Manuel Carlos Freire é um daqueles jornalistas que de há anos escreve sobre assuntos ligados á defesa nacional e ás Forças Armadas. Houve um época em que lhes chamavam "credenciados".
Pessoalmente, a sensação que tenho deste e de outros é que umas vezes escrevem escorreito, outras fazem favores outras ainda contribuem para denegrir alguns Ramos. É a vida como dizia o pantanoso.
Hoje no DN, um artigo acerca dos atrasos nos processos de compras para o Exército.
Se corresponder à verdade o essencial do que se lê, nada me espanta pois é um "modus operandi" típico de muita gente, e que com o tempo se abafa as inacreditáveis coisas que acontecem/ aconteceram nestes processos. E passa-se a todos os níveis, militar e civil. Basta lembrar o célebre navio que era para operar nos Açores, ou remodelações de gabinetes ministeriais e outros, ou encomendas que se indica a um governo custar XX nunca dizendo a esse governo que falta considerar os sobressalentes necessários para assegurar manutenção durante certo tempo.
Enfim, aquele pensamento típico - não quero andar de Renault Twingo, mas se tiver de ser, que traga assentos debruados a ouro, e caixinhas com chocolates Ferrero Roché, e espumante e copos de cristal.
Claro que, como sempre nestas palhaçadas terceiro-mundistas lá vem as frases típicas - "o processo aquisitivo decorre dentro da normalidade", "garantir que as especificações técnicas e os requisitos operacionais por nós pretendidos são integralmente entendidos pela NSPA" (poucos cidadãos entenderão certas coisas),
" há casos em que as verbas já são insuficientes para "tantas exigências técnicas apresentadas pelo Exército" mas claro que, segundo parece, uma das fontes da Defesa deixou já um alerta: "Teremos de intervir se acharmos que o prazo está a exceder o razoável." Fiquemos pois descansados. Parece que ainda só passaram mais ou menos 2 anos. O costume.
António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)
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