"Segundo os Órgãos de Comunicação Social, no decorrer da instrução do Curso de Comandos, a decorrer no Campo Tiro de Alcochete, um militar faleceu no Hospital do Barreiro, três outros estarão internados no Hospital da Cruz Vermelha, um outro no Hospital Curry Cabral e somente dois (aparentemente os casos menos graves) estarão no Hospital das Forças Armadas (HFAR).
A ser assim, surge obrigatoriamente a seguinte questão :
O HFAR NÃO TINHA (NÃO TEM) CAPACIDADE INSTALADA para responder, por inteiro, à situação ocorrida?
De acordo com o divulgado pela comunicação social, infelizmente a resposta parece confirmar a pergunta. A ser assim, então, depara-se uma nova interrogação :
Se esta é a resposta do HFAR, em tempo de paz, como seria a mesma em tempo de crise ou de guerra? Adivinhando -se a resposta, perfila-se, finalmente, a questão :Para que serve o HFAR?
A desconstrução do Serviço de Saúde Militar e dos seus Hospitais de referência, levada diligentemente a cabo pela tutela política do governo anterior, julga-se que poderá dar a competente resposta, com um elevado grau de confiança.
Os inquéritos ordenados pelo MDN para esclarecimento do sucedido são indiscutivelmente necessários, mas.... outros deveriam ser, efetivamente, obrigatórios para avaliação das responsabilidades políticas, a montante, que levaram ao estado a que as FA chegaram, e ao ponto a que os seus Militares se encontram sujeitos, tudo no superior interesse do esclarecimento dos Portugueses e da Nação.
JFMonteiro
Tenente General "