segunda-feira, 1 de junho de 2015

AINDA A PROPÓSITO DO EMFAR
Acredito que não será fácil lidar com certas pessoas sobretudo quando, como o advogado que actualmente exerce o cargo de MDN, actuam como actuam.
Mas essa postura tem a cobertura total da pessoa que actualmente exerce o cargo de PR. Escuso-me de adjectivar o chefe da casa militar e as pessoas que exercem os presentes cargos de PM, presidente da AR, e membros da comissão parlamentar de defesa.
A realidade é que, para se dirimir com este tipo de pessoas intelectualmente a roçar a desonestidade, é precisa muita paciência, muita ponderação, muita determinação, ser-se assertivo, e as acções que se pretendam empreender como legítimas acções de protesto, têm que ser muito ponderadas e, depois, alicerçadas em passos formais executados/ solicitados com antecedência. E, depois, ter o maior cuidado com o que fazer, pois as TV’s tudo aproveitam para contribuir para criar má imagem de nós todos junto da opinião pública. Que é a sensação que se pode retirar do que foi visto pela TV.
Isto dito, devo confessar que não consegui apurar se a AOFA solicitou uma audiência formal ao chefe da casa militar e/ou ao PR. E se as pediu quais as respostas obtidas. Aparentemente, houve contactos (que presumo informais) com o chefe da casa militar da Presidência da República.
Creio que nunca se deveria avançar para um tipo de protesto como o recente sem obter respostas negativas a audiências formalmente solicitadas pelos canais oficiais.
Por isso, e o disse anteriormente, encetado e promovido e divulgado aparentemente na forma e nos termos em que o foi, o resultado do protesto foi o que foi, mau, a meu ver naturalmente, um momento desprestigiante para nós todos.
Porque, como em meu entender já muito bem referido por outros camaradas de armas, a intenção de entregar medalhas tem um muito alto significado, que só seres desprezíveis não entendem. Mesmo tendo as coisas corrido mal, houve notícia do protesto, protesto que eu muito respeito, embora com muita pena minha de, aparentemente, alguém poder ter pensado que uma farda na Presidência da República seria uma ajuda preciosa. Continuam a enganar-se.
Ao por mim já anteriormente referido, quero acrescentar que as palavras do PR que considero lamentáveis, bem como os continuados e ensurdecedores silêncios dos chefes militares constituíram apenas mais uma mancha num “pano” já tão cheio de nódoas. É um pano onde existe, também, a par da grande generosidade por parte da AOFA e de muitos militares mais velhos, uma aparente ausência de preocupação por parte de militares mais novos o que, se corresponder à realidade, não pode deixar de constituir uma grande preocupação para todos quanto ao futuro próximo.
Salvo melhor opinião, a postura iniciada nos consulados do ex-PM Cavaco Silva, e eficazmente continuada e aprofundada por todos os governos seguintes tem hoje o resultado que está à vista. E quando vejo as acções de certos senhores, inchados de soberba (não me refiro à AOFA), em última análise só estão a contribuir para que designadamente os anteriores MDN (desde Fernando Nogueira) "saiam de cena” atrevendo-se a dizer que nunca tiveram nada a ver com o que hoje está à vista. Eles sempre lutaram pela instituição militar e pelos militares, como se sabe!!!!!!!!!!Notável, que o actual advogado MDN fique isolado com os louros das atrocidades todas para que decisivamente contribuiu.
António Cabral
cAlmirante, reformado

1 comentário:

  1. Esta manifestação foi, a todos os títulos, lamentável. Pareceu organizada em cima do joelho. As imagens que as TV transmitiram foram patéticas. Ainda por cima descobriu-se que as medalhas a entregar eram as comemorativas.

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