segunda-feira, 14 de março de 2016
Helicópteros Lynx Mk95 das FF "Bartolomeu Dias"
Autorizadas as verbas (inscritas na LPM) para a modernização destes helicópteros. Faseadas por 6 anos, de 2016 a 2021 inclusive.
sábado, 12 de março de 2016
FUNERAL DO COMANDANTE ABEL
Estavam a prestar-lhe a última homenagem várias gerações de oficiais, camaradas do seu tempo, companheiros de cativeiro na Índia (oficiais do Afonso de Albuquerque) e oficiais dos vários cursos do tempo em que o Com. Abel de Oliveira foi Comandante de Companhia do Corpo de Cadetes.
Mas um senão a Marinha não providenciou que uma Bandeira Nacional cobrisse a sua urna ( A Pátria Honrai Que A Pátria Vos Contempla). Uma tristeza!
quinta-feira, 10 de março de 2016
Numa época em que.......
António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)
> Numa época em que se sucedem cada vez mais coisas estranhas.....
> Numa época de NEO isto e aquilo............
> Numa época de coerências como as que ontem parece terem acontecido, nada de aplausos mas ir aos comes e bebes que a vida não está fácil......
> Numa época de contrastes entre SE e QUANDO.......
> Numa época em que a chuva e o vento não querem dar algum descanso......
Não é de espantar que se encontrem as coisas mais curiosas!!!
Aconteceu-me hoje, durante a caminhada matinal!!
Homem do mar, habituado a "ferros" nunca tinha visto um ferro "NEO almirantado"....eh....eh....
António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)
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quarta-feira, 9 de março de 2016
Falecimento do Comandante (Ref.) Abel da Costa Campos de Oliveira
Tivemos conhecimento há minutos pelo "Água aberta ... no OCeano", do falecimento do Comandante Abel de Oliveira.
De momento apenas se sabe, através de sua neta nossa camarada, que faleceu ontem à noite no HFAR onde estava internado, que amanhã o corpo seguirá para a igreja do Santo Condestável em Campo de Ourique onde ficará em Câmara Ardente, que aí será rezada missa de corpo presente depois de amanhã, donde seguirá para ser cremado.
Oficial distinto que marcou profundamente as gerações de oficiais que como cadetes se cruzaram com ele na EN, como Homem e como militar.
À Família do Com. Abel de Oliveira, o "Navio ... desarmado" apresenta sentidos pêsames.
Mais informações:
O corpo seguirá amanhã, quinta feira, para a igreja do Santo Condestável a partir das 17:30 h.
A Missa de corpo presente será rezada na mesma igreja na sexta feira pelas 14:15 h.
Daí seguirá para o cemitério do Alto de S. João onde será cremado.
Mais informações:
O corpo seguirá amanhã, quinta feira, para a igreja do Santo Condestável a partir das 17:30 h.
A Missa de corpo presente será rezada na mesma igreja na sexta feira pelas 14:15 h.
Daí seguirá para o cemitério do Alto de S. João onde será cremado.
Presidente da República eleito, hoje Presidente da República e Comandante Supremo das FA
António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)
Começa hoje um novo ciclo na vida nacional.
É o primeiro dia do 5º Presidente Constitucional. É o primeiro dia do novo Comandante Supremo das FA.
Não assisti ás cerimónias, nos locais, nem segui as TV. Segui na minha caminhada matinal, tratei do resto que havia a tratar.
Mas fui há pouco ao "sítio" da Presidência. Lá está o discurso do novo inquilino de Belém. Acabei de o ler, duas vezes.
Quem sou eu para dizer que foi bom ou fraco discurso? Pessoalmente gostei.
Vejo referências para mim importantes.
Lealdade, afecto, fidelidade, a lembrança ao Reino obra de soldados, referência ás batalhas do passado e ás missões de hoje dentro e fora da Europa, e uma frase, curta, fundamental, - "Com as nossas Forças Armadas sempre fiéis a Portugal" - frase a reter.
Lembrança ainda ao que se passou em 25 de Abril de 1974, referência aos militares e civis que fizeram o Portugal do presente.
Ouvi no rádio do carro que os partidos à esquerda do PS não aplaudiram nem se levantaram durante o discurso do PR. Está tudo dito, como de costume.
Lido e relido, é o que importava dizer nesta altura? Creio que sim.
Para Presidente da República foi o necessário? Provavelmente, e num tom apaziguador que creio fundamental.
Para Comandante Supremo das Forças Armadas foi o que importava dizer, foi o necessário? Talvez.
Pode aplicar-se aqui o princípio da garrafa do Porto Tawnie de 40 anos, meio cheia meio vazia? Talvez.
António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)
sábado, 5 de março de 2016
Arsenal do Alfeite
Estão na Comissão de
Defesa da AR dois Projectos de Lei, do PCP e do BE, para integração do Arsenal
do Alfeite na estrutura da Marinha. Os projectos de Lei são iguais mas com
diferentes considerandos.
A mudança, a ser
aceite, é, na minha opinião, no bom sentido.
A Marinha não pode
ser considerada como um cliente do Arsenal, com fabrico em navios sujeito a
espera por o Arsenal considerar prioritário o trabalho para outrem
Já passei por essa perniciosa
situação, anos atrás.
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sexta-feira, 4 de março de 2016
A PROPÓSITO DOS ANTIGOS COMBATENTES
António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)
Na sequência da cerimónia de despedida do actual Comandante Supremo das Forças Armadas que teve lugar salvo erro no passado dia 17 de Fevereiro, confesso que andei e ainda ando a remoer em vários assuntos. Sobre o que lá foi dito, sobre o passado, presente, futuro.
Quando falo em remoer, naturalmente, refiro uma certa irritação. Não é propriamente mau feitio como alguns poderão dizer mas, além de haver muito pior, e sem ser advogado em causa própria, guio-me por determinados princípios e valores, boa parte dos quais ensinados na vida militar. Não me deixo levar por frases elegantes, tiradas grandiloquentes, e meço as pessoas apenas pelas acções e inações e não pelos discursos e promessas circunstanciais.
Voltando ao que aqui partilho, dei comigo a ler discursos antigos nos meus arquivos, do âmbito da instituição militar, de cerimónias, muitos discursos, e também sobre entrega de espadas a outro Comandante Supremo do passado. Ah, e lembro-me como se fosse hoje, de certos briefings a que tive de assistir.
E concluí, NOTÁVEL.
Lindas palavras, exaltação da “magistratura ponderada e equilibrada” mas, fazendo a análise retrospectiva, continuo a pensar que nem todas as botas têm batido ao longo do tempo com as perdigotas.
Depois lembrei-me dos vários ministros da Dafesa Nacional que tivemos desde o 25ABRI74. Espero não estar equivocado:
Firmino Miguel - 15MAI74-17JUL74, Firmino Miguel - 17JUL74-30SET74, Victor Alves - 30SET74-24FEV75, Silvano Ribeiro - 24FEV75-12SET75, Pinheiro de Azevedo - 19SET75-23JUL76, Firmino Miguel - 23JUL76-15SET78, Loureiro dos Santos , Amaro da Costa, Azevedo Coutinho, Freitas do Amaral, Mota Pinto, Rui Machete, Leonardo de Almeida, Eurico de Melo, Carlos Brito, Fernando Nogueira, Figueiredo Lopes, António Vitorino, Veiga Simão, Jaime Gama, Castro Caldas, Rui Pena, Paulo Portas, Luís Amado, Severiano Teixeira, Santos Silva, Aguiar-Branco, Azeredo Lopes.
Depois, dei comigo a pensar nos ex-combatentes. Interrogo-me, e eles, que pensarão disto tudo?
Interroguei-me se não haverá uma base de dados completa de todos os antigos combatentes, designadamente os que ao longo de anos estiveram em África.
Alguém me garante que sim. Mas parece que lá para trás, alguém emperrou todos os projectos iniciais sobre os antigos combatentes. Com o meu mau feitio imaginei logo, “olha, o Portas”. Mas não, garantem-me que foi muito mais lá para trás. Claro que a minha irritação aumentou. Vá lá saber-se que veracidade. É que há tanta coisa encoberta, e por explicar, neste desgraçado País.
Voltando ao início, a cerimónia de despedida, consegui ler outra vez o discurso do Comandante Supremo cessante. Está no sítio da Presidência. Fui ao sítio do EMGFA. Não descarto inépcia pessoal, mas creio que não está lá o discurso do CEMGFA.
Se não houve despistanço da minha parte, então não está mesmo lá.
A ser assim, cada um tire as suas conclusões.
Quando falo em remoer, naturalmente, refiro uma certa irritação. Não é propriamente mau feitio como alguns poderão dizer mas, além de haver muito pior, e sem ser advogado em causa própria, guio-me por determinados princípios e valores, boa parte dos quais ensinados na vida militar. Não me deixo levar por frases elegantes, tiradas grandiloquentes, e meço as pessoas apenas pelas acções e inações e não pelos discursos e promessas circunstanciais.
Voltando ao que aqui partilho, dei comigo a ler discursos antigos nos meus arquivos, do âmbito da instituição militar, de cerimónias, muitos discursos, e também sobre entrega de espadas a outro Comandante Supremo do passado. Ah, e lembro-me como se fosse hoje, de certos briefings a que tive de assistir.
E concluí, NOTÁVEL.
Lindas palavras, exaltação da “magistratura ponderada e equilibrada” mas, fazendo a análise retrospectiva, continuo a pensar que nem todas as botas têm batido ao longo do tempo com as perdigotas.
Depois lembrei-me dos vários ministros da Dafesa Nacional que tivemos desde o 25ABRI74. Espero não estar equivocado:
Firmino Miguel - 15MAI74-17JUL74, Firmino Miguel - 17JUL74-30SET74, Victor Alves - 30SET74-24FEV75, Silvano Ribeiro - 24FEV75-12SET75, Pinheiro de Azevedo - 19SET75-23JUL76, Firmino Miguel - 23JUL76-15SET78, Loureiro dos Santos , Amaro da Costa, Azevedo Coutinho, Freitas do Amaral, Mota Pinto, Rui Machete, Leonardo de Almeida, Eurico de Melo, Carlos Brito, Fernando Nogueira, Figueiredo Lopes, António Vitorino, Veiga Simão, Jaime Gama, Castro Caldas, Rui Pena, Paulo Portas, Luís Amado, Severiano Teixeira, Santos Silva, Aguiar-Branco, Azeredo Lopes.
Depois, dei comigo a pensar nos ex-combatentes. Interrogo-me, e eles, que pensarão disto tudo?
Interroguei-me se não haverá uma base de dados completa de todos os antigos combatentes, designadamente os que ao longo de anos estiveram em África.
Alguém me garante que sim. Mas parece que lá para trás, alguém emperrou todos os projectos iniciais sobre os antigos combatentes. Com o meu mau feitio imaginei logo, “olha, o Portas”. Mas não, garantem-me que foi muito mais lá para trás. Claro que a minha irritação aumentou. Vá lá saber-se que veracidade. É que há tanta coisa encoberta, e por explicar, neste desgraçado País.
Voltando ao início, a cerimónia de despedida, consegui ler outra vez o discurso do Comandante Supremo cessante. Está no sítio da Presidência. Fui ao sítio do EMGFA. Não descarto inépcia pessoal, mas creio que não está lá o discurso do CEMGFA.
Se não houve despistanço da minha parte, então não está mesmo lá.
A ser assim, cada um tire as suas conclusões.
António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)
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segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016
O poder naval no século XXI
No âmbito de um Seminário alusivo ao "Poder Militar", levado a efeito no Instituto Universitário Militar (Ex-IESM), em Lisboa, ao Restelo, no passado dia 26 FEV, o VALM (Ref) João Pires Neves fez uma intervenção subordinada ao título "O poder naval no século XXI". A intervenção, com a qualidade já habitual neste autor, mereceu publicação no Jornal de Defesa e Relações Internacionais.
Os interessados podem aceder à integralidade do texto se "clicarem" AQUI.
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016
OE 20116. Explicação no Parlamento acerca do orçamento para o MDN
António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)
Dei-me à paciência de ouvir o que se passou entre o actual titular da pasta e os deputados.Várias coisas, como de costume, nada me espantaram vindo de quem vieram.
Registei, também, certas curiosidades. Pela primeira vez, os partidos da extrema esquerda elogiaram esta parte do OE2016.
Mas verifiquei substanciais diferenças.
Mais uma vez, é recorrente e não de agora em funções governamentais, o ministro deseja ardentemente que quanto a missões externas se procure sobretudo o chapéu ONU.
A questão financeira não é, naturalmente, indiferente. Creio que os partidos radicais à esquerda nunca aceitarão que a NATO é uma organização que se pode considerar regional, e creio que nada colide com outros conceitos muito importantes.
Por outro lado, não é de espantar a oposição de partidos radicais à esquerda quanto à participação de forças nacionais, por exemplo, em teatros de luta contra o terrorismo. Falou-se de outras coisas, como o dia da Defesa Nacional, ou aquele célebre plano de navios para a Venezuela, ou as tricas sobre o cálculo da percentagem que de aumento do orçamento, debatendo-se os contornos sobre o projectado ou o executado o ano passado. Muito se entretêm os deputados!
Houve quem lembrasse que, mais tarde, perante aflições na execução orçamental, os cortes cairão sobre a área da defesa, como habitualmente.
O ministro disse que não está com medo que o Céu lhe caia em cima.
Exemplos da galhofa havida em assunto tão sério. Mas é isto que uns e outros tanto apreciam. As tricas parlamentares, muito vazias de conteúdo, digo eu.Depois, e aí ri-me bastante cá em casa, houve quem se manifestasse contente por parecer que não vai haver cativação de verbas da LPM.
De facto, ainda existem muitos adultos que acreditam que os bebés chegam de Paris.Depois, também, coisas de aviões, aviões para aqui, aviões para ali.
Depois, os 25 milhões que as Finanças terão reservados para reposição de salários!!!
Foi confessada a quebra de entradas de voluntários. Entre as partes mais jocosas, a de que a redução de despesas com pessoal se deve a decisões do governo anterior.
Defeito meu, fiquei pouco ou nada esclarecido sobre esta afirmação.
Mas vindo de quem veio, é de passar adiante.
O ministro fez referências a números muito grandes para as áreas IASFA e saúde e deficientes das FA. Aguardemos.
Mas, acho eu, foi tudo um bocado pobre, ficando-se por uns números e umas tricas. Questões de fundo, sérias, no âmbito da defesa nacional e das FA, que se continuam a empurrar com a barriga?
Naturalmente, não é de espantar, tendo em conta os actores presentes.
António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)
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Nota prévia: na presunção de que muitos não o conhecem, deixo aqui um texto sobre a instituição militar que encontrei quando "navegava" na NET. Deixo à consideração de todos, sem qualquer comentário.
António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)
Portugal e as Forças Armadas (FA)
Por C. Barroco Esperança
Os militares, após a Revolução de Abril, começaram cedo a ser ostracizados. Portugal, incapaz de fazer a catarse da guerra colonial, tão injusta quanto inútil e criminosa, viu depressa insurretos, nos libertadores, e patriotas, nos algozes da ditadura.
Só um país rico se podia ter dado ao luxo de esbanjar a formação e experiência técnica, administrativa e de liderança de oficiais e sargentos dos três ramos das Forças Armadas. Podia ter aproveitado, depois de afastados os próceres da ditadura, a honradez castrense que rivalizava com a dos melhores quadros que os partidos atraíram.
Os partidos preteriram sempre os militares, especialmente os que nos libertaram da mais longeva ditadura europeia, quando precisaram de autarcas e quadros da Função Pública. Afastaram os que, em comissão de serviço, integravam a PSP; até da GNR afastaram os oficiais da Academia Militar numa progressiva desvalorização das Forças Armadas e do carácter simbólico da unidade nacional que representam.
O fim do Serviço Militar Obrigatório (SMO) ‘exigido’ pelas juventudes partidárias do CDS, PSD e, até, do PS, com honrosa exceção da Juventude Comunista, impediu que as FA refletissem a diversidade do País, incorporando jovens de ambos os sexos, durante 1 ano, que seria de serviço cívico para os excedentes das necessidades militares.
Assim, transformam-se as FA de um País na guarda pretoriana de um qualquer regime. Quando os símbolos da unidade nacional rareiam ou se diluem é o SMO que aglutina o que resta da identidade nacional num mundo globalizado.
O direito à deserção ou o dever de sublevação contra uma ditadura transforma-se, numa democracia, na obrigação de obediência a decisões legítimas, onde um ano de vida seria uma necessidade para o País e a experiência enriquecedora para os jovens.
Além do recrutamento que as FA permitiriam, para as polícias, havia a renovação anual de efetivos, onde os soldados são velhos aos 30 anos e os oficiais são novos aos 50, sem os custos incomportáveis de FA em regime de voluntariado, como ora sucede.
Os responsáveis pelo fim do SMO lesaram a autonomia e identidade do País. Quando já nenhum país tinha colónias, a ditadura, de tão retrógrada, foi a última na descolonização e preferiu a derrota que inviabilizou uma negociação que evitasse a tragédia.
Com a cultura democrática que o 25 de Abril legou, as FA podiam ser o povo fardado em vez de correrem o risco de se tornarem na guarda pretoriana de um novo polvo civil.
Há erros irreversíveis e cedências que se tornam crimes.
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016
AQUI SE RECORDAM COISAS DO NOSSO PASSADO.
António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)
Aqui se recordam aspectos de décadas atrás em que quase todos nós nos divertimos. Marinharia, arte de marinheiro, os "nós".
Lembrei-me disto ao estar a pensar no estado em que estamos, e nos diversos "nós" que tolhem a sociedade portuguesa.
E daí que recordei, e partilho, uma série de "nós".
Pois existem e muitos treinámos, como por exemplo, a laçada ou nó simples, o nó de azelha, a volta de fiador, o nó direito, o nó torto, o nó cego (este lembra-nos muito a realidade), o nó de ladrão, o nó de envergue, o nó de barca, o nó de espia, o nó de pescador, o catau de espia, o nó de escota, o nó de tecelão, o lais de guia, o catau de bandeira, o nó de espada, o nó de brandais, o nó de correr ou laço, o nó de anzol, o nó de voltas falidas (muitos exemplos por aí....), o nó de esquadria, o nó de encapeladura.
Existem também as emendas, como por exemplo, de cotovia, de cotes, de lais de guia, a oval de lais de guia, de meias voltas e cotes.
Enfim, muita arte de marinheiro. Bons tempos, muitas décadas atrás.
António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)
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nós
Mar. Marinha. Meios.
A pesquisa periódica dos DR é uma actividade para mim maçadora mas que mantenho regularmente. O Senhor Almirante Nunes da Silva é, das pessoas que conheço, uma das mais interessadas e persistentes nesta matéria, dando-se ao trabalho de, a espaços, nos dar notícia de factos relevantes. Que pessoalmente muito agradeço.Vem isto a propósito da chamada de atenção que nos fez para um recente enquadramento legislativo que respeita ás nossas fragatas da classe Bartolomeu Dias.Presumo que não estarei muito errado se disser que, no presente, a Marinha possui como meios navais, as referidas 2 fragatas, as 3 da classe Vasco da Gama, algumas das estoiradas corvetas das classes Baptista de Andrade e João Coutinho, os 2 jovens submarinos Tridente e Arpão, os navios hidrográficos D.Carlos I, Alm Gago Coutinho, Auriga e Andrómeda, alguns sobreviventes da idosa classe Cacine, o reabastecedor de esquadra, os 2 NPO, o Schultz Xavier, e várias lanchas.Além disso, a Marinha dispõe de Fuzileiros e Mergulhadores que estimo continuem razoavelmente equipados, e dispõe ainda dos (presumo) muito cansados 5 helicópteros Lynx MK95.Presumo ainda que prosseguem os trabalhos nos navios de origem dinamarquesa. Creio que a loucura do navio francês que o anterior MDN parecia incitado a mandar comprar está congelada.Este conjunto de meios imporia, num País que fosse governado de forma equilibrada e em que os governantes tivessem bem a noção do que resulta da nossa implantação geográfica, uma programação de médio e longo prazo para manutenção dos meios existentes e para aquisição planeada de novos meios navais.Aquilo que se vê agora escrito para as fragatas da classe Bartolomeu Dias aponta um sentido. Oxalá ele se venha a concretizar.Mas interrogo-me, e o resto? Sei que o “lençol" é curto. Mas também sei que lençóis de seda continuam a adornar as camas bancárias. Muito lençois de seda!!
Incomparavelmente mais caros que mandar construir mais NPO para substituição de corvetas e Cacines.Em recente intervenção na AR, verifiquei que o actual MDN se referiu a MLU!!.Mas tenho uma certeza: uma coisa são as decisões ministeriais estampadas em DR e também as grandes tiradas grandiloquentes dos sucessivos ministros, o que pode ser simpático de se ler e ouvir. Outra coisa bem diferente é a inação, o adiamento, o que se não faz usando a mais variada panóplia de justificações.
Cantam quase todos bem, mas nada me têm encantado. Veja-se, entre muitos outros exemplos tristes, o historial LPM.Oxalá a Marinha veja concretizado o que agora é dado a conhecer. A bem da Marinha e do País. Aguardarei.
António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)
(Chapéus há muitos)
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016
A Guerra de Minas no mar
2016-02-23
às 20:14
LOCALIZADO DESTROÇO DO PRIMEIRO NAVIO PORTUGUÊS
AFUNDADO NA GRANDE GUERRA
O destroço
do caça-minas «Roberto Ivens», afundado durante a Primeira Guerra Mundial na
barra do rio Tejo, foi localizado. A descoberta inscreve-se na preparação do
programa de atividades destinado a assinalar o centenário da entrada de
Portugal na Grande Guerra.
No próximo
dia 9 de março cumprem-se 100 anos desde que a Alemanha declarou guerra a
Portugal.
Ainda que o
envolvimento direto de Portugal tenha sido iniciado em 1914 através do envio de
tropas para Angola e Moçambique, num contexto de profundo impacto económico e
social, a entrada de Portugal na Grande Guerra data de março de 1916 aquando da
declaração de guerra alemã ao nosso País na sequência do aprisionamento de
navios alemães e austríacos surtos nos portos nacionais determinado pelo
Governo português.
O caça-minas
«Roberto Ivens» foi o primeiro navio da Armada Portuguesa a perder-se durante a
Grande Guerra. No dia 26 de julho de 1917, quando procedia à faina de rocega de
minas na barra do rio Tejo, colidiu com uma mina aí colocada por um submarino
alemão.
Com a força
da explosão, o navio ficou imediatamente partido em dois e afundou-se em poucos
minutos. Arrastou consigo 15 elementos da tripulação, entre eles o seu
comandante, o Primeiro-Tenente Raul Cascais.
O destroço
do caça-minas «Roberto Ivens» foi agora localizado, situando-se numa posição
distinta daquela onde a documentação oficial o apontava como perdido.
A
localização permite aprofundar o conhecimento sobre a presença e o papel da
Marinha durante o período conturbado da Grande Guerra e, simultaneamente, lança
um novo olhar sobre a real dimensão da ameaça submarina alemã em águas
territoriais portuguesas.
A
confirmação da descoberta do destroço ocorreu como resultado de uma atividade
promovida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e o
Ministério da Defesa Nacional no quadro da preparação do programa destinado a
assinalar o centenário da entrada de Portugal na Primeira Guerra Mundial.
A iniciativa
surge na sequência da investigação realizada pelo Instituto de História
Contemporânea em 2014, protagonizada por Paulo Costa, com o concurso da
Comissão Cultural da Marinha e o apoio do Instituto Hidrográfico da Marinha
Portuguesa.
Foram assim
empenhados meios de prospeção geofísica que em articulação com pesquisas
efetuadas em vários arquivos nacionais e estrangeiros permitiram estabelecer a
correlação entre o navio e um destroço existente.
A
identificação do destroço do caça-minas «Roberto Ivens» dá-se no preciso
momento em que se assinala o centenário da entrada de Portugal na Grande Guerra
e a sua divulgação assinalará a efeméride.
Minha Nota:
Desde 1976 que venho pedindo aquisição de
caça-minas e alertando para que não se ignore a guerra de minas.
Ensinei-a desde
1965.
Este episódio foi na
1ª Guerra Mundial. Mas a Guerra de Minas no mar teve enorme desenvolvimento na
2ª Guerra.
Façamos votos para
que ela nunca nos bata à porta, mas há que estar preparado.
Não percebo porque
razão os patrulhas de origem dinamarquesa não vão ser polivalentes: patrulhas
mas preparados para que eventualmente possam ser caça-minas, hidrográficos ou oceanográficos.
A J Nunes da Silva
terça-feira, 23 de fevereiro de 2016
EVOLUÇÃO NA CONTINUIDADE
Sem se conhecerem os detalhes, é sempre difícil comentar as situações que se nos deparam. Pode até ser imprudente. Procuro ter sempre isto presente, e tento não falhar neste aspecto.
Isto dito, não deixa de ser curioso constatar certas realidades, certos factos.
1º - Creio não errar se disser que, contando com o actual, os três últimos ministros das Forças Armadas, usualmente designados por MDN, são do Porto, ou têm a sua vida organizada naquela cidade. Augusto Santos Silva é militante conhecido do PS, Aguiar Branco do PSD, e o actual MDN não sei se é militante mas é certamente muito próximo do PS ou de um dos partidos que suportam a actual maioria parlamentar.
2º - Sendo conhecido que, infelizmente, a esmagadora maioria das vezes os governantes mudam chefias por mudar, designadamente ao nível de director-geral, é interessante verificar a continuidade de certos directores-gerais do MDN. Creio que alguns têm feito longa tarimba no MDN, atravessando vários governos de cores diferentes. Seria igualmente interessante investigar se, para alguns dos departamentos do MDN, nunca militares concorreram em concurso público para esses cargos.
Lembrei-me disto. Quem tiver paciência que investigue.
António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016
Grande modernização das FF Bartolomeu Dias
4 Despachos
autorizando o dispêndio de vultuosas verbas, escalonadas por vários anos, numa grande
modernização das FF Bartolomeu Dias.
https://dre.pt/application/file/73659025
Nunes da Silva
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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016
A ARTE da GUERRA - SUN TZU
António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)
""As tácticas militares são como a água corrente.
A água corre sempre de cima para baixo evitando o terreno alto, enquanto as tácticas militares evitam sempre os pontos fortes do inimigo e atacam os seus pontos fracos"".
António Cabral
cAlmirante, reformado
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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016
ESTALEIROS de VIANA do CASTELO
(ref: livro - "Como se constrói um navio", Eng Jorge Manuel Ribeiro Lima)
António Cabral
cAlmirante, reformado
(chapéus há muitos)
(ref: livro - "Como se constrói um navio", Eng Jorge Manuel Ribeiro Lima)
Os ENVC tem uma longa história e, por vezes infelizmente, algo complicada.
Nos recentes dias de muito mau tempo "sofridos" na aldeia, com vários a impor quase clausura caseira, entre outras coisas e concretamente entre outros livros, estive a reler o meu exemplar do livro supra indicado.
Dele partilho duas fotografias, obtidas com a máquina fotográfica, sem tripé, logo, menor qualidade.
A primeira é da fase de construção dos navios patrulha Fogo e Brava, vendo-se os navios na doca nº2. A data é 1956. Outro dia, portanto!!!!! A outra fotografia é uma vista aérea dos ENVC.
António Cabral
cAlmirante, reformado
(chapéus há muitos)
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016
Uma comissão de embarque na Guiné
O VAlm (Ref) João Pires Neves escreveu para a Revista de Marinha um artigo (Ainda a "Alfange" e a Guiné - Um misto de recordações e curiosidades -) onde descreve o que foi a sua comissão de embarque, como 2º Ten, a comandar a Lancha de Desembarque"Alfange" nos anos setenta do século passado. Além da sua actividade específica, o Alm PN analisa também aspectos estratégicos do conflito que então se desenrolava naquela ex-colónia Portuguesa. Para lerem o artigo podem seguir esta ligação.
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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016
HISTÓRIA dos AÇORES
António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)
Sobretudo em razão da carreira, interessei-me pela história dos Açores. Mais recentemente esse interesse aumentou. Concretamente, e sendo um detalhe menor, e porque no blogue não há espaço para me "esticar" demasiado, no muito interessante livro em dois volumes "História dos Açores", do descobrimento ao século XX", na listagem enorme no final do vol.II com o título geral - Governantes dos Açores - encontrei:
1. Comando Territorial Independente dos Açores:
Quartel-General em Ponta Delgada,
Contra-Almirante Paulo Viana (1960-1963)
Contra-Almirante JoaquimJosé Teixeira (1968-1969)
Contra-Almirante Décio Braga da Silva (1974-1975)
2. Zona Militar dos Açores:
Quartel-General em Ponta Delgada,
Vice-Almirante Gabor Albert Ziegler Patkoczy
cAlmirante, reformado
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terça-feira, 9 de fevereiro de 2016
A Marinha de Guerra Portuguesa (II)
Mais uma crítica ao livro do Cte Pedro Lauret apareceu na Revista de Marinha. Caso estejam interessados em lê-la podem seguir esta ligação.
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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016
PROPOSTA de OE 2016.
António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapeús há muitos)
Ela aí está. Depois de muita vigarice, de todos os lados das bancadas parlamentares, depois das enormes pressões de Bruxelas sobre o governo nacional, ela aí está.
Dei-me ao trabalho de ouvir o Ministro das Finanças. Ou eu estou doido, mas creio que ainda não, ou ele confessou que há aumento da carga fiscal global.
Dei-me ao trabalho de passar os olhos pela proposta OE2016 em PDF.
Olhei para alguns aspectos, que partilho.
> Muito paleio sobre estratégia de promoção do crescimento económico e da consolidação orçamental.
> Quadro II.5.2. Garantias concedidas a outras entidades - 16667,53 milhões de euros (é obra!!!)
> Quadro III.1.6. Despesas com pessoal da Administração Central (em milhões de euros):
Para a Defesa - 1276,3 é a execução provisória 2015; 1208,6 é a dotação ajustada.
> Quadro IV.1.11. Repartição dos limites de despesa financiada por receitas gerais:
para a Defesa - 20,0 em encargos de saúde, 56,5 para FND, 229,9 para LPM, 117,9 para pensões e reformas (números de orçamento ajustado); a execução provisória 2015 está apontada, respectivamente, 20,0; 50,0; 191,2; 133,0;
> Quadro IV.6.4. Despesas por medidas dos programas, programa DN/FA, ajustado para 2016, 1679,9 milhões de euros, é o montante da despesa total prevista para o efectivo militar e para as despesas operacionais de todas as Forças Armadas.
Não sou fiscalista, não sou político, não sou economista nem financeiro.
Quem quiser que tire conclusões.
Eu tiro as minhas.
Quem estiver interessado percorra certos quadros, em que o primeiro que aqui indico é apenas um "apetizer". E verifiquem quanto dinheiro continua a ""escorrer"". E, salvo erro, o OE não demonstra tudo da vida nacional, há mais "porcaria".
cAlmirante, reformado
(Chapeús há muitos)
terça-feira, 2 de fevereiro de 2016
OE 2016 e Defesa Nacional (DN) e Forças Armadas (FA)
António Cabral
cAlmirante, reformado,
(Chapéus há muitos)
Reformado não é sinónimo de parado, paralisado, inútil, incapaz.
Sempre olhei para o que me rodeia, na sociedade que integro, e na envolvente externa. E sempre sobre isso ponderei.
Procurei ao longo dos anos tratar o melhor que sabia e podia das responsabilidades que me estavam atribuídas. Isso nunca me compeliu a que me fechasse na redoma à volta da secretária ou do navio, como algumas vezes se ouvia como indicação para a vida a levar.
Vem isto a propósito dos anos passados habituado a olhar para a curva descendente, ano após ano, dos orçamentos destinados à DN e FA. E a ler as balelas dos sucessivos PR, PM, MDN, os actuais incluídos. Sempre belas palavras e ideias.
Com naturalidade, alguns mantêm esperança em novos titulares de orgãos de soberania, em novos tempos.
As vicissitudes por que está a passar a elaboração da proposta de OE2016 por parte do actual governo são bem indicativas das tormentas que nos esperam. Para mim, sem surpresa alguma.
Podem chamar-me céptico, pessimista. Antes fosse, e que a realidade fosse melhor.
O MDN do hífen era vaidoso, sob diferentes pontos de vista, mas arrotava constantes postas de pescada sobretudo com a sua famosa reforma 2020 (????). Particularmente, com a ""regra"" estabelecendo que, doravante (só contaram prá você, NÉ?), o orçamento para a DN se situará um ponto acima ou abaixo de 1,1% do PIB!!!!
Ora, mesmo dando de barato o tipo de criatura que se ufanava desta glória (não acho mal em si mesma), esta como qualquer outra medida nas áreas de soberania correm sempre o risco de acabar no governo seguinte.
Por várias ordens de razão:
> as áreas de soberania nunca foram objecto de um acordo parlamentar entre todos os partidos, no sentido de ficarem fora da luta política;
> nas áreas de soberania, se conseguido e firmado o acima indicado, era preciso que muitos aspectos incluindo orçamentais, ficassem definidos quanto a objectivos globais a atingir i.e. 25/30 anos;
> nunca nada disto aconteceu, a que se soma a realidade da destruição dos tecidos económico e financeiro do País que, sendo uma triste realidade e muito antiga, os do costume de todas as cores persistem em dizer o contrário.
Assim, quanto ao orçamento para a DN e FA, contradizendo respeitosamente quem pensa o oposto, prevejo que venha a ser, quando muito, num montante igual ao de 2015. Oxalá não seja pior, isto é, menor.
Estou por exemplo a pensar, nos rios de dinheiro que vão ser necessários para o SNS, para as polícias, para a justiça (??), para continuar a socorrer os bandidos do costume.
O que significará, obviamente, um aperto enorme, brutal, asfixiante.
Basta pensar em, vencimentos, nos vários outros aspectos respeitantes aos recursos humanos, nas avarias graves em navios e aviões que sempre podem ocorrer e que é a área de maior impacto financeiro, e por aí fora. Quais modernizações, quais construções em Viana do Castelo, etc.
Amanhã, no parlamento, parece que vai haver uma grossa discussão do governo com o PS, PCP, BE, PEV, sobre o famoso esboço do OE2016, que em bolandas anda.
Muito honestamente, gostava de estar completamente enganado. Que nada de desastroso viesse a ocorrer. Fica aqui a minha suspeita quanto ao orçamento. Aguardemos.
António Cabral
cAlmirante, reformado,
(Chapéus há muitos)
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