Começa hoje um novo ciclo na vida nacional.
É o primeiro dia do 5º Presidente Constitucional. É o primeiro dia do novo Comandante Supremo das FA.
Não assisti ás cerimónias, nos locais, nem segui as TV. Segui na minha caminhada matinal, tratei do resto que havia a tratar.
Mas fui há pouco ao "sítio" da Presidência. Lá está o discurso do novo inquilino de Belém. Acabei de o ler, duas vezes.
Quem sou eu para dizer que foi bom ou fraco discurso? Pessoalmente gostei.
Vejo referências para mim importantes.
Lealdade, afecto, fidelidade, a lembrança ao Reino obra de soldados, referência ás batalhas do passado e ás missões de hoje dentro e fora da Europa, e uma frase, curta, fundamental, - "Com as nossas Forças Armadas sempre fiéis a Portugal" - frase a reter.
Lembrança ainda ao que se passou em 25 de Abril de 1974, referência aos militares e civis que fizeram o Portugal do presente.
Ouvi no rádio do carro que os partidos à esquerda do PS não aplaudiram nem se levantaram durante o discurso do PR. Está tudo dito, como de costume.
Lido e relido, é o que importava dizer nesta altura? Creio que sim.
Para Presidente da República foi o necessário? Provavelmente, e num tom apaziguador que creio fundamental.
Para Comandante Supremo das Forças Armadas foi o que importava dizer, foi o necessário? Talvez.
Pode aplicar-se aqui o princípio da garrafa do Porto Tawnie de 40 anos, meio cheia meio vazia? Talvez.
António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)
Mais um que também gostou do que ouviu. As intenções parecem-me boas e sinceras. Quanto à obra, aguardemos.
ResponderEliminarReafirmo, pessoalmente gostei. Mas, como creio que bem se retira do meu texto, como de outros anteriores, aguardo para ver.
ResponderEliminarEstou cansado de ler e escutar grandes tiradas. Uns têm tido muitos afectos e comovem-se muito, outros distanciam-se.
O resultado, relativamente à vida das pessoas, tem sido essencialmente semelhante. À partida, sorrir é diferente de cara patibular. Mas aguardo para ver.
António Cabral