O DESTINO DO ANTIGO HOSPITAL MILITAR NA ESTRELA
É sempre difícil senão mesmo arriscado, comentar ao detalhe o que se passa à nossa volta sem conhecer os elementos todos, os "meandros".
Mas não estamos impedidos de sobre eles meditar, desconfiar, sobretudo se a memória continua muito boa e, sobre certos "pândegos" que andam por aí desde 1980, lhes conhecemos trajectórias e certos passados.
O problema é que as teias são tantas e foram tão bem urdidas que hoje é extremamente difícil, senão impossível, denunciar com provas sólidas, a pouca vergonha a que assistimos.
Pois lá foi também o hospital da Estrela.
Mas não conhecendo embora os detalhes, os meandros, não posso conjecturar?
Como sempre tem sido, tudo foi certamente executado dentro das melhores práticas, dentro de toda a legalidade, tudo direitinho!
Cada um é livre de pensar o que quiser - não é a democracia a funcionar?, como diz certo pantomineiro - mas de facto, face ao "cadastro" dos últimos anos desta gentinha toda que nos rodeia, o que verifico é que, tal como se passou com o fundo de pensões e como ele devia ter sido alimentado e não foi, nada "concorre" para ajudar os militares e as suas famílias. "Escorre" sempre para outros sítios.
Os maldosos, como eu, em vez de sítios pensam sempre em bolsos.
Os maldosos, como eu, sabem como é que se passa isto das avaliações (que tanto podem ser mais altas ou mais baixinhas...como convirá ......depois), dos ajustes directos e etc. Bem berra o tribunal de contas!!
Eu não tinha muitas dúvidas sobre a coisa mas, se as tivesse, depois de ter lido um certo "esclarecimento" (!!??!!) há dias no Correio da Manhã via NET, tinha-as dissipado.
Já o digo há muitos anos, nada me espanta, desde 1991.
Quando vejo muitas declamações públicas - eu sou honesto, eu não tirei um cêntimo a ninguém, eu nunca falei com ele - e por aí fora, fico ainda mais desconfiado.
Uma coisa é certa, durmo descansado e com consciência tranquila. Até porque nunca convidei certos senhores para certas "vernissages", ou para jantarem à minha custa.
Estou azedo? Estou, sobretudo desde o tempo em que chegavam documentos vindos do MDN, 1989, tinham despachos a lápis, e suscitavam sorrisos - isto não é para ligar. Aí está o resultado.
António Cabral, cAlmirante, reformado
14JUL2015
(Chapéus há muitos)
terça-feira, 14 de julho de 2015
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terça-feira, 7 de julho de 2015
Última audição do MDN na Comissão de Defesa da AR
Em 1-7-2015 realizou-se a última
audição do MDN na Comissão de Defesa da AR.
Retransmitida em canal aberto pelo
canal Parlamento.
Gravei-a. Não infelizmente na totalidade, porque já estava a decorrer
quando dela me apercebi (terá faltado a declaração inicial do Ministro) e, já
perto do fim, falharam alguns minutos por o espaço do disco se ter esgotado.
Durou mais de 2 horas e penso ter conseguido gravar cerca de 95%.
Pelo interesse do seu conteúdo,
para melhor se perceber o que Governo e deputados dos vários partidos pensam da
Defesa Nacional e das Forças Armadas, resolvi disponibilizá-la aos camaradas no
meu Espaço de WordPress:
http://ajnsilva.com/
Tive de a dividir em 7 clipes, porque
o Espaço não permite clipes superiores a 1GB.
Nas alturas que julgo de maior
importância, adicionei legendas, realçando o que lá foi dito.
Julgo de especial interesse:
-No clip 1 (cerca do minuto 17), a declaração, peremptória, do MDN de que
“todos os Diplomas”, e repetiu “todos os diplomas”, tiveram a concordância
do Conselho de Chefes. Sendo pública esta sua afirmação e não havendo
declaração contraditória, conclui-se que os Chefes dos Ramos, entre outros
assuntos, concordaram em se subordinar ao CEMGFA e concordaram com o que foi
estabelecido para o sistema hospitalar, para o IASFA e... no novo Estatuto dos
Militares das FA.
O Ministro, segundo declarou, foi
co-responsável.
Anote-se porém que, segundo os
artigos 11º a 17º do Regimento do Conselho (Diário da República, 2.ª série — N.º 240 — 12 de dezembro de 2014) as deliberações são feitas
por votação, tendo o CEMGFA voto de qualidade, serão lavradas actas e nelas
incluídas declarações de voto, mas, segundo art.º 16º todos os seus membros e participantes
“têm
o dever de sigilo quanto ao objeto e conteúdo das reuniões”, competindo ao
CEMGFA “A execução e a eventual difusão dos pareceres e deliberações do CCEM”.
Com esta espécie de “lei da rolha”, que os próprios CEM terão aceitado,
só o CEMGFA poderá esclarecer.
-Cerca do minuto 18 do clipe 1, desvalorizou
a opinião dos ex chefes em relação aos actuais quanto à condição militar,
acusando até um deputado de ter usado texto do Alm. Melo Gomes. Esqueceu-se de
que ele próprio vai ser ex MDN, onde esteve apenas 4 anos, enquanto os ex CEMs
estiveram mais de 40 anos, e ainda estão, eles próprios, na condição militar.
Sabem pois, bem na pele, o que é a condição militar.
-Cerca do
minuto 19,5, ainda do clipe 1, vangloriou-se de a percentagem do orçamento
da defesa quanto a operações ter passado de 17% para 21% mas não explicou
porquê. É que reduzindo a despesa com pessoal à custa de atraso nas promoções e
a despesa para programação militar, a relatividade dos 3 sectores privilegia as
operações, sem que isso signifique que elas tivessem mais dinheiro.
- IASFA
(minuto 6,5 do clipe 2): a Secretária de Estado declarou estar em estudo o
modelo de governação com participação dos beneficiários e que não está em cima
da mesa questão de privatização.
-EMFAR
(minuto 12:35 do clipe 2): o deputado António Filipe, que requereu apreciação
parlamentar, declarou que o assunto já não pode ser discutido nesta legislatura
mas que fica para a próxima.
Apontou problemas como generalização de
promoções por escolha (de que também discordo pois se a escolha é teoricamente
preferível, na prática está sujeita a erros e padrinhos e é inimiga da
camaradagem e entre ajuda), o dever de “isenção política” (votar é acto
político), etc.
-Estaleiros de
Viana, novamente amplamente discutidos neste e noutros clips.
-Hiperbárica
(min. 24 do clipe 2) para o MDN não é matéria!
-Descontentamento
dos militares (min.1 do clipe 3): “não há”, afirma o MDN, invocando opinião
das chefias militares!!! “Ignorando”, claro, a estatística do inquérito da
AOFA!
-SIROCO (min 2:40 do clipe 4):MDN limitou-se a dizer
estar em negociações.
-Montepio
Militar (min 3:22 do clipe 4): MDN chama-lhe “Militar” mas diz ser privado
e não termos de nos imiscuir. Sendo “privado” é esquisito haver discurso de
abertura pelo CEMGFA e de encerramento pelo CEME. Estará na mesma linha do
peditório na Marinha para compra de comida para família naval carenciada? Será
este também “privado” embora feito num organismo da Marinha?
-Vigilância
nas escolas (min 4 do clipe 4): MDN disse ser facultativo e quem estiver
interessado tem de concorrer.
-Arsenal do
Alfeite (min. 6 do clipe 4): A Secret. Estado disse haver orientação para
reparação naval e civil. Já foi assim, com maus resultados para a Marinha pois
o “cliente” Marinha tinha por vezes de aguardar vez para fabricos. Acresce que
os Estaleiros de Viana estiveram em situação semelhante e, como disse o MDN,
não podiam ter apoio financeiro do Estado porque, segundo as regras da UE, a
sua carteira civil era muito superior à do Estado. Não poderá o AA correr tal
risco no futuro?
-Fundo de
Pensões (min 5:40 do clipe 5): deputado João Rebelo do CDS elogiou durante
cerca de 13 minutos todo o trabalho do MDN, incluindo o cancelamento do Fundo
de Pensões e afirmando que a CGA dava a este continuidade, o que não é verdade!
-% do PIB com
Defesa (min. 18 do clipe 5): MDN
informou que na métrica NATO os gastos com Defesa incluem pensões o que dá para
Portugal 1.6 do PIB.
-Deficientes
das FA (min.7:30 clipe 6): Secret. Estado falou de protocolo HFSR com CV
para alojamento temporário de deficientes das FA na Cruz Vermelha.
-HFAR
(min. 14:50 do clipe 6); deputado do CDS elogia MDN pelo serviço do Hospital
das FA!
sexta-feira, 3 de julho de 2015
O destino do antigo Hospital Militar da Estrela
E assim passaram o antigo Hospital Militar da
Estrela para a Misericórdia de Lisboa:
DESP 7325/2015 - Desafetação do domínio público militar e alienação do PM 200/Lisboa – Cerca do Convento da Estrela (ala norte) e do PM 216/Lisboa – Casa de Saúde da Família Militar.
D.R. II Série - Parte C do dia 3-jul-2015
Ministérios das Finanças e da Defesa Nacional – Gabinetes da Ministra de
Estado e das Finanças e da Secretária de Estado Adjunta e da Defesa NacionalDESP 7325/2015 - Desafetação do domínio público militar e alienação do PM 200/Lisboa – Cerca do Convento da Estrela (ala norte) e do PM 216/Lisboa – Casa de Saúde da Família Militar.
quarta-feira, 1 de julho de 2015
CMG SEF (Ref.) António Fernando Salgado Soares
Com 74 anos de idade faleceu hoje, de madrugada, o CMG Salgado Soares.
Alistara-se na Marinha em 4 de Outubro de 1962, tendo frequentado o 5º Curso Especial de Oficiais da Reserva Naval. Entre os serviços que prestou à Marinha incluem-se uma comissão na Guiné entre 1963 e 1965 integrando a Companhia Nº 3 de Fuzileiros e a comissão em que comandou essa mesma Companhia de Fuzileiros em Angola, com base em Vila Nova da Armada, entre 1972 e 1974.
Este bom camarada e excelente profissional foi promovido a capitão de mar-e-guerra em 1989 e passou à Reforma em 2005.
O corpo estará na capela de São Paulo, em Setúbal, a partir das 16:00 de 5ª feira, 2 de Julho.
Será celebrada uma missa às 10:00 de 6ª feira e o funeral sairá às 10:30, em direção ao Cemitério de Nossa Senhora da Piedade, Setúbal.
"O Navio ... desarmado" apresenta sentidas condolências à sua Família.
segunda-feira, 29 de junho de 2015
Hiperbárica
Publicado
hoje em Diário da República a transferência da câmara hiperbárica do ex
Hospital da Marinha para o Hospital das Forças Armadas.
A
saga continua enquanto se entregar a ignorantes a gerência das Forças Armadas.
Vai
ser por ajuste directo. É “só” um quarto de milhão de euros (mais IVA, porque o
Estado não prescinde de pagar o IVA a si próprio). Vai ser recuperado o que o
Estado gasta com a transferência? E não haverá derrapagens?
O
que acontece aos doentes que estarão em tratamento, ou que virão a dele
precisar, quando começar o desmantelamento e até estar de novo a
funcionar?
Ficam
sem tratamento? Vão fazê-lo nas câmaras do Porto e dos Açores? Há lá
lugares para todos? Pagam-lhes viagens e estadias? Uma irmã minha precisou
de 40 dias úteis de sessões para lhe salvar o pé de amputação!
Quanto
custa afinal tudo isso, em sofrimento e em dinheiro?
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domingo, 28 de junho de 2015
sábado, 27 de junho de 2015
CMG MN Ref João Eduardo Coelho Ferraz de Abreu
Ontem, com 98 anos de idade, faleceu o CMG MN Ferraz de Abreu que foi médico naval com a especialidade de Cirurgia e que, entre outros cargos, foi Director do Hospital da Marinha. Licenciado em Medicina pela Universidade do Porto em 1941, alistou-se na Armada em Agosto de 1944, foi promovido a Capitão de mar-e-guerra em 1972 e passou à Reforma em 1987.
Destacado militante do Partido Socialista (PS), foi eleito deputado à Assembleia da República entre 1983 e 1995, tendo exercido funções de vice-presidente do Grupo Parlamentar do PS entre 1983 e 1986 e de líder da respectiva bancada entre 1986 e 1987. Entre 1987 e 1991 exerceu o cargo de Presidente do PS. Após abandonar as suas funções parlamentares integrou o Conselho Nacional para a Política da Terceira Idade e, mais recentemente, o Conselho Geral da Fundação Portuguesa de Cardiologia.
O Navio... desarmado apresenta sentidas condolências à Família.
quinta-feira, 25 de junho de 2015
IMO's Day of the Seafarer 2015
Day of the Seafarer pays tribute to the world’s 1.5 million seafarers and encourages people to say Thank You Seafarers on June 25th.
This year, IMO's Day of the Seafarer campaign aims to inspire young people to consider a carreer at sea and learn more about this viable and exciting profession.
www.imo.org
www.imo.org
quarta-feira, 24 de junho de 2015
As últimas bandeiras
Na capa da Revista do Expresso (Edição de 20 de Junho de 2015) aparece a imagem do nosso camarada Correia Graça com a bandeira arriada na cerimónia no Palácio do Governador em Luanda (10 de Novembro de 1975). Era 1º ten EMQ e comandante do destacamento nº6 de Fuzileiros Especiais. Faleceu em 2010.
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domingo, 21 de junho de 2015
A propósito de memórias do passado.
Muita papelada se junta ao longo da vida. E muita fui destruindo ao longo do tempo.
Nas voltas e reviravoltas de hoje pelos arquivos na garagem, fui dar com um "papel", manuscrito por mim, numa altura em que estive uma grande parte de uma tarde a conversar com um elemento muito importante na Superintendência de Material da Marinha Holandesa. Passava o ano de 1992.
Assunto base, a prontidão operacional.
À data, diziam-me, seguiam escrupulosamente uma regra sintetizada por uma fórmula, que reproduzo em baixo sem a simbologia adequada, porque não sei como escrever isso no computador:
Operational readiness =
/material readiness X //personnel readiness X / instruction, training, education
(onde / pretende representar a raiz quadrada e // a raiz quarta; além disso, nessa altura, eles lutavam sempre para que a primeira parcela (material readiness) fosse sempre superior a 0,75).
Isto relembrado, independentemente das eventuais evoluções de fórmulas e conceitos, e presente os apertos que se conhecem, muito gostava de saber como vão as coisas por cá.
Muito gostava de ser mosca, para poder observar sem ser visto.
E muito gostava de ser vespa, para dar uma valente ferroada no titular do cargo do 7º andar do edifício cor de rosa.
António Cabral, cAlmirante, reformado
Muita papelada se junta ao longo da vida. E muita fui destruindo ao longo do tempo.
Nas voltas e reviravoltas de hoje pelos arquivos na garagem, fui dar com um "papel", manuscrito por mim, numa altura em que estive uma grande parte de uma tarde a conversar com um elemento muito importante na Superintendência de Material da Marinha Holandesa. Passava o ano de 1992.
Assunto base, a prontidão operacional.
À data, diziam-me, seguiam escrupulosamente uma regra sintetizada por uma fórmula, que reproduzo em baixo sem a simbologia adequada, porque não sei como escrever isso no computador:
Operational readiness =
/material readiness X //personnel readiness X / instruction, training, education
(onde / pretende representar a raiz quadrada e // a raiz quarta; além disso, nessa altura, eles lutavam sempre para que a primeira parcela (material readiness) fosse sempre superior a 0,75).
Isto relembrado, independentemente das eventuais evoluções de fórmulas e conceitos, e presente os apertos que se conhecem, muito gostava de saber como vão as coisas por cá.
Muito gostava de ser mosca, para poder observar sem ser visto.
E muito gostava de ser vespa, para dar uma valente ferroada no titular do cargo do 7º andar do edifício cor de rosa.
António Cabral, cAlmirante, reformado
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A propósito de memórias do passado
Neste ponto de encontro de memórias do passado, dei hoje comigo a relembrar histórias do passado, designadamente "cenas" dos tempos da Escola Naval. Enquanto mexia em papelada antiga, agora que a "temporada" com os netos teve um intervalo.
Lembro-me com se fosse hoje - seu mancebo asqueroso, lembre-se para o resto da vida, um almirante é almirante até na Cag******!!!!!!!
Assim é de facto.
E nunca esqueci, nem esquecerei, pois ainda que reformado, a idade e o que fui não foram nem vão para o lixo. Mas nesta sociedade do Portugal contemporâneo, civis e militares esquecem constantemente aquilo a que estão obrigados.
Vem isto a propósito de ver por aí uns "pândegos" (ganda Nóia dixit) ou chouriços, na feliz expressão de um grande amigo, que foram, vão e se propõem ir a certos eventos (alguns bem estranhos) clamando que o fazem apenas a título pessoal.
Acho-lhes imensa graça!!!!!!!.
Certamente que deixam a identificação em casa, vão de bicicleta em vez de usar o carro de serviço que o estado lhes colocou à disposição, devem levar óculos muito escuros, deixar crescer a barba 4 dias antes, gabardina de gola levantada, e vão certamente sentar-se em fila mais recuada.
Devem também dar instruções prévias para, antes de discursarem, serem anunciados apenas como o senhor X e não pelo importante cargo que ocupam, além de que devem ter um dispositivo para distorcer ligeiramente a voz e, por esta via, a comunicação social ficar com dúvidas se lá esteve o titular de um importante cargo.
Assim, sim, é mesmo a título pessoal!!!!
E o cargo que ocupam, TEMPORARIAMENTE, não fica com mácula!
O que vai custar é o regresso de bicicleta, pois o condutor e o segurança não estão lá para empurrar!!!! Mas faz-lhes bem, estão muito gordos.
António Cabral, cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)
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sábado, 20 de junho de 2015
Tavira - Curso Miguel Corte Real, a "Pedra de Dighton"
Recebida do Cte Rui Cabrita a seguinte informação, com pedido de publicação:
Uma réplica da «Pedra de Dighton», uma rocha com inscrições encontrada no Estado norte-americano de Massachusetts, com mais de 500 anos, cuja origem está envolta em mistério, será colocada na margem esquerda do Rio Séqua, em Tavira, a 28 de Junho.
Esta é uma oferta dos oficiais da Marinha de Guerra Portuguesa, do Curso da Escola Naval (1963-1967), a Tavira, que é a terra de origem do navegador quinhentista Miguel Corte Real, patrono do curso e um dos potenciais autores da inscrição.
«Neste ato serão recordadas as gentes de Tavira e todos aqueles que, por Portugal, no mar, participaram nos grandes feitos navais da nossa história e contribuíram para desbravar oceanos e mares»,
A Banda da Armada também se associará a esta celebração e irá atuar, às 21h30, na Praça da República.
quarta-feira, 17 de junho de 2015
segunda-feira, 15 de junho de 2015
CLUBE MILITAR NAVAL
No seguimento da foto do LSN e também já publicado no “Água aberta
… no OCeano”, aqui fica mais uma achega para memória do CMN do Marquês de
Pombal.
A fazer fé nesta gravura, representativa dos Festejos do
Centenário da Índia em 1898, já se pode ver naquela altura o edifício onde mais
tarde esteve instalado o CMN e que terá sido propriedade de um médico de
Marinha.
Dessa altura, além do CMN, apenas se reconhece lá em cima a
Penitenciária.
Clube Militar Naval
Já publiquei no blogue "Água aberta ... no OCeano", mas não resisto a repetir a dose, aqui. Julgo que a fotografia é de 1934 e mostra o palacete, sito no Marquês de Pombal, que foi sede do CMN de 1935 a 1989. Bons tempos, boas recordações e muitas saudades.
quinta-feira, 11 de junho de 2015
10 de Junho de 2015 - Discurso do PR na cerimónia militar
Depois de deixar a vida activa, anos houve em que além de procurar assistir ao vivo aos dias da Marinha (pouco tenho falhado), procuro assistir também (mais afastado do epicentro do evento) ás cerimónias junto ao monumento aos combatentes e à cerimónia militar presidida pelo PR. A última vez que assisti ao vivo á cerimónia militar do 10 de Junho foi em Castelo Branco onde, inclusive, assisti à “cena” (como dizem os putos) da imposição das “veneras”.
Como em tudo e para tudo, cada cabeça sua sentença. A minha sentença não é certamente melhor que outras, mas talvez tenha alguma coisa que mereça ser ponderada.
Isto para dizer que, quanto ao actual PR e que pela CRP é o comandante supremo das FA, há muito tempo que “enchi”, e cada dia que passa mais se esvai a pouca consideração que por ele tinha como PR. Como comandante supremo, há muitos anos que nenhuma tenho.
Avisado para ouvir o discurso de ontem de manhã, quando li o mail de alerta fiquei desconfiado, pareceu-me haver nele um certo contentamento. Fui há pouco usar a maravilha da técnica de andar para trás e lá escutei o senhor. Sim, porque como acima referi, nunca mais perdi o meu tempo a assistir ao vivo ou pela TV à fantochada em que, a meu ver naturalmente, se transformou a celebração da data em causa.
Pois disse ele, 1 - que decidiu associar as FA ao 10 de Junho, 2 - não pode ser esquecida a dívida para com os antigos combatentes, 3 - as FA como pilar do Estado, 4 - afinidade com a população e com as autoridades, 5 - até falou em capacidades (o esforço que deve ter feito quem lhe escreveu o discurso para referir este conceito), 6 - as razões de ser das FA designadamente o culto de valores, 7 - um decréscimo de 30% do orçamento para as FA ao longo dos últimos 15 anos, 8 - os ciclos de reformas sucessivas, reformas que não terminaram, 9 - tudo pouco valorizado pela opinião pública, 10 - a saúde e o apoio social agora é que é (frase minha), 11 -que os militares se revejam nas reformas, 12 - e que ele tem um grande respeito e reconhecimento pelos militares.
A minha síntese da discursata, feita aliás num tom mais vigoroso (comparativamente com o discurso na cena das medalhas) quase parecendo um deputado meio inflamado, está nas 12 pérolas supra enunciadas.
A 12ª só me dá vontade de rir, e não lhe cresceu o nariz. Pessoalmente considero que fez bem associar as FA ao 10 de Junho, mas lamento muito as incoerências várias que foi manifestando ao longo dos anos e que reforçou ultimamente. A dívida dos meus concidadãos para com os antigos combatentes é incomensurável, e a dívida dos portugueses para com os familiares dos mortos feridos e estropiados ao serviço do País é ainda maior. Mas o PR, aliás na senda dos antecessores depois de Eanes, fala muito nas datas relevantes mas no dia a dia e na prática desdiz-se. Tudo o que cito em 4, 5, 6, 7, 8, e 10 é pouco ou nada valorizado pela opinião pública, e muitas vezes é vilipendiado pela opinião publicada. A culpa é certamente dos militares!!!!!!!!!
É capaz de haver neste momento quem queira ver nas palavras do actual PR um novo apoio ás tertúlias que vão promovendo, ás revoltas palacianas, aos jantares de desagravo, e talvez até continue a iludir aqueles que aceitaram a partir de certa altura desfilar também no 10 de Junho.
Como escrevi mais uma vez, há pouco tempo, agora a propósito de certas pessoas face ao EMFAR que foi publicado em DR - continuam a enganar-se.
O titular do órgão de soberania PR, que na gíria popular ficou designado como o eucalipto, pode ainda enganar muita gente. A mim deixou de me enganar pouco depois de ter ficado com o ministro da defesa Fernando Nogueira.
Deixei para o fim um episódio (chamo-lhe assim) entre a jornalista e o porta-voz do Exército, quando aludindo a palavras do PR foi perguntado ao oficial se os militares se reviam nas reformas. Eu achei notável a “linda resposta”; até falou em farol!!!!!!. A jornalista, a medo, ainda tentou ouvir alguma opinião acerca de - aceitar ou rever-se nas reformas. Prevejo para aquele oficial um futuro brilhante.
António Cabral, cAlmirante, reformado (Chapéus há muitos)
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quarta-feira, 10 de junho de 2015
Enfermeiras Paraquedistas - Homenagem
Com a devida vénia, transcreve-se o que foi
publicado sobre o assunto no blogue “Água aberta… no OCeano”:
Hoje, no XXII Encontro
Nacional de Homenagem aos Combatentes, junto à Torre de Belém, foram homenageadas
as primeiras mulheres portuguesas militares, as Enfermeiras Paraquedistas, que
prestaram serviço na FA de 1961 a 1974.
Actuantes com
entusiasmo, coragem e abnegação nos vários teatros de operações na guerra de
África, viram final e publicamente reconhecida com inteira justiça a sua acção
meritória, quer profissional quer moralmente junto daqueles que inúmeras vezes
necessitaram do seu apoio e conforto, fosse na assistência in loco fosse nas
evacuações para os hospitais territoriais ou para Lisboa.
O blogue “Água aberta...
no OCeano” aqui lhes presta também a sua homenagem.
Nota: Foi publicado há
não muito tempo um livro, com depoimentos seus do que foi a sua vida militar,
intitulado “Nós, Enfermeiras Paraquedistas”, que vale bem a pena ser lido
(passe a publicidade), principalmente por aqueles militares que serviram
naquelas paragens.
Também “O
Navio… desarmado” lhes presta a sua merecida homenagem.
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terça-feira, 9 de junho de 2015
Cap.Fragata SEC Emílio de Araújo Matos
É com pesar que se dá conhecimento do falecimento do Cap. Fragata SEC
Emílio da Araújo Matos que ocorreu hoje no Hospital das Forças Armadas.
O Comandante Matos frequentou o 1º Curso de Oficiais do Serviço Especial
(SE) e dada a sua Classe de origem foi o primeiro oficial SE do Ramo de
Comunicações.
Segundo testemunho de camaradas que com ele serviram eram de realçar as
suas excelentes qualidades como militar, como marinheiro e como técnico de
Comunicações Navais.
O corpo estará amanhã, 10JUN, a partir das 16h30m, em câmara ardente na
antiga Capela da Figueirinha (Centro Paroquial de Oeiras).
O funeral sairá às 15h00m de 11JUN para o Crematório de Barcarena, sendo
antecedido de missa às 14h30m.
À sua Família e aos seus camaradas e amigos os sentimentos de condolências
“d’O Navio … desarmado”.
segunda-feira, 8 de junho de 2015
Domingo de lazer, a propósito da Volvo Ocean Race
Visto da água, ainda melhor se percebe a razão da cobiça que desperta.
António Cabral
cAlmirante, reformado
PS: só tendo andado, como eu, "na água" entre as 1030 e as 1600 horas de ontem entre a zona de Sta Apolónia e a ponte 25 de Abril, avaliou bem a atmosfera pesada e a nebulosidade imensa que também acompanhou a preparação e largada dos 7 "formula 1" da vela.
Como se pode verificar a seguir.
Visto da água, ainda melhor se percebe a razão da cobiça que desperta.
cAlmirante, reformado
PS: só tendo andado, como eu, "na água" entre as 1030 e as 1600 horas de ontem entre a zona de Sta Apolónia e a ponte 25 de Abril, avaliou bem a atmosfera pesada e a nebulosidade imensa que também acompanhou a preparação e largada dos 7 "formula 1" da vela.
Como se pode verificar a seguir.
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sexta-feira, 5 de junho de 2015
EMFAR
O EMFAR ainda tem alguma probabilidade de vir a ser alterado?
Há Proposta do PCP. Mas será que a maioria permitirá alterar algo?
"PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS Grupo Parlamentar
APRECIAÇÃO PARLAMENTAR N.º 139/XII/4.ª
Decreto-Lei n.º 90/2015, de 29 de maio
Aprova o Estatuto dos Militares das Forças Armadas
(Publicado no Diário da República, I Série, n.º 104, de 29 de maio de 2015)"
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Transferência da ADSE para o Ministério da Saúde
O Conselho de Ministros de ontem aprovou a transferência da ADSE para o
Ministério da Saúde e a criação de orgão nesse Ministério para harmonização de
acordos dos 3 subsistemas. Dizendo embora que esses subsistemas mantêm
“autonomia” administrativa e financeira (“auto sustentáveis”). Talvez por
ora?
ADM e SAD mantêm-se sob tutela dos actuais ministérios.
Do vídeo da link seguinte interessam ao assunto cerca dos minutos 0218,
1145, 1420, 1855, 2123
Lançamento de livros - Convite
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quinta-feira, 4 de junho de 2015
CFR EMQ REF António Francisco Canhota Santana
É com muito pesar que dou conhecimento que o nosso estimado camarada e querido amigo Eng. António Francisco Canhota Santana faleceu esta 4ª feira, dia 3 de Junho, no Hospital dos Capuchos, em Lisboa, vítima de doença oncológica recentemente diagnosticada.
Natural de São Vicente, Elvas, onde nasceu em 14 de Junho de 1947, ingressou na Escola Naval em 1 de Setembro de 1966, na Classe de Engenheiros Maquinistas Navais, integrando o Curso “Martim Moniz”.
A sua primeira comissão no mar foi como Adjunto do Chefe do Serviço de Máquinas do NRP “S. Gabriel”. Posteriormente, embarcou como Chefe do Serviço de Máquinas nos NRP “S. Roque”, NRP “ Carvalho Araújo” (em Angola), NRP “Ribeira Grande”, NRP “S. Gabriel” e NRP “Cte Hermenegildo Capelo”.
Em terra prestou serviço na Esquadrilha de Submarinos / Escola de Mergulhadores, na Escola de Máquinas (Grupo nº 1 Escolas da Armada), na Direcção dos Serviços de Marinha de Macau, na Base Naval de Lisboa e na Direcção de Abastecimento.
Especializado em Mergulhador-Sapador, dedicou parte da sua vida profissional à actividade do mergulho, tendo sido Director de Instrução da Escola de Mergulhadores.
Frequentou diversos cursos de natureza técnico-profissional e de carreira, designadamente o curso “NATO Training Course Explosive Ordenance Disposal nº 6”, em Inglaterra, e o Curso Geral Naval de Guerra.
Foi um profissional competente e dedicado, considerado e respeitado por todos aqueles que com ele trabalharam, tendo-lhe, ao longo da sua carreira, sido concedidos diversos louvores e atribuídas várias condecorações. Por decisão pessoal passou à Reserva em 1 de Fevereiro de 1993, tendo passado para a situação de Reforma em 1 de Fevereiro de 1998.
O Eng. António Canhota Santana era um homem bom, generoso, simples, inteligente e culto. Era um humanista, amante da nossa cultura e da nossa língua, de que era um profundo conhecedor, tendo, já depois de ter passado à Reserva, tirado na Universidade de Lisboa o Mestrado em Linguística.
Excelente camarada e amigo de eleição, os seus camaradas do Curso “Martim Moniz” prestam-lhe a sua homenagem. Partiu um dos nossos melhores. Mas o António Canhota Santana estará sempre presente nas nossas memórias e nos nossos corações.
O corpo do nosso malogrado camarada estará 5ª feira, dia 4 de Junho, a partir das 14 horas, na Igreja de Almada. Seguirá na 6ª feira, dia 5 de Junho, pelas 10h30m, para São Vicente, em Elvas, onde o funeral se realizará pelas 14h30m.
Para toda a sua Família e em particular para a sua mulher Maria José e para os seus filhos Simão e André, apresentamos as nossas sinceras condolências.
terça-feira, 2 de junho de 2015
Recordar é viver
Ontem fotografei a corveta João Robi atracada no porto da Horta. Há 40 anos, o mesmo navio esteve no mesmo porto quando regressava de Halifax, no decurso da viagem de instrução dos aspirantes do Curso Almirante Gago Coutinho. O navio era então comandado pelo Comandante Costa Pecorelli e da sua guarnição faziam parte os tenentes Marques de Sá (Imediato), Caratão de Campos, Ferreira de Sousa, Branco Toscano, Jorge Pereira, Soares Barata, Teixeira de Melo, Reis das Neves, Filipe Lapa e Couto Soares. Os aspirantes da Escola Naval eram acompanhados pelo Comandante Rodrigues Paulo, pelo médico Dr. Rui de Abreu e pelo autor destas linhas evocativas.
Muito resistem os nossos navios!
segunda-feira, 1 de junho de 2015
AINDA A PROPÓSITO DO EMFAR
Acredito que não será fácil lidar com certas pessoas sobretudo quando, como o advogado que actualmente exerce o cargo de MDN, actuam como actuam.
Mas essa postura tem a cobertura total da pessoa que actualmente exerce o cargo de PR. Escuso-me de adjectivar o chefe da casa militar e as pessoas que exercem os presentes cargos de PM, presidente da AR, e membros da comissão parlamentar de defesa.
A realidade é que, para se dirimir com este tipo de pessoas intelectualmente a roçar a desonestidade, é precisa muita paciência, muita ponderação, muita determinação, ser-se assertivo, e as acções que se pretendam empreender como legítimas acções de protesto, têm que ser muito ponderadas e, depois, alicerçadas em passos formais executados/ solicitados com antecedência. E, depois, ter o maior cuidado com o que fazer, pois as TV’s tudo aproveitam para contribuir para criar má imagem de nós todos junto da opinião pública. Que é a sensação que se pode retirar do que foi visto pela TV.
Isto dito, devo confessar que não consegui apurar se a AOFA solicitou uma audiência formal ao chefe da casa militar e/ou ao PR. E se as pediu quais as respostas obtidas. Aparentemente, houve contactos (que presumo informais) com o chefe da casa militar da Presidência da República.
Creio que nunca se deveria avançar para um tipo de protesto como o recente sem obter respostas negativas a audiências formalmente solicitadas pelos canais oficiais.
Por isso, e o disse anteriormente, encetado e promovido e divulgado aparentemente na forma e nos termos em que o foi, o resultado do protesto foi o que foi, mau, a meu ver naturalmente, um momento desprestigiante para nós todos.
Porque, como em meu entender já muito bem referido por outros camaradas de armas, a intenção de entregar medalhas tem um muito alto significado, que só seres desprezíveis não entendem. Mesmo tendo as coisas corrido mal, houve notícia do protesto, protesto que eu muito respeito, embora com muita pena minha de, aparentemente, alguém poder ter pensado que uma farda na Presidência da República seria uma ajuda preciosa. Continuam a enganar-se.
Ao por mim já anteriormente referido, quero acrescentar que as palavras do PR que considero lamentáveis, bem como os continuados e ensurdecedores silêncios dos chefes militares constituíram apenas mais uma mancha num “pano” já tão cheio de nódoas. É um pano onde existe, também, a par da grande generosidade por parte da AOFA e de muitos militares mais velhos, uma aparente ausência de preocupação por parte de militares mais novos o que, se corresponder à realidade, não pode deixar de constituir uma grande preocupação para todos quanto ao futuro próximo.
Salvo melhor opinião, a postura iniciada nos consulados do ex-PM Cavaco Silva, e eficazmente continuada e aprofundada por todos os governos seguintes tem hoje o resultado que está à vista. E quando vejo as acções de certos senhores, inchados de soberba (não me refiro à AOFA), em última análise só estão a contribuir para que designadamente os anteriores MDN (desde Fernando Nogueira) "saiam de cena” atrevendo-se a dizer que nunca tiveram nada a ver com o que hoje está à vista. Eles sempre lutaram pela instituição militar e pelos militares, como se sabe!!!!!!!!!!Notável, que o actual advogado MDN fique isolado com os louros das atrocidades todas para que decisivamente contribuiu.
António Cabral
cAlmirante, reformado
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