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sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Conferência sobre Portugal, a Marinha e a 1ª Guerra Mundial

Instituto Dom João de Castro

CONVITE  
O Presidente do Conselho de Fundadores do Instituto Dom João de Castro, Prof. Doutor Adriano Moreira, convida V. Ex.ª e Exma. Família para a sessão a realizar-se no próximo dia 15 de Dezembro  (quinta-feira), neste Instituto, pelas 21:00 horas, na qual o Senhor V/Alm. António Rebelo Duarte apresentará uma comunicação subordinada ao tema:

“Portugal, a Marinha e a I GM, 
da política e estratégia nacionais às operações navais

R.S.F.F: 213 032 150; TM: 96 965 4732                      Rua D. Francisco de Almeida,49
www.idjc.pt     E-mail: geral@idjc.pt                                     1400-117 LISBOA

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

A Guerra de Minas no mar

2016-02-23 às 20:14

LOCALIZADO DESTROÇO DO PRIMEIRO NAVIO PORTUGUÊS AFUNDADO NA GRANDE GUERRA

O destroço do caça-minas «Roberto Ivens», afundado durante a Primeira Guerra Mundial na barra do rio Tejo, foi localizado. A descoberta inscreve-se na preparação do programa de atividades destinado a assinalar o centenário da entrada de Portugal na Grande Guerra.
No próximo dia 9 de março cumprem-se 100 anos desde que a Alemanha declarou guerra a Portugal.
Ainda que o envolvimento direto de Portugal tenha sido iniciado em 1914 através do envio de tropas para Angola e Moçambique, num contexto de profundo impacto económico e social, a entrada de Portugal na Grande Guerra data de março de 1916 aquando da declaração de guerra alemã ao nosso País na sequência do aprisionamento de navios alemães e austríacos surtos nos portos nacionais determinado pelo Governo português.
O caça-minas «Roberto Ivens» foi o primeiro navio da Armada Portuguesa a perder-se durante a Grande Guerra. No dia 26 de julho de 1917, quando procedia à faina de rocega de minas na barra do rio Tejo, colidiu com uma mina aí colocada por um submarino alemão.
Com a força da explosão, o navio ficou imediatamente partido em dois e afundou-se em poucos minutos. Arrastou consigo 15 elementos da tripulação, entre eles o seu comandante, o Primeiro-Tenente Raul Cascais.
O destroço do caça-minas «Roberto Ivens» foi agora localizado, situando-se numa posição distinta daquela onde a documentação oficial o apontava como perdido.
A localização permite aprofundar o conhecimento sobre a presença e o papel da Marinha durante o período conturbado da Grande Guerra e, simultaneamente, lança um novo olhar sobre a real dimensão da ameaça submarina alemã em águas territoriais portuguesas.
A confirmação da descoberta do destroço ocorreu como resultado de uma atividade promovida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e o Ministério da Defesa Nacional no quadro da preparação do programa destinado a assinalar o centenário da entrada de Portugal na Primeira Guerra Mundial.
A iniciativa surge na sequência da investigação realizada pelo Instituto de História Contemporânea em 2014, protagonizada por Paulo Costa, com o concurso da Comissão Cultural da Marinha e o apoio do Instituto Hidrográfico da Marinha Portuguesa.
Foram assim empenhados meios de prospeção geofísica que em articulação com pesquisas efetuadas em vários arquivos nacionais e estrangeiros permitiram estabelecer a correlação entre o navio e um destroço existente.
A identificação do destroço do caça-minas «Roberto Ivens» dá-se no preciso momento em que se assinala o centenário da entrada de Portugal na Grande Guerra e a sua divulgação assinalará a efeméride.

Minha Nota:
Desde 1976 que venho pedindo aquisição de caça-minas e alertando para que não se ignore a guerra de minas.
Ensinei-a desde 1965.
Este episódio foi na 1ª Guerra Mundial. Mas a Guerra de Minas no mar teve enorme desenvolvimento na 2ª Guerra.
  Façamos votos para que ela nunca nos bata à porta, mas há que estar preparado.
Não percebo porque razão os patrulhas de origem dinamarquesa não vão ser polivalentes: patrulhas mas preparados para que eventualmente possam ser caça-minas, hidrográficos ou oceanográficos.
A J Nunes da Silva