sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

PROPOSTA de OE 2016.

Ela aí está. Depois de muita vigarice, de todos os lados das bancadas parlamentares, depois das enormes pressões de Bruxelas sobre o governo nacional, ela aí está.
Dei-me ao trabalho de ouvir o Ministro das Finanças. Ou eu estou doido, mas creio que ainda não, ou ele confessou que há aumento da carga fiscal global.
Dei-me ao trabalho de passar os olhos pela proposta OE2016 em PDF.
Olhei para alguns aspectos, que partilho.
> Muito paleio sobre estratégia de promoção do crescimento económico e da consolidação orçamental.
> Quadro II.5.2. Garantias concedidas a outras entidades - 16667,53 milhões de euros (é obra!!!)
> Quadro III.1.6. Despesas com pessoal da Administração Central (em milhões de euros):
Para a Defesa - 1276,3 é a execução provisória 2015; 1208,6 é a dotação ajustada.
> Quadro IV.1.11. Repartição dos limites de despesa financiada por receitas gerais:
para a Defesa - 20,0 em encargos de saúde, 56,5 para FND, 229,9 para LPM, 117,9 para pensões e reformas (números de orçamento ajustado); a execução provisória  2015 está apontada, respectivamente, 20,0; 50,0; 191,2; 133,0;
> Quadro IV.6.4. Despesas por medidas dos programas, programa DN/FA, ajustado para 2016, 1679,9  milhões de euros, é o montante da despesa total prevista para o efectivo militar e para as despesas operacionais de todas as Forças Armadas.

Não sou fiscalista, não sou político, não sou economista nem financeiro.
Quem quiser que tire conclusões.
Eu tiro as minhas.
Quem estiver interessado percorra certos quadros, em que o primeiro que aqui indico é apenas um "apetizer". E verifiquem quanto dinheiro continua a ""escorrer"". E, salvo erro, o OE não demonstra tudo da vida nacional, há mais "porcaria".

António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapeús há muitos)

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