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sexta-feira, 17 de março de 2023

IN . . .  DOWN  . . .  OUT  . . .
Foi assim.
Após a II GG não tardou a surgir a NATO, e ficou célebre uma frase daí decorrente, em termos realistas, e que rezava mais ou menos assim:
- To allow Americans IN, Germans DOWN, Russians OUT.

Agora não tem aplicação, está modificada.

Para melhor?
Para pior?
Para onde caminhamos?

António Cabral
Calm, ref
(marrevoltado.blogspot.pt)

quinta-feira, 14 de abril de 2022

PODER  NAVAL  RUSSO. QUE PODER ?

Salvo melhor opinião a guerra que prossegue na Europa está a trazer sucessivas situações que, pelo menos para um interessado por estas coisas como eu, dão muito que pensar.

Tenho opinião sobre, geopolítica, relações internacionais, quem é agressor, antecedentes, o que se pode compreender, o que deve ser considerado inaceitável, violências gratuitas, crimes, etc. etc. etc.

Quero referir-me concretamente apenas a questões puramente militares relativamente aos contendores. 

Acreditando que o plano que aqui quero considerar não envolve emotividade, ideologia, ressentimentos, política, etc., muito gostava que alguns camaradas que sabem bastante destes assuntos militares (não os enumero por respeito, elevada consideração e, em alguns casos, muito amizade) disponibilizassem um pouco do seu tempo de reformados para breves trocas de opinião.

Esta atrevida sugestão, egoísta no bom sentido pois estou sempre atento e a querer aprender, surgiu-me a propósito do título do postal e concretamente a propósito do cruzador Moskva que, aparentemente, MORREU.

A confirmar-se nas próximas horas o que parece corresponder à realidade, este afundamento da pérola da marinha da Rússia remete-me para anos atrás, e lembro-me do sururu que se fez passar no seio da NATO quando este cruzador entrou ao serviço.

Creio não estar muito errado se disser que há alguns anos já, que as várias dimensões do poder de países como por exemplo, EUA, Rússia, China, Reino Unido, França, Índia, passam por, tecnologia, comunicações, informação, comércio e finanças.

Este quase certo afundamento, a problemática logística global, o aparente desconhecimento de várias movimentações adversárias, a aparente ausência de domínio aéreo, a guerra da informação, que podem sugerir quanto às reais capacidades das forças Russas?

E, concretamente quanto ao Moskva, parecendo certo que foi atingido por mísseis, o que sugere o sucedido quanto a informação, defesa própria do navio e defesa da esquadra Russa do Mar Negro? Que sugere isto quanto a capacidades tecnológicas?

Pela minha parte, e repito que aqui estou apenas interessado nos eventos e aspectos militares, fica-me a sensação de que no presente o atraso tecnológico por parte das forças Russas poderá ser grande face ao material diverso que em parte já existiria na Ucrânia e, estou convencido, que vem sendo reforçado por vários países desde há muito tempo.

Se a minha suspeita de haver no presente um grande (provavelmente maior que no passado) desfasamento / atraso tecnológico de muito material militar relativamente ao Ocidente, tiver efectiva correspondência com a realidade, então a Rússia estará numa situação complexa no presente e no futuro tendo em vista o que possa entender que lhe assiste como direito fazer no plano da geopolítica. 

Em que pé estará o poderio Russo quanto a geolocalização, informação obtida "lá de cima" ? O que mostra esta guerra neste aspecto?

Eu sempre desconfiei de certo alarmismo a que fui habituado no activo  quanto ao poderio Russo (não estou a falar do nuclear). Este afundamento do Moskva é, para mim, um pouco surpreendente, algo que me dá que pensar.

Naturalmente, e como quase sempre acontece, muita coisa do que se vem passando nos combates é desconhecido da opinião pública, e da qual uma boa parte se poderá vir a saber daqui a muito tempo. Aguardemos.

Mas gostava muito de saber se aos meus estimados camaradas de Marinha, por exemplo este evento com o Moskva, lhes sugere alguma interrogação no plano militar e tecnológico.

Antonio Cabral
Contra-Almirante, reformado
(marrevoltado.blogspot.pt)

terça-feira, 23 de outubro de 2018

Fragata portuguesa no maior exercício da NATO de sempre

A nossa Fragata “Corte-Real”, integrada na força naval permanente da NATO (Standing NATO Maritime Group 1 - SNMG1), iniciou no dia 22 de Outubro de 2018, a participação no exercício “Trident Juncture 18”, ao largo da Noruega, que junta cerca de 52 navios, 150 aeronaves e 17.000 militares no terreno, constituindo uma demonstração de poder naval por parte da Aliança Atlântica.
Este exercício da NATO, que decorre até 7 de Novembro, é o maior de todos os tempos, quer em meios quer em quantitativos de pessoal. Tem como objectivo testar a resposta e interoperabilidade da forca naval a um exigente cenário, assim como o treino em todas as áreas da Guerra Naval convencional, contra terrorismo, Cyberataque e na condução de tiro de artilharia contra alvos aéreos, superfície e em terra.
O cenário deste exercício consiste numa situação fictícia de violação da soberania de um dos estados membros da NATO, neste caso a Noruega, com invocação do artigo V. para defesa colectiva. Ao navio português foi atribuída a função de “Force Anti-Surface Warfare Commander” ou Comandante de guerra de superfície.
Está prevista ocorrer nos dias 29 e 30 de Outubro a visita ao teatro de operações do Secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, durante a qual será realizada uma demonstração de capacidades.

quinta-feira, 12 de abril de 2018

BLÁ, BLÁ,....tudo muito bonito, MAS.......
(vá, um artigozinho para espevitar neste dia muito chuvoso)


.........."Macron recebeu Mohammed bin Salman, herdeiro do trono da Arábia Saudita, no dia em que os dois países assinaram vários contratos. Hoje, MBS chega a Madrid para última etapa de viagem que o levou ao Reino Unido e aos EUA"..........


Tudo lindas palavras, constantes, mas depois lá chegam as realidades concretas, e as fábricas de material de guerra que têm de continuar a laborar senão, o desemprego, a balança comercial, a influência internacional, o déficit, etc complicam-se. 

Além de que é precisar assegurar a paz por esse mundo fora, não é verdade?
Depois, há sempre uma boa retórica, uns olhinhos doces e o pessoal não vai notar.
"Macron Style", longe do tempo do tolo que de lambreta visitava as amantes, mas o negócio prossegue, sempre.
Por cá, se produzíssemos alguma coisa de jeito, haveria adicionalmente uns sorrisos patéticos e umas selfies!
A Espanha, aqui ao lado, a Espanha que nos anos 80 do PSOE e por exemplo com o patético Solana (depois converteu-se em Bruxelas) e outros a gritar contra a NATO, lá inverteu o rumo e tem desde há tempos um lugar relevante no sector em causa. 
Aparentemente, a sua "Bazan", vai vendendo corvetas e não só, a árabes e não só. As tais corvetas que tiveram como embrião, décadas atrás, um projecto português. Pois......
António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)

domingo, 11 de março de 2018

ONDE É QUE JÁ VI DISTO ???
Manuel Carlos Freire é um daqueles jornalistas que de há anos escreve sobre assuntos ligados á defesa nacional e ás Forças Armadas. Houve um época em que lhes chamavam "credenciados".
Pessoalmente, a sensação que tenho deste e de outros é que umas vezes escrevem escorreito, outras fazem favores outras ainda contribuem para denegrir alguns Ramos. É a vida como dizia o pantanoso.

Hoje no DN, um artigo acerca dos atrasos nos processos de compras para o Exército.
Se corresponder à verdade o essencial do que se lê, nada me espanta pois é um "modus operandi" típico de muita gente, e que com o tempo se abafa as inacreditáveis coisas que acontecem/ aconteceram nestes processos. E passa-se a todos os níveis, militar e civil. Basta lembrar o célebre navio que era para operar nos Açores, ou remodelações de gabinetes ministeriais e outros, ou encomendas que se indica a um governo custar XX nunca dizendo a esse governo que falta considerar os sobressalentes necessários para assegurar manutenção durante certo tempo.
Enfim, aquele pensamento típico - não quero andar de Renault Twingo, mas se tiver de ser, que traga assentos debruados a ouro, e caixinhas com chocolates Ferrero Roché, e espumante e copos de cristal.


Claro que, como sempre nestas palhaçadas terceiro-mundistas lá vem as frases típicas - "o processo aquisitivo decorre dentro da normalidade", "garantir que as especificações técnicas e os requisitos operacionais por nós pretendidos são integralmente entendidos pela NSPA" (poucos cidadãos entenderão certas coisas), 
" há casos em que as verbas já são insuficientes para "tantas exigências técnicas apresentadas pelo Exército" mas claro que, segundo parece, uma das fontes da Defesa deixou já um alerta: "Teremos de intervir se acharmos que o prazo está a exceder o razoável." Fiquemos pois descansados. Parece que ainda só passaram mais ou menos 2 anos. O costume.

António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)


sábado, 21 de janeiro de 2017

MEMÓRIA,...mas sobretudo falta dela

O "melenas" TRUMP é formalmente presidente dos EUA.
Vai por aí um coro de alegrias, raivas, medos, marchas, violências, etc. Não é isso que me interessa, ainda que pessoalmente descortine horizontes muito carregados, e considere a criatura, no mínimo,.........patética.
A NATO, eis o que quero referir.
Muitos, melhor que eu, podem escrever muitas coisas acerca da organização.
Mas, a meu ver, ninguém intelectualmente honesto pode deixar de ponderar sobre esta coisa estranha que é a disparidade enorme de encargos suportada por cada um dos seus membros.
Porventura até ao início dos anos 70 do século passado, as percentagens que grosso modo hoje se mantêm fariam sentido.
Creio discutível a partir daí.
Mas, sobretudo, depois de constituída e sucessivamente alargada a UE, parece-me pouco defensável que os encargos com a NATO continuem a ter a mesma distribuição.
TRUMP falar nisto será, provavelmente, por razões com as quais discordo totalmente.
Mas o problema existe e devia ser ponderado.
Os Aguiar hífen Branco de todos os países Europeus, sejam de que partidos forem, e sobretudo os diferentemente coloridos PM desses países, querem continuar a tentar desenvolver os seus países sempre decidindo que os outros assegurem a maior fatia da segurança.
Por mim, neste tipo de perspectivas tipicamente de Europeu, também desejava ter uma passeata anual à estranja, mais uma mensal pelos cantos do País, mais uma trimestral pela Europa, mais jantar fora todos os fins de semana, mudar de carro de dois em dois anos, comprar quadros todos os meses de forma a vir a ter uma colecção parecida com a de certas pessoas, e ter o triplo da pensão actual.
Não há por aí quem (pode não ser Silva) queira ter essas gentilezas para comigo? É só uma questão de fraternidade. Obg.

António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)

segunda-feira, 4 de abril de 2016