A pesquisa periódica dos DR é uma actividade para mim maçadora mas que mantenho regularmente. O Senhor Almirante Nunes da Silva é, das pessoas que conheço, uma das mais interessadas e persistentes nesta matéria, dando-se ao trabalho de, a espaços, nos dar notícia de factos relevantes. Que pessoalmente muito agradeço.Vem isto a propósito da chamada de atenção que nos fez para um recente enquadramento legislativo que respeita ás nossas fragatas da classe Bartolomeu Dias.Presumo que não estarei muito errado se disser que, no presente, a Marinha possui como meios navais, as referidas 2 fragatas, as 3 da classe Vasco da Gama, algumas das estoiradas corvetas das classes Baptista de Andrade e João Coutinho, os 2 jovens submarinos Tridente e Arpão, os navios hidrográficos D.Carlos I, Alm Gago Coutinho, Auriga e Andrómeda, alguns sobreviventes da idosa classe Cacine, o reabastecedor de esquadra, os 2 NPO, o Schultz Xavier, e várias lanchas.Além disso, a Marinha dispõe de Fuzileiros e Mergulhadores que estimo continuem razoavelmente equipados, e dispõe ainda dos (presumo) muito cansados 5 helicópteros Lynx MK95.Presumo ainda que prosseguem os trabalhos nos navios de origem dinamarquesa. Creio que a loucura do navio francês que o anterior MDN parecia incitado a mandar comprar está congelada.Este conjunto de meios imporia, num País que fosse governado de forma equilibrada e em que os governantes tivessem bem a noção do que resulta da nossa implantação geográfica, uma programação de médio e longo prazo para manutenção dos meios existentes e para aquisição planeada de novos meios navais.Aquilo que se vê agora escrito para as fragatas da classe Bartolomeu Dias aponta um sentido. Oxalá ele se venha a concretizar.Mas interrogo-me, e o resto? Sei que o “lençol" é curto. Mas também sei que lençóis de seda continuam a adornar as camas bancárias. Muito lençois de seda!!
Incomparavelmente mais caros que mandar construir mais NPO para substituição de corvetas e Cacines.Em recente intervenção na AR, verifiquei que o actual MDN se referiu a MLU!!.Mas tenho uma certeza: uma coisa são as decisões ministeriais estampadas em DR e também as grandes tiradas grandiloquentes dos sucessivos ministros, o que pode ser simpático de se ler e ouvir. Outra coisa bem diferente é a inação, o adiamento, o que se não faz usando a mais variada panóplia de justificações.
Cantam quase todos bem, mas nada me têm encantado. Veja-se, entre muitos outros exemplos tristes, o historial LPM.Oxalá a Marinha veja concretizado o que agora é dado a conhecer. A bem da Marinha e do País. Aguardarei.
António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)
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