Mostrar mensagens com a etiqueta roubo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta roubo. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

UM 2018 o MELHOR POSSÍVEL
São os meus votos, para todos os meus amigos, conhecidos, camaradas de armas, leitores deste e do meu blogue, com a saúde q.b. que é o melhor euromilhões da vida, com alegria, e lutando sempre por boa disposição.
E como há dias me dizia um amigo que prezo, dar algum trabalho aos talheres e copos e, digo eu agora, sempre com "temperança".
Quanto à boa disposição, hoje por exemplo fartei-me de rir com várias coisas. 
Uma foi com (entre muitas outras tiradas) a frase que ouvi esta manhã no rádio do carro - "Tendo estado nas Forças Armadas durante 28 anos, nunca vi a mínima inquietação quanto aos paióis, nunca houve problema", declarou" (D. Januário Torgal).
Pois, como é do conhecimento de muitos, e eu sou testemunha directa disso pois tive por mais de uma vez lidar "a posteriori" com situações de desaparecimento de armas por exemplo em 2003 e 2004, ao longo de décadas que tem infelizmente havido problemas diversos no respeitante a desaparecimento de material. 
Se alguém tivesse dúvidas bastaria tentar ver o histórico na PJM.
Furto, roubo, questões de inventários, isso é outra questão.
Numa coisa concordo com D. Januário: por exemplo, nos meus três anos de EMGFA em que inúmeras vezes confraternizei com camaradas de armas nas zonas atribuídas aos assessores do CEMGFA, nunca de facto ouvi falar ou detectei qualquer inquietação quanto a paióis.
António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

TANCOS, e para desanimar mais

Passados estes meses, quase cinco, passado este tempo sobre, o que disseram, aquilo em que se contradisseram, certas inqualificáveis declarações, certas palavras serem sagradas, murros no estômago, ódiozinhos entre departamentos do Estado, audições várias na AR, relatórios que seriam produzidos, apuramento de responsabilidades, material de guerra devolvido para uma mata incluindo umas "caixinhas inofensivas" de que desconheciam a existência ou seja não estavam inventariadas e isto depois de denúncia anónima ao que parece para GNR de Loulé, insistências por parte da AR, o PM a lembrar “à justiça o que é da justiça"  e outras “boutades” do género e o PR a exigir o apuramento de tudo mas tudo mesmo com muitas dores, o que é que eu tenho presente?

Concluo que:
> O “furto” (??) terá ocorrido a 28 de Junho passado, e só passadas mais de 24 horas começaram a reagir certos departamentos do Estado, departamentos pomposamente estabelecidos em lei, mas que, na maioria dos casos mais não são que sacos de vento, inócuos, uns faz-de-conta;
> Depois de 28 de Junho, muitos foram para os jornais, muitos foram à AR, muitas visitas a Tancos, várias encenações em frente das câmaras de TV; algumas, bem infelizes;
> Finalmente, o Exército entregou à comissão parlamentar de defesa (CPD) alguma documentação, classificada e, parece, nunca virá a público; nem se dão ao trabalho de identificar os títulos de cada documento, o que é esclarecedor sobre a transparência e verticalidade desta gentinha toda; 
> o comandante do Exército foi de novo ouvido na AR; o inenarrável presidente da CPD parece estar muito satisfeito com o que ouviu, ao ponto de dizer que foi muito esclarecedora a audição, e que houve muita transparência (só dá vontade de rir), e que a documentação recebida respeita ás averiguações internas no Exército; 
> ainda assim, este “presidente” deixou cair que não deve haver hesitações quanto à investigação, ao debate e procura de soluções para que não volte a acontecer (POIS!!!),  e recusou-se a antecipar se a Comissão da Defesa poderá vir a revelar as conclusões da investigação em curso. Garantiu ainda que a comissão vai continuar a querer ver tudo esclarecido, como insistentemente tem pedido o Presidente da República (só dá vontade de rir);
> continua a nada se saber sobre o que falhou; a óbvia conclusão de qualquer pacóvio é - vão continuar a esconder os erros e poucas vergonhas
> para lá de outras vertentes, também designadamente quanto a transparência, este processo todo incluindo os seus protagonistas, é  mais um eloquente exemplo daquilo em que Portugal se transformou.

Para terminar, vou ficar à espera das reações do PR/ Comandante Supremo das FA. O tal que tem memória de elefante, que exige o apuramento de tudo até ás últimas consequências, doa a quem doer.
Pessoalmente estou convicto de que vai continuar a fazer sorriso amarelo, a dizer laconicamente que aguarda os resultados das investigações do MP, PJ, PJM, e que o PM, o MDN e o CEME já o informaram sobre o apuramento das averiguações internas no Exército e não há mais nada a dizer sobre isto.

Repito o que já perguntei antes:


Serei só eu que sinto cada vez mais vergonha?

Repito, sou só eu?
Pelos silêncios habituais presumo que não sou só eu.
Corro o risco de estar enganado?

António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

CADA VEZ SINTO MAIS VERGONHA
Cada vez me sinto mais envergonhado. 
No que têm transformado o meu País.
Leio os jornais de hoje, notícias sobre certas inacreditáveis declarações.
Leio comentários a essas notícias. Leio opiniões violentas.
Leio o silêncio sepulcral, desde o primeiro da hierarquia segundo a Constituição desta República, até abaixo.
Serei só eu que sinto vergonha, cada vez mais vergonha?
Sou só eu?  
Repito, sou só eu?
António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

AINDA TANCOS.......(1)
Lamento, mas não consigo calar-me. 
Olho ao passado, ao presente, aos últimos dias, e a revolta interior aumenta.  E aumentam as coisas que, sendo militar, me deixam muito envergonhado.
O que nem sempre é boa conselheira mas, continuo convicto, não devo ter escrito só disparates. 
Salvo melhor opinião aumenta o número de coisas que, no mínimo, são inacreditáveis
Devem existir várias opiniões entre os militares no activo na reserva e na reforma mas não conheço quase nenhumas, ainda que me chegue notícia de uma grande revolta surda dentro do Exército, aquilo a que um amigo chama "dos muitos homens sérios".
Primeiro-Ministro, MDN e sobretudo este, voltaram a um discurso que me preocupa muito. 
Faz lembrar-me o ministro da propaganda do Sadam, sorridente para as câmaras e com os carros de combate a aparecer por trás, ou os momentos da brigada do reumático nos princípios de 1974.
 E volto a repetir o que escrevi no post anterior - em Portugal, quando as coisas correm mal, em determinada altura senão mesmo logo na fase inicial aparecem "os importantes" a realçar a necessidade de respeitar as instituições, o "sentido de Estado" e por aí fora. 
O que, sendo uma evidência, que constantemente no entanto desprezam até as coisas se complicarem, quando recorrem a estes argumentos uma das razões fundamentais é, acredito, ver se conseguem dominar a "fervura na panela". Amansar a fera.
Depois de, sobretudo, ouvir na TV um deputado do PS na AR em frente ás TV a atirar-se à oposição exactamente falando com aquele ar superior dos que tratam os assuntos sempre com grande rigor e elevação,  mais convicto estou que estamos num terreno muito perigoso, cada vez mais.
Acabei de ver o director do Expresso, com um sorriso assassino, coadjuvado por Sousa Tavares, dar claras indicações de que vários senhores (???) que agora arrotam arrogantemente, no fim desta semana talvez venham a mudar de cor.
Há ou não relatório? Claro que não, não há documento final, assinado, carimbado, com saída registada, a subir as hierarquias todas. 
Não há relatório oficial. Mas acham que somos todos ursos?
E por isso, António Costa, Azeredo Lopes, e uns pândegos deputados do PS dizem o que dizem.
E dizem que ao PR já foi tudo explicado!! 
Pois fiem-se na virgem! 
O que é que está a dar tanto gozo ao director do Expresso? Obviamente não sei.
Mas não é difícil de imaginar. 
Teve acesso a um documento de trabalho, daqueles que em estado já mais avançado circulam entre muita gente de diferentes departamentos e instituições e, portanto, não vão conseguir saber a origem da fuga. 
Documento onde se devem dizer muitas verdades (desde as coisas corriqueiras ás importantes) que ninguém quer assumir, desde há anos, e que devem atingir muitos militares/altas patentes e muitos governantes. E deve mostrar as podridões das estruturas, e este é talvez o cerne da questão.
Está cada vez mais à vista o resultado do que têm feito, há décadas, e concretamente desde 1992. 
Governantes PSD/PS/CDS e várias chefias militares. Desde 1992.
E reafirmo, o Presidente da República, até ao OE, está manietado. Mas vejam a cara dele, registem a escassez de palavras, a contenção.
Aposto que está muito irritado com tudo isto.
Reafirmo, o prestígio das instituições sempre a subir, particularmente quando ao fim de quase 3 meses NADA de concreto.
As instituições naturalmente sempre a funcionar. Dá gosto.


António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)

domingo, 24 de setembro de 2017

AINDA TANCOS.......
Passaram basicamente três meses.
Daí para cá passaram-se as coisas mais inacreditáveis, do meu ponto de vista, naturalmente.
Ao nível do, Governo, do Primeiro-Ministro, do ministro da tutela, do CEMGFA, do Exército, do CEME.
Neste magnífico lote incluo, a AR e em particular alguns deputados designadamente do PS e, também, a sempre inefável e fantástica comissão parlamentar de defesa que, nos meus anos de EMA, conheci alguma coisa e então já com alguns dos protagonistas/ dinossauros que ainda por lá andam/ se arrastam.
É sabido, por outro lado, que o PR "arrastou" o MDN por mais do que uma vez para irem de supetão a TANCOS.
Escreveu-se e falou-se: vários comentadores e comentadeiras, jornalistas, blogues,  a AOFA, militares isoladamente (muito poucos e entre eles eu por mais do que uma vez).

No que me respeita, nos vários posts aqui e no meu blogue, procurei raciocinar o mais friamente possível e ter presente a experiência profissional (onde, para o caso em apreço relevam os anos com ligação frequente ao MDN, ao EMGFA, aos serviços de informação, aos seis anos de EMA, a camaradas do Exército, aos inúmeros briefings de CEMA's, CEMGFA's, ás aulas no ex-CSNG). 
Como com todos acontece, algumas das coisas que escrevi e deixei para ponderação por parte de outrem serão discutíveis.
Mas, continuo convicto, grande parte pode ter a ver com realidades.
Em Portugal, quando as coisas correm mal, em determinada altura senão mesmo logo na fase inicial aparecem "os importantes" a realçar a necessidade de respeitar as instituições, o "sentido de Estado" e por aí fora.
O que, sendo uma evidência que constantemente no entanto desprezam até as coisas se complicarem, quando recorrem a estes argumentos uma das razões fundamentais é, acredito, ver se conseguem dominar a "fervura na panela". Amansar a fera.
No caso Tancos, entre realidades lamentáveis de inventários  muito provavelmente deficientes há anos, de material que possa ter ou não entrado em paióis, de possível conivência entre militares e malfeitores de inúmeras categorias, de desleixo e degradação de instalações que em alguns casos serão pouco ou nada justificáveis com os cortes anuais vergonhosos nos orçamentos para as FA, creio que coexiste outro nível a considerar. Um nível com vários patamares. Se quiserem, em vez de níveis, outros ingredientes neste prato requentado de que Tancos é/ foi um caso.

Nesses ingredientes podemos ter (e aqui entra a veia de cozinheiro que condimenta mais ou menos ricamente o que está a confeccionar), lutas de galos da mesma capoeira não só mas também  por causa da politização asquerosa do processo de nomeação de chefias, lutas políticas partidárias e ainda intra-partidárias (há sempre quem anseie chegar a ministro ou subir mais dentro do partido) e não me alongo mais porque há pano para muitas mangas.
Talvez ainda abordar um ingrediente tipo "picante forte, tipo jindungo", e que é a existência de alguns com instinto político não sendo políticos, enquanto outros não passam de saco cheio de vento. E, no presente nacional, é frequente a tentativa de mudar/ subir e deixar o lugar que está a ficar quente.
Nesta coisas de culinária, e concretamente em doçaria, a cereja em cima do bolo é coisa frequente. 
No caso vertente poderá considerar-se a irritação crescente, visível, do PR, que já se terá apercebido da desgraça que grassa dentro do seu "reino" de comandante supremo, como está consciente das várias desgraças dentro do seu "reino" de PR ou seja, está seguro espero eu, de que infelizmente a nossa estrutura global está podre há décadas, e isto pode desmoronar-se um bocado.
Mas não chegavam estas todas preocupações, vem o Expresso e faz quase pior que o louco da Coreia do Norte.
Li e por mais de uma vez. 
Ontem, ao fim do dia, depois de jantar com filhos e netos e regressar a casa, deparo com um desenvolvimento que, no mínimo, rotulo de inesperado, mas não espantoso, pois quase nada me espanta.
Se li bem, o EMGFA desmente que exista um relatório/documento referido pelo Expresso mas que o semanário já veio reiterar que tem e até diz que são 63 páginas, creio. 
Claro que todos os titulares de órgãos de soberania desconhecem.
Claro que todas as chefias militares desconhecem.
Claro que todos os organismos intervenientes nestas coisas desconhecem.
Olhando á legislação em vigor, e tendo presente que o Expresso escreveu - serviços de informações militares - olha-se imediatamente para o CISMIL. O EMGFA diz que não foi. 
Será legítimo imaginar que pode ter sido alguém em jogada arriscada tipo "freelancer", uma vez que creio o CISMIL se espalha por mais de um andar naquele edifício ao Restelo, e nem toda a gente conhecerá todos os cantos à casa?
Neste mundo louco tudo é possível imaginar.
Ou será Balsemão, aflito que anda com as dívidas à banca, a querer puxar pelas tiragens/ vendas?
Neste mundo louco tudo é possível imaginar. Apesar disto, descarto intervenção de Putin!!!!
Bom o post vai logo, e feito propositadamente em jeito de "brainstorming", com larachas, com aspectos mais sérios.
Para finalizar esta "salganhada", recordo-me que foi dito nos OCS que, por causa da "ópera bufa" Tancos, estarão envolvidos no caso, o MP, a PJM, a PJ, o MDN a diferentes níveis quer no ministério quer nas FA e em particular o Exército.
O PR estará muito atento e cada vez mais irritado e a pressionar, e admito que após aprovação do OE as coisas vão ficar mais complicadas para António Costa, Azeredo Lopes,  CEMGFA e CEME.
Acresce, que de certeza que olharam e estarão a olhar para tudo isto, o Conselho de Fiscalização do SIRP (dependência da AR), o Conselho Superior de Informações (PM, ministros etc etc), o Secretário-Geral do SIRP (dependência do PM), e os SIED e SIS.
E, portanto, toda a gente a olhar para toda a gente.
Relatórios vários, super secretos, certo?
Tudo célere, certo?
Portugal no seu melhor. 
E o prestígio das instituições sempre a subir.
E as instituições sempre a funcionar.
Como se vê, com o PM, dentro do MDN que tem entre outras coisas uma inspeção para inspecionar, dentro do CEMGFA que tem uma hierarquia (e inspeções?), dentro do Exército que tem uma hierarquia (e inspeções, certo?), e, mais para o fim da linha, final e felizmente, um capitão, um sargento, um cabo!!!
António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

NÃO, .....   ESTE NÃO FOI ROUBADO........
Afiançaram-me que não foi roubado.  
Ministro Azeredo Lopes pode estar descansado.
Foi cedido há anos para estar à entrada desta aldeia na Beira-Baixa, concretamente, em Penha Garcia.
António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)