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quinta-feira, 1 de outubro de 2020

RECOMENDAÇÃO do MDN CRAVINHO JR

LINGUAGEM,  INCLUSIVA,  NÃO HOMOFÓBICA, 
NÃO SEXISTA,  NÃO DISCRIMINATÓRIA

Fardamento
Casaco - Casaca
Casaco de Luxo - Casaca de Luxo
Calços - Calças
Peúgos - peúgas
Cuecos - Cuecas
Botos - Botas
Sapatos - Sapatas
Chinelos - Chinelas
Boné - Bonéa
Boino - Boina
Lenço - Lença
Camiso - Camisa
Gravato - Gravata

Armamento e diversos
Balo - Bala
Munição - Muniçoa
Espingardo - Espingarda
Metralhadoro - Metralhadora
Missil - Missila
Granado - Granada
Explosivo - Explosiva
Paiol - Paiola
Armazém - Armazema
Avião - Avioa
Helicóptero - Helicóptera
Navio - Navia
Oficial - Oficiala
Sargento - Sargenta
Cabo - Caba
Praço - Praça
Aluno - Aluna
Camarato - Camarata
Medalhos - Medalhas
Louvor - Louvora
Veículo - Veícula
Camião - Camiona
Armário - Armária
Secretário - Secretária
Diplomo - Diploma
Chefe - Chefa
Almirante - Almiranta
General - Generala
Documentos - Documentas
Memorandos - Memorandas
Directivo - Directiva

Escrita, Oralidade, Imagem
Coordenador - Coordenadora 
(mas utilizar de preferência - a coordenação)
Sejam bem vindos - Sejam bem vindas (mas utilizar de preferência a expressão boas vindas a todas as pessoas)
Homens - Mulheres (as mulheres devem estar permanentemente visíveis, pois há o receio das mulheres podem ficar invisíveis como até aqui se verificava na linguagem)
Relações Públicas - evitar usar esta expressão, pois pode ser entendida como insinuação sexista ainda por cima em público; usar de preferência - informação a passar aos nossos amigos jornalistos e jornalistas
CONVITES - evitar usar este termo pois pode ser mal entendido
FOTOGRAFIA - escolher sempre o lado mais radioso e jeitoso dos fotografados e das fotografadas, não se devendo fotografar só um homem ou só uma mulher
CLASSE Política - evitar usar esta frase, pois os exemplos de falta de classe são inúmeros
CRECHES nas UNIDADES- evitar referir este assunto pois ainda não há relatório preliminar sobre esta anunciada decisão

António Cabral
cAlmirante, reformado
(marrevoltado.blogspot.pt)

terça-feira, 29 de setembro de 2020

DIRECTIVAS do MDN

(retirado da TSF online, suponho que não é "fake news")

Comunicação inclusiva." Governo quer militares a usar linguagem não discriminatória

Diretiva enviada ao Estado-Maior-General das Forças Armadas e aos três ramos militares prevê que política de comunicação seja "inclusiva em todos os documentos oficiais". Regras aplicam-se não só à escrita, mas também à oralidade e à imagem.


© Maria João Gala/Global Imagens
PorFilipe Santa-Bárbara
29 Setembro, 2020 • 06:45

Em vez de escrever "o coordenador", deverá utilizar-se "a coordenação", em vez de "os participantes", "quem participa", ou até o "sejam bem-vindos" deve ser trocado por "boas vindas a todas as pessoas". Estes são apenas três exemplos que constam da diretiva enviada pelo Ministério da Defesa Nacional ao Estado-Maior-General das Forças Armadas e aos três ramos militares.

No documento a que a TSF teve acesso e que é datado de 18 de setembro, o Ministério nota que "na língua portuguesa é comum o recurso à utilização do género masculino para designar as pessoas de ambos os sexos, o que gera indefinições quanto às pessoas, homens e mulheres a que se refere, e torna as mulheres praticamente invisíveis na linguagem".

Por isso, tendo em conta recomendações internacionais (e também nacionais) e para fazer cumprir o plano setorial da Defesa Nacional para a Igualdade 2019-2021, é agora produzida esta diretiva para que a linguagem seja o mais inclusiva e não discriminatória possível.

No plano com 16 páginas, lê-se que o objetivo é "salientar a importância para a utilização de linguagem sensível ao género, dar a conhecer exemplos práticos que previnam a utilização de linguagem discriminatória e contribuir para a eliminação dos estereótipos existentes".

As orientações destinam-se a todos os documentos oficiais, nomeadamente, "decisões de dirigentes e chefes militares e respetivas comunicações internas e externas, incluindo ofícios; informações, pareceres, memorandos e outros documentos de suporte à decisão; instrumentos de gestão; documentos relativos ao recrutamento e à gestão de pessoal; apresentações institucionais e materiais usados em sessões de formação e apresentação; e ainda na comunicação e relações públicas" que engloba entre outras coisas, guiões para cerimónias públicas, convites ou a comunicação nas redes sociais.
Das palavras às fotografias: como tornar a comunicação mais inclusiva

No capítulo da comunicação escrita, a diretiva do governo recomenda que se utilizem as estratégias da "neutralização ou abstração" e da "especificação". Ou seja, no primeiro caso a ideia passa por substituir palavras e expressões por termos neutros: preferir, por exemplo, "data de nascimento" a "nascido em" ou "a classe política" em substituição de "os políticos".

Mas os exemplos seguem com a substituição de nomes por pronomes invariáveis ou outras soluções alternativas. Vamos aos exemplos: em vez de "não recrutará um candidato que..." deverá utilizar-se "não recrutará alguém que..." ou até um "obrigado pela sua colaboração" pode ser substituído por "agradecemos a sua colaboração".

Já a "especificação" é apontada como a "solução a evitar sempre que é adequado recorrer à neutralização ou abstração, uma vez que tem o inconveniente de tornar os textos mais longos e menos elegantes". Ainda assim, a diretiva esclarece que, "num texto inclusivo, nem sempre é possível" evitá-la.

Ora, a especificação do género deve ser privilegiada nomeadamente nos textos relativos a recrutamento de pessoal, formulários administrativos ou alocuções em textos em que o orador pretende vincar que se dirige a homens e mulheres.

Aqui devem ser utilizadas ou as formas duplas ("Estas instalações destinam-se a alunos e alunas..."), a menção "m/f" ou o uso de barras ("O/A") e nunca os parênteses porque, nota o documento, "estes indicam a introdução no texto de um elemento secundário, o que seria contrário ao objetivo de respeitar a igualdade de género".

Também na comunicação visual, as Forças Armadas devem ter em atenção a escolha de imagens que reflitam a diversidade, por exemplo, uma fotografia onde se possam ver mulheres e homens a trabalhar em conjunto.

Mais: imagens que "mostrem pessoas de géneros diferentes em papéis de igual valor", que tenham "homens e mulheres em atividades relevantes", que valorizem a "presença do sexo sub-representado" ou onde seja valorizado que a "instituição não tem preconceitos de género" que, no caso, é ilustrado com uma fotografia de um homem e de uma criança e descrita como "em funções de cuidados familiares".

Sem estipular datas para começar a ter em atenção à linguagem, a diretiva do Ministério da Defesa apenas sublinha que o documento deve ser "divulgado por todas as pessoas da organização". Ou seja, pelo Estado-Maior-General das Forças Armadas e respetivos ramos.

António Cabral

cAlmirante, reformado

(marrevoltado.blogspot.pt)


Ps: enquanto trata deste importante assunto,  Cravinho Jr tem na área em que formalmente superintende, uma desastrosa situação no Arsenal do Alfeite, uma crescente inoperacionalidade da esquadra nacional, bastando apenas ir ao AA e ver o que lá está. E enquanto isto é produzido, olhe-se ao que se passa nos outros ramos também. Olhe-se ás cativações, etc.