segunda-feira, 28 de março de 2016

OE2016

Aqui têm a versão integral do OE2016 que foi enviado para o PR para promulgação e que deverá entrar em vigor no dia seguinte ao da publicação em DR:


  O alívio da chamada “austeridade” é muito ligeiro, por pressão de Bruxelas, com promessas do Governo de alguma melhoria em 2017 (a ver vamos!).

As “novidades” que julgo mais interessarão ao comum dos cidadãos:
-Serão progressivamente eliminadas, mas só a partir de 2017, as seguintes medidas do OE2015: Proibição de valorizações remuneratórias, de prémios de desempenho, de Graduação de militares em regimes de contrato e de voluntariado, de Prémios de gestão, de posicionamento remuneratório, de Subsídio de refeição de Pagamento do trabalho extraordinário ou suplementar (Art.º 18º, pág. 19). 

-O subsídio de Natal para servidores do Estado (excepto empresas) e pensionistas continua a ser obrigatoriamente pago em duodécimos, que estarão indexados ao valor do ordenado que se recebe nesse mês e ainda pagam ADSE (Art.º 20º, págs 20 a 22).

-Em 2016 mantém-se em 419,22 o valor do indexante de apoios sociais (IAS), com promessa de ser reposta actualização em 2017 (Art.º 73º pág. 67).

-O abono de família dos 2º e 3º escalões é aumentado 0,5% (o que dá entre € 0,60 e € 0,14, conforme os casos!) (Art.º 77º, pág. 70).

-Há medida extraordinária de apoio aos desempregados de longa duração, para os que satisfaçam a determinadas condições (Art.º 80º, págs 70 e 71).

- São suportados pelo orçamento do SNS os encargos com as prestações de saúde de beneficiários da ADSE, ADM e SAD, quando realizadas por estabelecimentos e serviços do SNS (Art.º 106º, págs 93 e 94).

-Idem, comparticipação do Estado nos remédios aviados em qualquer farmácia (Art.º 109º, pág. 95).

-Em data de 2016 a determinar, vai ser reduzido o valor das taxas moderadoras até ao limite de 25% do seu valor total (Art.º 112º, pág. 98).

- Os limites dos escalões do IRS, excepto o máximo, são aumentados 0,5% (Artº 129º, pág. 107).

-Substituídos os coeficientes familiares de dependentes pela dedução de um montante fixo de € 600, que já existia mas era de € 325 (alteração ao Art.º 78º-A do Código do IRS, pág 111), portanto de € 275.

-Os limites das deduções com despesas só foram ajustados de acordo com os limites dos escalões de IRS, mantendo-se as de saúde englobadas com as outras para efeito do limite máximo (alter. ao Art.º 78º do CIRS, págs 110 e 111).
-Aumenta de 1,5 IAS para 2,5 IAS a dedução por ascendentes com deficiência (alter. ao Art.º 87º do CIRS, pág 115).
-O Governo fica autorizado a fazer algumas outras futuras alterações ao CIRS (Art.º 131º, págs. 118 a 120).

-Elimina a isenção de IVA para tauromáticos, constante da alínea b) do nº 15) do Art.º 9º do código do IVA (Art.º 142º, pág 147).
-Introduz algumas alterações à lista dos isentos pelo código do IVA, deixando de incluir gressinos, pães de leite, regueifas, tostas, aves canoras e ornamentais, criação de animais para obter peles; e passando a incluir algumas bebidas sem teor alcoólico, alguns produtos de algas e de origem aquícola, copos menstruais (Arts 143º e 144º, págs 149 e 150).
-Passaram a taxa intermédia de IVA, a partir de 1-7, restauração (incluindo entrega ao domicílio), com exclusão de algumas bebidas (Arts 145º e 146º, págs 150 e 151).
-Há diversas alterações ao Código do Imposto de Selo, agravando em 50%, até 31-12-2018, taxas de crédito a consumidor (Arts.º 152º a 156º, págs 155 a 161).
-Agrava impostos especiais de consumo, como em bebidas espirituosas, tabaco, combustíveis (Artº 157º e 158.º, págs 161 a 171).
-Diversas alterações ao Código do IMI, passando a taxa máxima para prédios urbanos  de 0,5% a 0,45%, havendo regime de salvaguarda nas avaliações (Artº 161º a 166º, págs 177 a 188).
-IUC é aumentado (Artº 168º, pág. 195 a 208).
-A contribuição para o audiovisual aumenta de 2,65 para € 3,85 (Art.º 187º, pág. 275).
-As LPM e LIM não estão sujeitas a cativação (Artº 3º, pág. 4).                 

sábado, 26 de março de 2016

Mudança da hora



No domingo a hora muda ... é o horário de Verão. À uma são duas!!!

quarta-feira, 23 de março de 2016

CMG EMQ (Ref) Carlos Manuel Sequeira Braga Pimentel


Lamenta-se informar que o nosso camarada Eng. Braga Pimentel faleceu nesta madrugada, na sua residência. O seu corpo seguirá ao fim do dia de hoje para a Igreja de Nª Senhora de Fátima (Avenida de Berna) donde sairá amanhã, após missa de corpo presente às 1600 hrs, para o cemitério dos Olivais onde será cremado pelas 1730 hrs.
"O Navio... desarmado" apresenta sentidos pêsames à sua Família e aos seus muitos amigos e camaradas, em particular aos dos cursos "D. João I" e "Luís de Camões".

Novo presidente do conselho directivo do IASFA

Novo presidente do conselho directivo do IASFA:
https://dre.pt/application/file/73935018

terça-feira, 22 de março de 2016

21 de Março de 2016, Mafra, Apresentar armas.

As FA apresentaram-se ao novo Comandante Supremo das Forças Armadas (CSFA).
Houve discursos, do CEMGFA, e do CSFA.
Estilos, recados, passado, presente, futuro.
Como habitualmente, uns gostam, outros não, uns vilipendiam, outros lambem as botas, e alguns jornalistas fazem o seu trabalho. Muito discutível em alguns casos. Sobretudo no rigor e isenção.
Li os discursos, e li algumas das notícias saídas sobre o evento em alguns jornais diários.
Respeito, como sempre as opiniões alheias.
O que acho notável é, por exemplo, titular como falsa uma informação sobre a Marinha executar acções de fiscalização de pesca.
Notável por uma simples razão: a Marinha faz essa fiscalização. Ou já não faz?.
Outra questão pode ser se essa missão carece ou não de determinado suporte legal. Uma longa discussão, em que aqui não entro.
Mas numa coisa creio não estar errado: uma acção é ou não executada. Outra coisa é a moldura legislativa dessa acção, porventura discutível. Só me estou a referir ao rigor das palavras.
Dizer publicamente que é falso que a Marinha faça fiscalização da pesca, é que é notável.
Jornalismo à portuguesa, mas creio perceber porque escrevem o que escrevem.
Com isto não estou a negar outras vertentes da questão, certamente importantes.

António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)

sábado, 19 de março de 2016

DESPORTOS NÁUTICOS EM TEMPO INCERTO


António Cabral
cAlmirante, reformado, 
(Chapéus há muitos)

quarta-feira, 16 de março de 2016

Comte Rocon - as traineiras de Walvis Bay - RTP1

Mensagem que recebi:
De:
Data: 15 de Março de 2016 às 19:00:32 AZOT
Para:
Assunto: Entrevista na RTP

Caros amigos e camaradas
 
Hoje às 1400 H cá estiveram a Repórter da RTP e respectivas armas e bagagens fazer-me uma entrevista.
 
Correu bem com uns pequenos pontos emocionais que já esperava, mas nada de importante.
 
Embora a entrevista tivesse durado cerca de 1 H e ½ não vai toda para o ar, pois que vão meter também entrevistas com os tripulantes das traineiras que fugiram de Moçambique e Angola para Walvis Bay. A minha parte é enquadrada na organização de tudo que foi necessário fazer para salvar não só as cerca de 60 pessoas que estavam em cada uma das 54 traineiras para além dos tripulantes, mas também de tudo que tive que fazer durante 3 meses para poder pôr as traineiras em condições de navegar e proporcionar-lhes alimentos em salmoura e combustível ( para o que tive de pedir que enviassem de comboio milhares de tambores de Cape Town para Walvis Bay para distribuir pelas traineiras para uma viagem de cerca de 15 dias entre Walvis Bay e o Ponto de Encontro novamente comigo no Schultz Xavier a 200 milhas a SW da Monróvia.
Não vos quero maçar mais pois que esta epopeia ficará marcada para a História da Nossa querida Marinha…
 
O programa será transmitido na Sábado na RTP às 20.45 H “ LINHA DA FRENTE”
 
Um abraço a todos
 
José Carlos Roncon

Caso o percam talvez o consigam ver mais tarde cerca deste link:
 http://www.rtp.pt/play/p2231/linha-da-frente

terça-feira, 15 de março de 2016

Pesca de rio, sazonal

Vida dura.




AC

segunda-feira, 14 de março de 2016

E tudo o vento levou!


Sexta-Feira, 11 de Março de 2016

Em patrulha


Sábado, 12 de Março

Em descanso


António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)

Helicópteros Lynx Mk95 das FF "Bartolomeu Dias"

Autorizadas as verbas (inscritas na LPM) para a modernização destes helicópteros. Faseadas por 6 anos, de 2016 a 2021 inclusive.

https://dre.pt/application/file/73864880

sábado, 12 de março de 2016

FUNERAL DO COMANDANTE ABEL

Estavam a prestar-lhe a última homenagem várias gerações de oficiais, camaradas do seu tempo, companheiros de cativeiro na Índia (oficiais do Afonso de Albuquerque) e oficiais dos vários cursos do tempo em que o Com. Abel de Oliveira foi Comandante de Companhia do Corpo de Cadetes.
Mas um senão a Marinha não providenciou que uma Bandeira Nacional cobrisse a sua urna ( A Pátria Honrai Que A Pátria Vos Contempla). Uma tristeza!

quinta-feira, 10 de março de 2016

Numa época em que.......

> Numa época em que se sucedem cada vez mais coisas estranhas.....
> Numa época de NEO isto e aquilo............
> Numa época de coerências como as que ontem parece terem acontecido, nada de aplausos mas ir aos comes e bebes que a vida não está fácil......
> Numa época de contrastes entre SE e QUANDO.......
> Numa época em que a chuva e o vento não querem dar algum descanso......

Não é de espantar que se encontrem as coisas mais curiosas!!!
Aconteceu-me hoje, durante a caminhada matinal!!
Homem do mar, habituado a "ferros" nunca tinha visto um ferro "NEO almirantado"....eh....eh....


António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)

quarta-feira, 9 de março de 2016

Falecimento do Comandante (Ref.) Abel da Costa Campos de Oliveira



Tivemos conhecimento há minutos pelo "Água aberta ... no OCeano", do falecimento do Comandante Abel de Oliveira.
De momento apenas se sabe, através de sua neta nossa camarada, que faleceu ontem à noite no HFAR onde estava internado, que amanhã o corpo seguirá para a igreja do Santo Condestável em Campo de Ourique onde ficará em Câmara Ardente, que aí será rezada missa de corpo presente depois de amanhã, donde seguirá para ser cremado.
Oficial distinto que marcou profundamente as gerações de oficiais que como cadetes se cruzaram com ele na EN, como Homem e como militar.
À Família do Com. Abel de Oliveira, o "Navio ... desarmado" apresenta sentidos pêsames.

Mais informações:
O corpo seguirá amanhã, quinta feira, para a igreja do Santo Condestável a partir das 17:30 h.
A Missa de corpo presente será rezada na mesma igreja na sexta feira pelas 14:15 h.
Daí seguirá para o cemitério do Alto de S. João onde será cremado.
Presidente da República eleito, hoje Presidente da República e Comandante Supremo das FA

Começa hoje um novo ciclo na vida nacional.
É o primeiro dia do 5º Presidente Constitucional. É o primeiro dia do novo Comandante Supremo das FA.
Não assisti ás cerimónias, nos locais, nem segui as TV. Segui na minha caminhada matinal, tratei do resto que havia a tratar. 
Mas fui há pouco ao "sítio" da Presidência. Lá está o discurso do novo inquilino de Belém. Acabei de o ler, duas vezes.
Quem sou eu para dizer que foi bom ou fraco discurso? Pessoalmente gostei.
Vejo referências para mim importantes. 
Lealdade, afecto, fidelidade, a lembrança ao Reino obra de soldados, referência ás batalhas do passado e ás missões de hoje dentro e fora da Europa, e uma frase, curta, fundamental, - "Com as nossas Forças Armadas sempre fiéis a Portugal"frase a reter.
Lembrança ainda ao que se passou em 25 de Abril de 1974, referência aos militares e civis que fizeram o Portugal do presente.
Ouvi no rádio do carro que os partidos à esquerda do PS não aplaudiram nem se levantaram durante o discurso do PR. Está tudo dito, como de costume.
Lido e relido, é o que importava dizer nesta altura? Creio que sim.
Para Presidente da República foi o necessário? Provavelmente, e num tom apaziguador que creio fundamental.
Para Comandante Supremo das Forças Armadas foi o que importava dizer, foi o necessário? Talvez.
Pode aplicar-se aqui o princípio da garrafa do Porto Tawnie de 40 anos, meio cheia meio vazia? Talvez.

António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)

sábado, 5 de março de 2016

Arsenal do Alfeite

  Estão na Comissão de Defesa da AR dois Projectos de Lei, do PCP e do BE, para integração do Arsenal do Alfeite na estrutura da Marinha. Os projectos de Lei são iguais mas com diferentes considerandos.



  A mudança, a ser aceite, é, na minha opinião, no bom sentido.
  A Marinha não pode ser considerada como um cliente do Arsenal, com fabrico em navios sujeito a espera por o Arsenal considerar prioritário o trabalho para outrem
  Já passei por essa perniciosa situação, anos atrás.

sexta-feira, 4 de março de 2016

A PROPÓSITO DOS ANTIGOS COMBATENTES

Na sequência da cerimónia de despedida do actual Comandante Supremo das Forças Armadas que teve lugar salvo erro no passado dia 17 de Fevereiro, confesso que andei e ainda ando a remoer em vários assuntos. Sobre o que lá foi dito, sobre o passado, presente, futuro.
Quando falo em remoer, naturalmente, refiro uma certa irritação. Não é propriamente mau feitio como alguns poderão dizer mas, além de haver muito pior, e sem ser advogado em causa própria, guio-me por determinados princípios e valores, boa parte dos quais ensinados na vida militar. Não me deixo levar por frases elegantes, tiradas grandiloquentes, e meço as pessoas apenas pelas acções e inações e não pelos discursos e promessas circunstanciais.
Voltando ao que aqui partilho, dei comigo a ler discursos antigos nos meus arquivos, do âmbito da instituição militar, de cerimónias, muitos discursos, e também sobre entrega de espadas a outro Comandante Supremo do passado. Ah, e lembro-me como se fosse hoje, de certos briefings a que tive de assistir.
E concluí, NOTÁVEL.
Lindas palavras, exaltação da “magistratura ponderada e equilibrada” mas, fazendo a análise retrospectiva, continuo a pensar que nem todas as botas têm batido ao longo do tempo com as perdigotas.
Depois lembrei-me dos vários ministros da Dafesa Nacional que tivemos desde o 25ABRI74. Espero não estar equivocado:
Firmino Miguel - 15MAI74-17JUL74, Firmino Miguel - 17JUL74-30SET74, Victor Alves - 30SET74-24FEV75, Silvano Ribeiro - 24FEV75-12SET75, Pinheiro de Azevedo - 19SET75-23JUL76, Firmino Miguel - 23JUL76-15SET78, Loureiro dos Santos , Amaro da Costa, Azevedo Coutinho, Freitas do Amaral, Mota Pinto, Rui Machete, Leonardo de Almeida, Eurico de Melo, Carlos Brito, Fernando Nogueira, Figueiredo Lopes, António Vitorino, Veiga Simão, Jaime Gama, Castro Caldas, Rui Pena, Paulo Portas, Luís Amado, Severiano Teixeira, Santos Silva, Aguiar-Branco, Azeredo Lopes.
Depois, dei comigo a pensar nos ex-combatentes. Interrogo-me, e eles, que pensarão disto tudo?
Interroguei-me se não haverá uma base de dados completa de todos os antigos combatentes, designadamente os que ao longo de anos estiveram em África. 
Alguém me garante que sim. Mas parece que lá para trás, alguém emperrou todos os projectos iniciais sobre os antigos combatentes. Com o meu mau feitio imaginei logo, “olha, o Portas”. Mas não, garantem-me que foi muito mais lá para trás. Claro que a minha irritação aumentou. Vá lá saber-se que veracidade. É que há tanta coisa encoberta, e por explicar, neste desgraçado País.
Voltando ao início, a cerimónia de despedida, consegui ler outra vez o discurso do Comandante  Supremo cessante. Está no sítio da Presidência. Fui ao sítio do EMGFA. Não descarto inépcia pessoal, mas creio que não está lá o discurso do CEMGFA.
Se não houve despistanço da minha parte, então não está mesmo lá. 
A ser assim, cada um tire as suas conclusões.

António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

O poder naval no século XXI


No âmbito de um Seminário alusivo ao "Poder Militar", levado a efeito no Instituto Universitário Militar (Ex-IESM), em Lisboa, ao Restelo, no passado dia 26 FEV, o VALM (Ref) João Pires Neves fez uma intervenção subordinada ao título "O poder naval no século XXI". A intervenção, com a qualidade já habitual neste autor, mereceu publicação no Jornal de Defesa e Relações Internacionais.
Os interessados podem aceder à integralidade do texto se "clicarem" AQUI.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

OE 20116. Explicação no Parlamento acerca do orçamento para o MDN

Dei-me à paciência de ouvir o que se passou entre o actual titular da pasta e os deputados.Várias coisas, como de costume, nada me espantaram vindo de quem vieram.  
Registei, também, certas curiosidades. Pela primeira vez, os partidos da extrema esquerda elogiaram esta parte do OE2016.  
Mas verifiquei substanciais diferenças.
Mais uma vez, é recorrente e não de agora em funções governamentais, o ministro deseja ardentemente que quanto a missões externas se procure sobretudo o chapéu ONU. 
A questão financeira não é, naturalmente, indiferente.  Creio que os partidos radicais à esquerda nunca aceitarão que a NATO é uma organização que se pode considerar regional, e creio que nada colide com outros conceitos muito importantes.  
Por outro lado, não é de espantar a oposição de partidos radicais à esquerda quanto à participação de forças nacionais, por exemplo, em teatros de luta contra o terrorismo. Falou-se de outras coisas, como o dia da Defesa Nacional, ou aquele célebre plano de navios para a Venezuela, ou as tricas sobre o cálculo da percentagem que de aumento do orçamento, debatendo-se os contornos sobre o projectado ou o executado o ano passado. Muito se entretêm os deputados! 
Houve quem lembrasse que, mais tarde, perante aflições na execução orçamental, os cortes cairão sobre a área da defesa, como habitualmente. 
O ministro disse que não está com medo que o Céu lhe caia em cima. 
Exemplos da galhofa havida em assunto tão sério. Mas é isto que uns e outros tanto apreciam.  As tricas parlamentares, muito vazias de conteúdo, digo eu.Depois, e aí ri-me bastante cá em casa, houve quem se manifestasse contente por parecer que não vai haver cativação de verbas da LPM.  
De facto, ainda existem muitos adultos que acreditam que os bebés chegam de Paris.Depois, também, coisas de aviões, aviões para aqui, aviões para ali.  
Depois, os 25 milhões que as Finanças terão reservados para reposição de salários!!! 
Foi confessada a quebra de entradas de voluntários.  Entre as partes mais jocosas, a de que a redução de despesas com pessoal se deve a decisões do governo anterior. 
Defeito meu, fiquei pouco ou nada esclarecido sobre esta afirmação.  
Mas vindo de quem veio, é de passar adiante. 
O ministro fez referências a números muito grandes para as áreas IASFA e saúde e deficientes das FA.  Aguardemos. 
Mas, acho eu, foi tudo um bocado pobre, ficando-se por uns números e umas tricas. Questões de fundo, sérias, no âmbito da defesa nacional e das FA, que se continuam a empurrar com a barriga?
Naturalmente, não é de espantar, tendo em conta os actores presentes.

António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)

Nota prévia: na presunção de que muitos não o conhecem, deixo aqui um texto sobre a instituição militar que encontrei quando "navegava" na NET. Deixo à consideração de todos, sem qualquer comentário.
António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)

Portugal e as Forças Armadas (FA)

Por C. Barroco Esperança

Os militares, após a Revolução de Abril, começaram cedo a ser ostracizados. Portugal, incapaz de fazer a catarse da guerra colonial, tão injusta quanto inútil e criminosa, viu depressa insurretos, nos libertadores, e patriotas, nos algozes da ditadura.
Só um país rico se podia ter dado ao luxo de esbanjar a formação e experiência técnica, administrativa e de liderança de oficiais e sargentos dos três ramos das Forças Armadas. Podia ter aproveitado, depois de afastados os próceres da ditadura, a honradez castrense que rivalizava com a dos melhores quadros que os partidos atraíram.
Os partidos preteriram sempre os militares, especialmente os que nos libertaram da mais longeva ditadura europeia, quando precisaram de autarcas e quadros da Função Pública. Afastaram os que, em comissão de serviço, integravam a PSP; até da GNR afastaram os oficiais da Academia Militar numa progressiva desvalorização das Forças Armadas e do carácter simbólico da unidade nacional que representam.
O fim do Serviço Militar Obrigatório (SMO) ‘exigido’ pelas juventudes partidárias do CDS, PSD e, até, do PS, com honrosa exceção da Juventude Comunista, impediu que as FA refletissem a diversidade do País, incorporando jovens de ambos os sexos, durante 1 ano, que seria de serviço cívico para os excedentes das necessidades militares.
Assim, transformam-se as FA de um País na guarda pretoriana de um qualquer regime. Quando os símbolos da unidade nacional rareiam ou se diluem é o SMO que aglutina o que resta da identidade nacional num mundo globalizado.
O direito à deserção ou o dever de sublevação contra uma ditadura transforma-se, numa democracia, na obrigação de obediência a decisões legítimas, onde um ano de vida seria uma necessidade para o País e a experiência enriquecedora para os jovens.
Além do recrutamento que as FA permitiriam, para as polícias, havia a renovação anual de efetivos, onde os soldados são velhos aos 30 anos e os oficiais são novos aos 50, sem os custos incomportáveis de FA em regime de voluntariado, como ora sucede.
Os responsáveis pelo fim do SMO lesaram a autonomia e identidade do País. Quando já nenhum país tinha colónias, a ditadura, de tão retrógrada, foi a última na descolonização e preferiu a derrota que inviabilizou uma negociação que evitasse a tragédia.
Com a cultura democrática que o 25 de Abril legou, as FA podiam ser o povo fardado em vez de correrem o risco de se tornarem na guarda pretoriana de um novo polvo civil.
Há erros irreversíveis e cedências que se tornam crimes.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

AQUI SE RECORDAM COISAS DO NOSSO PASSADO.

Aqui se recordam aspectos de décadas atrás em que quase todos nós nos divertimos. Marinharia, arte de marinheiro, os "nós".
Lembrei-me disto ao estar a pensar no estado em que estamos, e nos diversos "nós" que tolhem a sociedade portuguesa.
E daí que recordei, e partilho, uma série de "nós".
Pois existem e muitos treinámos, como por exemplo, a laçada ou nó simples, o nó de azelha, a volta de fiador, o nó direito, o nó torto, o nó cego (este lembra-nos muito a realidade), o nó de ladrão, o nó de envergue, o nó de barca, o nó de espia, o nó de pescador, o catau de espia, o nó de escota, o nó de tecelão, o lais de guia, o catau de bandeira, o nó de espada, o nó de brandais, o nó de correr ou laço, o nó de anzol, o nó de voltas falidas (muitos exemplos por aí....), o nó de esquadria, o nó de encapeladura.
Existem também as emendas, como por exemplo, de cotovia, de cotes, de lais de guia, a oval de lais de guia, de meias voltas e cotes.
Enfim, muita arte de marinheiro. Bons tempos, muitas décadas atrás.

António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)
Mar.  Marinha.  Meios.

A pesquisa periódica dos DR é uma actividade para mim maçadora mas que mantenho regularmente. O Senhor Almirante Nunes da Silva é, das pessoas que conheço, uma das mais interessadas e persistentes nesta matéria, dando-se ao trabalho de, a espaços, nos dar notícia de factos relevantes. Que pessoalmente muito agradeço.Vem isto a propósito da chamada de atenção que nos fez para um recente enquadramento legislativo que respeita ás nossas fragatas da classe Bartolomeu Dias.Presumo que não estarei muito errado se disser que, no presente, a Marinha possui como meios navais, as referidas 2 fragatas, as 3 da classe Vasco da Gama, algumas das estoiradas corvetas das classes Baptista de Andrade e João Coutinho, os 2 jovens submarinos Tridente e Arpão, os navios hidrográficos D.Carlos I, Alm Gago Coutinho, Auriga e Andrómeda, alguns sobreviventes da idosa classe Cacine, o reabastecedor de esquadra, os 2 NPO, o Schultz Xavier, e várias lanchas.Além disso, a Marinha dispõe de Fuzileiros e Mergulhadores que estimo continuem razoavelmente equipados, e dispõe ainda dos (presumo) muito cansados 5 helicópteros Lynx MK95.Presumo ainda que prosseguem os trabalhos nos navios de origem dinamarquesa. Creio que a loucura do navio francês que o anterior MDN parecia incitado a mandar comprar está congelada.Este conjunto de meios imporia, num País que fosse governado de forma equilibrada e em que os governantes tivessem bem a noção do que resulta da nossa implantação geográfica, uma programação de médio e longo prazo para manutenção dos meios existentes e para aquisição planeada de novos meios navais.Aquilo que se vê agora escrito para as fragatas da classe Bartolomeu Dias aponta um sentido. Oxalá ele se venha a concretizar.Mas interrogo-me, e o resto? Sei que o “lençol" é curto. Mas também sei que lençóis de seda continuam a adornar as camas bancárias. Muito lençois de seda!! 
Incomparavelmente mais caros que mandar construir mais NPO para substituição de corvetas e Cacines.Em recente intervenção na AR, verifiquei que o actual MDN se referiu a MLU!!.Mas tenho uma certeza: uma coisa são as decisões ministeriais estampadas em DR e também as grandes tiradas grandiloquentes dos sucessivos ministros, o que pode ser simpático de se ler e ouvir. Outra coisa bem diferente é a inação, o adiamento, o que se não faz usando a mais variada panóplia de justificações. 
Cantam quase todos bem, mas nada me têm encantado. Veja-se, entre muitos outros exemplos tristes, o historial LPM.Oxalá a Marinha veja concretizado o que agora é dado a conhecer. A bem da Marinha e do País. Aguardarei.

António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

A Guerra de Minas no mar

2016-02-23 às 20:14

LOCALIZADO DESTROÇO DO PRIMEIRO NAVIO PORTUGUÊS AFUNDADO NA GRANDE GUERRA

O destroço do caça-minas «Roberto Ivens», afundado durante a Primeira Guerra Mundial na barra do rio Tejo, foi localizado. A descoberta inscreve-se na preparação do programa de atividades destinado a assinalar o centenário da entrada de Portugal na Grande Guerra.
No próximo dia 9 de março cumprem-se 100 anos desde que a Alemanha declarou guerra a Portugal.
Ainda que o envolvimento direto de Portugal tenha sido iniciado em 1914 através do envio de tropas para Angola e Moçambique, num contexto de profundo impacto económico e social, a entrada de Portugal na Grande Guerra data de março de 1916 aquando da declaração de guerra alemã ao nosso País na sequência do aprisionamento de navios alemães e austríacos surtos nos portos nacionais determinado pelo Governo português.
O caça-minas «Roberto Ivens» foi o primeiro navio da Armada Portuguesa a perder-se durante a Grande Guerra. No dia 26 de julho de 1917, quando procedia à faina de rocega de minas na barra do rio Tejo, colidiu com uma mina aí colocada por um submarino alemão.
Com a força da explosão, o navio ficou imediatamente partido em dois e afundou-se em poucos minutos. Arrastou consigo 15 elementos da tripulação, entre eles o seu comandante, o Primeiro-Tenente Raul Cascais.
O destroço do caça-minas «Roberto Ivens» foi agora localizado, situando-se numa posição distinta daquela onde a documentação oficial o apontava como perdido.
A localização permite aprofundar o conhecimento sobre a presença e o papel da Marinha durante o período conturbado da Grande Guerra e, simultaneamente, lança um novo olhar sobre a real dimensão da ameaça submarina alemã em águas territoriais portuguesas.
A confirmação da descoberta do destroço ocorreu como resultado de uma atividade promovida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e o Ministério da Defesa Nacional no quadro da preparação do programa destinado a assinalar o centenário da entrada de Portugal na Primeira Guerra Mundial.
A iniciativa surge na sequência da investigação realizada pelo Instituto de História Contemporânea em 2014, protagonizada por Paulo Costa, com o concurso da Comissão Cultural da Marinha e o apoio do Instituto Hidrográfico da Marinha Portuguesa.
Foram assim empenhados meios de prospeção geofísica que em articulação com pesquisas efetuadas em vários arquivos nacionais e estrangeiros permitiram estabelecer a correlação entre o navio e um destroço existente.
A identificação do destroço do caça-minas «Roberto Ivens» dá-se no preciso momento em que se assinala o centenário da entrada de Portugal na Grande Guerra e a sua divulgação assinalará a efeméride.

Minha Nota:
Desde 1976 que venho pedindo aquisição de caça-minas e alertando para que não se ignore a guerra de minas.
Ensinei-a desde 1965.
Este episódio foi na 1ª Guerra Mundial. Mas a Guerra de Minas no mar teve enorme desenvolvimento na 2ª Guerra.
  Façamos votos para que ela nunca nos bata à porta, mas há que estar preparado.
Não percebo porque razão os patrulhas de origem dinamarquesa não vão ser polivalentes: patrulhas mas preparados para que eventualmente possam ser caça-minas, hidrográficos ou oceanográficos.
A J Nunes da Silva

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

EVOLUÇÃO NA CONTINUIDADE

Sem se conhecerem os detalhes, é sempre difícil comentar as situações que se nos deparam. Pode até ser imprudente. Procuro ter sempre isto presente, e tento não falhar neste aspecto.
Isto dito, não deixa de ser curioso constatar certas realidades, certos factos.
- Creio não errar se disser que, contando com o actual, os três últimos ministros das Forças Armadas, usualmente designados por MDN, são do Porto, ou têm a sua vida organizada naquela cidade. Augusto Santos Silva é militante conhecido do PS, Aguiar Branco do PSD, e o actual MDN não sei se é militante mas é certamente muito próximo do PS ou de um dos partidos que suportam a actual maioria parlamentar.
- Sendo conhecido que, infelizmente, a esmagadora maioria das vezes os governantes mudam chefias por mudar, designadamente ao nível de director-geral, é interessante verificar a continuidade de certos directores-gerais do MDN. Creio que alguns têm feito longa tarimba no MDN, atravessando vários governos de cores diferentes. Seria igualmente interessante investigar se, para alguns dos departamentos do MDN, nunca militares concorreram em concurso público para esses cargos.
Lembrei-me disto. Quem tiver paciência que investigue. 

António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Grande modernização das FF Bartolomeu Dias

  4 Despachos autorizando o dispêndio de vultuosas verbas, escalonadas por vários anos, numa grande modernização das FF Bartolomeu Dias.

https://dre.pt/application/file/73659025

Nunes da Silva