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segunda-feira, 6 de dezembro de 2021

A PROPÓSITO DO ARSENAL DO ALFEITE

Li no DN uma entrevista a uma das novas estrelas do PSD. Perorou sobre diversas áreas relacionadas com o ministério de tutela e com as Forças Armadas. Aqui fico-me por apontamento sintético.

Pegando na viragem que os patéticos no ministério onde se passeia o sr Cravinho anunciam para o Arsenal do Alfeite (AA), creio que o exemplo de décadas passadas pode resumir-se no que mostro em baixo.
A viragem no AA vai ser assim. E no resto idem! O futuro confirmará.
Onde não acerto é no euromilhões, infelizmente para mim.
António Cabral
Contra-Almirante, reformado
(marrevoltado.blogspot.pt)

sábado, 13 de novembro de 2021

M I R Í A D E
Interessante o nome dado pela PJ a este processo lamentável.
Miríade = número grande, mas indeterminado.

Parece-me legítimo pensar que o atribuíram porque suspeitam que isto não é novo, e obviamente não é uma coisa de dois figurões e um intermediáriozinho lá em África. Aliás, esta dos 2 faz-me lembrar a da caixinha que era tão pequenina!
Oxalá me engane mas suspeito que, mais uma vez, estamos perante algo grande e, mais uma vez, alguns tentarão que as verdades TODAS não venham a público, na boa tradição da transparência sempre praticada pela maioria dos titulares de órgãos de soberania, pela maioria dos políticos, Chefes e dirigentes, e sempre para prestígio das instituições. Lembrando o outro, neste caso não é bem fazer as contas, é mais ver como estamos e continuamos!
António Cabral
Contra-Almirante, reformado
(marrevoltado.blogspot.pt)

quinta-feira, 11 de novembro de 2021

A  PROPÓSITO  DE  CERTOS  PERITOS

Neste meu tão mal tratado país, uma das coisas que persisto em não conseguir encontrar é explicação decente para o que vejo nas TV relativamente a comentadores e peritos e certos políticos.

Quanto aos políticos continuo a não encontrar explicação para o facto de, por exemplo, uma criatura que tem perdido sempre nas urnas, que não tem qualquer expressão nacional, aparecer constantemente nas TV e escrever em jornais. Já pensei que é capaz de ser financeiramente rico e pagar para aparecer.

Mas isto vem mais a propósito da telenovela "Miríade".

É que fiquei há pouco a saber, depois de com recurso à tecnologia ter ido ver uma pérola que começou na SIC Notícias cerca das 1920 horas de hoje, que se tivessem sempre destacado para África destacamentos policiais acompanhando as forças de Comandos, nunca nada disto se passaria. Nada de contrabando de diamantes, ouro, prata etc.

NOTÁVEL! Como é possível não se terem lembrado disto antes?

António Cabral

Contra-Almirante, reformado

(marrevoltado.blogspot.pt)

EM TEMPO

As delícias da tecnologia permitem interromper o meu livro, ir à sala, há pouquíssimos minutos, pois o desafio era irrecusável - anda cá ver este - e lá fui ver, na TVI 24.

Inacreditável, e mais não digo. Vale a pena ir ver, apesar de tudo.

sexta-feira, 5 de novembro de 2021

O MEU "ZAPPING" MATINAL

Na rotina diária de passar os olhos pelas "gordas" via internet, entre outras "delícias" ocorrendo na nossa sociedade, deparei no Diário de Notícias com mais uma nojenta encomenda a zurzir o actual Chefe do Estado-Maior da Armada que exerce o seu cargo com toda a legitimidade formal, jurídica e administrativa.  
O artigo é este, e vai com a cor óbvia e com realces da minha responsabilidade:

Chefe da Armada pressiona governo com nova nomeação

Valentina Marcelino 04 Novembro 2021 - 21:46
Depois de ter visto recusado o primeiro nome pelo Ministro da Defesa, Mendes Calado insiste e vai propor o contra-almirante Nobre de Sousa para o cargo de Comandante Naval, o mais importante posto operacional da Marinha.
O Chefe de Estado-Maior da Armada, almirante Mendes Calado, quer nomear o ex-vice-chefe de Estado-Maior do Comando Conjunto de Operações Militares (CCOM) do Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA), contra-almirante Nobre de Sousa, para o cargo de Comandante Naval, o mais importante posto operacional da Marinha.

A proposta de nomeação foi esta quinta-feira levada ao Conselho de Almirantado, que reúne os oficiais-generais de topo da Marinha e, apesar de ter sido alvo de alguma contestação, foi aprovada. No entanto, esta iniciativa não deixou de causar estranheza em alguns setores da Defesa e da própria Armada.

Nos primeiros, porque ainda em setembro passado, Mendes Calado tinha visto chumbado pelo Ministro João Gomes Cravinho outro nome que tinha proposto para o cargo, o seu chefe de gabinete, o contra-almirante Oliveira Silva. Por outro lado, fontes da Defesa ouvidas pelo DN não entendem esta iniciativa nesta altura.

Como foi já noticiado, o CEMA está informado que está a prazo no cargo e que será substituído pelo vice-almirante Gouveia e Melo, que só não assumiu o posto no topo da hierarquia no início do ano porque foi destacado para coordenar a task force da vacinação contra a covid-19.

"Esta insistência só pode ser entendida como uma tentativa de pressão sobre o governo, fazendo aproveitamento do conflito que ocorreu entre o Ministro Cravinho e o Presidente da República, quando foi anunciada há cerca de um mês a exoneração de Mendes Calado e travada por Marcelo", assinala fonte da Defesa.

Esta nomeação terá também de ter o aval de João Cravinho o que dificilmente acontecerá. A acontecer significaria que, caso venha a tomar posse, Gouveia Melo teria como comandante naval não só alguém que não escolheu, mas especificamente um oficial que, de acordo com fontes da Marinha, é um dos que se tem oposto à promoção do vice-almirante para CEMA.

O DN perguntou ao Gabinete de Mendes Calado porque propôs esta nomeação nesta altura, sabendo que está a prazo no cargo, mas não recebeu ainda resposta.

Lida mais esta nojenta peça, obviamente encomendada e não é difícil descortinar por quem, e sobretudo porque a peça parece pretender ser subtil mas para mim não passa de um rabo escondido com o gato todo de fora, considero legítimas as seguintes conclusões:

- Como é de lei, o futuro CEMA desejado pelo CEMGFA e pelo MDN esteve certamente no conselho do almirantado.
- Desta peça é legítimo considerar que ele se opôs ou teve algumas discordâncias quanto à proposta para novo Comandante Naval.
- A estranheza das ditas fontes da defesa realçada nesta peça quanto ao óbvio e legítimo acto administrativo do CEMA só pode vir de quem bem se sabe. Tanto mais que quem está na sombra não é explicitamente referido em mais um vómito.

É como estamos, com servilismos, com heroicidades, com leviandades, sobrepondo egos pessoais às instituições. 
Um Presidente da República como eu entendo que devia actuar, já tinha cortado cerce estas coisas, dizendo directamente ao PM, ao MDN e ao CEMGFA que o CEMA está legitimamente no exercício do cargo e não está diminuído de nenhum dos seus poderes que a lei lhe confere. E mais, que se este tipo de coisas prosseguisse, se não acabasse este tipo de pressões, o CEMA cumpriria os dois anos de recondução.

Há duas criaturas que nunca me mereceram respeito. Sobretudo um, velhaco, que entende que todos os outros são tolos.
A continuar este tipo de coisas/ artigos/ encomendas/ pressões, se confirmará ser justo da minha parte não ter respeito por quem devia colocar ordem nisto. 

António Cabral
Contra-Almirante, reformado
(marrevoltado.blogspot.pt)

terça-feira, 28 de setembro de 2021

HAVIA  DÚVIDAS ?

Eu não as tinha.

Está prestes a consumar-se.

Do passado tivemos a estranha exoneração de um CEMGFA com justificação que entrava pelos olhos dentro de que não era nada correspondente à realidade.

Agora parece que vamos ter a muito curto prazo a exoneração de um CEMA. É só aguardar os motivos invocados, e o comunicadozinho afixado no "sítio" da Presidência da República.

Para quem continua a ater-se a rodriguinhos, aí está o toque final que confirmará o perfil há muito conhecido, dos proponentes da exoneração, de quem a vai sancionar (certamente com grande pesar, não é verdade….…) e de quem se presta a tudo isto.  

Se eu fosse quem vai ser exonerado sei bem o que faria, e o que nunca aceitaria.

Eis a governamentalização das Forças Armadas em todo o seu esplendor. Deve ser difícil descer mais baixo. VERGONHOSO.

Vou aguardar para observar os diversos e diferentes comportamentos de todos os "actores". Associações várias incluídas.

Agora tenho de ir tomar um comprimido de "Primperan" que, para quem não saiba, é um medicamento para parar os vómitos.

António Cabral

Contra-Almirante, reformado

(marrevoltado.blogspot.pt)

quarta-feira, 2 de junho de 2021

FORÇAS  ARMADAS
Dois almirantes falaram em tons diferentes sobre a reforma militar.
Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas defendeu o modelo. Chefe da Armada fez apreciação demolidora.
(Nuno Ribeiro, 2 de Junho de 2021, "Publico")

Nas últimas audições da comissão parlamentar de Defesa Nacional às chefias em exercício nas Forças Armadas, na manhã desta quarta-feira, houve um flagrante contraste. Dois almirantes pronunciaram-se em tons diferentes sobre a reforma militar do Governo, já aprovada na generalidade na Assembleia da República.

No tom mais duro das quatro audições, o almirante Mendes Calado, Chefe do Estado-Maior da Armada e Autoridade Marítima Nacional, fez um claro statement contra as alterações no topo da hierarquia das Forças Armadas definidas pelo ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho. 
Foi incisivo e emotivo nas críticas em relação aos princípios da reforma.

Tal como os seus antecessores da Força Aérea e do Exército, deixou aos deputados as propostas apresentadas à tutela em sede do Conselho Superior Militar, algumas das quais foram carreadas pelo ministro da Defesa para a reforma. Contudo, não especificou o que propôs, mas, tal como os chefes militares que o antecederam na terça-feira, revelou que as suas posições tinham sido comunicadas ao ministro.

Centrou-se na reforma, não falou de falta de meios humanos e materiais, da situação do Arsenal do Alfeite, um dos temas constantes naquela comissão. Nem depois da carta de sete antigos chefes de Estado-Maior da Armada, almirantes Melo Gomes, Macieira Fragoso, Saldanha Lopes, Cruz Vilaça, Ribeiro Pacheco, Mendes Cabeçadas e Fuzeta da Ponte, ao ministro da Defesa contra a aquisição pela GNR da primeira de quatro lanchas rápidas para fiscalização e prevenção criminal, o tema foi abordado pelo responsável da Armada.

Os sete almirantes referem que a GNR se quer substituir à Marinha, o que levou o ministro da Defesa a uma esclarecedora afirmação. “Desconheço qualquer pretensão por parte da GNR a substituir a Marinha”, disse, neste domingo, na recepção à fragata “Setúbal” que regressava de uma missão.

“A nossa Marinha tem dado provas de estar disponível para apoiar os portugueses seja em termos militares seja nas suas necessidades de outra natureza. Portanto, não vejo que haja nenhuma necessidade de substituição”, concluiu Gomes Cravinho. De algum modo, demarcou-se da compra, com dotação europeia de 75%, das lanchas rápidas, a primeira das quais, “Bojador” deve entrar ao serviço no fim do primeiro semestre de 2021. É um tema que incendeia a Marinha e incómodo para o ministro da Defesa que já o era quando o Governo aprovou a compra. Contudo, o almirante Mendes Calado não se referiu a esta situação, teve o seu foco na mais dura contestação à reforma, ouvida pelos deputados da comissão parlamentar de Defesa.


CEMGFA defendeu reforma.
Diferente foi o discurso do Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA), almirante Silva Ribeiro. O CEMGFA, que pela reforma apoiada pelo PS, PSD e CDS reforça os seus poderes militares nos três ramos, defendeu a opção governamental.

E mais disse. Que mal a reforma lhe foi apresentada em linhas gerais na primeira de três reuniões do Conselho Superior Militar que analisaram os propósitos governamentais colocou o seu staff a trabalhar.

Não manifestou surpresa pela iniciativa porque, recordou, desde o passado, consta dos programas de Governo do PS e do PSD. Como consta, aliás, do do actual executivo.

Os trabalhos da comissão, que na fase das audições decorreu à porta fechada por solicitação dos quatro chefes militares, continuam agora com o debate sobre a lei, ponderadas as propostas deixadas aos deputados. Os trabalhos recomeçam na semana de 14 de Junho, com uma limitação e um calendário proposto por Gomes Cravinho: que as alterações não desvirtuem os princípios e que o processo esteja concluído até ao Verão
.
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Este é o título e texto da notícia do Público.
O título poderia ser diferente, por exemplo - Qual é a surpresa? - e outros. Adiante.
O sublinhado a amarelo é da minha responsabilidade, por ter achado verdadeiramente delicioso o que o jornal atribui a um dos conselheiros do ministro. DELICIOSO!

Este tema - alterações na estrutura superior das Forças Armadas - a que, como repetidamente realço, tenho a certeza (não possível de confirmar) de que a esmagadora maioria dos portugueses não quer saber e alguns até reagem dizendo por exemplo - acabem mas é com as capelinhas tem por trás o incremento da governamentalização das Forças Armadas. Coisa a que os portugueses maioritariamente não ligam pevide. Estamos em democracia, já não há dessas coisas, nem censura nos jornais (eles próprios, não o vão fazendo, já?), nos blogues, em redes sociais diversas. O Sol está a chegar, as praias, etc. Vida boa.
Para quê aborrecermo-nos?
António Cabral
cAlmirante, reformado
(marrevoltado.blogspot.pt)

quinta-feira, 20 de maio de 2021

ESPECIALISTAS, RESSABIADOS,

e os BÉBÉS, chegam no BICO da CEGONHA ?

Vai por aí uma certa tormenta a propósito das propostas de alterações a certa legislação para dar poderes acrescidos ao CEMGFA.

Nos bastidores, ressabiados do passado, prepararam o que agora todos os da mesma linha declaram perfeitamente inofensivo. Poucos o declaram directamente, pois basta-lhes os OCS amigos e certas criaturas dos partidos que se têm especializado em parvoíces as quais ao longo do tempo são maquiavelicamente aperfeiçoadas pelos outros.

Nos OCS, camaradas de armas mais velhos têm apresentado os seus pontos de vista quanto ao que da parte do governo é pretendido concretizar.

Da parte do governo, e concretamente do ministro da tutela e incluindo a sua triste prestação na AR, ouvem-se coisas que quase nos parecem querer convencer de que afinal os bebés chegam de Paris no bico da cegonha.

Da parte do Governo, e concretamente do Primeiro Ministro, a postura habitual, lamentável, como se nada fosse com ele. Silêncio tumular.

O inquilino em Belém faz bem em assistir tranquilo ao salutar desenrolar da democracia.

Dos oficiosos apoiantes da geringonça não formal apareceram entrevista e referências a estudos no próprio dia de início do debate (??) do tema na AR. A máquina de propaganda da geringonça está bem oleada e preparada.

Na AR, assisti a um debate onde, com raras excepções, as intervenções foram de uma extrema pobreza em todas as vertentes. 

Não sou especialista como alguns "War experts", e menos ainda se me comparassem (o que me ofenderia) a empreendedores de "certa agricultura". Mas, garantidamente, sei alguma coisinha destas coisas,  pois sobre elas me debruço e estudo, estou atento como sempre estive a quem sabe mais que eu e, também por razões de carreira e designadamente pela relevante convivência durante anos com quem integrava forças armadas dos EUA, França, Holanda, Noruega  e Bélgica. Aproveitei bem esses tempos passados para ponderar sobre essas Forças Armadas e países, sobre essas sociedades.

Isto dito, confesso que não comungo de todos os argumentos por parte de alguns camaradas de armas mais velhos, mas comungo da essência do que têm colocado à vista de todos os portugueses.

A desfaçatez de certas criaturas vai ao ponto de se declararem surpreendidos com aquilo a que chamam alarido.

Há para mim dois pontos chave :

> Que defesa nacional para o nosso país e subsequente pilar militar,  olhando ao que está a acontecer e, apesar de cada vez mais incertezas, ponderar o que parece poder ocorrer futuramente sendo certo que as ameaças são globais e exigem certamente respostas coordenadas e centralizadas; 

> a questão da governamentalização das Forças Armadas.

Volto por agora apenas à governamentalização, por razões diversas, além de que me recordo onde estava na altura de certos eventos e ao que assisti ligeiramente à distância.

A coisa é simples. Até certa altura da 2ª maioria absoluta de Cavaco Silva, o processo para nomeação dos Chefes de Estado-Maior da Marinha, Exército e Força Aérea que a legislação então consagrava tinha as seguintes fases:

> o ramo em causa apresentava uma lista de 3 nomes ao ministro da defesa nacional, lista onde normalmente estava o vice-chefe da altura;

> com essa lista o ministro debatia o assunto com o PM, e em conselho de ministros tomavam uma decisão, e apresentavam um nome ao Presidente da República que, anuindo, marcava a data de posse do futuro chefe desse ramo.

O processo era bom, ou era mau? Não sei, mas tinha uma característica para mim muito importante, não se iniciava com interferência política. Os militares juram perante a Bandeira Nacional.

Acontece que nesse período que acima indico, e para enorme surpresa dos então PM e MDN, na lista de um ramo à beira de ter o seu chefe a terminar o mandato, não aparecia um nome que se desconfiava ser o desejado pelos políticos. Não se desconfiava, tinha-se a certeza, aliás o brado que a surpresa deu confirmou-o, e a contra gosto lá nomearam um dos que estava na lista. Mas ficaram com uma azia enorme. A vingança não se fez esperar. Além de que tiveram de arranjar um "bombom" para o não premiado.

Portanto, nunca mais, toca de alterar a lei. E à pala da nova lei, aprovada com os entusiásticos aplausos e gáudio do PS que, repito, sempre maquiavelicamente aperfeiçoa as bacoradas do PSD, os MDN passaram a chamar todos os oficiais generais de 3 estrelas de um dado ramo, conversando a sós com cada um. Escolhem então um nome e o Presidente dá posse. Como qualquer português comum percebe, nada de governamentalização existe em tal processo de nomeação dos chefes militares dos ramos das Forças Armadas.

Olhando agora ao caso do CEMGFA. Até uma dada altura da nossa história recente, e no Estado Novo foi ainda pior, o CEMGFA era sempre um general do Exército (houve uma excepção inicial, Força Aérea). Na nossa actual República é a partir de 1 de Fevereiro de 1994 que se começa a cumprir a norma NÃO ESCRITA de que o CEMGFA seja por rotação entre oficiais oriundos dos três ramos das Forças Armadas.

Indo agora ao presente, e ao alarido citado por certa criatura, a concretização da concentração desmesurada de poderes no CEMGFA obviamente que ainda mais governamentalizado tornará o processo de escolha do CEMGFA e, em consequência, ainda mais os dos CEM's, dado que para estes há uma prévia consulta ao CEMGFA. Até a minha idosa vizinha na aldeia percebe isto, e ela até se ri da oratória que uns quantos empregam sempre assumindo que para tontos estão a falar - ajustar competências a responsabilidades,…. limita-se a prever de forma simples e operativa, quem nomeia, quem propõe e quem deve ser ouvido! Ah, e claro, a nomeação é do Presidente da República.

Usando a fraseologia de certo especialista, eu como ignorante destas coisas é que estou a distorcer tudo isto. Enfim.

António Cabral

cAlmirante, reformado

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terça-feira, 18 de maio de 2021

 DEFESA NACIONAL.  FORÇAS ARMADAS.

TEMPESTADE PERFEITA ?

Não tenho nem nunca tive certezas absolutas na vida. 

Sei de fonte segura que uma coisa na vida é inexorável. Todos regressamos à terra, por acidente, por doença não sendo ainda muito idoso, ou por muita velhice em que um dia se acaba por adormecer definitivamente na cama, em sossego, sem sobressaltos. Tenho dois exemplos destes na família.

Isto dito a propósito de certezas, não tenho certezas quanto à evolução do processo em que quem está no olho do furacão é este chamado ministro da defesa nacional mas, opinião minha, a origem disto tem  bem conhecidas figuras, civis e militares.

Se alguém ainda tiver dúvidas sobre a montagem do cenário desta temática do momento muito bem fomentada por insidioso e bem conectado matreiro, e a que a esmagadora maioria dos cidadãos não liga nada como sempre tem acontecido desde 24 de Abril de 1974, recomendo a quem eventualmente não tenha reparado que leiam demoradamente as páginas 4 e 5 do Diário de Notícias (um dos orgãos oficiosos dos geringonças) de hoje, onde está uma entrevista a um doutor  em "War Studies", Bruno Cardoso Reis e que, entre outras coisas, é assessor técnico do ministério da defesa nacional.

Está lá tudo bem explicado, e por exemplo entre muitas coisas:

> desde o começar a gerarem-se certas coisas sobretudo a partir de 1995,

> devemos continuar a melhorar, sobretudo na rapidez de resposta a problemas operacionais, mas sem que isso afecte o controlo necessário da despesa. (!?!?!)

E, como diz o inquilino de Belém, no seu modo genuíno, é a democracia a funcionar.

Como é sabido, uma tempestade perfeita é um evento meteorológico nada favorável e que é drasticamente agravado por combinação rara de circunstâncias daí resultando um desastre de grande magnitude.

Como suponho que a liberdade de expressão ainda é mais ou menos (já não é bem livre) dita livre, a minha convicção é que temos nesta "dita reforma" uma autêntica tempestade perfeita: 

> em Belém, proposta de reforma caucionada com suavidade mesmo até num tom adocicado, em duas reuniões e relembrando de estamos a assistir à democracia a funcionar; 

> o PSD com Rio, Ângelo Correia e uma senhora deputada aparentemente 100% de acordo com a coisa; 

> os outros partidos actuarão mais ou menos como de costume (veremos em quanto me enganei); 

> muitos a esquecerem-se do passado; 

> o primeiro ministro, que tem aparentemente grandes admiradores militares, sossegado que nem um anjo, pois nenhum jornalista ou seja quem for se atreve a questionar o senhor sobre seja o que for, como se uma coisa destas pudesse avançar sem a sua concordância. 

Ninguém, civil ou militar, questiona António Costa sobre que modelo de Defesa Nacional e subsequente pilar militar ele entende que Portugal deve ter daqui para futuro. 

É notável!

António Cabral

cAlmirante, reformado

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quarta-feira, 5 de maio de 2021

 ILUSTRATIVO das MANOBRAS INSIDIOSAS

Repare-se em quem inicia a conferência. 

Exactamente, quem foi ministro anos atrás, e que desejaria fazer na altura uma dada e profunda alteração na estrutura superior da instituição militar, ou então incitado por quem de facto o pretendia, tudo pantanoso e típico deste pastoso sistema que nos desgraça.

É como estamos, com os ressabiados civis e militares do passado a verterem o seu fel e a sua incompetência, aproveitando-se de incompetentes políticos e de criaturas actuais de percurso bem conhecido e ego insuportável. Tudo abençoado pelo intrujão-mor que passa pelos pingos da chuva como se nada tivesse a ver com isto.

É como estamos, uma conferência que, olhando para quem lá está, é bem demonstrativo da falácia disto tudo.

António Cabral

cAlmirante, reformado

(marrevoltado.blogspot.pt) 

sábado, 3 de outubro de 2020

A DIRECTIVA

a ATRAPALHAÇÃO, o SURURU em CRESCENDO

o seu CANCELAMENTO

Do alto do edifício rosa pardo ao Restelo, saiu há semanas mais uma “brilhante” obra, sobre obviamente o assunto mais premente no seio da instituição militar.

O DN tem largamente difundido notícias sobre este inenarrável tema; eu e outros decidimos gastar algum tempo com isto.

Em síntese, pariram um aborto a que chamaram directiva, depois, tentaram emendar a mão solicitando às tropas (estou a usar este termo pois é caro a certos personagens....) contributos para melhorar o tal papel a que passaram a chamar "documento de trabalho".

A seguir, o sr Cravinho Jr, afirmou publicamente que não atribuía relevância especial ao documento.

Finalmente, o sr Cravinho Jr, pela sua pena, supõe-se, decidiu cancelar a coisa dando a entender que não tinha tido nada a ver com aquilo. Coisa costumeira neste tipo de políticos.

Mas, chatice, basta ler a tal directiva para se perceber que, como eles gostam sempre de fazer, nos querem fazer de tolos.

Na directiva, aceleradamente transformada em documento de trabalho está lá escrito bem clarinho - está prevista uma medida “Desenvolvimento e implementação de uma estratégia de comunicação no MDN que promova a IMH e a não discriminação”, tendo sido acometida à Secretaria-GeraL a responsabilidade pela “Produção de diretiva contendo orientação sobre a utilização de linguagem não discriminatória e enviada aos serviços centrais, EMGFA e Ramos”.

Se foi cometida à Secretaria - Geral do MDN, foi cometida por alguém, não? Eu não fui!!!!

Que cada um, se quiser, pondere sobre o lindo futuro que nos espera com gente desta.

António Cabral

cAlmirante, reformado

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quinta-feira, 1 de outubro de 2020

RECOMENDAÇÃO do MDN CRAVINHO JR

LINGUAGEM,  INCLUSIVA,  NÃO HOMOFÓBICA, 
NÃO SEXISTA,  NÃO DISCRIMINATÓRIA

Fardamento
Casaco - Casaca
Casaco de Luxo - Casaca de Luxo
Calços - Calças
Peúgos - peúgas
Cuecos - Cuecas
Botos - Botas
Sapatos - Sapatas
Chinelos - Chinelas
Boné - Bonéa
Boino - Boina
Lenço - Lença
Camiso - Camisa
Gravato - Gravata

Armamento e diversos
Balo - Bala
Munição - Muniçoa
Espingardo - Espingarda
Metralhadoro - Metralhadora
Missil - Missila
Granado - Granada
Explosivo - Explosiva
Paiol - Paiola
Armazém - Armazema
Avião - Avioa
Helicóptero - Helicóptera
Navio - Navia
Oficial - Oficiala
Sargento - Sargenta
Cabo - Caba
Praço - Praça
Aluno - Aluna
Camarato - Camarata
Medalhos - Medalhas
Louvor - Louvora
Veículo - Veícula
Camião - Camiona
Armário - Armária
Secretário - Secretária
Diplomo - Diploma
Chefe - Chefa
Almirante - Almiranta
General - Generala
Documentos - Documentas
Memorandos - Memorandas
Directivo - Directiva

Escrita, Oralidade, Imagem
Coordenador - Coordenadora 
(mas utilizar de preferência - a coordenação)
Sejam bem vindos - Sejam bem vindas (mas utilizar de preferência a expressão boas vindas a todas as pessoas)
Homens - Mulheres (as mulheres devem estar permanentemente visíveis, pois há o receio das mulheres podem ficar invisíveis como até aqui se verificava na linguagem)
Relações Públicas - evitar usar esta expressão, pois pode ser entendida como insinuação sexista ainda por cima em público; usar de preferência - informação a passar aos nossos amigos jornalistos e jornalistas
CONVITES - evitar usar este termo pois pode ser mal entendido
FOTOGRAFIA - escolher sempre o lado mais radioso e jeitoso dos fotografados e das fotografadas, não se devendo fotografar só um homem ou só uma mulher
CLASSE Política - evitar usar esta frase, pois os exemplos de falta de classe são inúmeros
CRECHES nas UNIDADES- evitar referir este assunto pois ainda não há relatório preliminar sobre esta anunciada decisão

António Cabral
cAlmirante, reformado
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terça-feira, 29 de setembro de 2020

DIRECTIVAS do MDN

(retirado da TSF online, suponho que não é "fake news")

Comunicação inclusiva." Governo quer militares a usar linguagem não discriminatória

Diretiva enviada ao Estado-Maior-General das Forças Armadas e aos três ramos militares prevê que política de comunicação seja "inclusiva em todos os documentos oficiais". Regras aplicam-se não só à escrita, mas também à oralidade e à imagem.


© Maria João Gala/Global Imagens
PorFilipe Santa-Bárbara
29 Setembro, 2020 • 06:45

Em vez de escrever "o coordenador", deverá utilizar-se "a coordenação", em vez de "os participantes", "quem participa", ou até o "sejam bem-vindos" deve ser trocado por "boas vindas a todas as pessoas". Estes são apenas três exemplos que constam da diretiva enviada pelo Ministério da Defesa Nacional ao Estado-Maior-General das Forças Armadas e aos três ramos militares.

No documento a que a TSF teve acesso e que é datado de 18 de setembro, o Ministério nota que "na língua portuguesa é comum o recurso à utilização do género masculino para designar as pessoas de ambos os sexos, o que gera indefinições quanto às pessoas, homens e mulheres a que se refere, e torna as mulheres praticamente invisíveis na linguagem".

Por isso, tendo em conta recomendações internacionais (e também nacionais) e para fazer cumprir o plano setorial da Defesa Nacional para a Igualdade 2019-2021, é agora produzida esta diretiva para que a linguagem seja o mais inclusiva e não discriminatória possível.

No plano com 16 páginas, lê-se que o objetivo é "salientar a importância para a utilização de linguagem sensível ao género, dar a conhecer exemplos práticos que previnam a utilização de linguagem discriminatória e contribuir para a eliminação dos estereótipos existentes".

As orientações destinam-se a todos os documentos oficiais, nomeadamente, "decisões de dirigentes e chefes militares e respetivas comunicações internas e externas, incluindo ofícios; informações, pareceres, memorandos e outros documentos de suporte à decisão; instrumentos de gestão; documentos relativos ao recrutamento e à gestão de pessoal; apresentações institucionais e materiais usados em sessões de formação e apresentação; e ainda na comunicação e relações públicas" que engloba entre outras coisas, guiões para cerimónias públicas, convites ou a comunicação nas redes sociais.
Das palavras às fotografias: como tornar a comunicação mais inclusiva

No capítulo da comunicação escrita, a diretiva do governo recomenda que se utilizem as estratégias da "neutralização ou abstração" e da "especificação". Ou seja, no primeiro caso a ideia passa por substituir palavras e expressões por termos neutros: preferir, por exemplo, "data de nascimento" a "nascido em" ou "a classe política" em substituição de "os políticos".

Mas os exemplos seguem com a substituição de nomes por pronomes invariáveis ou outras soluções alternativas. Vamos aos exemplos: em vez de "não recrutará um candidato que..." deverá utilizar-se "não recrutará alguém que..." ou até um "obrigado pela sua colaboração" pode ser substituído por "agradecemos a sua colaboração".

Já a "especificação" é apontada como a "solução a evitar sempre que é adequado recorrer à neutralização ou abstração, uma vez que tem o inconveniente de tornar os textos mais longos e menos elegantes". Ainda assim, a diretiva esclarece que, "num texto inclusivo, nem sempre é possível" evitá-la.

Ora, a especificação do género deve ser privilegiada nomeadamente nos textos relativos a recrutamento de pessoal, formulários administrativos ou alocuções em textos em que o orador pretende vincar que se dirige a homens e mulheres.

Aqui devem ser utilizadas ou as formas duplas ("Estas instalações destinam-se a alunos e alunas..."), a menção "m/f" ou o uso de barras ("O/A") e nunca os parênteses porque, nota o documento, "estes indicam a introdução no texto de um elemento secundário, o que seria contrário ao objetivo de respeitar a igualdade de género".

Também na comunicação visual, as Forças Armadas devem ter em atenção a escolha de imagens que reflitam a diversidade, por exemplo, uma fotografia onde se possam ver mulheres e homens a trabalhar em conjunto.

Mais: imagens que "mostrem pessoas de géneros diferentes em papéis de igual valor", que tenham "homens e mulheres em atividades relevantes", que valorizem a "presença do sexo sub-representado" ou onde seja valorizado que a "instituição não tem preconceitos de género" que, no caso, é ilustrado com uma fotografia de um homem e de uma criança e descrita como "em funções de cuidados familiares".

Sem estipular datas para começar a ter em atenção à linguagem, a diretiva do Ministério da Defesa apenas sublinha que o documento deve ser "divulgado por todas as pessoas da organização". Ou seja, pelo Estado-Maior-General das Forças Armadas e respetivos ramos.

António Cabral

cAlmirante, reformado

(marrevoltado.blogspot.pt)


Ps: enquanto trata deste importante assunto,  Cravinho Jr tem na área em que formalmente superintende, uma desastrosa situação no Arsenal do Alfeite, uma crescente inoperacionalidade da esquadra nacional, bastando apenas ir ao AA e ver o que lá está. E enquanto isto é produzido, olhe-se ao que se passa nos outros ramos também. Olhe-se ás cativações, etc.

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

SACA-ROLHAS
Por razões da vida tenho alguns saca-rolhas antigos, mas mesmo muito antigos; seriam pelo menos dos pais do avô da minha mulher, que faleceu em 1972 com 84 anos.
Vem isto a propósito de andar a re-arrumar armários e aparadores e lembrar-me que talvez com saca-rolhas se conseguisse arrancar algum módico de honestidade intelectual e política aos gabirus que por aí azucrinam os ouvidos dos cidadãos. Deixo 3 exemplos.
António Cabral
cAlmirante
(Chapéus há muitos)

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

TANCOS
Lê-se nos OCS ........"No caso de Tancos não há criminosos protegidos, garante Vasco Brazão". 
É caso para perguntar, e figurões a serem protegidos, não há ???
António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)

terça-feira, 30 de outubro de 2018

TANCOS: RELATÓRIO EXPLICATIVO
Por isso todos ficaram apenas com impressões; não leram!
António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

SE DÚVIDAS HOUVESSE

Bastava ter ouvido o que foi apresentado nas TV, bastava ter ouvido as palavras do sr Azeredo Lopes para as dissipar.
Para confirmar, mais uma vez, a falta de quase tudo que este ministro demonstra. Trapalhadas é dizer pouco.
Para uma criatura que tem a mania que é erudito, falar em proposta do CEMGFA quando a nomeação e dependência é clara na lei?
Qualquer pessoa decente sabe que um ministro, qualquer que fosse, não conhece os oficiais dentro dos Ramos.
É, para mim e certamente para todas as pessoas decentes, natural que o ministro diga aos chefes dos Ramos das Forças Armadas -  indiquem-me nomes para potenciais directores da PJM.
Natural que ele depois conversasse com o almirante CEMGFA, seu principal conselheiro militar e lhe perguntasse - dê-me a sua opinião.
Agora, no discurso de posse dizer que houve proposta do CEMGFA quando a lei não o refere, evidencia a estirpe da criatura.
Não vale a pena perder tempo com este ex-ERC.
Apenas salientar que, como bom velhaco que cada vez mais parece ser, quis publicamente amarrar o almirante CEMGFA a esta nomeação.
Lamentável, muito feio.
AC

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

SERÁ EPIDEMIA NACIONAL ??
Fazem as patifarias, as poucas vergonhas, fazem de tudo e mais alguma coisa, no fim, com uma descarada ausência de vergonha na cara, dizem todos - ter duplicidade de sentimentos mas sobretudo estão sempre de consciência tranquila.
APREEEEE!
AC