. . . . sii sempre gentile e umile . . . .
ricorda, signori si nasce, non si diventa!
Totó
Saúde. Boa sorte.
Calm, ref
(marrevoltado.blogspot.pt)
A MINHA CURIOSIDADE, O MEU PRAZER POR VIAJAR NO MEU PAÍS, PARTICULARMENTE PELOS INTERIORES TANTOS E TÃO VARIADOS E ALGUNS OU MESMO MUITOS TÃO DESPREZADOS, OBSERVAR A CULTURA, A ARQUITECTURA, O DESORDENAMENTO TERRITORIAL, AS GENTES E A FALTA DELAS EM TANTO SÍTIO, LEVA-ME A QUERER PROSSEGUIR, CADA VEZ MAIS, NESTE PORTUGAL TÃO MALTRATADO, ONDE ALMEIDA GARRET FOI, NO SEU TEMPO, UM MESTRE DE VIAJANTES.
EU VIAJO COM A MINHA BELA NIKON, SEMPRE.
António Cabral
VOU ALI ….
Já volto, se Deus quiser.
Isto para dizer que, na manhã de 3 de Junho, pelas 0700 horas, entrarei no hospital para ser submetido a uma intervenção cirúrgica.
Teoricamente, é daquelas que não é complicada, alguns até dizem até que é basicamente rotina. É colocar uma rede e pronto!
Diz-me a experiência de vida que às vezes as coisas não correm como se espera. Isto de faca tem muito que se lhe diga, mesmo quando não é cirurgia complicada, pois o corpo humano é o corpo humano.
Portanto, esperar o melhor mas, à cautela, preparar para o pior.
Espero estar de volta aqui 5 ou 6 de Junho.
Se as coisas não correrem bem, desejo a todos as maiores felicidades, vida longa, com a melhor saúde possível.
VALE A PENA INCOMODAR-ME ? Estar ansioso?
Confesso que estou ligeiramente.
NÃO VALE A PENA INCOMODAR-ME EXCESSIVAMENTE
E por isso volto a esta laracha, em tempos encontrada no meio dos imensos arquivos, papéis e livros herdados.
Laracha que tem, também, aplicação directa quando olho ao nosso presente, nacional, ou olho lá para fora.
De facto, é melhor não me consumir demasiado.
No meu presente, com o horizonte tão carregado, há de facto coisas que não controlamos e, portanto, tenho de seguir este conselho e tentar não me martirizar.
Tenho de enfrentar a intervenção cirúrgica, o melhor é tentar não me preocupar.
Fácil de dizer, menos fácil de concretizar, de assim agir.
Aguardemos.
António Cabral
I N T E R V A L O
Há coisas na vida . . .
Há coisas na vida que têm o seu quê de estranho.
Uma, a de uma senhora que, muitos anos depois do falecimento de um dos irmãos mais velhos fulminado por um ataque cardíaco aos 61 anos de idade, vem a falecer autenticamente como um passarinho aos 102 ou seja, com o dobro da idade do seu irmão.
Outro caso, o que um pai que viu falecer o seu filho mais novo vitimado por uma galopante leucemia Mielóide M2 em 8 meses e 8 dias, e vem a falecer quase 2 anos depois no dia de aniversário desse seu filho.
Coisas estranhas.
R E C O R D A Ç Õ E S
Aqui na aldeia, entre as várias recordações espalhadas pela casa, há três que particularmente mais me dizem, e que me levam a décadas passadas, a tempos inesquecíveis.
A primeira, a Colt de repetição calibre 44 que me traz o Verão de 1970, os de 1971 e 1972, e as saudades e imagem do avô Trindade, falecido poucos dias depois de eu regressar a Bissau para continuar a comissão na Hidra. Recordo ainda o Jeep Willys que ele comprara ao Exército aqui em Castelo Branco (abatido, e recuperado por ele) e que conduzi aqui em Monsanto várias vezes. Parvamente nunca fiquei com fotografia desse "bicho"que creio gastava 4 litros aos 100.....mts!, de que o tio Tó se desfez antes de eu regressar de África.
As outras duas, o quadro com uma estampa de "O Século" retratando a Marinha de 1900 (que em tempos aqui trouxe) e o cinzeiro de pé alto que me serve para apoio de copo junto à lareira. Objectos que estavam na mansão da tia Zé na aldeia do Salvador, aqui bem perto, no caminho para a cada vez mais despovoada vila de Penamacor, mansão que foi doada para a Misericórdia local.
Recordações, que me lembram ir ficando menos novo, eh....eh....
Antonio Cabral
Contra-Almirante, reformado
(marrevoltado.blogspot.pt)