> a comissão sugere que o Governo disponibilize os saldos com maior rapidez.
> .......encontrando-se à presente data já integrados no orçamento de 2017 todos os saldos transitados de 2016″.

A fazer fé no "Observador", estará a passar-se boa parte do habitual ao longo dos anos. 
Contratos não fechados por isto e por aquilo, afirmações não correspondentes à verdade (a minha vizinha Celeste lá na aldeia chama-lhes MENTIRAS), dificuldades quanto aos teóricos saldos vindo agora o MDN dizer que tudo está bem melhor (onde ouvi já isto?), as costumeiras recomendações ao ministro das finanças, o atirar de culpas a este e aquele, e o Exército sempre com mais dificuldades (aparentemente sempre a grande distância dos outros Ramos).
Com a reserva de que não conheço o relatório em apreço, presente o que se lê, arrisco dizer, tudo visto e ponderado, mantenho o nojo que sinto por esta gentinha toda. É o que temos, mas nem todos merecemos, sobretudo as FA.

António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)

quarta-feira, 29 de março de 2017

MEMÓRIAS

Nota prévia: vejo pouca televisão e no que a noticiários nos canais nacionais respeita quase nada vejo. Procuro acompanhar, em directo ou mais tarde usando as tecnologias actuais,  algumas comissões parlamentares de inquérito, audições dos ministros da defesa e dos negócios estrangeiros, e alguns debates (???) quinzenais na AR.

Acompanhei a audição de hoje do MDN, de que vi e escutei grande parte mas não desde o início. Vi desde a intervenção sabuja de um deputado que palrou e untou mais que perguntou, e até pediu desculpa de se ter alargado tanto no tempo. Adiante.
O actual titular primeiro do ministério da Defesa Nacional é um homem inteligente e hábil, não há dúvidas quanto a isso.
Mas não é sobre ele, ou o Costista Secretário, ou sequer a prestação global dos diferentes intervenientes, que me apetece falar.
A audição de hoje remeteu-me, e daí as memórias, para algures finais de Novembro de 2004 ou já início de Dezembro; já não consigo precisar, ainda que tenha registado numa velha agenda o dia em que me telefonaram directamente de Lisboa, para empreender acção local acerca de uma probabilidade a acontecer daí a quase cinco meses. Um evento então desejado.
E estou concretamente a falar dos NPO.
E antes de continuar, devo esclarecer, se preciso fosse, que tenho em péssima conta a esmagadora maioria dos políticos e dos sucessivos titulares de órgãos de soberania. E concretamente e por exemplo, Durão Barroso, Paulo Portas, José Sócrates, Diogo Freitas do Amaral, Luís Amado, Passos Coelho e Aguiar-Branco.
E regressando aos NPO, e depois do que ouvi hoje na audição, o que gostava de um dia vir a saber, PRETO no BRANCO (claro que nunca acontecerá, pois quem sabe com rigor nas várias cores políticas não o diz publicamente) é porque é que alguns tinham esperanças que um NPO viesse à luz do dia a poucos dias de 20 de Maio de 2005, porque é que só muuuuiiiiiito mais tarde apareceu, porque não foram construídos mais em sucessão e, agora, aparentemente, irão finalmente avançar para mais dois navios. 
Se não estou enganado, o contrato dos NPO foi mesmo assinado antes da entrada de Sócrates como primeiro-ministro, esteve lá desde algures em 2005 até meados de 2011, daqui até Out 2015 foi a PAF, e agora está lá a geringonça. E NPO.......
Enfim, mais um indicador da porcaria em que continuamos metidos.

António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)


PS: antes de carregar no botão publicar, leio sempre o que acaba de ser escrito. Está a parecer-me que o texto está ácido.  Mas vai mesmo assim, até porque não estando hoje fisicamente muito bem não estou com força anímica para perder mais tempo. Que me relevem os que por gentileza me lêem.

segunda-feira, 13 de março de 2017

O PRINCÍPIO da ROTATIVIDADE na CHEFIA das FA

Não há muito tempo escrevi umas palavras acerca deste assunto com ênfase no processo anunciado nos "media" acerca da substituição do general Pina Monteiro, algures em 2018, pelo actual Almirante CEMA.
Este assunto,  a meu ver, está muito longe de poder ser incluído na lista dos 20 maiores problemas da sociedade portuguesa.
Ainda assim, creio, tem aspectos curiosos, porventura indiciadores de algumas das doenças que corroem Portugal.
Vem isto a propósito do tema, naturalmente, mas sobretudo de um artigo que encontrei num "site" que há muito não visitava.
Na presunção de que poucos o conhecerão, aqui deixo esse artigo. Está no "Operacional". 

António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos) 

O “PRINCÍPIO DA ROTATIVIDADE” NA CHEFIA DAS FORÇAS ARMADAS
Por Miguel Machado • 3 Fev , 2017 •

Para quê enunciar um princípio que não existe, deixando cair na imprensa notícias sobre a nomeação de um CEMGFA a mais de um ano de distância? Bem à portuguesa o dito “princípio” é um acordo de cavalheiros que pode sempre ser quebrado, sem o quebrarem…porque não existe! Consoante convém ao governo e ao Presidente da República ouvimos, como agora, falar desse misterioso “princípio”.
O facto de não ser seguido não quer dizer que as escolhas para CEMGFA – Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, tenham sido erradas. Não é isso que aqui se aborda, mas apenas provar que não havendo coragem política para tomar determinadas opções, algures no tempo alguém se lembrou de invocar um “princípio” benigno, aparentemente justo, mas sem tradução prática. Não é seguido.
Vamos a factos!
Entre 1950 e 1981, desempenharam as funções de CEMGFA 10 oficiais (Almirantes e Generais), 8 do Exército, 1 da Marinha e 1 da Força Aérea, em tempos que não há notícias de questões de rotatividade. Eram outros tempos. No pós-25 de Abril o último titular do cargo ainda antes da revisão constitucional de 1982, que determinou a extinção do Conselho da Revolução e a completa subordinação do poder militar ao poder politico eleito, foi o General Ramalho Eanes que acumulou aliás estas funções (1976-1981) com as de Presidente da República (1976-1986).
Parece-nos assim adequado iniciar esta nova ordem politico-militar com o General do Exército Melo Egídio, CEMGFA de 1981 a 1984. Seguiram-se até hoje mais 9 CEMGFA, incluindo o actual que aqui vamos considerar como titular do cargo até Julho de 2018, à luz do que foi anunciado pelo governo em 02FEV2017. Destes 10 oficiais generais com quatro estrelas douradas nos ombros, 5 pertencem ao Exército, 3 à Força Aérea e 2 à Marinha. Rotatividade? Não parece.
Mas se aprofundarmos a questão, vendo por exemplo os meses que cada um esteve de facto a exercer funções, confirmam-se as dúvidas. Na realidade esses períodos variaram muito consoante factos que agora não vêm ao caso mas que, só para dar dois exemplos, levaram a que o General da Força Aérea José Lemos Ferreira estivesse no cargo durante 60 meses e o General Alvarenga Sousa Santos, também da Força Aérea, apenas o desempenhasse por 22.
Consultado dados oficiais do EMGFA (ver listagem no final deste artigo), verificamos que os generais do Exército estiveram em 37 anos (desde 1981 até 2018) a desempenhar as funções de CEMGFA durante 225 meses, os da Força Aérea 118 e os Almirantes 103 meses. Assim no período constitucional referido, os generais do Exército estiveram em funções de CEMGFA sensivelmente o mesmo tempo que os generais da Força Aérea e os almirantes da Marinha juntos. 
Iniciando a verificação do “princípio”, de cima para baixo ou de baixo para cima, é claro que não é seguido. Só com alguma habilidade a escolher “quando se começa” é que se conseguem duas sequências Marinha/Exército/Força Aérea (1994 a 2014), mas é tudo, antes e depois, nada feito.
Concluindo
A nós que somos observadores externos, sem qualquer interesse pessoal na matéria, parece-nos que qualquer oficial que reúna as condições legais para ser escolhido pelo governo e Presidente da República para CEMGFA, é capaz de desempenhar a função, independentemente do ramo das Forças Armadas a que pertence. Acreditando-se no entanto que dadas as idiossincrasias próprias de cada ramo, as quais lhes advêm da história e de culturas organizacionais diferentes, embora cada vez menos, será benéfica uma rotação entre os ramos na chefia das Forças Armadas, então legisle-se nesse sentido e tudo ficará claro.
A bem da transparência democrática que todos dizem defender mas poucos praticam, parece-nos que das duas uma, ou o “princípio da rotatividade” passa a ter força de lei ou, deixem de uma vez por todas de o propagandear quando se quiser justificar a nomeação de um CEMGFA.


Antecessores do GENERAL, do Exército, ARTUR NEVES PINA MONTEIRO, em funções desde 7 de Fevereiro de 2014 (fonte: EMGFA):

GENERAL LUÍS EVANGELISTA ESTEVES DE ARAÚJO, Força Aérea – 4/02/2011 a 6/02/2014

GENERAL LUÍS VALENÇA PINTO, Exército – 5/12/2006 a 4/02/2011

ALMIRANTE JOSÉ MANUEL GARCIA MENDES CABEÇADAS, Marinha – 4/11/2002 a 5/12/2006

GENERAL MANUEL ALVARENGA DE SOUSA SANTOS, Força Aérea – 12/10/2000 a 22/10/2002

GENERAL GABRIEL AUGUSTO DO ESPÍRITO SANTO, Exército – 17/03/1998 a 8/08/2000

ALMIRANTE ANTÓNIO CARLOS FUZETA DA PONTE, Marinha – 21/02/1994 a 8/08/1998

GENERAL ANTÓNIO DA SILVA OSÓRIO SOARES CARNEIRO, Exército – 29/03/1989 a 25/01/1994

GENERAL JOSÉ LEMOS FERREIRA, Força Aérea – 1/03/1984 a 8/03/1989

GENERAL NUNO VIRIATO TAVARES DE MELO EGÍDIO, Exército – 17/02/1981 a 18/02/1984

……………………………………………………………………………………………………

GENERAL ANTÓNIO DOS SANTOS RAMALHO EANES, Exército – 14/07/1976 a 16/02/1981

GENERAL FRANCISCO DA COSTA GOMES, Exército – 29/04/1974 a 13/07/1976

GENERAL JOAQUIM DA LUZ ROCHA, Exército – 19/03/1974 a 28/04/1974

GENERAL FRANCISCO DA COSTA GOMES, Exército – 5/09/1972 a 13/03/1974

GENERAL VENÂNCIO AUGUSTO DESLANDES, Força Aérea – 16/08/1968 a 4/09/1972

GENERAL MANUEL GOMES DE ARAÚJO, Exército – 13/04/1961 a 3/12/1962

GENERAL JOSÉ ANTÓNIO DA ROCHA BELEZA FERRAZ, Exército – 22/08/1958 a 12/04/1961

GENERAL JÚLIO CARLOS ALVES DIAS BOTELHO MONIZ, Exército – 3/03/1955 a 13/08/1958

CONTRA-ALMIRANTE MANUEL ORTINS DE BETTENCOURT, Marinha – 12/12/1951 a 9/02/1955


GENERAL ANÍBAL CÉSAR VALDÊS DE PASSOS E SOUSA, Exército – 5/08/1950 a 6/12/1951

sábado, 30 de julho de 2016

CONFIRMEI ESTA TARDE OUTRA VEZ.
RARO O QUE ME PODE ESPANTAR.
Ia no carro, e ouvi na TSF. Sorri. Não me espanta.
Quando cheguei a casa fui ler a TSF online. Tinha ouvido bem.
Presumo que será cada vez pior.
O caminho para o desmoronar vem sendo seguido paulatinamente.
Parece que há quem acredite que sairão vencedores.
Pela minha parte, gostava de ser mosca para observar as risadas no 6º e 7º andares do edifício no Restelo.
Também gostava de ouvir nos corredores de Belém.
Enfim, Portugal caminha cada vez mais no melhor sentido. Tudo muito, mas muito triste.
Claro que andam por aí alguns dos culpados disto tudo. 
Vários políticos, à cabeça, desde logo quando há anos ampararam os que se gabavam de que não eram chefes de sindicatos.
Mas também muitos militares.
Aguardemos pelos próximos episódios. E também por Novembro.
António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)

sexta-feira, 4 de março de 2016

A PROPÓSITO DOS ANTIGOS COMBATENTES

Na sequência da cerimónia de despedida do actual Comandante Supremo das Forças Armadas que teve lugar salvo erro no passado dia 17 de Fevereiro, confesso que andei e ainda ando a remoer em vários assuntos. Sobre o que lá foi dito, sobre o passado, presente, futuro.
Quando falo em remoer, naturalmente, refiro uma certa irritação. Não é propriamente mau feitio como alguns poderão dizer mas, além de haver muito pior, e sem ser advogado em causa própria, guio-me por determinados princípios e valores, boa parte dos quais ensinados na vida militar. Não me deixo levar por frases elegantes, tiradas grandiloquentes, e meço as pessoas apenas pelas acções e inações e não pelos discursos e promessas circunstanciais.
Voltando ao que aqui partilho, dei comigo a ler discursos antigos nos meus arquivos, do âmbito da instituição militar, de cerimónias, muitos discursos, e também sobre entrega de espadas a outro Comandante Supremo do passado. Ah, e lembro-me como se fosse hoje, de certos briefings a que tive de assistir.
E concluí, NOTÁVEL.
Lindas palavras, exaltação da “magistratura ponderada e equilibrada” mas, fazendo a análise retrospectiva, continuo a pensar que nem todas as botas têm batido ao longo do tempo com as perdigotas.
Depois lembrei-me dos vários ministros da Dafesa Nacional que tivemos desde o 25ABRI74. Espero não estar equivocado:
Firmino Miguel - 15MAI74-17JUL74, Firmino Miguel - 17JUL74-30SET74, Victor Alves - 30SET74-24FEV75, Silvano Ribeiro - 24FEV75-12SET75, Pinheiro de Azevedo - 19SET75-23JUL76, Firmino Miguel - 23JUL76-15SET78, Loureiro dos Santos , Amaro da Costa, Azevedo Coutinho, Freitas do Amaral, Mota Pinto, Rui Machete, Leonardo de Almeida, Eurico de Melo, Carlos Brito, Fernando Nogueira, Figueiredo Lopes, António Vitorino, Veiga Simão, Jaime Gama, Castro Caldas, Rui Pena, Paulo Portas, Luís Amado, Severiano Teixeira, Santos Silva, Aguiar-Branco, Azeredo Lopes.
Depois, dei comigo a pensar nos ex-combatentes. Interrogo-me, e eles, que pensarão disto tudo?
Interroguei-me se não haverá uma base de dados completa de todos os antigos combatentes, designadamente os que ao longo de anos estiveram em África. 
Alguém me garante que sim. Mas parece que lá para trás, alguém emperrou todos os projectos iniciais sobre os antigos combatentes. Com o meu mau feitio imaginei logo, “olha, o Portas”. Mas não, garantem-me que foi muito mais lá para trás. Claro que a minha irritação aumentou. Vá lá saber-se que veracidade. É que há tanta coisa encoberta, e por explicar, neste desgraçado País.
Voltando ao início, a cerimónia de despedida, consegui ler outra vez o discurso do Comandante  Supremo cessante. Está no sítio da Presidência. Fui ao sítio do EMGFA. Não descarto inépcia pessoal, mas creio que não está lá o discurso do CEMGFA.
Se não houve despistanço da minha parte, então não está mesmo lá. 
A ser assim, cada um tire as suas conclusões.

António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)