A propósito de memórias do passado.
Muita papelada se junta ao longo da vida. E muita fui destruindo ao longo do tempo.
Nas voltas e reviravoltas de hoje pelos arquivos na garagem, fui dar com um "papel", manuscrito por mim, numa altura em que estive uma grande parte de uma tarde a conversar com um elemento muito importante na Superintendência de Material da Marinha Holandesa. Passava o ano de 1992.
Assunto base, a prontidão operacional.
À data, diziam-me, seguiam escrupulosamente uma regra sintetizada por uma fórmula, que reproduzo em baixo sem a simbologia adequada, porque não sei como escrever isso no computador:
Operational readiness =
/material readiness X //personnel readiness X / instruction, training, education
(onde / pretende representar a raiz quadrada e // a raiz quarta; além disso, nessa altura, eles lutavam sempre para que a primeira parcela (material readiness) fosse sempre superior a 0,75).
Isto relembrado, independentemente das eventuais evoluções de fórmulas e conceitos, e presente os apertos que se conhecem, muito gostava de saber como vão as coisas por cá.
Muito gostava de ser mosca, para poder observar sem ser visto.
E muito gostava de ser vespa, para dar uma valente ferroada no titular do cargo do 7º andar do edifício cor de rosa.
António Cabral, cAlmirante, reformado
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