sábado, 3 de outubro de 2020

A DIRECTIVA

a ATRAPALHAÇÃO, o SURURU em CRESCENDO

o seu CANCELAMENTO

Do alto do edifício rosa pardo ao Restelo, saiu há semanas mais uma “brilhante” obra, sobre obviamente o assunto mais premente no seio da instituição militar.

O DN tem largamente difundido notícias sobre este inenarrável tema; eu e outros decidimos gastar algum tempo com isto.

Em síntese, pariram um aborto a que chamaram directiva, depois, tentaram emendar a mão solicitando às tropas (estou a usar este termo pois é caro a certos personagens....) contributos para melhorar o tal papel a que passaram a chamar "documento de trabalho".

A seguir, o sr Cravinho Jr, afirmou publicamente que não atribuía relevância especial ao documento.

Finalmente, o sr Cravinho Jr, pela sua pena, supõe-se, decidiu cancelar a coisa dando a entender que não tinha tido nada a ver com aquilo. Coisa costumeira neste tipo de políticos.

Mas, chatice, basta ler a tal directiva para se perceber que, como eles gostam sempre de fazer, nos querem fazer de tolos.

Na directiva, aceleradamente transformada em documento de trabalho está lá escrito bem clarinho - está prevista uma medida “Desenvolvimento e implementação de uma estratégia de comunicação no MDN que promova a IMH e a não discriminação”, tendo sido acometida à Secretaria-GeraL a responsabilidade pela “Produção de diretiva contendo orientação sobre a utilização de linguagem não discriminatória e enviada aos serviços centrais, EMGFA e Ramos”.

Se foi cometida à Secretaria - Geral do MDN, foi cometida por alguém, não? Eu não fui!!!!

Que cada um, se quiser, pondere sobre o lindo futuro que nos espera com gente desta.

António Cabral

cAlmirante, reformado

(marrevoltado.blogspot.pt)

1 comentário:

  1. Afinal os adultos (militares) não precisam de reeducação linguística.
    Teria sido o bom senso ou o fantasma do ridículo que prevaleceu?
    Um ou outro, mais vale tarde que nunca.

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