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quinta-feira, 26 de setembro de 2019

CRIMINOSO ??  MAS, .... ESQUECIDO ?
O Presidente da República veio com ar zangado dizer publicamente que não é criminoso, isto a propósito de Tancos e de alguém ter posto a circular que existe um papagaio-falante, e que poderia ser ele. 
E veio dizer de forma tão enfática que quer que isso fique muito claro, que não é criminoso.
Pessoalmente, não posso dizer, a propósito de Tancos ou outra coisa qualquer, se Marcelo Rebelo de Sousa é ou não é criminoso.

Mas o concidadão Marcelo Rebelo de Sousa não me pode é obrigar a esquecer-me de tudo aquilo que se conhece do seu percurso de vida, da sua maneira de ser, de quão ardiloso e maquiavélico acho que é. 
O famoso prato de culinária que referiu anos atrás é porventura o menor dos imbróglios. Mas muito elucidativo da criatura.
Que há muito mais para se perceber que é um bocado como o outro, que ia em cima da rã, que acabou por se lembrar do seu modo de vida e maneira de ser, e picou!
Marcelo também não muda. Pode é disfarçar. 
E depois, ainda por cima, chegam sempre pessoas, como Sá Fernandes, - Ah, o meu cliente não se referia ao Presidente.
Então oh Sá Fernandes, é segredo profissional só para um lado? Então a quem se referia?
Cá estamos sempre naquele discurso do respeitinho, não incomodar as altas excelências.

Nesta telenovela Tancos Marcelo não será criminoso, mas tenho a certeza de que periodicamente é uma criatura muito esquecida.
Esquecimentos muito convenientes, escudando-se em silêncios, ou na separação de poderes mas só quando lhe dá jeito.

Olhemos ao caso do seu irmão gémeo, o chamado Comandante Supremo das Forças Armadas.
Este irmão gémeo, que curiosamente tem também o nome Marcelo Rebelo de Sousa (os registos hoje em dia permitem estas coisas) passa a vida a perorar com aquele ar enternecido e comovido, que os militares Portugueses são os melhores dos melhores.
OS MELHORES dos MELHORES.
Deve até já estar agastado com Cravinho, que se lhes refere como Ronaldos como lá fora terá sabido são por vezes crismados.  

Mas, depois, quando vamos espiolhar coisas concretas, reparamos que Marcelo assobia para o lado. É o que legitimamente posso concluir.
Vejamos o caso das promoções dos militares.
As promoções têm regras ou melhor, antes da actuação passiva e activa de uma cambada de malfeitores do PSD CDS e do PS e com a conivência de todos os deputados dos outros partidos durante várias décadas atrás, as promoções tinham regras, e uma das básicas era a de que quando se dava uma vaga num dado quadro de pessoal, desencadeava-se o respectivo processo administrativo, com passos diversos, e o militar viria a ser promovido, contando a sua antiguidade desde a data em que se verificara a dita vaga.
Mesmo antes da tristemente célebre Troika em que a responsabilidade da sua vinda para cá é do famigerado José Sócrates Pinto de Sousa, as coisas começaram a ficar um pouco tortas. 
Mas desde a Troika, e agora os geringonças do PS fazem igual ou pior, as coisas chegaram a um ponto inacreditável. O que se arrasta há anos.

Qualquer pessoa que se debruce sobre esta problemática com seriedade não pode deixar de se interrogar: sobre isto, em concreto, quantas vezes Marcelo e Marcelo já se insurgiram, A SÉRIO, com o PM António Costa?
QUANTAS? 
Já? e se Já, como exigiram Marcelo e Marcelo a resolução destes problemas?
Ah, dizem alguns, ele é um querido, discursa a dizer que o próximo governo vai ter muito que trabalhar no que se refere às Forças Armadas, vai logo a correr aos hospitais ver militares feridos, etc.

Pois, pela minha parte podem guardar essas atitudes todas naquele sítio que bem sabem a que me estou a referir.
Balelas, porque resolver as coisas concretas da vida das pessoas em tempo útil, acabar com esta pouca vergonha por parte do governo, isso é que Marcelo e Marcelo não fazem.
E agora António Costa e seus muchachos andam a falar eleitoralmente que vai haver promoções militares.
Nem chega a ser uma descarada ausência de vergonha na cara, é UM NOJO.
Balelas e lindos discursos. 
Lindos discursos, sempre muito aplaudidos por chefias com as luvas calçadas.
Pela minha parte, como cidadão, votei em Marcelo e já o expliquei no passado porque legitimamente o fiz.
No presente, cada vez mais me encanta menos.
É esquecido?
É demagógico?
É pelo menos tudo isto. 
Tenho muitas críticas quanto à sua actuação como Presidente da República, mas continuo a considerar que o seu desempenho é globalmente positivo.
Como Comandante Supremo das Forças Armadas........devia ver-se ao espelho .............e ter vergonha, muita vergonha.

António Cabral (AC)
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)

quinta-feira, 11 de abril de 2019

TANCOS,.....OUTRA VEZ....
As audições sobre esta telenovela mexicana prosseguem.
Pelo que se lê por aí, o anterior chefe da Polícia Judiciária fez declarações diversas na CPI na AR.
Não vou adjectivar nada.
O meu entendimento é de que o sr coronel trouxe para a "liça" o Presidente da República, de uma forma peculiar (!!).
Acredito que não estou muito errado, depois de ler esta nota rapidamente hoje colocada na página oficial da Presidência:
Nota da Presidência da República
Como o Presidente da República já disse várias vezes, no final da visita a Tancos, o então Ministro da Defesa trouxe para junto de si o então Diretor da Polícia Judiciária Militar.
O Presidente da República disse-lhe que haveria de o receber oportunamente, audiência que acabou por nunca se realizar.
O que se deve concluir disto tudo, da CPI e de tudo o que lá tem sido declarado, do PR, de Azeredo Lopes, de António Costa, de alguns generais?
Desgraçado País.
António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

TANCOS
Lê-se nos OCS ........"No caso de Tancos não há criminosos protegidos, garante Vasco Brazão". 
É caso para perguntar, e figurões a serem protegidos, não há ???
António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)

terça-feira, 30 de outubro de 2018

TANCOS: RELATÓRIO EXPLICATIVO
Por isso todos ficaram apenas com impressões; não leram!
António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)

terça-feira, 23 de outubro de 2018

A PALHAÇADA em MODO CONTÍNUO.....Uma fonte oficial do Ministério da Defesa, citada pelo jornal Público, adianta que a auditoria foi lançada a 4 de outubro, ainda por Azeredo Lopes, e visa apurar "as ações de prevenção e investigação criminal desenvolvidas e promovidas por aquele corpo superior de polícia criminal que sejam da sua competência ou que lhe sejam cometidas pelas autoridades judiciais competentes".
A mesma fonte avançou que o relatório da auditoria "deverá estar concluído até ao final do ano"
.
Estes OCS e estes jornalistas papam tudo o que lhes vendem.
Auditoria feita por quem?
Dirigida por quem?
De dentro do próprio MDN, uma vez que a PJM depende directamente do ministro?
Detalhes?
Ah.........isso não interessa para nada!
Que tristeza ABSOLUTA!!!!!!
António Cabral
cAlmirante, reformado
(chapeus ha muitos)

terça-feira, 16 de outubro de 2018

Mais um frete a alguém lá de dentro? 
Ou picardia para as FA? Ou tudo junto?
Tomou posse na passada 2ª feira. Passando os olhos por vários OCS, uns escrevem que é um diplomata no MDN e nas FA, quando é apenas diplomata político e não de carreira. 
Outros escrevem que é doutor, certamente verdade.
Escreve-se até, com aparente entusiasmo, que agora as FA, “finalmente", têm três doutores na cúpula tutelar, Marcelo, Cravinho, Silva Ribeiro.
Olhando os últimos 40 anos dá-me até a sensação, face aos resultados “brilhantes” no terreno, que as FA têm tido uma sorte danada, têm tido na tutela sempre doutores à fartazana, ainda que muitos tenham sido verdadeiros doutores da mula russa.
Escreve-se em tom de lembrança que as FA há muito que querem formar doutores em Pedrouços. Como sou mauzinho e habituado a estes escritos desta gente, pareceu-me ver escrito a tinta invisível - QUERIAM….eh….eh.
Não vi escrito em lado nenhum, mas porque me fica a sensação, olhando os sorrisos e semblantes de Marcelo, Costa, Ferro, Cravinho, de que acreditam e vão querer convencer o povão e os militares, que agora é que vai ser?
Em onze meses, vai ser tudo resolvido no que respeita ás FA, tal como no resto do País. Tancos e a podridão subjacente à cabeça.
O OE que Azeredo deve ter aprontado vai ser gordíssimo.
Daqui a nove meses, o hospital das FA vai ficar com todas as valências, e com tudo o que no presente não tem e que assim o pode classificar como em estado comatoso.
As questões do recrutamento, vencimentos, LPM, audição das associações militares naquilo que a lei consagra, etc, ficará tudo catita antes de Setembro de 2019.
Ah, e agora com Cravinho, até podem começar a surgir pontes entre os mundos político e castrense. (!!??!!)
Ah, e agora a Defesa vai ser mais solidária.(!!??!!)
Bom, um cidadão comum como eu, pode atrever-se a sugerir que talvez fosse bom, os doutores e os jornalistas, começarem por ler melhor certas partes da CRPortuguesa, a lei de defesa nacional e toda a restante legislação EM VIGOR, que enforma a instituição militar, e os militares, e que explicita por exemplo o que é a condição militar?
Ah, e já agora, em vez de tantos enaltecimentos que soam muito a folclore e discursos nas festividades e nas “vernissages”, que tal salientarem bem alto e PUBLICAMENTE, que os militares das Forças Armadas não são funcionários públicos mas sim servidores do Estado, e que até podem ter que dar a vida pelo País?
Detalhes, não é? Que chato este almirante, incomodativo.
António Cabral
cAlmirante, reformado
(chapeus ha muitos)

domingo, 7 de outubro de 2018

TOPONÍMIA......mesmo a PROPÓSITO ????

ANTÓNIO CABRAL
cAlmirante, reformado
(chapéus ha muitos)

terça-feira, 25 de setembro de 2018

A TELENOVELA TANCOS
Pelo que se vai vendo, de prestígio em prestígio..............
António Cabral
cAlmirante, reformado

quarta-feira, 7 de março de 2018

TANCOS, Presidente MARCELO, AZEREDO LOPES, DEPUTADOS e MURRINHOS no ESTÔMAGO
A telenovela mexicana teve recentemente umas "piquenas" evoluções, pelas vozes do ministro da tutela e do Presidente da República há dias aquando da posse do novo CEMGFA.
Relembro duas frases:
...."tem que se apurar tudo, doa a quem doer".......(Presidente desta cada vez mais violentada República)
....falta aquilo a que me comprometi......(Azeredo Lopes),........ POIS...

António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

UM 2018 o MELHOR POSSÍVEL
São os meus votos, para todos os meus amigos, conhecidos, camaradas de armas, leitores deste e do meu blogue, com a saúde q.b. que é o melhor euromilhões da vida, com alegria, e lutando sempre por boa disposição.
E como há dias me dizia um amigo que prezo, dar algum trabalho aos talheres e copos e, digo eu agora, sempre com "temperança".
Quanto à boa disposição, hoje por exemplo fartei-me de rir com várias coisas. 
Uma foi com (entre muitas outras tiradas) a frase que ouvi esta manhã no rádio do carro - "Tendo estado nas Forças Armadas durante 28 anos, nunca vi a mínima inquietação quanto aos paióis, nunca houve problema", declarou" (D. Januário Torgal).
Pois, como é do conhecimento de muitos, e eu sou testemunha directa disso pois tive por mais de uma vez lidar "a posteriori" com situações de desaparecimento de armas por exemplo em 2003 e 2004, ao longo de décadas que tem infelizmente havido problemas diversos no respeitante a desaparecimento de material. 
Se alguém tivesse dúvidas bastaria tentar ver o histórico na PJM.
Furto, roubo, questões de inventários, isso é outra questão.
Numa coisa concordo com D. Januário: por exemplo, nos meus três anos de EMGFA em que inúmeras vezes confraternizei com camaradas de armas nas zonas atribuídas aos assessores do CEMGFA, nunca de facto ouvi falar ou detectei qualquer inquietação quanto a paióis.
António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

TANCOS, e para desanimar mais

Passados estes meses, quase cinco, passado este tempo sobre, o que disseram, aquilo em que se contradisseram, certas inqualificáveis declarações, certas palavras serem sagradas, murros no estômago, ódiozinhos entre departamentos do Estado, audições várias na AR, relatórios que seriam produzidos, apuramento de responsabilidades, material de guerra devolvido para uma mata incluindo umas "caixinhas inofensivas" de que desconheciam a existência ou seja não estavam inventariadas e isto depois de denúncia anónima ao que parece para GNR de Loulé, insistências por parte da AR, o PM a lembrar “à justiça o que é da justiça"  e outras “boutades” do género e o PR a exigir o apuramento de tudo mas tudo mesmo com muitas dores, o que é que eu tenho presente?

Concluo que:
> O “furto” (??) terá ocorrido a 28 de Junho passado, e só passadas mais de 24 horas começaram a reagir certos departamentos do Estado, departamentos pomposamente estabelecidos em lei, mas que, na maioria dos casos mais não são que sacos de vento, inócuos, uns faz-de-conta;
> Depois de 28 de Junho, muitos foram para os jornais, muitos foram à AR, muitas visitas a Tancos, várias encenações em frente das câmaras de TV; algumas, bem infelizes;
> Finalmente, o Exército entregou à comissão parlamentar de defesa (CPD) alguma documentação, classificada e, parece, nunca virá a público; nem se dão ao trabalho de identificar os títulos de cada documento, o que é esclarecedor sobre a transparência e verticalidade desta gentinha toda; 
> o comandante do Exército foi de novo ouvido na AR; o inenarrável presidente da CPD parece estar muito satisfeito com o que ouviu, ao ponto de dizer que foi muito esclarecedora a audição, e que houve muita transparência (só dá vontade de rir), e que a documentação recebida respeita ás averiguações internas no Exército; 
> ainda assim, este “presidente” deixou cair que não deve haver hesitações quanto à investigação, ao debate e procura de soluções para que não volte a acontecer (POIS!!!),  e recusou-se a antecipar se a Comissão da Defesa poderá vir a revelar as conclusões da investigação em curso. Garantiu ainda que a comissão vai continuar a querer ver tudo esclarecido, como insistentemente tem pedido o Presidente da República (só dá vontade de rir);
> continua a nada se saber sobre o que falhou; a óbvia conclusão de qualquer pacóvio é - vão continuar a esconder os erros e poucas vergonhas
> para lá de outras vertentes, também designadamente quanto a transparência, este processo todo incluindo os seus protagonistas, é  mais um eloquente exemplo daquilo em que Portugal se transformou.

Para terminar, vou ficar à espera das reações do PR/ Comandante Supremo das FA. O tal que tem memória de elefante, que exige o apuramento de tudo até ás últimas consequências, doa a quem doer.
Pessoalmente estou convicto de que vai continuar a fazer sorriso amarelo, a dizer laconicamente que aguarda os resultados das investigações do MP, PJ, PJM, e que o PM, o MDN e o CEME já o informaram sobre o apuramento das averiguações internas no Exército e não há mais nada a dizer sobre isto.

Repito o que já perguntei antes:


Serei só eu que sinto cada vez mais vergonha?

Repito, sou só eu?
Pelos silêncios habituais presumo que não sou só eu.
Corro o risco de estar enganado?

António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

CADA VEZ SINTO MAIS VERGONHA
Cada vez me sinto mais envergonhado. 
No que têm transformado o meu País.
Leio os jornais de hoje, notícias sobre certas inacreditáveis declarações.
Leio comentários a essas notícias. Leio opiniões violentas.
Leio o silêncio sepulcral, desde o primeiro da hierarquia segundo a Constituição desta República, até abaixo.
Serei só eu que sinto vergonha, cada vez mais vergonha?
Sou só eu?  
Repito, sou só eu?
António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

A propósito de TANCOS, a propósito de responsabilidade nas Forças Armadas
Expresso, 29 Setembro 2017, pág 34, 1º caderno
Nuno Mira Vaz, coronel, creio que reformado, escreve um artigo de opinião acerca do tema em apreço. Saliento alguns aspectos:
1 a suspensão provisória de cinco coronéis determinada pelo CEME, oficiais que pouco depois deixaram de estar suspensos;
2 várias investigações em curso e continua a nada se saber;
3 no topo da escala da responsabilidade ficará sempre a mais alta entidade civil ou militar que considerou o sistema de rondas aleatórias adequado à guarda de material de guerra;
4 militares executam rondas e patrulhas com carregadores de munições selados;
5 a putativa cadeia de responsabilidades começa no comandante da unidade a quem cabia a segurança dos paióis e só termina no mais alto escalão;
6 a partir do momento em que um subordinado informa um superior de que não tem condições para cumprir eficazmente a ordem, este, se a não revogar, fica automaticamente responsável por ela;
7 o responsável pelo roubo das armas terá de ser encontrado entre aqueles que, ao mais alto nível, conheciam a situação e deixaram que ela se arrastasse.

Pode concordar-se ou discordar-se das opiniões e comentários deste senhor coronel.
Creio que os aspectos que eu enumero como 3, 5, 6 e 7 são indiscutíveis.
A cada um as conclusões.
E designadamente no tocante a, manutenção do CEME  e MDN em funções, tentativa diria cada vez mais evidente de tentar que não venha para a praça pública a realidade que grassa dentro de certas instituições, e o berbicacho gravíssimo que advirá se, por qualquer circunstância, de repente, os "caldos" se entornarem em público.
Não há afectos que estanquem "um paredão de barragem cheio de rachas", que todos sabem existir e que alastram. Rachas que começaram no final do 1º governo de Cavaco Silva com maioria absoluta.

António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Um EMQ em Tancos

Tudo que possa aqui lançar a propósito da Defesa Nacional não passa de opinião pessoal formada sem recurso a curriculo especial nessa área. Como sabe parte dos leitores, as minhas capacidades sempre foram em outras áreas. Por isso, ao pensar deixar um apontamento sobre a DN hesitei. Mas apesar de tudo a minha actividade foi totalmente ‘embebida’ na DN, tenha sido a bordo ou em terra, o certo é que todas as decisões tomadas foram sempre no âmbito da DN. Muitas foram de alcance limitado, mas as de alcance alargado não estão ausentes.

Porque me debruço sobre a DN ? Porque a questão do furto nos PNT me deixa desconfortável e arrasta desenvolvimentos cada dia mais desconfortáveis. De facto, como o vejo, o sistema nacional de paióis é um elemento estratégico na DN. Ter de aceitar que houve furto de armamento em Tancos só poderia ter sido pior se tivesse envolvido um paiol da Marinha. Mas apenas por razões sentimentais. Só a suspeita de que é possível penetrar numa instalação estratégica, furtar uma caixa de 1000 agrafos 24/6 e voltar a sair é, a meu ver de um desconforto que me é difícil de ignorar. Levanta, no mínimo, a suspeita de que é possível afectar a operacionalidade das FAs sem que nos demos conta. É um buraco de enorme dimensão na muralha defensiva. É a demonstração de como montar um ataque que, em horas, paralise qualquer tentativa de contra-ataque. Ou que impeça, dificulte ou adie socorro em situações catastróficas.

Não é estranho que se tenha desenvolvido entre os responsáveis uma percepção de gravidade profunda. O que acrescenta ao desconforto é terem sido exonerados 5 comandantes pela ‘necessidade de garantir que as averiguações internas determinadas decorreriam em absolutas condições de isenção e transparência’. Isto, a meu ver, no preciso momento em que a sua acção mais se tornaria necessária, sendo certo que todos eles teriam de garantir as mencionadas condições, sem o que nunca deveriam ter sido nomeados.

Essa gravidade profunda acaba igualmente por motivar uma enérgica intervenção do PR, que pode mesmo ser interpretada como tendo ido ‘até ao limite’ dos seus poderes, o que parece ter incluído, além de uma já habitual visita ao local, um jantar com os chefes militares, falas ou intervenções alusivas ao tema, afirmações de que irá intervir no futuro logo que entender e exigência de que se apure tudo sobre Tancos. O que acrescenta ao desconforto é a acção de alívio de gravidade do incidente: visitas, refeições, reacções, inquéritos que, embora sublinhando a gravidade, são elas próprias agentes de desactivação, pretendendo mostrar que tudo o que se poderia fazer o foi. E isso nunca é assim.

E, em seguida, os OCS fornecem uma uma quantidade de informação sobre o assunto, aqui descrito em modo algo caricatural (perdoem-me) mas sem qualquer intenção de menosprezar o assunto ou quem quer que seja: a percepção de gravidade amenizou-se, porque afinal  o que parecia importante instalação era, efectivamente, algo obsoleto e sem préstimo, cujo conteúdo era irrisório e digno do depósito de inúteis e destinado a ser encerrado e incluído, ele também, no mencionado depósito; e, entretanto, usava-se a instalação como ‘campo de repouso’ ´destacando para lá militares ‘sem a mínima noção’ da missão a desempenhar, praticamente desarmados, sem jipes e com facilidades para dar o salto através de buracos nas vedações, judiciosamente localizados e sem risco de detecção por avaria dos circuitos de vigilância.

Não passaria muito tempo até que, de facto, se desistisse de qualquer investimento. Tornou-se possível evitar o dispêndio de verbas (já orçamentadas), reconduzir os comandantes exonerados (uma vez que o progresso das averiguações internas permitiu ‘ultrapassar as razões que justificaram a exoneração’), no preciso momento em que se percebe que parte das deficiências podem estar nas respectivas áreas de responsabilidade ou nas dos respectivos comandos. Verdadeiramente extraordinária a decadência desta instalação: mobilizando PR e MDN no início, eis que cai a pique em investimentos e melhorias largamente referidas no momento zero, para um prático nível zero, tudo em 3 meses. Hoje, segundo se sabe, estarão perto da conclusão os planos da pólvora para a fechar. O desconforto sobe, é difícil disfarçar um rubor envergonhado.

Entre o momento zero e o nível zero, o MDN deu uma extensa entrevista ao Diário de Notícias de 10/9/2017, onde o tema do furto de material militar do paiol de Tancos é principal, mas também o desenvolvimento da LPM é abordado. É a oportunidade para perceber um pouco melhor as questões da DN, vistas do ângulo político, que é, a meu ver, onde se devem radicar. Ficará para a história a declaração do MDN de que 'no limite' não houve sequer furto ou roubo, mas os aspectos que mais importantes parecem estão ligados à LPM, afinal linha condutora estratégica de importância iniludível. A propósito da ‘substituição do avião de transporte’:
[…] este governo decidiu que era o momento de tomar essa decisão estrutural – que é uma despesa muito significativa que me vai dar à-vontade para fazer boa figura […]
Desconforto aumenta: preferir a expressão ‘este governo’ em vez de ‘O governo’ revela uma visão fragmentada no tempo por fronteiras de legislatura, incorporando a possibilidade de reversão logo que este passe a último. Pior: a introdução de fazer boa figura nos objectivos de ‘decisões estruturais’ é mais do que surpreendente, é assustadora.

Quanto à Marinha afirma o MDN:
E há um segundo aspecto em que vai ser inevitável também o investimento e que está relacionado com os estaleiros de Viana do Castelo. Temos em construção dois navios-patrulha oceânicos e vai ser inevitável uma reflexão muito profunda sobre o que é que pretendemos  do nosso mar e de que forma é que pretendemos exercer a jurisdição do nosso mar.
Isto é, os navios em construção implicam ‘reflexão muito profunda’ sobre o nosso mar: qual reflexão ? Aquela de que oiço falar há 30 anos ? Nós, portugueses, 2017, ainda não sabemos o que pretendemos do nosso mar ???!!! Ou de que forma pretendemos exercer jurisdição desse mar ???!!! Vamos agora ser obrigados a ponderar tais assuntos porque este MDN resolveu tornar inevitável o investimento (note-se, não é construção) em dois navios? Quando este passar a último MDN correremos risco de que o investimento possa ser revertido? Quais navios? Aqueles que eram para ser aí uns 10 no último quartel do século XX? Já não se trata de desconforto, agora é também desânimo.

E quanto a Tancos? Investigações em curso, é cedo para ter alguma luz sobre o que aconteceu. Um relatório da IGDN aparece citado e parece apontar-se para melhorias das condições de segurança dos paióis em geral segundo ‘3 dimensões’: concentração de infraestruturas, seu reforço em termos de segurança física e suportar a inventariação através de um sistema de gestão da informação que seja ‘comum aos três ramos’. Este sistema de gestão:
[…] significa a necessidade, de uma vez por todas, de haver um conhecimento instantâneo , actualizado, de tudo o que está nos paióis para se evitar no futuro o que ocorreu em Tancos, em que foi definida a gravidade à luz daquilo que se conhecia no momento do furto.
Que a segurança física dos paióis deve obedecer aos correctos padrões, não oferece dúvidas, não é necessária nenhuma reflexão. Mas a ideia de concentração dá-me indicações de que se pode estar a alterar um elemento estratégico da DN. Dado que os sistemas de gestão são apenas modelos da realidade e não ela própria, será sempre necessário usar o conhecimento do momento, já que usar conhecimento do futuro estará fora de causa. A concentração tende, a meu ver, a aumentar a vulnerabilidade militar da nossa infraestrutura e, mais ainda, a adopção de um único sistema de gestão. Daí que o desconforto tenha de ser revisto em alta.

Quanto ao material ‘obsoleto’:

Depois há situações de pormenor sobre a conveniente separação entre material obsoleto, no sentido de preparado para desmilitarização, que é, no fundo, desactivar sistemas. Temos uma empresa para esse efeito, a IDD e que vai com certeza ser preciso reforçar essa componente de desmilitarização para onde as  Forças Armadas acharem que é necessário, não estarmos a ocupar paióis, meios de vigilância e de segurança quando podemos alocar a desmilitarização desse tipo de equipamentos.
Considerando que o MDN reconhece que, mesmo obsoleto, o material mantém níveis de perigosidade, após uma aparente preferência pela concentração, agora parece pretender-se a dispersão sob o argumento de poupar na vigilância. Esta é uma referência difícil de entender e só pode contribuir para aumentar o desconforto e incrementar a confusão.

Finalmente (mas não terminando), surge no semanário Expresso notícia sobre um relatório cuja importância parece significativa, mas cuja origem não é assumida por nenhum organismo. Terá a sua própria história. E não será animadora.

Desconforto, vergonha, confusão, desânimo são os sentimentos que, daqui onde estou, com a capacidade de leitura que possuo, me levam a lamentar a situação que a DN está a atravessar.

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

AINDA TANCOS.......(1)
Lamento, mas não consigo calar-me. 
Olho ao passado, ao presente, aos últimos dias, e a revolta interior aumenta.  E aumentam as coisas que, sendo militar, me deixam muito envergonhado.
O que nem sempre é boa conselheira mas, continuo convicto, não devo ter escrito só disparates. 
Salvo melhor opinião aumenta o número de coisas que, no mínimo, são inacreditáveis
Devem existir várias opiniões entre os militares no activo na reserva e na reforma mas não conheço quase nenhumas, ainda que me chegue notícia de uma grande revolta surda dentro do Exército, aquilo a que um amigo chama "dos muitos homens sérios".
Primeiro-Ministro, MDN e sobretudo este, voltaram a um discurso que me preocupa muito. 
Faz lembrar-me o ministro da propaganda do Sadam, sorridente para as câmaras e com os carros de combate a aparecer por trás, ou os momentos da brigada do reumático nos princípios de 1974.
 E volto a repetir o que escrevi no post anterior - em Portugal, quando as coisas correm mal, em determinada altura senão mesmo logo na fase inicial aparecem "os importantes" a realçar a necessidade de respeitar as instituições, o "sentido de Estado" e por aí fora. 
O que, sendo uma evidência, que constantemente no entanto desprezam até as coisas se complicarem, quando recorrem a estes argumentos uma das razões fundamentais é, acredito, ver se conseguem dominar a "fervura na panela". Amansar a fera.
Depois de, sobretudo, ouvir na TV um deputado do PS na AR em frente ás TV a atirar-se à oposição exactamente falando com aquele ar superior dos que tratam os assuntos sempre com grande rigor e elevação,  mais convicto estou que estamos num terreno muito perigoso, cada vez mais.
Acabei de ver o director do Expresso, com um sorriso assassino, coadjuvado por Sousa Tavares, dar claras indicações de que vários senhores (???) que agora arrotam arrogantemente, no fim desta semana talvez venham a mudar de cor.
Há ou não relatório? Claro que não, não há documento final, assinado, carimbado, com saída registada, a subir as hierarquias todas. 
Não há relatório oficial. Mas acham que somos todos ursos?
E por isso, António Costa, Azeredo Lopes, e uns pândegos deputados do PS dizem o que dizem.
E dizem que ao PR já foi tudo explicado!! 
Pois fiem-se na virgem! 
O que é que está a dar tanto gozo ao director do Expresso? Obviamente não sei.
Mas não é difícil de imaginar. 
Teve acesso a um documento de trabalho, daqueles que em estado já mais avançado circulam entre muita gente de diferentes departamentos e instituições e, portanto, não vão conseguir saber a origem da fuga. 
Documento onde se devem dizer muitas verdades (desde as coisas corriqueiras ás importantes) que ninguém quer assumir, desde há anos, e que devem atingir muitos militares/altas patentes e muitos governantes. E deve mostrar as podridões das estruturas, e este é talvez o cerne da questão.
Está cada vez mais à vista o resultado do que têm feito, há décadas, e concretamente desde 1992. 
Governantes PSD/PS/CDS e várias chefias militares. Desde 1992.
E reafirmo, o Presidente da República, até ao OE, está manietado. Mas vejam a cara dele, registem a escassez de palavras, a contenção.
Aposto que está muito irritado com tudo isto.
Reafirmo, o prestígio das instituições sempre a subir, particularmente quando ao fim de quase 3 meses NADA de concreto.
As instituições naturalmente sempre a funcionar. Dá gosto.


António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)

domingo, 24 de setembro de 2017

AINDA TANCOS.......
Passaram basicamente três meses.
Daí para cá passaram-se as coisas mais inacreditáveis, do meu ponto de vista, naturalmente.
Ao nível do, Governo, do Primeiro-Ministro, do ministro da tutela, do CEMGFA, do Exército, do CEME.
Neste magnífico lote incluo, a AR e em particular alguns deputados designadamente do PS e, também, a sempre inefável e fantástica comissão parlamentar de defesa que, nos meus anos de EMA, conheci alguma coisa e então já com alguns dos protagonistas/ dinossauros que ainda por lá andam/ se arrastam.
É sabido, por outro lado, que o PR "arrastou" o MDN por mais do que uma vez para irem de supetão a TANCOS.
Escreveu-se e falou-se: vários comentadores e comentadeiras, jornalistas, blogues,  a AOFA, militares isoladamente (muito poucos e entre eles eu por mais do que uma vez).

No que me respeita, nos vários posts aqui e no meu blogue, procurei raciocinar o mais friamente possível e ter presente a experiência profissional (onde, para o caso em apreço relevam os anos com ligação frequente ao MDN, ao EMGFA, aos serviços de informação, aos seis anos de EMA, a camaradas do Exército, aos inúmeros briefings de CEMA's, CEMGFA's, ás aulas no ex-CSNG). 
Como com todos acontece, algumas das coisas que escrevi e deixei para ponderação por parte de outrem serão discutíveis.
Mas, continuo convicto, grande parte pode ter a ver com realidades.
Em Portugal, quando as coisas correm mal, em determinada altura senão mesmo logo na fase inicial aparecem "os importantes" a realçar a necessidade de respeitar as instituições, o "sentido de Estado" e por aí fora.
O que, sendo uma evidência que constantemente no entanto desprezam até as coisas se complicarem, quando recorrem a estes argumentos uma das razões fundamentais é, acredito, ver se conseguem dominar a "fervura na panela". Amansar a fera.
No caso Tancos, entre realidades lamentáveis de inventários  muito provavelmente deficientes há anos, de material que possa ter ou não entrado em paióis, de possível conivência entre militares e malfeitores de inúmeras categorias, de desleixo e degradação de instalações que em alguns casos serão pouco ou nada justificáveis com os cortes anuais vergonhosos nos orçamentos para as FA, creio que coexiste outro nível a considerar. Um nível com vários patamares. Se quiserem, em vez de níveis, outros ingredientes neste prato requentado de que Tancos é/ foi um caso.

Nesses ingredientes podemos ter (e aqui entra a veia de cozinheiro que condimenta mais ou menos ricamente o que está a confeccionar), lutas de galos da mesma capoeira não só mas também  por causa da politização asquerosa do processo de nomeação de chefias, lutas políticas partidárias e ainda intra-partidárias (há sempre quem anseie chegar a ministro ou subir mais dentro do partido) e não me alongo mais porque há pano para muitas mangas.
Talvez ainda abordar um ingrediente tipo "picante forte, tipo jindungo", e que é a existência de alguns com instinto político não sendo políticos, enquanto outros não passam de saco cheio de vento. E, no presente nacional, é frequente a tentativa de mudar/ subir e deixar o lugar que está a ficar quente.
Nesta coisas de culinária, e concretamente em doçaria, a cereja em cima do bolo é coisa frequente. 
No caso vertente poderá considerar-se a irritação crescente, visível, do PR, que já se terá apercebido da desgraça que grassa dentro do seu "reino" de comandante supremo, como está consciente das várias desgraças dentro do seu "reino" de PR ou seja, está seguro espero eu, de que infelizmente a nossa estrutura global está podre há décadas, e isto pode desmoronar-se um bocado.
Mas não chegavam estas todas preocupações, vem o Expresso e faz quase pior que o louco da Coreia do Norte.
Li e por mais de uma vez. 
Ontem, ao fim do dia, depois de jantar com filhos e netos e regressar a casa, deparo com um desenvolvimento que, no mínimo, rotulo de inesperado, mas não espantoso, pois quase nada me espanta.
Se li bem, o EMGFA desmente que exista um relatório/documento referido pelo Expresso mas que o semanário já veio reiterar que tem e até diz que são 63 páginas, creio. 
Claro que todos os titulares de órgãos de soberania desconhecem.
Claro que todas as chefias militares desconhecem.
Claro que todos os organismos intervenientes nestas coisas desconhecem.
Olhando á legislação em vigor, e tendo presente que o Expresso escreveu - serviços de informações militares - olha-se imediatamente para o CISMIL. O EMGFA diz que não foi. 
Será legítimo imaginar que pode ter sido alguém em jogada arriscada tipo "freelancer", uma vez que creio o CISMIL se espalha por mais de um andar naquele edifício ao Restelo, e nem toda a gente conhecerá todos os cantos à casa?
Neste mundo louco tudo é possível imaginar.
Ou será Balsemão, aflito que anda com as dívidas à banca, a querer puxar pelas tiragens/ vendas?
Neste mundo louco tudo é possível imaginar. Apesar disto, descarto intervenção de Putin!!!!
Bom o post vai logo, e feito propositadamente em jeito de "brainstorming", com larachas, com aspectos mais sérios.
Para finalizar esta "salganhada", recordo-me que foi dito nos OCS que, por causa da "ópera bufa" Tancos, estarão envolvidos no caso, o MP, a PJM, a PJ, o MDN a diferentes níveis quer no ministério quer nas FA e em particular o Exército.
O PR estará muito atento e cada vez mais irritado e a pressionar, e admito que após aprovação do OE as coisas vão ficar mais complicadas para António Costa, Azeredo Lopes,  CEMGFA e CEME.
Acresce, que de certeza que olharam e estarão a olhar para tudo isto, o Conselho de Fiscalização do SIRP (dependência da AR), o Conselho Superior de Informações (PM, ministros etc etc), o Secretário-Geral do SIRP (dependência do PM), e os SIED e SIS.
E, portanto, toda a gente a olhar para toda a gente.
Relatórios vários, super secretos, certo?
Tudo célere, certo?
Portugal no seu melhor. 
E o prestígio das instituições sempre a subir.
E as instituições sempre a funcionar.
Como se vê, com o PM, dentro do MDN que tem entre outras coisas uma inspeção para inspecionar, dentro do CEMGFA que tem uma hierarquia (e inspeções?), dentro do Exército que tem uma hierarquia (e inspeções, certo?), e, mais para o fim da linha, final e felizmente, um capitão, um sargento, um cabo!!!
António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)