O DESTINO DO ANTIGO HOSPITAL MILITAR NA ESTRELA
É sempre difícil senão mesmo arriscado, comentar ao detalhe o que se passa à nossa volta sem conhecer os elementos todos, os "meandros".
Mas não estamos impedidos de sobre eles meditar, desconfiar, sobretudo se a memória continua muito boa e, sobre certos "pândegos" que andam por aí desde 1980, lhes conhecemos trajectórias e certos passados.
O problema é que as teias são tantas e foram tão bem urdidas que hoje é extremamente difícil, senão impossível, denunciar com provas sólidas, a pouca vergonha a que assistimos.
Pois lá foi também o hospital da Estrela.
Mas não conhecendo embora os detalhes, os meandros, não posso conjecturar?
Como sempre tem sido, tudo foi certamente executado dentro das melhores práticas, dentro de toda a legalidade, tudo direitinho!
Cada um é livre de pensar o que quiser - não é a democracia a funcionar?, como diz certo pantomineiro - mas de facto, face ao "cadastro" dos últimos anos desta gentinha toda que nos rodeia, o que verifico é que, tal como se passou com o fundo de pensões e como ele devia ter sido alimentado e não foi, nada "concorre" para ajudar os militares e as suas famílias. "Escorre" sempre para outros sítios.
Os maldosos, como eu, em vez de sítios pensam sempre em bolsos.
Os maldosos, como eu, sabem como é que se passa isto das avaliações (que tanto podem ser mais altas ou mais baixinhas...como convirá ......depois), dos ajustes directos e etc. Bem berra o tribunal de contas!!
Eu não tinha muitas dúvidas sobre a coisa mas, se as tivesse, depois de ter lido um certo "esclarecimento" (!!??!!) há dias no Correio da Manhã via NET, tinha-as dissipado.
Já o digo há muitos anos, nada me espanta, desde 1991.
Quando vejo muitas declamações públicas - eu sou honesto, eu não tirei um cêntimo a ninguém, eu nunca falei com ele - e por aí fora, fico ainda mais desconfiado.
Uma coisa é certa, durmo descansado e com consciência tranquila. Até porque nunca convidei certos senhores para certas "vernissages", ou para jantarem à minha custa.
Estou azedo? Estou, sobretudo desde o tempo em que chegavam documentos vindos do MDN, 1989, tinham despachos a lápis, e suscitavam sorrisos - isto não é para ligar. Aí está o resultado.
António Cabral, cAlmirante, reformado
14JUL2015
(Chapéus há muitos)