POR AÍ
António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)
quinta-feira, 4 de janeiro de 2018
segunda-feira, 1 de janeiro de 2018
UM 2018 o MELHOR POSSÍVEL
São os meus votos, para todos os meus amigos, conhecidos, camaradas de armas, leitores deste e do meu blogue, com a saúde q.b. que é o melhor euromilhões da vida, com alegria, e lutando sempre por boa disposição.
E como há dias me dizia um amigo que prezo, dar algum trabalho aos talheres e copos e, digo eu agora, sempre com "temperança".
Quanto à boa disposição, hoje por exemplo fartei-me de rir com várias coisas.
Uma foi com (entre muitas outras tiradas) a frase que ouvi esta manhã no rádio do carro - "Tendo estado nas Forças Armadas durante 28 anos, nunca vi a mínima inquietação quanto aos paióis, nunca houve problema", declarou" (D. Januário Torgal).
Pois, como é do conhecimento de muitos, e eu sou testemunha directa disso pois tive por mais de uma vez lidar "a posteriori" com situações de desaparecimento de armas por exemplo em 2003 e 2004, ao longo de décadas que tem infelizmente havido problemas diversos no respeitante a desaparecimento de material.
Se alguém tivesse dúvidas bastaria tentar ver o histórico na PJM.
Furto, roubo, questões de inventários, isso é outra questão.
Numa coisa concordo com D. Januário: por exemplo, nos meus três anos de EMGFA em que inúmeras vezes confraternizei com camaradas de armas nas zonas atribuídas aos assessores do CEMGFA, nunca de facto ouvi falar ou detectei qualquer inquietação quanto a paióis.
António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)
domingo, 31 de dezembro de 2017
sábado, 23 de dezembro de 2017
Feliz Natal
À guarnição deste Navio bem como aos estimáveis colaboradores e visitantes desejamos um Bom e Feliz Natal. Saúde para todos!
terça-feira, 19 de dezembro de 2017
Cap Ten AN REF António Júlio Monsanto de Campos
Por informação recebida de um camarada,
damos a conhecer o falecimento, ontem, do nosso Camarada António Monsanto de
Campos.
As cerimónias fúnebres previstas são as
seguintes:
O Corpo estará em Câmara Ardente nos
Jerónimos hoje, dia 19, a partir das 17 horas.
Está prevista uma cerimónia fúnebre amanhã,
pelas 15:00, após o que o funeral sairá pelas 15:30 para o Cemitério dos
Olivais onde serão prestadas honras fúnebres seguidas da cremação.
À sua Família e aos seus Amigos e
Camaradas, em particular aos do Curso "Miguel Corte Real," “O Navio… desarmado” apresenta sentidas condolências.
quinta-feira, 14 de dezembro de 2017
NATAL e ANO NOVO
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)
O calendário indica-nos a chegada de uma época em princípio festiva para muitos mas, infelizmente, sem modificação de dificuldades para muitos outros concidadãos.
Natal à porta, fim do ano também.
Aos meus amigos, aos meus conhecidos, aos meus estimados visitantes/ leitores deixo os meus votos de um santo e feliz Natal e que 2018 seja o melhor possível.
António Cabral cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)
quarta-feira, 13 de dezembro de 2017
NRP Afonso Cerqueira
Recebida a seguinte mensagem:
"Boa noite,
Se ainda não aconteceu, gostaria de saber a data em que o "Corceira", navio no qual e com muito orgulho servi como radarista, irá repousar definitivamente ao largo da cidade do Funchal.
Saudações marujais.
A. Campos"
"O Navio... desarmado" retribui as saudações. Haverá alguém que possa elucidar este nosso visitante?
quarta-feira, 29 de novembro de 2017
Visita do PR à Marinha
Pode ser vista aqui uma notícia de 27NOV2017 do Diário de Notícias sobre o assunto.
sexta-feira, 24 de novembro de 2017
COMBATENTES
António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)
Em muitos locais se encontram muito justas homenagens pelos que foram tombando pela Pátria, erigidas ao longo do tempo nas mais diversas e diferentes representações.
Lamentável a postura dos sucessivos titulares de órgãos de soberania quanto aos combatentes. São raras as excepções.
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)
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quarta-feira, 22 de novembro de 2017
TANCOS, e para desanimar mais
António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)
Passados estes meses, quase cinco, passado este tempo sobre, o que disseram, aquilo em que se contradisseram, certas inqualificáveis declarações, certas palavras serem sagradas, murros no estômago, ódiozinhos entre departamentos do Estado, audições várias na AR, relatórios que seriam produzidos, apuramento de responsabilidades, material de guerra devolvido para uma mata incluindo umas "caixinhas inofensivas" de que desconheciam a existência ou seja não estavam inventariadas e isto depois de denúncia anónima ao que parece para GNR de Loulé, insistências por parte da AR, o PM a lembrar “à justiça o que é da justiça" e outras “boutades” do género e o PR a exigir o apuramento de tudo mas tudo mesmo com muitas dores, o que é que eu tenho presente?
Concluo que:
> O “furto” (??) terá ocorrido a 28 de Junho passado, e só passadas mais de 24 horas começaram a reagir certos departamentos do Estado, departamentos pomposamente estabelecidos em lei, mas que, na maioria dos casos mais não são que sacos de vento, inócuos, uns faz-de-conta;
> Depois de 28 de Junho, muitos foram para os jornais, muitos foram à AR, muitas visitas a Tancos, várias encenações em frente das câmaras de TV; algumas, bem infelizes;
> Finalmente, o Exército entregou à comissão parlamentar de defesa (CPD) alguma documentação, classificada e, parece, nunca virá a público; nem se dão ao trabalho de identificar os títulos de cada documento, o que é esclarecedor sobre a transparência e verticalidade desta gentinha toda;
> o comandante do Exército foi de novo ouvido na AR; o inenarrável presidente da CPD parece estar muito satisfeito com o que ouviu, ao ponto de dizer que foi muito esclarecedora a audição, e que houve muita transparência (só dá vontade de rir), e que a documentação recebida respeita ás averiguações internas no Exército;
> ainda assim, este “presidente” deixou cair que não deve haver hesitações quanto à investigação, ao debate e procura de soluções para que não volte a acontecer (POIS!!!), e recusou-se a antecipar se a Comissão da Defesa poderá vir a revelar as conclusões da investigação em curso. Garantiu ainda que a comissão vai continuar a querer ver tudo esclarecido, como insistentemente tem pedido o Presidente da República (só dá vontade de rir);
> continua a nada se saber sobre o que falhou; a óbvia conclusão de qualquer pacóvio é - vão continuar a esconder os erros e poucas vergonhas;
> para lá de outras vertentes, também designadamente quanto a transparência, este processo todo incluindo os seus protagonistas, é mais um eloquente exemplo daquilo em que Portugal se transformou.
Para terminar, vou ficar à espera das reações do PR/ Comandante Supremo das FA. O tal que tem memória de elefante, que exige o apuramento de tudo até ás últimas consequências, doa a quem doer.
Pessoalmente estou convicto de que vai continuar a fazer sorriso amarelo, a dizer laconicamente que aguarda os resultados das investigações do MP, PJ, PJM, e que o PM, o MDN e o CEME já o informaram sobre o apuramento das averiguações internas no Exército e não há mais nada a dizer sobre isto.
Repito o que já perguntei antes:
Serei só eu que sinto cada vez mais vergonha?
Repito, sou só eu?
Pelos silêncios habituais presumo que não sou só eu.
Corro o risco de estar enganado?
António Cabral
cAlmirante, reformado
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segunda-feira, 20 de novembro de 2017
GOSTAVA DE COMPREENDER
No passado, as associações de militares formaram-se num processo "Guterriano" certamente muito discutível.
António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)
Actualização: relativamente ao texto supra, coloquei agora a bold azul o que vinha num comunicado da AOFA, mas já pude confirmar que o ministro da tutela e os quatro chefes militares se fizeram representar e não os seus estados-maiores.
Lembraria que a AOFA se constituiu em 1992 mas só em 2001 foi aprovada na AR legislação relativa ao associativismo militar, salvo erro por unanimidade.
No passado, as associações de militares formaram-se num processo "Guterriano" certamente muito discutível.
Se bem estou recordado, as direcções dessas associações foram recebidas pelo então PM Guterres e pelo então PR/ comandante Supremo das FA Jorge Sampaio, sem nunca terem sido, PRIMEIRO, recebidas pelas chefias militares. Coisas do passado, mas que não deixam de ser interessantes ter sempre presente porque podem contribuir para explicar certas coisas e certos comportamentos, desses políticos e de certas chefias militares de então.
Vem isto a propósito da celebração da AOFA (associação dos oficiais das forças armadas) ocorrida no passado dia 18 de Novembro, onde não participei.
Sou sócio da AOFA, mas só aderi anos depois da sua constituição. AOFA que tem tido intervenções com que me identifico muito, mas muitas, também, que são piores que tiros nos pés.
Vejo noticiado que se fizeram representar nessa cerimónia, entre outros, o MDN, grupos parlamentares do PS, PCP e Verdes, EMGFA, EMA, EME, EMFA, Liga dos Combatentes, IASFA, restantes associações profissionais de militares, organizações representativas da GNR e da PSP, associação dos Pupilos do Exército, associação das antigas alunas de Odivelas, etc.
Naturalmente que cada um é livre de participar no que quer, no que entende adequado. Eu faço o mesmo.
Mas, a nível institucional, porque carga de água os restantes partidos se colocam à margem, deixando para a esquerda e extrema esquerda as associações como a AOFA?
Não percebo. Alguém me pode explicar?
António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)
Actualização: relativamente ao texto supra, coloquei agora a bold azul o que vinha num comunicado da AOFA, mas já pude confirmar que o ministro da tutela e os quatro chefes militares se fizeram representar e não os seus estados-maiores.
Lembraria que a AOFA se constituiu em 1992 mas só em 2001 foi aprovada na AR legislação relativa ao associativismo militar, salvo erro por unanimidade.
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quinta-feira, 16 de novembro de 2017
16 NOVEMBRO. DIA NACIONAL do MAR
António Cabral
Hoje celebra-se o Dia Nacional do MAR.
O título do post está a NEGRO por razões evidentes, com a excepção do MAR que não tem culpa das elites nacionais, transversais a todos os quadrantes partidários e da vida política e institucional.
Eventualmente alguns, em voz baixa e despercebida, dirão umas belas palavras, como de costume. Sei de pelo menos uma honrosa excepção, a promover e celebrar este dia.
Que eu me tenha apercebido, a criatura que chefia o governo nada disse publicamente até agora sobre este dia, sobre o MAR.
A minha distração pode estar a ser enorme, mas também não me apercebi de palavra alguma da ministra da tutela. Se vi bem os jornais via "online" nenhum tem uma palavra sobre o assunto, sobre o dia.
Economia do MAR, o futuro, o desenvolvimento, o que seria de nós sem o MAR, marinha mercante, marinha de pesca, marinha de recreio, Marinha (a de guerra, que faz imenso mesmo assim, para lá da sua missão prioritária, e que são as inúmeras missões de serviço público), defender o MAR é um imperativo nacional, etc.
A pouca vergonha, a incompetência, o desleixo, a ausência de rumo, num País com água por todo o lado, com uma dimensão oceânica brutal, encontram poucas excepções positivas sendo uma delas a tentativa de alargamento da plataforma continental.
Se ganharmos essa acrescida responsabilidade, o que se seguirá?
O professor Hernani Lopes deve dar voltas e mais voltas quando ouve certos pantomineiros e pantomineiras.
É o que temos, mas nem todos merecemos.
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)
Ps: a propósito deste dia, lembrei-me da Escola Naval, situada no Alfeite, escola que forma os oficiais para a Marinha (de guerra) nacional, escola que é instituição muito antiga porque precursora da Faculdade de Ciências de Lisboa e "velha" por remontar à Escola de Sagres.
segunda-feira, 13 de novembro de 2017
Perspectivas para as Forças Armadas em 2018
Pela vária informação que nos dá
quanto às perspectivas para as Forças Armadas em 2018, julgo do maior interesse
a audição do MDN na AR, em 10-11, sobre o OE2018.
Por isso resolvi colocá-la no meu portal
WordPress:
Dada a extensão dessa audição e os seus vários GB,
começo por lá colocar o que lá foi dito até ao fim da 1ª ronda de perguntas dos
partidos , mesmo assim, subdividida em 4 partes.
Incluí-lhes algumas anotações.
Para maior facilidade de verem assuntos abordados que
mais lhes interessem, antes de cada parte faço referência aos instantes da
audição.
05 40 despesas com pessoal
08 43 não há cativações na LPM
09 25 MDN propõe valorização da condição
militar
09 35 MDN já admite revisão do EMFAR
10 32 OE2018 revogará restrição à graduação de
voluntários e contratados
11 41 MDN realça medicamentos de farmácias militares
serem encargo do SNSaúde
1129 saúde dos deficientes das FA deixará de ser encargo
da ADM
13 02 MDN refere as missões das FA no exterior com
reforço de verba
24 00 Os 2% do PIB para a Defesa, pretendidos pela NATO,
não são para já
30 35 Apoio Militar de Emergência
31 47 As FA e os fogos
39 05 reforço de dotação do IASFA?
41 23 o passivo do IASFA
42 20 em curso conversações com Saúde e Finanças para
acudir ao IASFA
1 04 45 admissões na Polícia Marítima
1 05 53 situaçãso no Arsenal
1 06 38 nova doca para subs não é para já
1 08 12 haverá rejuvenescimento do pessoal do
Arsenal
1 11.3 CDS refere onde houve mais cativações
1 13.1 que UCAO informou que as cativações em 2018 serão
cerca de 1700 milhões
1 13.59 CDS considera que descativações foram a saca
rolhas
1 14 27 que as verbas para a LPM foram estabelecidas em
2014
1 15 02 CDS pergunta quais intenções na revisão da LPM
em 2018
1 15 45 e pergunta o que há sobre Montijo
1 16.3 e sobre condição dramática dos deficientes das
FA
1 18.05 em resposta MDN chama atenção para
incumprimentos da LPM pelo governo anterior
1 19.48 que muitas das cativações foram sobre
receitas
1 20.37 que haverá redução de cativações em
2018
1 23.3 que revisão do EMFAR não está
abandonada
1 24.26 que a recuperação de efectivos não é para este
ano
1 27.05 expõe quais as hipóteses para Montijo
1 28.2 que segundo contrato de privatização da ANA,
encargos serão do Estado
1 29.1 refere o Lar Militar
1 30.36 que cativações deste Governo foram muito
inferiores às do anterior
1 31.10 perguntas do PCP
1 35.1 que militares devem participar na gestão do
IASFA
1 36.05 protesta contra modo de distribuição de
emolumentos
1 36 49 pretende que Polícia Marítima passe para
MAI
1 37.8 situaçã de sargentos fuzileiros deficientes das
FA
1 38.2 participação das FA nos fogos
1 42.07 MDN que IASFA será resolvido com Min da Saúde e
Finanças
1 43.46 problema com fusos deficientes é sobre quem
assumirá encargos, Marinha ou CGA
1 46 31 progressão nos escalões de
vencimentos
A J M Nunes da Silva
domingo, 12 de novembro de 2017
PARA ANIMAR
António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)
Ps: Só depois do curto intervalo, em que me mantive sentado, dei conta que estava sentado no lado dos ímpares na segunda fila da 1ª plateia um camarada da briosa.
Naturalmente, cada um escolhe o que o pode animar, ou como ocupar tempos livres. Trato de me ir confortando o mais possível.
Entre outras coisas, para repousar o espírito, e salvo melhor opinião, umas boas caminhadas sempre com máquina fotográfica a tiracolo, uma refeição mais aliciante seja fora ou em casa com amigos, voltas turísticas, um bom livro, um serão de conversa afiada. Ajudam muito.
Aqui e além gosto também de passar em revista a biblioteca e o meu arquivo de bonecada. Deixo um exemplo.
E, com alguma periodicidade, outra coisa muito importante é dar muito prazer aos ouvidos e por essa via à mente.
Hoje deliciei-me com um concerto para violino em ré maior, op. 35, de Erich Wolfgang Korngold e a terminar a sinfonia nº 5 em dó sustenido menor, de Gustav Mahler. Um excelente final de tarde.
Para animar.
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)
Ps: Só depois do curto intervalo, em que me mantive sentado, dei conta que estava sentado no lado dos ímpares na segunda fila da 1ª plateia um camarada da briosa.
quinta-feira, 9 de novembro de 2017
PARA ANIMAR
Sagres com 6 mastros? NÃO, Creoula está por trás!
António Cabral
cAlmirante, reformado
(chapéus há muitos)
Sagres com 6 mastros? NÃO, Creoula está por trás!
António Cabral
cAlmirante, reformado
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quarta-feira, 8 de novembro de 2017
Bom exemplo, a seguir!
Transcreve-se duma página do FB (Filhos da Escola Naval) uma publicação do Comte Chagas Tôrre:
"CLV, 7 de Novembro de 2017
Da esquerda para a direita:
- João Serra Rodeia
- Júlio Chagas Tôrre
- Carlos Costa Pecorelli
- Rui Sá Vaz
- António Balcão Reis
- Isaías Gomes Teixeira"
"CLV, 7 de Novembro de 2017
Dois terços dos oficiais do Curso Pedro Nunes, ainda resistindo à erosão, concederam-se mais um amigável convívio, desta vez na Calvaria de Cima. Foi muito bom.
Da esquerda para a direita:
- João Serra Rodeia
- Júlio Chagas Tôrre
- Carlos Costa Pecorelli
- Rui Sá Vaz
- António Balcão Reis
- Isaías Gomes Teixeira"
terça-feira, 7 de novembro de 2017
PROMOÇÕES NAS FORÇAS ARMADAS
O assunto "promoções" nas FA é um daqueles que mais devia fazer pensar os sucessivos comandantes supremos das FA e alguns dos sucessivos chefes militares. Talvez até corar?
Comecei a interessar-me por acompanhar os DR desde o princípio dos anos 80 do século passado. Altura em que alguns evidenciaram uma certa animosidade para com os oficiais que, como eu, mostravam interesse na consulta deste importante documento da vida nacional. E consultei sempre, e consulto via NET.
Da minha experiência de carreira retiro a noção, clara, de que a maioria dos camaradas de armas pouco ou nada ligava aos DR. Recordo como eles passavam num ápice pela maioria das secretárias.
Talvez na actualidade as coisas estejam diferentes. Oxalá.
Por isso não trago o DR para este blogue nem para o meu.
No caso do "O Navio...Desarmado", o sr Almirante Nunes da Silva é nesta matéria de DR, e não só, um notável exemplo a seguir.
Porque ficaria extenso acrescentar mais um comentário ao post do Sr Almirante acerca do assunto em apreço, deixo aqui, a título excepcional, o texto integral do despacho ministerial conjunto, de 25 de Outubro passado e publicado hoje na folha oficial.
Reproduzo, quase sem comentários, com bolds a vermelho, para com a devida vénia complementar a justa chamada de atenção do Alm Nunes da Silva para este escandaloso processo/ assunto.
Para eventual reflexão, deixo ao eventual interesse de outrem pensarem nas questões de quadros, imaginar que não se poderá promover um militar que tenha vaga porque por exemplo alguém passou à reserva, massa salarial para pessoal, eventuais necessidades de cortar na massa salarial para operações e manutenção. Os sucessivos textos produzidos pela AOFA são também um bom utensílio para uma necessária reflexão quanto ao ponto a que se chegou.
Já agora, atente-se no tempo que vai de 25 de Janeiro a 25 de Outubro.
António Cabral
cAlmirante, reformado
(autor do blogue "Chapéus há muitos)
Despacho n.º 9684/2017
Diário da República n.º 214/2017, Série II de 2017-11-07
• Data de Publicação:2017-11-07
• Tipo de Diploma:Despacho
• Número:9684/2017
• Emissor: Finanças e Defesa Nacional - Gabinetes dos Ministros das Finanças e da Defesa Nacional
• Páginas:25030 - 25030
• Parte:C - Governo e Administração direta e indireta do Estado
• SUMÁRIO
Promoções dos Militares das Forças Armadas para o ano de 2017
• TEXTO
Despacho n.º 9684/2017
Considerando que o n.º 1 do artigo 19.º da Lei do Orçamento do Estado para 2017, aprovada pela Lei n.º 42/2016, de 28 de dezembro, prorrogou, durante o ano de 2017 e como medida de equilíbrio orçamental, os efeitos do artigo 38.º da Lei n.º 82-B/2014, de 31 de dezembro;
Considerando que os n.os 7 e 8 do artigo 38.º da Lei n.º 82-B/2014, de 31 de dezembro, estabelecem um regime que permite a ocorrência de promoções de militares das Forças Armadas e de pessoal militarizado, desde que reunido um conjunto rigoroso de requisitos cumulativos;
Considerando que a concretização das promoções depende, nos termos do n.º 8 do artigo 38.º da aludida Lei, da especial fundamentação da sua necessidade pelos três ramos das Forças Armadas, por referência à verificação cumulativa dos requisitos previstos nesta disposição legal;
Atento que, nos termos da alínea b) do n.º 8 do artigo 38.º da Lei n.º 82-B/2014, de 31 de dezembro, da concretização das promoções não pode resultar aumento da despesa com pessoal nas Forças Armadas;
Considerando que as referidas promoções devem respeitar escrupulosamente os quantitativos fixados no Decreto-Lei n.º 84/2016, de 21 de dezembro;
Considerando ainda que os três ramos das Forças Armadas apresentaram um conjunto de quadros anexos ao Memorando n.º 1/CCEM/2017, de 25 de janeiro, do Conselho de Chefes de Estado-Maior, que justificam a necessidade de promoções sem aumento da despesa global com pessoal;
Considerando ainda os ajustamentos ao plano de promoções constantes do Memorando n.º 6/CCEM/2017, de 27 de julho, e do Memorando n.º 7/CCEM/2017, de 24 de outubro;
Considerando ainda que os efeitos remuneratórios das promoções produzem efeitos no dia seguinte à publicação do respetivo despacho de promoção;
Nos termos do previsto no n.º 9 do artigo 38.º da Lei n.º 82-B/2014, de 31 de dezembro, conjugado com o disposto no artigo 19.º da Lei do Orçamento do Estado para 2017, aprovada pela Lei n.º 42/2016, de 28 de dezembro, determina-se o seguinte:
1 - São autorizadas as promoções, no ano de 2017, de militares das Forças Armadas e de pessoal militarizado constantes do Memorando n.º 1/CCEM/2017, de 25 de janeiro, do Conselho de Chefes de Estado-Maior, com os ajustamentos introduzidos pelo Memorando n.º 6/CCEM/2017, de 27 de julho, e pelo Memorando n.º 7/CCEM/2017, de 24 de outubro.
2 - As promoções referidas devem ocorrer no estrito cumprimento dos termos e limites constantes dos quadros anexos aos Memorandos supramencionados.
3 - O ato concreto que determine a promoção de cada militar ou elemento de pessoal militarizado, deve conter a fundamentação que demonstre a verificação dos pressupostos dos n.os 7 e 8 do artigo 38.º da Lei n.º 82-B/2014, de 31 de dezembro, designadamente a imprescindibilidade da designação para o cargo ou exercício de funções, bem como a inexistência de outra forma de assegurar o exercício das funções cometidas e a impossibilidade de continuidade do exercício das mesmas pelo anterior titular.
4 - As despesas decorrentes das promoções serão integralmente suportadas pelos montantes disponibilizados aos ramos das Forças Armadas pelo Orçamento de Estado de 2017, sendo a sustentabilidade futura da despesa assegurada pela compensação integral através da redução estrutural e permanente dos encargos com pessoal.
5 - O acompanhamento e supervisão da execução orçamental relativa às promoções, a ocorrer nos termos referidos nos números anteriores são assegurados, pela Secretaria-Geral do Ministério da Defesa Nacional e pela Inspeção-Geral de Finanças.
6 - O presente despacho produz efeitos a partir do dia da sua publicação.
25 de outubro de 2017. - O Ministro das Finanças, Mário José Gomes de Freitas Centeno. - O Ministro da Defesa Nacional, José Alberto de Azeredo Ferreira Lopes.
310886022
Mais outro “ponta pé” na Lei
Mais outro “ponta pé” na Lei:
Diário da República, 2.ª série — N.º 214 — 7 de novembro de
2017:
Instrução
n.º 3/2017
Procedimentos
relativos à abertura e movimentação das contas de Certificados de Aforro e à
transmissão de Certificados de Aforro
..........................................................
2.6 — No
caso de membros
das forças militares ou
paramilitares, os mesmos deverão ser identificados preferencialmente através do
cartão de cidadão ou, inexistindo este, documento de identificação civil e cartão de contribuinte
Diário da República, 1.ª série — N.º 104 — 29 de
maio de 2015:
Decreto-Lei n.º 90/2015
de 29 de maio
...........................................................
Artigo
2.º
Aprovação
É
aprovado, em anexo ao presente diploma, que dele faz parte integrante, o
Estatuto dos Militares das Forças Armadas, doravante designado por Estatuto
ANEXO
(a que
se refere o artigo 2.º)
ESTATUTO DOS
MILITARES DAS FORÇAS ARMADAS
Artigo
9.º
Identificação militar
1
— Ao militar dos
QP é atribuído um bilhete de identidade militar, que constitui título bastante
para provar a identidade do seu portador em território nacional e substitui, para
esse efeito, o cartão do cidadão.
António José de Matos Nunes da Silva
Há mais um Milagre das Rosas!!!!
Há mais um Milagre
das Rosas!!!!
Publicado hoje um
Despacho conjunto, da Defesa e das Finanças, autorizando algumas promoções nas
Forças Armadas mas... sem aumentar a despesa com pessoal constante do OE para
2017!
Das 2 uma, ou só
publicam as promoções em 31 de Dezembro (para só nesse dia receberem pelo novo
posto) e a autorização será um “faz de conta que autoriza”, ou cortam nas
admissões reduzindo os quantitativos totais.
Consta no Despacho que
isso foi acordado em Memorandos dos CEMs. “Memorandos” que circularão entre os
CEMs e o Governo, desconhecendo portanto os interessados se, afinal, terão ou
não possibilidade de promoção, embora saibam que há vaga. Promoção, assim, mais
se parece com uma lotaria!
Mas, quando, num
Mundo em ebulição, se aumentam os compromissos de missões da NATO, da UE e das
Nações Unidas, quando se dão às FA novas missões para combate e prevenção de
incêndios, quando se pretende aumentar a plataforma marítima e, simultaneamente,
se reduzem efectivos (já extremamente comprimidos pela troika) só pode ser com Milagre!
E, dada a cor do Governo, é bem adequado chamar-lhe
um... “Milagre das Rosas”!
António José de Matos Nunes da Silva
sexta-feira, 3 de novembro de 2017
CMG EMQ (Ref.) Fernando Gomes
É com mágoa que anunciamos que o nosso camarada Capitão de Mar-e-Guerra EMQ Fernando Gomes faleceu ontem em S. Martinho do Porto aos 84 anos de idade e que o seu funeral se realizou hoje nessa localidade.
O Engenheiro Fernando Gomes ingressou na Escola Naval em 1952 no Curso D. Diniz e foi promovido a guarda-marinha em 1955. Em 1961 fazia parte da guarnição do Aviso Afonso de Albuquerque que enfrentou em combate três fragatas indianas durante os acontecimentos que levaram à queda da Índia Portuguesa. Serviu no Navio-Escola Sagres, cumpriu uma longa comissão em Moçambique a bordo da Fragata Álvares Cabral e, durante alguns anos, foi Professor da Escola Naval.
Era um profissional competente e um homem bom, comunicativo e solidário, que deixa saudades naqueles que com ele privaram.
À Família enlutada e a todos os seus Amigos e Camaradas, em particular aos do Curso D. Diniz, o “Navio... desarmado” apresenta condolências.
Marinha vence “Bright Challenge” 2017
Marinha vence “Bright
Challenge” 2017
No passado
dia 27 de outubro realizou-se o Bright Challenge, tendo a Marinha sido a grande
vencedora da edição de 2017, numa prova onde é testada a capacidade de
organização e de trabalho de equipa, aspetos essenciais para o desempenho de
equipas de alto rendimento.
"Comandar no Mar" - O Livro
O livro "Comandar no Mar", obra editada pelas Edições Revista de Marinha, foi apresentado no passado dia 25 de Outubro, no Clube Militar Naval em sessão dedicada aos autores e seus familiares, patrocinadores e apoiantes.
O livro agora editado, com cerca de 300 páginas, recolhe os testemunhos inspiradores de treze antigos Comandantes de navios de guerra – entre os quais o VALM Pires Neves - e de navios da Marinha Mercante, incluindo dois textos assinados por Oficiais da Reserva Naval e teve a coordenação do Comte Temes de Oliveira.
A sessão de apresentação do livro teve também a participação do Comte Almeida Cavaco que abordou o tema do Comando numa vertente nova e muito curiosa.
O lançamento do livro “Comandar no Mar” terá lugar no próximo dia 14 de Novembro no Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica. Estão todos convidados! É um livro que merece a vossa atenção. Aqui fica o respectivo convite.
quarta-feira, 1 de novembro de 2017
CADA VEZ SINTO MAIS VERGONHA
Cada vez me sinto mais envergonhado.
Cada vez me sinto mais envergonhado.
No que têm transformado o meu País.
Leio os jornais de hoje, notícias sobre certas inacreditáveis declarações.
Leio comentários a essas notícias. Leio opiniões violentas.
Leio o silêncio sepulcral, desde o primeiro da hierarquia segundo a Constituição desta República, até abaixo.
Serei só eu que sinto vergonha, cada vez mais vergonha?
Sou só eu?
Repito, sou só eu?
António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)
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