As FA apresentaram-se ao novo Comandante Supremo das Forças Armadas (CSFA).
Houve discursos, do CEMGFA, e do CSFA.
Estilos, recados, passado, presente, futuro.
Como habitualmente, uns gostam, outros não, uns vilipendiam, outros lambem as botas, e alguns jornalistas fazem o seu trabalho. Muito discutível em alguns casos. Sobretudo no rigor e isenção.
Li os discursos, e li algumas das notícias saídas sobre o evento em alguns jornais diários.
Respeito, como sempre as opiniões alheias.
O que acho notável é, por exemplo, titular como falsa uma informação sobre a Marinha executar acções de fiscalização de pesca.
Notável por uma simples razão: a Marinha faz essa fiscalização. Ou já não faz?.
Outra questão pode ser se essa missão carece ou não de determinado suporte legal. Uma longa discussão, em que aqui não entro.
Mas numa coisa creio não estar errado: uma acção é ou não executada. Outra coisa é a moldura legislativa dessa acção, porventura discutível. Só me estou a referir ao rigor das palavras.
Dizer publicamente que é falso que a Marinha faça fiscalização da pesca, é que é notável.
Jornalismo à portuguesa, mas creio perceber porque escrevem o que escrevem.
Com isto não estou a negar outras vertentes da questão, certamente importantes.
António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)
O rapaz jornalista que escreveu isto é bem conhecido. Deve ter entrado agora em estado de negação e confunde os seus desejos com a realidade.
ResponderEliminarPrezado JNBarbosa
ResponderEliminarCreio não estar enganado se disser que, o jornalista em causa, foi um dos que anos atrás foi "credenciado" e, digo eu, apaparicado, para estar por dentro de assuntos de natureza militar.
Posso estar enganado ainda, se disser que há anos que escreve (?????) sobre aspectos relacionados com a Defesa, mas cada vez mais denotando parcialidade. Não sei se confunde desejos com realidade, mas com o passar do tempo mais convicto fico das semelhanças de pensamento com outros articulistas, que porfiam em tecer visões exclusivamente constitucionais ( que não devem ser negligenciadas) sem atender a outras vertentes importantes e nada desprezíveis num País como o nosso. Salvo melhor opinião, o nosso desgraçado País não tem dimensão para Marinha de Guerra mais, guarda costeira independente, mais Polícia Marítima com meios navais, mais GNR com meios navais. Anda por aí muita gente que sabe mas finge desconhecer a natureza "das águas" junto à costa ( e muitas vezes sabe Deus) e o restante espelho de água e o que ele impõe quanto a características de meios navais. Basta aliás atentar no que se passa com as famosas lanchas da GNR. Para já não falar de muitos outros aspectos.
António Cabral