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sexta-feira, 29 de setembro de 2017

A propósito de TANCOS, a propósito de responsabilidade nas Forças Armadas
Expresso, 29 Setembro 2017, pág 34, 1º caderno
Nuno Mira Vaz, coronel, creio que reformado, escreve um artigo de opinião acerca do tema em apreço. Saliento alguns aspectos:
1 a suspensão provisória de cinco coronéis determinada pelo CEME, oficiais que pouco depois deixaram de estar suspensos;
2 várias investigações em curso e continua a nada se saber;
3 no topo da escala da responsabilidade ficará sempre a mais alta entidade civil ou militar que considerou o sistema de rondas aleatórias adequado à guarda de material de guerra;
4 militares executam rondas e patrulhas com carregadores de munições selados;
5 a putativa cadeia de responsabilidades começa no comandante da unidade a quem cabia a segurança dos paióis e só termina no mais alto escalão;
6 a partir do momento em que um subordinado informa um superior de que não tem condições para cumprir eficazmente a ordem, este, se a não revogar, fica automaticamente responsável por ela;
7 o responsável pelo roubo das armas terá de ser encontrado entre aqueles que, ao mais alto nível, conheciam a situação e deixaram que ela se arrastasse.

Pode concordar-se ou discordar-se das opiniões e comentários deste senhor coronel.
Creio que os aspectos que eu enumero como 3, 5, 6 e 7 são indiscutíveis.
A cada um as conclusões.
E designadamente no tocante a, manutenção do CEME  e MDN em funções, tentativa diria cada vez mais evidente de tentar que não venha para a praça pública a realidade que grassa dentro de certas instituições, e o berbicacho gravíssimo que advirá se, por qualquer circunstância, de repente, os "caldos" se entornarem em público.
Não há afectos que estanquem "um paredão de barragem cheio de rachas", que todos sabem existir e que alastram. Rachas que começaram no final do 1º governo de Cavaco Silva com maioria absoluta.

António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

AINDA TANCOS.......(1)
Lamento, mas não consigo calar-me. 
Olho ao passado, ao presente, aos últimos dias, e a revolta interior aumenta.  E aumentam as coisas que, sendo militar, me deixam muito envergonhado.
O que nem sempre é boa conselheira mas, continuo convicto, não devo ter escrito só disparates. 
Salvo melhor opinião aumenta o número de coisas que, no mínimo, são inacreditáveis
Devem existir várias opiniões entre os militares no activo na reserva e na reforma mas não conheço quase nenhumas, ainda que me chegue notícia de uma grande revolta surda dentro do Exército, aquilo a que um amigo chama "dos muitos homens sérios".
Primeiro-Ministro, MDN e sobretudo este, voltaram a um discurso que me preocupa muito. 
Faz lembrar-me o ministro da propaganda do Sadam, sorridente para as câmaras e com os carros de combate a aparecer por trás, ou os momentos da brigada do reumático nos princípios de 1974.
 E volto a repetir o que escrevi no post anterior - em Portugal, quando as coisas correm mal, em determinada altura senão mesmo logo na fase inicial aparecem "os importantes" a realçar a necessidade de respeitar as instituições, o "sentido de Estado" e por aí fora. 
O que, sendo uma evidência, que constantemente no entanto desprezam até as coisas se complicarem, quando recorrem a estes argumentos uma das razões fundamentais é, acredito, ver se conseguem dominar a "fervura na panela". Amansar a fera.
Depois de, sobretudo, ouvir na TV um deputado do PS na AR em frente ás TV a atirar-se à oposição exactamente falando com aquele ar superior dos que tratam os assuntos sempre com grande rigor e elevação,  mais convicto estou que estamos num terreno muito perigoso, cada vez mais.
Acabei de ver o director do Expresso, com um sorriso assassino, coadjuvado por Sousa Tavares, dar claras indicações de que vários senhores (???) que agora arrotam arrogantemente, no fim desta semana talvez venham a mudar de cor.
Há ou não relatório? Claro que não, não há documento final, assinado, carimbado, com saída registada, a subir as hierarquias todas. 
Não há relatório oficial. Mas acham que somos todos ursos?
E por isso, António Costa, Azeredo Lopes, e uns pândegos deputados do PS dizem o que dizem.
E dizem que ao PR já foi tudo explicado!! 
Pois fiem-se na virgem! 
O que é que está a dar tanto gozo ao director do Expresso? Obviamente não sei.
Mas não é difícil de imaginar. 
Teve acesso a um documento de trabalho, daqueles que em estado já mais avançado circulam entre muita gente de diferentes departamentos e instituições e, portanto, não vão conseguir saber a origem da fuga. 
Documento onde se devem dizer muitas verdades (desde as coisas corriqueiras ás importantes) que ninguém quer assumir, desde há anos, e que devem atingir muitos militares/altas patentes e muitos governantes. E deve mostrar as podridões das estruturas, e este é talvez o cerne da questão.
Está cada vez mais à vista o resultado do que têm feito, há décadas, e concretamente desde 1992. 
Governantes PSD/PS/CDS e várias chefias militares. Desde 1992.
E reafirmo, o Presidente da República, até ao OE, está manietado. Mas vejam a cara dele, registem a escassez de palavras, a contenção.
Aposto que está muito irritado com tudo isto.
Reafirmo, o prestígio das instituições sempre a subir, particularmente quando ao fim de quase 3 meses NADA de concreto.
As instituições naturalmente sempre a funcionar. Dá gosto.


António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

NÃO, .....   ESTE NÃO FOI ROUBADO........
Afiançaram-me que não foi roubado.  
Ministro Azeredo Lopes pode estar descansado.
Foi cedido há anos para estar à entrada desta aldeia na Beira-Baixa, concretamente, em Penha Garcia.
António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)