MILITARES de ABRIL 74 - Condecorações
Numa cerimónia há dias, que seguiu idêntica de há meses, o Presidente da República condecorou mais oficiais dos vários com participação direta no 25 de Abril de 1974.
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segunda-feira, 26 de dezembro de 2022
Não comento se as condecorações pecam por tardias, não faço qualquer juízo de valor sobre o que agora está e antes foi concretizado.
Nem escrevo estas breves palavras porque as circunstâncias da vida fizeram que a três dos agora condecorados me liga uma forte amizade.
O que esta cerimónia me leva a meditar é, mais uma vez, sobre:
> a qualidade da comunicação social do nosso presente,
> a consideração havida para com os militares portugueses,
> que lugar efectivo tem o 25 de Abril de 1974 em cada um dos meus concidadãos.
Não explica tudo, mas é capaz de explicar muita coisa.
António Cabral
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quinta-feira, 14 de julho de 2022
PAZ, Finalmente
Em regra, como por aqui refiro amiúde, olho muito pouco para o televisor.
Com esta tragédia dos incêndios tenho olhado um pouco a meio da manhã, ás vezes à tarde, sempre um bocado depois de jantar.
Sobre a tragédia dos incêndios não adianto aqui mais nada, por agora.
O que quero partilhar é que me parece que a guerra na Ucrânia deve ter acabado. Pelo menos é o que parece!
António Cabral
Calm, ref
(marrevoltado.blogspot.pt)
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sexta-feira, 17 de junho de 2022
TODOS COM MEDO DELE ?
Antes do café matinal fui esta manhã jogar o Euromilhões no local habitual, onde há anos jogo o Totoloto e o Euromilhões, e onde de tempos a tempos faço a experiência de comprar alguns jornais. Compro poucos, são normalmente uma tristeza.
Fui jogar. De cada vez que vou à minha papelaria dos jornais passo por um dos grandes balcões onde estão espalhadas e bem à vista as revistas mais diversas, incluindo muitas cor-de-rosa. Olho para as capas.
Dei com isto que titula o texto, na capa de uma delas. Tinha foto!
Mas, interrogo-me, será ?
Isto parte do próprio ?
Parte de Marcelo ?
Parte do Governo ?
Parte de partidos ? Que partidos ?
Aproveita a quem ?
Isto está curioso!
AC
terça-feira, 16 de outubro de 2018
Mais um frete a alguém lá de dentro?
Ou picardia para as FA? Ou tudo junto?
Tomou posse na passada 2ª feira. Passando os olhos por vários OCS, uns escrevem que é um diplomata no MDN e nas FA, quando é apenas diplomata político e não de carreira.
Tomou posse na passada 2ª feira. Passando os olhos por vários OCS, uns escrevem que é um diplomata no MDN e nas FA, quando é apenas diplomata político e não de carreira.
Outros escrevem que é doutor, certamente verdade.
Escreve-se até, com aparente entusiasmo, que agora as FA, “finalmente", têm três doutores na cúpula tutelar, Marcelo, Cravinho, Silva Ribeiro.
Olhando os últimos 40 anos dá-me até a sensação, face aos resultados “brilhantes” no terreno, que as FA têm tido uma sorte danada, têm tido na tutela sempre doutores à fartazana, ainda que muitos tenham sido verdadeiros doutores da mula russa.
Escreve-se em tom de lembrança que as FA há muito que querem formar doutores em Pedrouços. Como sou mauzinho e habituado a estes escritos desta gente, pareceu-me ver escrito a tinta invisível - QUERIAM….eh….eh.
Não vi escrito em lado nenhum, mas porque me fica a sensação, olhando os sorrisos e semblantes de Marcelo, Costa, Ferro, Cravinho, de que acreditam e vão querer convencer o povão e os militares, que agora é que vai ser?
Em onze meses, vai ser tudo resolvido no que respeita ás FA, tal como no resto do País. Tancos e a podridão subjacente à cabeça.
O OE que Azeredo deve ter aprontado vai ser gordíssimo.
Daqui a nove meses, o hospital das FA vai ficar com todas as valências, e com tudo o que no presente não tem e que assim o pode classificar como em estado comatoso.
As questões do recrutamento, vencimentos, LPM, audição das associações militares naquilo que a lei consagra, etc, ficará tudo catita antes de Setembro de 2019.
Ah, e agora com Cravinho, até podem começar a surgir pontes entre os mundos político e castrense. (!!??!!)
Ah, e agora a Defesa vai ser mais solidária.(!!??!!)
Bom, um cidadão comum como eu, pode atrever-se a sugerir que talvez fosse bom, os doutores e os jornalistas, começarem por ler melhor certas partes da CRPortuguesa, a lei de defesa nacional e toda a restante legislação EM VIGOR, que enforma a instituição militar, e os militares, e que explicita por exemplo o que é a condição militar?
Ah, e já agora, em vez de tantos enaltecimentos que soam muito a folclore e discursos nas festividades e nas “vernissages”, que tal salientarem bem alto e PUBLICAMENTE, que os militares das Forças Armadas não são funcionários públicos mas sim servidores do Estado, e que até podem ter que dar a vida pelo País?
Detalhes, não é? Que chato este almirante, incomodativo.
António Cabral
Escreve-se até, com aparente entusiasmo, que agora as FA, “finalmente", têm três doutores na cúpula tutelar, Marcelo, Cravinho, Silva Ribeiro.
Olhando os últimos 40 anos dá-me até a sensação, face aos resultados “brilhantes” no terreno, que as FA têm tido uma sorte danada, têm tido na tutela sempre doutores à fartazana, ainda que muitos tenham sido verdadeiros doutores da mula russa.
Escreve-se em tom de lembrança que as FA há muito que querem formar doutores em Pedrouços. Como sou mauzinho e habituado a estes escritos desta gente, pareceu-me ver escrito a tinta invisível - QUERIAM….eh….eh.
Não vi escrito em lado nenhum, mas porque me fica a sensação, olhando os sorrisos e semblantes de Marcelo, Costa, Ferro, Cravinho, de que acreditam e vão querer convencer o povão e os militares, que agora é que vai ser?
Em onze meses, vai ser tudo resolvido no que respeita ás FA, tal como no resto do País. Tancos e a podridão subjacente à cabeça.
O OE que Azeredo deve ter aprontado vai ser gordíssimo.
Daqui a nove meses, o hospital das FA vai ficar com todas as valências, e com tudo o que no presente não tem e que assim o pode classificar como em estado comatoso.
As questões do recrutamento, vencimentos, LPM, audição das associações militares naquilo que a lei consagra, etc, ficará tudo catita antes de Setembro de 2019.
Ah, e agora com Cravinho, até podem começar a surgir pontes entre os mundos político e castrense. (!!??!!)
Ah, e agora a Defesa vai ser mais solidária.(!!??!!)
Bom, um cidadão comum como eu, pode atrever-se a sugerir que talvez fosse bom, os doutores e os jornalistas, começarem por ler melhor certas partes da CRPortuguesa, a lei de defesa nacional e toda a restante legislação EM VIGOR, que enforma a instituição militar, e os militares, e que explicita por exemplo o que é a condição militar?
Ah, e já agora, em vez de tantos enaltecimentos que soam muito a folclore e discursos nas festividades e nas “vernissages”, que tal salientarem bem alto e PUBLICAMENTE, que os militares das Forças Armadas não são funcionários públicos mas sim servidores do Estado, e que até podem ter que dar a vida pelo País?
Detalhes, não é? Que chato este almirante, incomodativo.
António Cabral
cAlmirante, reformado
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segunda-feira, 25 de setembro de 2017
AINDA TANCOS.......(1)
Lamento, mas não consigo calar-me.
Olho ao passado, ao presente, aos últimos dias, e a revolta interior aumenta. E aumentam as coisas que, sendo militar, me deixam muito envergonhado.
O que nem sempre é boa conselheira mas, continuo convicto, não devo ter escrito só disparates.
Salvo melhor opinião aumenta o número de coisas que, no mínimo, são inacreditáveis.
Devem existir várias opiniões entre os militares no activo na reserva e na reforma mas não conheço quase nenhumas, ainda que me chegue notícia de uma grande revolta surda dentro do Exército, aquilo a que um amigo chama "dos muitos homens sérios".
Primeiro-Ministro, MDN e sobretudo este, voltaram a um discurso que me preocupa muito.
Faz lembrar-me o ministro da propaganda do Sadam, sorridente para as câmaras e com os carros de combate a aparecer por trás, ou os momentos da brigada do reumático nos princípios de 1974.
E volto a repetir o que escrevi no post anterior - em Portugal, quando as coisas correm mal, em determinada altura senão mesmo logo na fase inicial aparecem "os importantes" a realçar a necessidade de respeitar as instituições, o "sentido de Estado" e por aí fora.
O que, sendo uma evidência, que constantemente no entanto desprezam até as coisas se complicarem, quando recorrem a estes argumentos uma das razões fundamentais é, acredito, ver se conseguem dominar a "fervura na panela". Amansar a fera.
Depois de, sobretudo, ouvir na TV um deputado do PS na AR em frente ás TV a atirar-se à oposição exactamente falando com aquele ar superior dos que tratam os assuntos sempre com grande rigor e elevação, mais convicto estou que estamos num terreno muito perigoso, cada vez mais.
Acabei de ver o director do Expresso, com um sorriso assassino, coadjuvado por Sousa Tavares, dar claras indicações de que vários senhores (???) que agora arrotam arrogantemente, no fim desta semana talvez venham a mudar de cor.
Há ou não relatório? Claro que não, não há documento final, assinado, carimbado, com saída registada, a subir as hierarquias todas.
Não há relatório oficial. Mas acham que somos todos ursos?
E por isso, António Costa, Azeredo Lopes, e uns pândegos deputados do PS dizem o que dizem.
E dizem que ao PR já foi tudo explicado!!
Pois fiem-se na virgem!
O que é que está a dar tanto gozo ao director do Expresso? Obviamente não sei.
Mas não é difícil de imaginar.
Teve acesso a um documento de trabalho, daqueles que em estado já mais avançado circulam entre muita gente de diferentes departamentos e instituições e, portanto, não vão conseguir saber a origem da fuga.
Documento onde se devem dizer muitas verdades (desde as coisas corriqueiras ás importantes) que ninguém quer assumir, desde há anos, e que devem atingir muitos militares/altas patentes e muitos governantes. E deve mostrar as podridões das estruturas, e este é talvez o cerne da questão.
Está cada vez mais à vista o resultado do que têm feito, há décadas, e concretamente desde 1992.
Governantes PSD/PS/CDS e várias chefias militares. Desde 1992.
E reafirmo, o Presidente da República, até ao OE, está manietado. Mas vejam a cara dele, registem a escassez de palavras, a contenção.
Aposto que está muito irritado com tudo isto.
Reafirmo, o prestígio das instituições sempre a subir, particularmente quando ao fim de quase 3 meses NADA de concreto.
As instituições naturalmente sempre a funcionar. Dá gosto.
António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)
Lamento, mas não consigo calar-me.
Olho ao passado, ao presente, aos últimos dias, e a revolta interior aumenta. E aumentam as coisas que, sendo militar, me deixam muito envergonhado.
O que nem sempre é boa conselheira mas, continuo convicto, não devo ter escrito só disparates.
Salvo melhor opinião aumenta o número de coisas que, no mínimo, são inacreditáveis.
Devem existir várias opiniões entre os militares no activo na reserva e na reforma mas não conheço quase nenhumas, ainda que me chegue notícia de uma grande revolta surda dentro do Exército, aquilo a que um amigo chama "dos muitos homens sérios".
Primeiro-Ministro, MDN e sobretudo este, voltaram a um discurso que me preocupa muito.
Faz lembrar-me o ministro da propaganda do Sadam, sorridente para as câmaras e com os carros de combate a aparecer por trás, ou os momentos da brigada do reumático nos princípios de 1974.
E volto a repetir o que escrevi no post anterior - em Portugal, quando as coisas correm mal, em determinada altura senão mesmo logo na fase inicial aparecem "os importantes" a realçar a necessidade de respeitar as instituições, o "sentido de Estado" e por aí fora.
O que, sendo uma evidência, que constantemente no entanto desprezam até as coisas se complicarem, quando recorrem a estes argumentos uma das razões fundamentais é, acredito, ver se conseguem dominar a "fervura na panela". Amansar a fera.
Depois de, sobretudo, ouvir na TV um deputado do PS na AR em frente ás TV a atirar-se à oposição exactamente falando com aquele ar superior dos que tratam os assuntos sempre com grande rigor e elevação, mais convicto estou que estamos num terreno muito perigoso, cada vez mais.
Acabei de ver o director do Expresso, com um sorriso assassino, coadjuvado por Sousa Tavares, dar claras indicações de que vários senhores (???) que agora arrotam arrogantemente, no fim desta semana talvez venham a mudar de cor.
Há ou não relatório? Claro que não, não há documento final, assinado, carimbado, com saída registada, a subir as hierarquias todas.
Não há relatório oficial. Mas acham que somos todos ursos?
E por isso, António Costa, Azeredo Lopes, e uns pândegos deputados do PS dizem o que dizem.
E dizem que ao PR já foi tudo explicado!!
Pois fiem-se na virgem!
O que é que está a dar tanto gozo ao director do Expresso? Obviamente não sei.
Mas não é difícil de imaginar.
Teve acesso a um documento de trabalho, daqueles que em estado já mais avançado circulam entre muita gente de diferentes departamentos e instituições e, portanto, não vão conseguir saber a origem da fuga.
Documento onde se devem dizer muitas verdades (desde as coisas corriqueiras ás importantes) que ninguém quer assumir, desde há anos, e que devem atingir muitos militares/altas patentes e muitos governantes. E deve mostrar as podridões das estruturas, e este é talvez o cerne da questão.
Está cada vez mais à vista o resultado do que têm feito, há décadas, e concretamente desde 1992.
Governantes PSD/PS/CDS e várias chefias militares. Desde 1992.
E reafirmo, o Presidente da República, até ao OE, está manietado. Mas vejam a cara dele, registem a escassez de palavras, a contenção.
Aposto que está muito irritado com tudo isto.
Reafirmo, o prestígio das instituições sempre a subir, particularmente quando ao fim de quase 3 meses NADA de concreto.
As instituições naturalmente sempre a funcionar. Dá gosto.
António Cabral
cAlmirante, reformado
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domingo, 10 de setembro de 2017
A Culatra
cAlmirante, reformado
(chapéus há muitos)
Culatra, conheço duas: a ilha da Culatra no Algarve e uma peça/ mecanismo de arma de fogo.
Há poucos dias vi uma notícia salvo erro no DN relatando que o actual Almirante CEMA teria indicado que a Marinha iria retomar a realização de exercícios diversos no âmbito do necessário treino e adestramento de pessoal FZ. Onde? Na ilha da Culatra.
Dei-me ao trabalho de ouvir uma gravação de um discurso ambientalista, via DN, sobre este anúncio do CEMA.
Pela minha parte, como cidadão, como marinheiro, e tendo uma parte da minha carreira ligada a estes assuntos e concretamente à inactivação de engenhos explosivos, vou procurar estar muito atento ao desenvolvimento desta matéria.
António CabralcAlmirante, reformado
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sábado, 18 de fevereiro de 2017
MARINHA,......um caso que termina
António Cabral,
cAlmirante, reformado,
(Chapéus há muitos)
Será que termina/ terminou?
Apesar de estar a usar o mesmo título, creio que o caso não vai terminar assim tão facilmente.
Porque, se conheço alguma coisa da vida, temos neste xadrez todo uma panóplia de teimosos, calculistas, frios ou mesmo gélidos mas que se topam a léguas de distância, telhados de vidro cheios de cocó de pombo, insidiosos, ingénuos, para não alargar a adjectivação.
Pela minha parte, aliás, gostava que não terminasse ou seja, bons ou maus (cheira-me que muito maus...) que tenham sido os procedimentos de todos os envolvidos directamente ou pela calada, bem ou mal que tenham sido ponderados (??!!??) todos os despachos, tenham ou não existido previamente (existiram?) aos despachos todos os procedimentos legais que a lei impõe, a realidade é que existem processos na esfera do sistema de justiça, e que a ERC deu agora mais uma acha para a fogueira e, portanto, que não se desista, que surjam frutos, mesmo que seja só "arquive-se".
Presentes os factos que são públicos, eles parecem, repito, parecem indiciar o seguinte:
1. Situações pouco claras (de partes várias) dentro da Marinha terão subsistido meses a fio antes de Novembro de 2016; nada inédito, aliás;
2. Na altura do processo de escolha para novo CEMA, até porque tinham aparecido nos OCS uma quantidade de notícias e coisas estranhas, um vAlmirante ficou/ estava obviamente fora dessa "corrida";
3. Agora, segundo o DN, o actual CEMA informou que certas coisas voltavam à estaca zero; por outras palavras, o vAlmirante que convenientemente para alguém (presumo) não foi considerado quando do processo de escolha para CEMA irá a curto prazo ser nomeado Superintendente dos Serviços de Material (SSM);
4. Há certas coisas na vida que são tramadas, por exemplo, se não se desiste, se não se passa à reserva, fica um bico de obra ou seja, não dá vaga, pode estar a estragar planos;
5. Ainda segundo as várias notícias que periodicamente o DN vem colocando cá fora, o actual CEMGFA deixará o lugar algures em Julho de 2018 e será substituído pelo actual CEMA;
6. A simples consulta da Lista da Armada mostra que o vAlmirante que a breve prazo irá ser o SSM nasceu em 9 de Novembro de 1956;
7. Uma simples conta de somar indica que o quase SSM só passará à reserva por limite de idade em 9NOV2018. Tome-se nota deste detalhe.
Tudo muito "interessante", tão interessante que me deixa uma tristeza muito profunda e crescente, pelo que se vai passando numa instituição que servi, e a que me honro de pertencer.
Instituição está muito acima de certos servidores.
Como eu gostava de ser mosca para assistir a todas as reuniões do almirantado daqui para a frente.
Como eu gostava de ser mosca para poder entrar pela janela de uma certa casa para observar agora certos semblantes, e tentar ver onde estará agora certa medalha.
cAlmirante, reformado,
(Chapéus há muitos)
domingo, 11 de dezembro de 2016
NOMEAÇÃO de CEMGFA e CEM' s
António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)
O processo conducente à nomeação recente do sucessor do Almirante Macieira Fragoso teve, a meu ver, peculiaridades diversas e na minha opinião ainda, deu um lamentável espectáculo, bem elucidativo do que vem sendo a vida nacional em muitas áreas e no caso concreto no que respeita às Forças Armadas.
Houve há dias quem se lhe tenha referido como "garotada". Não posso estar mais de acordo.
Processo que não começou há poucos dias, mas isso é outra história e não é para ser tratado aqui.
O meu ponto é acerca de algumas particularidades das leis inerentes a este processo, o processo da nomeação de novos chefes militares.
Apesar que se poder considerar, e eu respeito essas opiniões, de que ás vezes me insurjo demasiado com certas coisas, fico satisfeito por verificar que não estou só, quanto à verificação do acumular de situações inacreditáveis na sociedade, na esfera pública, privada, civil, militar.
Tinha decidido não manifestar mais os meus incómodos sobre este assunto militar.
Duas coisas me fazem alterar essa intenção.
As palavras do PR quando na condecoração do Almirante Fragoso e a irritação que não consigo conter ao rever muito do palavreado de vários titulares de órgãos de soberania e de jornalistas.
Deixo portanto para quem quiser observar o assunto, o que diz a lei e o que anda a ser propalado nos "media".
Como dizia o outro, é.......só fazer as contas!!!!!
E depois venham-me cá com banhos-maria e outras parvoíces.
Mas admito que esteja completamente errado!!! Ou que exista legislação que "esmague" esta que mostro.
António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)
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sexta-feira, 25 de novembro de 2016
A PROPÓSITO DAS NOSSAS MEMÓRIAS
António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)
Não foi assim há tanto tempo.
A desintegração da ex-Jugoslávia, a subsequente guerra nos Balcãs, os morticínios, as chacinas, os ódios, as questões de fé, as intervenções militares de todos os lados, os maus, os bons, os que se fingiram de bons, a geopolítica que o mesmo é quase dizer o comportamento dos países mais influentes, mais poderosos, comportamento que ainda hoje nos pode colocar imensas dúvidas. A mim coloca. Desconfio sempre de certas verdades propaladas.
Portugal esteve desde cedo nessa zona com forças militares, com observadores.
Nessa altura da minha carreira, sentado no EMGFA, observei com algum espanto o que se ia passando nos Balcãs. E o que os "media" nacionais e internacionais foram escrevendo.
Entre dezenas de coisas, mais importantes ou insignificantes, recordo um camarada referir que tinham sido detectadas tropas croatas com fardamentos oriundos de um poderoso país europeu, com imensos interesses na zona, mas antes de os distribuir nem tinham tido o cuidado de retirar das mangas junto ao ombro a bandeira desse país.
Vem isto a propósito do zapping que fiz ontem pelas minhas memórias durante a apresentação de um livro escrito pelo MGeneral Carlos Branco e intitulado - A Guerra nos Balcãs, Jihadismo, Geopolítica e desinformação.
Hei-de ler. A apresentação foi ontem, ao fim da tarde, no Palácio da Independência.
António Cabral
cAlmirante, reformado
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domingo, 17 de abril de 2016
Ainda a Propósito do Colégio Militar
AC
Estive a ler o Expresso via internet.
Muitos dizem que é um jornal de referência.
Em papel, por sistema e tal como para outros jornais, deixei de comprar há muitos anos. Sobretudo porque desgosta a comunicação social nacional. Muitas vezes um nojo de subserviência.
Esporadicamente compro. Muito esporadicamente.
A fazer fé no Expresso, e como sempre acontece com os pantomineiros, coisas formais que pusessem em causa o senhor, não haverá nada.
Mas eu, e outros que pouco confessam, sei bem que há sempre lacaios a servir o chefe e mandam recados. Terá sido isso mais uma vez. É o que em poucas linhas diz o Expresso.
Naturalmente o CEME não gostou. E como andava já farto, se calhar aproveitou e decidiu que não estava para aturar mais tempo este senhor, agora arvorado em MDN.
Como dito por outros, vários gostam de continuar a brincar aos soldadinhos. Lamentável. Foi o que procurei, com linguagem que me parece contida, dizer no meu anterior post. E ninguém ficou bem na fotografia, creio bem.
AC
quarta-feira, 6 de abril de 2016
TERRORISMO - A NOVA GUERRA MUNDIAL?
António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)
Cada cabeça sua sentença. Não há grande volta a dar a isto.
O que me parece importante é que se procure que as sentenças de cada um nós sejam ponderadas, com respeito pela opinião alheia para, designadamente, poder exigir respeito idêntico para as nossas opiniões, quer concordantes quer as discordantes. E, depois, que não se perca de vista, os interesses corporativos presentes na sociedade, através dos quais muita gentinha procura enganar os cidadãos que, na maioria dos casos, é pouco formada, é preguiçosa de raciocínio, é acomodada, não é rigorosa e acredita em milagres.
Vem isto a propósito do programa Prós e Contras de 4 de Abril, com o título genérico acima reproduzido.
Programa que ontem não vi. A coordenadora e apresentadora desse programa tem escolhido ao longo dos anos certamente alguns temas interessantes mas, a meu ver naturalmente, na maioria dos casos há muito branqueamento de realidades e situações. Em regra, não estrago os olhos nem os ouvidos nessas 2ª Feiras. Às vezes vejo mais tarde, quando convencido por alguém. Foi o caso hoje, um telefonema após o almoço, convenceu-me e, ás 1700 horas, fui usar a tecnologia, andei para trás, vi a gravação.
Programa que ontem não vi. A coordenadora e apresentadora desse programa tem escolhido ao longo dos anos certamente alguns temas interessantes mas, a meu ver naturalmente, na maioria dos casos há muito branqueamento de realidades e situações. Em regra, não estrago os olhos nem os ouvidos nessas 2ª Feiras. Às vezes vejo mais tarde, quando convencido por alguém. Foi o caso hoje, um telefonema após o almoço, convenceu-me e, ás 1700 horas, fui usar a tecnologia, andei para trás, vi a gravação.
O que me suscitou o que ouvi, observei? Nos discursos, nas intervenções, nos rostos e concretamente nos dos chefes, pelo menos de um? Sinteticamente, sem qualquer ordem:
1. Creio muito discutível, para este título/ tema, ter apenas FA naquele anfiteatro. Muito discutível.
2. O MDN, homem bem preparado, boa argumentação, deu lições mas, que contributo concreto, benéfico, para a instituição militar, daí resultou? Ou assisti a uma peça bem encenada?
3. O MDN, salvo erro por mais de uma vez, referiu que, no plano formal, das regras, não se deve dizer que estamos numa nova guerra mundial. Mas a apresentadora, no seu estilo superior, periodicamente insistiu na tecla.
4. A senhora, naquela sua ênfase e postura características, insistia na procura de respostas metódicas, estratégicas, adequadas. Falou nas várias Europas!!!
5. A senhora referiu muito um dos seus "gurus" mas, aparentemente, não o convenceu a estar no palco.
6. Uma das melhoras cenas da senhora foi referir várias vezes as FA como órgão de soberania. Coitada. Ou algum destes foi já substituído ? (Presidente da Republica, Assembleia da República, Governo, Tribunais). Creio que a senhora, coitada, deve ter lido a determinado passo, algures, nos papéis que lhe deram, que as FA são um pilar……..e vai daí…….
7. Depois, naturalmente, perante tema - terrorismo - houve quem falasse em PJ, SIRP, PGR, forças de segurança, coordenação, etc, etc.
8. Entre outras coisas para mim patéticas, a pergunta à Major do Exército ligada ao NBQ - "como é que se liga com as instituições civis, que coordenação, explique-me lá"? Claro que a jovem militar disse o que me parece óbvio - “existe uma capacidade" etc etc etc.
Penoso de se ouvir e ver. Para mim, claro.
Penoso de se ouvir e ver. Para mim, claro.
9. Depois, outra coisa patética, - "como é que os F-16 combatem o terrorismo” - "como é que os outros nos vêem lá fora” - para já não falar nas declarações do CEMGFA sobre liberdades e colaterais.
10. Sendo que, para mim, também, no mundo actual "liberdades-segurança" deve ser repensado em determinadas circunstâncias. Em minha opinião, num ambiente daqueles, o resultado prático de certo tipo de declarações é prejudicial para as FA. Acho eu.
11. Eu síntese, não gostei.
12. Foi um programa combinado? Por quem? A ideia foi do MDN? Ou do CEMGFA?
Oxalá eu esteja totalmente enganado, mas não creio que tenha sido benéfico para a instituição militar. Nada valorizo os resultados das duas perguntas que a senhora jornalista tanto gostou de anunciar.
Adicionalmente, o MDN mas, sobretudo nenhum dos CEM’ realçou, vincou, uma questão essencial: a condição militar.
Não seria porventura a altura para falar de problemas, dificuldades, deficiências. CERTO. Mas falassem de uma coisa básica, subjacente. Vincassem o que nos diferencia do comum do cidadão.
NADA.
Foi um branqueamento? Deixo a pergunta.
António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)
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