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quarta-feira, 14 de agosto de 2024

PASSADO
Como me recordou um bom amigo Domingo passado, antes de eu partir para o velório em Cascais, "o passado não é o que vai passando mas o que vai ficando".

Além disso, e entre muitas outras coisas importantes, importa reter que "aqueles que passam por nós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós".

António Cabral
Calm, ref.
(marrevoltado.blogspot.pt)

domingo, 28 de abril de 2024

Amizade

Não tem preço. 
Tem valores.
Tem memória. 
É, e foi construída.
O passar dos anos enriquece-a.
O silêncio nunca a apaga.
Os lábios também falam mesmo quando em silêncio prolongado.

Amizade e a consideração não se observam com os olhos.

Mas estão "lá", independentemente da idade, da carreira, das ideias,  da forma como se vê e de como se entende o mundo.

Tenham um bom Domingo
Saúde. 
E não digo mais, pois pintassilgos não são pardais.

António Cabral

Ps: a este propósito e como bem recordado por quem bastante considero, pode fazer-se uma analogia entre a "Amizade genuína" e o conceito de "Passado", e que é esta:

O Passado não é o que passa, é o que vai ficando.

E não tendo relação directa com Amizade e Passado, assalta-me a recordação de Cultura, que é o que fica depois de se esquecer tudo o que foi aprendido.

sexta-feira, 25 de novembro de 2022

PERCEPÇÃO  e  VERDADE

A percepção pode mudar, a verdade nunca muda!

Tenham um bom fim de semana.

António Cabral
Calm, ref
(marrevoltado.blogspot.pt)

sexta-feira, 25 de março de 2022

Do Diário de Notícias

Gouveia e Melo demolidor em mensagem aos fuzileiros: "Não queremos arruaceiros na Marinha!"

Duro e emotivo, o Almirante Chefe de Estado-Maior da Armada falou ao corpo de fuzileiros por causa do homicídio do agente da PSP, pelo qual estão dois militares desta unidade detidos. "Fábio Guerra era a nossa pátria", declarou

Almirante CEMA : "Os acontecimentos de sábado já mancharam as nossas fardas"

No dia em que foi a enterrar o agente da PSP Fábio Guerra, nesta quinta-feira na Covilhã, o Chefe de Estado-Maior da Armada (CEMA) juntou o corpo de fuzileiros e fez uma alocução demolidora sobre princípios, valores e, principalmente sobre quais são as linhas vermelhas para servir o País na Marinha.

Duro, o Almirante Gouveia e Melo não escondeu a sua profunda desilusão por ver militares de elite como são os fuzileiros envolvidos neste homicídio.

"Os acontecimentos do último sábado já mancharam as nossas fardas, independentemente do que vier a ser apurado. O ataque selvático, desproporcional e despropositado não pode ter desculpas e justificações nos nossos valores, pois fere o nosso juramento de defender a nossa Pátria. O agente Fábio Guerra era a nossa pátria, a PSP e as Forças de Segurança são a nossa Pátria e nela todos os nossos cidadãos", sublinhou.

Na intervenção, filmada em vídeo, Gouveia e Melo lembrou que tem "os fuzileiros como a força de elite da Marinha", com quem trabalhou "braço com braço nas operações de inserção e exfiltração do Destacamento de Ações Especiais (DAE) enquanto submarinista", com quem operou "com o pelotão de abordagem inúmeras vezes enquanto comandante da Vasco da Gama", com quem esteve "nos terríveis acontecimentos de 2017 e em Pedrógão", a quem viu "atuar em situações de catástrofe, ou no simples apoio às populações", a quem reconhece "profissionalismo, qualidades militares, generosidade e dedicação".

No entanto, naquele momento, tinha de partilhar o que sentia "na sequência de desacatos que resultaram no falecimento do Agente da PSP Fábio Guerra, na madrugada do último sábado".

Lamentou "ver fuzileiros envolvidos em desacatos e em rixas de rua", o que "não demonstra qualquer tipo de coragem militar, mas sim fraqueza, falta de autodomínio, e uma necessidade de afirmação fútil e sem sentido".

Lobos na selva, cordeiros em casa

E continuou, perante uma plateia atenta que esgotava o auditório da unidade: "Já ouvi vezes demais que não se pode ter cordeiros em casa e lobos na selva, eu digo-vos enquanto comandante da Marinha que se não conseguirem ser isso mesmo, lobos na selva, mas cordeiros em casa, então não passamos de um bando violento, sem ética e valores militares, sem o verdadeiro domínio de nós próprios e se assim for não merecemos a farda que envergamos, nem os 400 anos de história dos Fuzileiros".

O CEMA apelou aos militares que fossem "corajosos e firmes no mar, nas selvas, nos desertos, nas praias, quando o inimigo nos flagela, quando tudo nos parece perdido e reagimos, mas não em pistas de discotecas, em rixas de rua, em disputas de gangues".

"Quando vejo alguém a pontapear um ser caído no chão, vejo um inimigo de todos nós, os seres decentes, vejo um selvagem, vejo o ódio materializado e cego, vejo acima de tudo um verdadeiro covarde"

Enquanto militares, asseverou, "não somos movidos pelo ódio, pela raiva, mas por amor a algo maior que os nossos próprios seres, algo tão superior que estamos sempre prontos a sacrificar-nos por isso. Nestes valores militares não há espaço para o desprezo pela vida alheia, nem pela indiferença e sofrimento alheio, ou para qualquer tipo de crueldade. Quando vejo alguém a pontapear um ser caído no chão, vejo um inimigo de todos nós, os seres decentes, vejo um selvagem, vejo o ódio materializado e cego, vejo acima de tudo um verdadeiro covarde"
.


Na minha opinião naturalmente, palavras duras e certeiras que são indispensáveis serem pronunciadas em tempo útil como agora o CEMA fez e bem, e são o mínimo do que deve ser dito. 
Palavras que também se aplicam a outros selvagens vários que por aí andam à civil.

Palavras que, na minha opinião naturalmente, pelo que se vê, incapazes de em tempo útil sair da cabecinha dos que têm lágrima fácil ao canto do olho e lamentam sempre tudo mas ficam por aí.
António Cabral
Contra-Almirante, reformado
(marrevoltado.blogspot.pt)

terça-feira, 18 de agosto de 2020

Nas Minhas Andanças pelo País
Dei com estas homenagens envolvendo a Marinha (Marinha de Guerra Nacional) e os "Benqueridos" (cidadãos da aldeia de Benquerença, concelho de Penamacor), homenagens prestadas em 2012 e 2013.
António Cabral
cAlmirante, reformado
(marrevoltado.blogspot.pt)

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

SACA-ROLHAS
Por razões da vida tenho alguns saca-rolhas antigos, mas mesmo muito antigos; seriam pelo menos dos pais do avô da minha mulher, que faleceu em 1972 com 84 anos.
Vem isto a propósito de andar a re-arrumar armários e aparadores e lembrar-me que talvez com saca-rolhas se conseguisse arrancar algum módico de honestidade intelectual e política aos gabirus que por aí azucrinam os ouvidos dos cidadãos. Deixo 3 exemplos.
António Cabral
cAlmirante
(Chapéus há muitos)

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

TEMAS do PRESENTE e ANTECIPAR COISAS do FUTURO

A segurança, a justiça, o bem estar, de todos, da sociedade, são conhecidos e clássicos objectivos a prosseguir.

Não são temas navais, mas o estiolar deles repercute-se, a todos os níveis na sociedade, Forças Armadas incluídas.
Como se vai observando, há décadas.

A história não se repete! Não?
E a infelicidade das pessoas e dos povos?
Alguns dos camaradas de armas, alguns dos fundadores, alguns dos estimados visitantes deste blogue conhecerão já o título supra.

Na sequência de um honroso convite do blogue “ Delito de Opinião”, escrevi um texto com esse título e que eles acolheram e publicaram em 30 de Janeiro.
É uma modesta reflexão sobre a nossa sociedade, discutível como tudo, onde medito sobre o estado em que estamos, em que medito sobre as minhas crescentes preocupações de cidadão.
Como sempre, posso estar equivocado aqui ou ali, e respeito, sempre, as opiniões de outrem. Oxalá respeitem outros as minhas.

António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)
( manhoso fotógrafo amador)

quinta-feira, 16 de março de 2017

REFLEXOS
Alguns julgam que o reflexo é o barco.
Depois afogam-se.


António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)

domingo, 1 de janeiro de 2017

MEMÓRIAS
Todos temos memórias, umas boas, outras assim assim, várias más. Todos certamente nos lembramos de coisas passadas nos tempos da nossa meninice.
Olho para o presente, para o Portugal contemporâneo, para o que se vai passando dentro das Forças Armadas, para o tratamento lamentável que prosseguem dando aos militares, e questiono-me.
Longe vão os tempos em que havia alguma ponderação relativamente a certos aspectos da vida dos cidadãos.
Se no passado mais longínquo existiram atrasos, pouco desenvolvimento, exploração, desigualdades gritantes, falta de liberdade, a verdade é que também havia quem tivesse consciência cívica, e preocupações com o seu semelhante.
Muitas décadas atrás, e sei concretamente do que falo, um jovem médico no interior Beirão teve que sair da cidade de distrito pois com dois filhotes e mulher o sustento da casa estava a ser menos fácil, dado que as borlas era constantes.
Além de outras decisões, quem não tinha rádio não pagava nada. Quem já tinha, pagava a consulta.
Alguns anos mais tarde, o critério evoluiu, quem tinha carro pagava, quem tinha carroça ou galera ou não pagava ou quase não lhe levava escudo algum.
Tempos, memórias.

António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Ainda sobre os Comandos

Sobre a tragédia ocorrida recentemente durante o 127º curso de comandos ouvi/ li posições do MDN, de porta-voz do Exército, da AOFA, de militares já fora do activo, de jornalistas. E as barbaridades de certos políticos (??) que pensam ainda estar no tempo em que os progenitores e amigos assaltavam. Creio que houve reportagens nas TV, que não vi.

Li - "não são aceitáveis mortes em instrução”. A responsabilidade pelo que sucedeu pode ser, certamente, atribuída a mais do que um factor, circunstância. 
Tal como nos acidentes nas estradas ou no mar, as tragédias ocorrem porque se somaram num dado momento várias componentes que, isoladamente, só por si, provavelmente não causariam o despiste na estrada ou o virar da embarcação.
Mas só em Portugal é que subsiste esta tonteria - "ah, a estrada estava molhada" - ou - "ah, houve um golpe de mar".
Adaptar por exemplo a velocidade do veículo ás condições meteorológicas e ao tipo de carga transportada,…………. ah, isso não interessa para nada.
No plano do “achismo”, a única coisa que acho de facto é que são inaceitáveis as mortes e que é indesmentível que certas profissões tem inerente o risco de vida.
Do que me apercebi posteriormente sobre a tragédia, saltou-me também à vista um artigo do jornalista Manuel Loff de 17 de Setembro passado, publicado no jornal Público.
Face ao que se conhece pelos media, a que é preciso dar um desconto enorme, ENORME, o parâmetro médico é capaz de ter uma elevada cota de responsabilidade no caso. 
Como cidadão gostava de ver esclarecido, publicamente, tudo acerca das inspeções médicas, para ingresso no Exército, para seleção para tropas especiais, que meios humanos com adequada e específica preparação e meios logísticos existiam em apoio directo ao curso, e que estrutura estava preparada para acorrer a situações inesperadas. Que alertas testados com o INEM, por exemplo. Em Alcochete e no Montijo, existem ambulâncias. De Alcochete ou do Montijo ao campo de tiro leva-se muito pouco tempo de veículo (sei do que estou a falar). 


Existe a Base Aérea do Montijo, onde estão sediados os helicópteros de busca e salvamento que, tanto quanto julgo, podem levar doentes em situação crítica a hospitais. Creio também que o INEM tem helicóptero.
Ainda no plano da saúde, se uma doença congénita é difícil de detectar, pela experiência que tenho com familiares, há exames que detectam por exemplo facilmente certos problemas nos vasos sanguíneos.
Portanto, no plano saúde/médico creio que será perfeitamente possível identificar causas e daí tirar conclusões e responsabilidades concretas.
Avançar, apenas no plano teórico e de forma decente e civilizada com a remota possibilidade de eventuais usos de estimulantes, não é coisa que me ofenda nem choca, exactamente porque o que vi escrito estava num plano de ponderação respeitosa.
Depois, e ainda no plano dos cuidados médicos, o que veio a público denunciado quanto ao estado do Hospital das Forças Armadas, sem urgências e etc, é bem revelador do estado deplorável a que Portugal chegou em certas áreas, neste caso, na Instituição Militar. Mas, para alguns dos que se indignam agora muito, será bom lembrar que nada da lastimável situação foi concebida e executada apenas pelo anterior MDN Aguiar hífen Branco. 
E, já agora, alguém com os pés na terra, pensa possível que neste País cada vez mais de faz de conta, alguma vez esse homem será responsabilizado, a sério? 

Foi trabalho político, e certamente baseado em muita assessoria e documentação assinada naquele ministério por responsáveis civis e militares. E houve visitas e inaugurações. E pelas fotografias, sempre todos sorridentes.
Olhando ao artigo já supra mencionado, de Manuel Loff, o jornalista enxofra-se muito com a apontada remota possibilidade de usos de estimulantes. Como não tenho a certeza a que coisa concreta se refere, direi apenas que o que vi escrito pelo MGeneral Carlos Branco nada me chocou exactamente porque me pareceu como acima descrevi.
Quanto ao resto do artigo de Loff, em que não me espanta o estilo dada a pessoa, no que se refere a fanfarronices e ao elencar de casos passados e ao apontar de páginas oficiais de certas instituições, creio que lhe assiste uma boa parte da razão nos comentários.
E há sobretudo uma coisa em que com ele concordo, quando escreve que - paga para ver - quanto à questão do apuramento de tudo até ás últimas consequências.
Se apreciei e aprecio as posições equilibradas que se ouviram sobre este muito triste assunto, a realidade é que o histórico deixa imensas incertezas.
E quando alguns brandem a imagem dos escuteiros nem reparam que, parece-me, se colocam num patamar equivalente de sentido oposto ao daqueles e daquelas que irresponsavelmente clamam pelo fim dos Comandos e, no intimo, certamente do Exército e das Forças Armadas.
Parece-me muito avisado e justamente referido o que adiante coloco, porque em minha opinião também isso deve fazer parte da vida contemporânea sem que signifique beliscar valores fundamentais e sem perder de vista a necessidade de preservação de instituições - ……."Rever permanentemente decisões já tomadas, seguir num destino diferente, duvidar das soluções actuais, enfrentar problemas novos são actividades obrigatórias"……..
Pago também para ver como tudo se vai passar. 

É que se vier a acontecer como anteriormente, com conclusões reservadas, inconclusivas, sem explicação concreta ás famílias dos falecidos, (que indemnizações?) etc, as garantias de peito feito do PR do PM e do MDN irão aumentar a certeza de que gradualmente caminhamos para o estado lamentável dos vários países dentro de Portugal. O palaciano e das mesuras, e o da dura realidade, como no passado não muito longínquo.

António Cabral

cAlmirante, reformado
(chapéus há muitos)

quinta-feira, 10 de março de 2016

Numa época em que.......

> Numa época em que se sucedem cada vez mais coisas estranhas.....
> Numa época de NEO isto e aquilo............
> Numa época de coerências como as que ontem parece terem acontecido, nada de aplausos mas ir aos comes e bebes que a vida não está fácil......
> Numa época de contrastes entre SE e QUANDO.......
> Numa época em que a chuva e o vento não querem dar algum descanso......

Não é de espantar que se encontrem as coisas mais curiosas!!!
Aconteceu-me hoje, durante a caminhada matinal!!
Homem do mar, habituado a "ferros" nunca tinha visto um ferro "NEO almirantado"....eh....eh....


António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)