Um 2017 bem melhor do que o ano que finda, para todas e todos!
sexta-feira, 30 de dezembro de 2016
terça-feira, 27 de dezembro de 2016
MEMÓRIAS OPERACIONAIS
António Cabral
cAlmirante, reformado,
(Chapéus há muitos)
Muito longe vão os tempos dos exercícios navais, no Canal da Mancha, no Mediterrâneo, no mar do Norte, nas nossas costas.
Lembrei-me deles há dias, ao ver alinhados/ desalinhados vários barcos.
Possível classificação para a "Formation" (agarrada ao fundo) que se mostra na fotografia? "arbitrary", "unorganized", "irregularly", "atypical"?
NÃO, talvez a mais adequada seja - "Wine Formation"
António Cabral
cAlmirante, reformado,
(Chapéus há muitos)
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sexta-feira, 23 de dezembro de 2016
quinta-feira, 22 de dezembro de 2016
terça-feira, 20 de dezembro de 2016
CMG EM (Ref) Fernando António Martins Salvador
Fomos hoje surpreendidos com a tristíssima notícia ... faleceu o Eng Salvador. Tinha 87 anos, tendo passado à situação de reforma em 1991. O corpo irá hoje para a Igreja da Ressureição, nas Fontaínhas em Cascais, não se conhecendo ainda mais detalhes sobre as cerimónias fúnebres (serão aqui publicados logo que conhecidos). O Eng. Salvador, figura extremamente popular e estimada na Marinha, foi professor na Escola Naval durante vários anos tendo ensinado várias gerações de oficiais de Marinha. Acabou a sua carreira como Chefe do Gabinete de Estudos da DGMN até 1986. Foi também o primeiro Presidente da Direcção da AFCEA Portugal, organização que lhe atribuiu o título honorífico de Presidente Fundador, cargo que exerceu de Janeiro de 1988 a Julho de 2000.
"O Navio... desarmado" apresenta sentidas condolências à Família enlutada e aos seus amigos e camaradas.
Nota: O corpo está desde o final da tarde de hoje na Igreja da Ressurreição, na Rua de Alvide (em frente ao prédio 63), em Cascais.
Amanhã, dia 21 (4ª feira), será celebrada uma cerimónia religiosa na capela funerária às 11h00.
segunda-feira, 19 de dezembro de 2016
CMG (Ref) João Pedro Rodrigues da Conceição
É com profundo pesar que "O Navio ...desarmado" dá a conhecer o
falecimento, na noite de ontem no Hospital da Cruz Vermelha, do nosso camarada Cte.
Rodrigues da Conceição.
Segundo informação de um camarada do seu curso, o corpo irá ser velado a partir de amanhã,
terça-feira, a partir das 18 horas na Igreja de Nª Srª dos Navegantes, no
Parque das Nações, Zona Norte.
Na Quarta-feira, pelas 14 horas, será rezada uma missa de
corpo presente após a qual o funeral sairá para o Cemitério dos Olivais, onde
será sepultado.
A toda a sua Família, em
particular à sua Mulher e Filhos, aos seus camaradas do curso "Luís de Camões" "O Navio ...desarmado" apresenta as mais sentidas condolências.
Que descanse em paz,
sábado, 17 de dezembro de 2016
MEMÓRIAS.
E então, nesse mundo de outra fé, teremos uns residuais "Kharijites", uns "poucos" "Shi'ites, e a maioria "Sunnis".
António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapeús há muitos)
Olhei há pouco para coisas muito antigas, algumas dos tempos de meninice. Recordei livros de quadradinhos, cowboys, sarracenos, banda desenhada, por aí fora. Infelizmente, com pequena culpa própria, encarregaram-se de fazer desaparecer muita coisa (lixo, dizem), quase tudo. Até as caixas do antigo "Meccano" foram parar sem minha autorização a um priminho muito mais novo. É a vida, como dizia o outro.
Enquanto "vasculhava" ouvia o rádio na garagem. As notícias deste mundo, cada vez mais desaparafusado.
A propósito da tragédia lá para os lados da Síria, comecei a vasculhar outras coisas e encontrei um resumo, já um pouco antigo, que vem a propósito e partilho. A propósito da Síria.
Este "papel", é um simples e muito sintético apanhado sobre as principais divisões do Islão. Mas, para quem não esteja a par do assunto, pode dar uma ideia. SUPERFICIAL.
No caso da Síria, teremos gente de vária proveniência, "Ismalites", "Contemporary Ismalites", "Alaouites", "Druze", "Imanites", e certamente uns quantos "Sunites".
Para o "Shi'ism" ao contrário do "Sunism", é atribuída uma importância enorme aos clérigos que têm a missão de interpretar a doutrina e treinar as comunidades.
Para se tentar perceber o que se passa na Síria, deve ver-se a história, ir até pelo menos 500/ 600 anos atrás.
A Síria é uma das criações dos famosos Sykes e Picot, que delinearam os vários Países Árabes de que hoje ouvimos falar, com fronteiras inacreditáveis. Tudo à conta designadamente do petróleo. A Síria era Francesa.
Esse território governa-se autonomamente há pouco mais de umas 5 a 7 décadas. Tem poucas reservas de petróleo, mas acesso ao mar ou seja, pode controlar.
Não por acaso a Rússia tem lá uma base naval.
O pai Assad era Shiita, Ba'ath, laico. Com a ascensão do filho, verificaram-se algumas alterações no país, mas rapidamente o granel se instalou. Irmandade Muçulmana, ISIS, ALNUSRA, Curdos, etc.
Guerra civil iniciada algures no ano de 2011. O caos actual.
Enfim, lembrar que os Árabes são um povo, mas muitas religiões.
António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapeús há muitos)
quarta-feira, 14 de dezembro de 2016
BOAS FESTAS
A toda a guarnição, e a todos os que visitam este blogue quero expressar os meus votos de Boas Festas.
Que tenham um Santo Natal o mais Feliz possível, junto das Famílias.
E que 2017 não seja um ano amargo, sobretudo no plano da saúde de cada um.
Deixo-vos uma fotografia que muito me diz, é tirada por um amigo. Não uso uma das minhas, quase igual, pois confesso que no meio de tantos cartões de memória não a consegui encontrar.
Boas Festas. Tenho que me organizar!
António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)
segunda-feira, 12 de dezembro de 2016
JORNAL DA MARINHA
Só agora tive a oportunidade de analisar o Jornal da Marinha – Chefias, Mudanças, Permanências e Desempenhos nos Últimos 180 Anos, que é mais uma importante obra do nosso camarada e distinto académico João Moreira Freire, editada no passado mês de Novembro pelas Edições Colibri.
São 425 páginas de sistematizadas informações, reflexões e
comentários sobre a Marinha desde a Monarquia Constitucional até à actualidade,
subscritos por alguém que “foi, em jovem, oficial da Armada” - e que eu
acrescento, dos muito bons - que se constituem como um marco na historiografia
naval e um documento indispensável para quem se interessa pelo historial da
nossa corporação.
A obra é dedicada a Venceslau de Moraes, António Sérgio e Jorge de
Sena “cuja independência de espírito, integridade e rebeldia frustraram uma
carreira naval mas abriram a porta a novos progressos para a Humanidade” e, em
particular, aos seus companheiros do Curso “Luís de Camões” da Escola Naval
(1960-1964).
Da sua introdução à obra destaco a seguinte passagem:
“Esta é, assim, também uma
história de retrocessos e resistências. No caso português, a marinha das naus e
das fragatas, que ainda era capaz de colaborar utilmente com forças aliadas no
Mediterrâneo no século XVIII, perdeu-se com a independência do Brasil. A gestão
do império ultramarino oitocentista, com uma força naval empenhada na sua
consolidação, perdeu-se com a República. A marinha atlântica, forjada contra
ameaças totalitárias no século XX, enfraqueceu-se com o esforço da última
guerra colonial, cuja renovada marinha se perdeu por sua vez com a revolução
democrática do 25 de Abril. Sempre “ancorada a ocidente”, a Marinha actual
tenta cumprir as suas novas tarefas, dentro da permanente missão de assegurar
uma presença de Portugal no mar”.
Parabéns João Freire por mais este testemunho da tua esclarecida
inteligência e pelo teu trabalho em prol da Marinha!
Nota: Informação recebida do autor indica que o livro está disponível na FNAC e estará (brevemente) também na loja do Museu de Marinha.
Nota: Informação recebida do autor indica que o livro está disponível na FNAC e estará (brevemente) também na loja do Museu de Marinha.
domingo, 11 de dezembro de 2016
NOMEAÇÃO de CEMGFA e CEM' s
António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)
O processo conducente à nomeação recente do sucessor do Almirante Macieira Fragoso teve, a meu ver, peculiaridades diversas e na minha opinião ainda, deu um lamentável espectáculo, bem elucidativo do que vem sendo a vida nacional em muitas áreas e no caso concreto no que respeita às Forças Armadas.
Houve há dias quem se lhe tenha referido como "garotada". Não posso estar mais de acordo.
Processo que não começou há poucos dias, mas isso é outra história e não é para ser tratado aqui.
O meu ponto é acerca de algumas particularidades das leis inerentes a este processo, o processo da nomeação de novos chefes militares.
Apesar que se poder considerar, e eu respeito essas opiniões, de que ás vezes me insurjo demasiado com certas coisas, fico satisfeito por verificar que não estou só, quanto à verificação do acumular de situações inacreditáveis na sociedade, na esfera pública, privada, civil, militar.
Tinha decidido não manifestar mais os meus incómodos sobre este assunto militar.
Duas coisas me fazem alterar essa intenção.
As palavras do PR quando na condecoração do Almirante Fragoso e a irritação que não consigo conter ao rever muito do palavreado de vários titulares de órgãos de soberania e de jornalistas.
Deixo portanto para quem quiser observar o assunto, o que diz a lei e o que anda a ser propalado nos "media".
Como dizia o outro, é.......só fazer as contas!!!!!
E depois venham-me cá com banhos-maria e outras parvoíces.
Mas admito que esteja completamente errado!!! Ou que exista legislação que "esmague" esta que mostro.
António Cabral
cAlmirante, reformado
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sexta-feira, 9 de dezembro de 2016
Conferência sobre Portugal, a Marinha e a 1ª Guerra Mundial
Instituto Dom João de
Castro
CONVITE
O Presidente do Conselho de Fundadores do
Instituto Dom João de Castro, Prof. Doutor Adriano Moreira, convida V. Ex.ª e
Exma. Família para a sessão a realizar-se no próximo dia 15
de Dezembro (quinta-feira), neste Instituto, pelas
21:00 horas, na qual o Senhor V/Alm. António Rebelo Duarte apresentará uma comunicação subordinada ao tema:
“Portugal, a Marinha e a
I GM,
da política e estratégia
nacionais às operações navais”
R.S.F.F: 213 032 150; TM: 96 965
4732
Rua D. Francisco de Almeida,49
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quinta-feira, 8 de dezembro de 2016
EXPRESSO: Silva Ribeiro será chefe de Estado-Maior das Forças Armadas em 2018
"Vice-almirante Silva Ribeiro tomará posse sábado como chefe do Estado-Maior da Armada e em março de 2018 passará a comandar os três ramos das Forças Armadas. O Ministério da Defesa confirmou ao Expresso que irá respeitar a regra da rotatividade."
Podem aceder ao artigo completo seguindo esta ligação.
terça-feira, 6 de dezembro de 2016
Governo propõe VALM Silva Ribeiro para chefiar a Marinha
De acordo com o DN o "Conselho do Almirantado reuniu esta terça-feira para apreciar o nome que o Governo vai propor ao Presidente da República."
Para ler o artigo completo podem seguir esta ligação.
segunda-feira, 5 de dezembro de 2016
ARMORIAL da Marinha Portuguesa e da Autoridade Marítima Nacional
NOTA: O EVENTO FOI ANTECIPADO PARA AS 17H00
Principais características da obra:
Formato 24cm x 31,5cmNúmero de páginas 632
Símbolos heráldicos e desenhos 685
MEMÓRIAS
Do livro já citado em 27 de Novembro passado - Nós, os Cabindas, história, leis, usos e costumes dos povos de N'Goio, escrito por D. José Franque (príncipe negro D. Domingos José Franque, Boma-Zanei-N'Vimba na língua nativa), existem alguns episódios curiosos.
se faz referência a épocas do passado em que muitos enriqueceram à custa do seu semelhante, de epiderme diferente.
António Cabral
Do livro já citado em 27 de Novembro passado - Nós, os Cabindas, história, leis, usos e costumes dos povos de N'Goio, escrito por D. José Franque (príncipe negro D. Domingos José Franque, Boma-Zanei-N'Vimba na língua nativa), existem alguns episódios curiosos.
Deixo esta digitalização, porque na página 36
se faz referência a épocas do passado em que muitos enriqueceram à custa do seu semelhante, de epiderme diferente.
António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)
quarta-feira, 30 de novembro de 2016
Nova Portaria de Avaliação dos militares
DEFESA NACIONAL
Gabinete do
Ministro
Declaração de retificação n.º
1171/2016
Por ter sido publicada indevidamente na 2.ª
série do Diário da República, declaro sem efeito a Portaria n.º 451/2016,
publicada no Diário da República, 2.ª série, n.º 225, de 23 de novembro de
2016.
23 de novembro de 2016. — O Ministro da Defesa
Nacional, José Alberto de Azeredo Ferreira Lopes.
210046854
Boas Novas? Desenganem-se:
Com mais “pompa e circunstância”, pois passou à 1ª Série do Diário da
República:
DEFESA NACIONAL
Portaria n.º
301/2016
de 30 de
novembro
“Artigo 1.º
Objeto
É aprovado o Regulamento da Avaliação do
Mérito dos Militares das Forças Armadas (RAMMFA), em anexo à presente portaria,
da qual faz parte integrante.”
terça-feira, 29 de novembro de 2016
Cuba
Talvez venha a propósito recordar Cuba, nestes dias em que há quem celebre e quem execre Fidel Castro, uns e outros mais ou menos a destempo e sem grande critério. Façamos então mais uma oferta à câmara do Navio: "Moro Castle", de James Wilson Carmichael (Newcastle-upon-Twine, 1800 - Scarborough, 1869).
domingo, 27 de novembro de 2016
MEMÓRIAS
Há dias, ao visitar minha mãe, ao olhar para a imensidão de livros muito antigos que se aconchegam nas prateleiras da velha biblioteca caseira, os meus olhos pararam com curiosidade num deles - Nós, os Cabindas, história, leis, usos e costumes dos povos de N'Goio, escrito por D. José Franque (príncipe negro D. Domingos José Franque, Boma-Zanei-N'Vimba na língua nativa). Se bem percebo, N'Goio é, na língua nativa, o enclave de Cabinda.
António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)
Há dias, ao visitar minha mãe, ao olhar para a imensidão de livros muito antigos que se aconchegam nas prateleiras da velha biblioteca caseira, os meus olhos pararam com curiosidade num deles - Nós, os Cabindas, história, leis, usos e costumes dos povos de N'Goio, escrito por D. José Franque (príncipe negro D. Domingos José Franque, Boma-Zanei-N'Vimba na língua nativa). Se bem percebo, N'Goio é, na língua nativa, o enclave de Cabinda.
É um livro editado pela ARGO, em 1940, e que a minha mãe então solteira comprou em 1944. Custou 10$00 escudos. Ainda não o li todo, é curioso, tem piada, é uma colectânea de apontamentos, e olhando à época dele se pode pensar muita coisa.
Deixo uma digitalização de um dos apontamentos, pela curiosidade de referir, um dos nossos reis, e o governador de Angola que na época referida no texto seria um oficial general da Marinha.
António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)
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sexta-feira, 25 de novembro de 2016
CFR (Ref.) Eduardo Henrique Serra Brandão
Faleceu esta manhã no Hospital das Forças Armadas, onde se encontrava internado desde há alguns dias, o Comandante Eduardo Henrique Serra Brandão.
Tinha 94 anos de idade. Natural de Lisboa, alistou-se na Marinha em 1940 e completou o curso da Escola Naval em 1943. Embarcou em vários navios da Armada e comandou o caça-minas Faial, em serviço na costa continental portuguesa.
Era licenciado em Ciências Económicas e Financeiras e foi Professor de Direito Internacional Marítimo da Escola Naval e do Instituto Superior Naval de Guerra entre 1954 e 1969, ano em que passou à reserva no posto de capitão de fragata.
Fora do âmbito da Marinha desempenhou várias funções empresariais, designadamente como Presidente da TAP e da SECIL e funções de gestão cultural como Presidente da Sociedade de Geografia de Lisboa e da Comissão Nacional para a Comemoração dos Descobrimentos Portugueses. Era membro honorário da Academia de Marinha.
Hoje, pelas 18.00 horas, o corpo do Comandante Serra Brandão irá para a Basílica da Estrela e amanhã, pelas 16.00, será celebrada missa seguindo depois o funeral para o cemitério do Alto de São João.
"O Navio... desarmado" apresenta condolências à Família daquele que foi um brilhante professor de muitas centenas de oficiais da Marinha Portuguesa.
A PROPÓSITO DAS NOSSAS MEMÓRIAS
António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)
Não foi assim há tanto tempo.
A desintegração da ex-Jugoslávia, a subsequente guerra nos Balcãs, os morticínios, as chacinas, os ódios, as questões de fé, as intervenções militares de todos os lados, os maus, os bons, os que se fingiram de bons, a geopolítica que o mesmo é quase dizer o comportamento dos países mais influentes, mais poderosos, comportamento que ainda hoje nos pode colocar imensas dúvidas. A mim coloca. Desconfio sempre de certas verdades propaladas.
Portugal esteve desde cedo nessa zona com forças militares, com observadores.
Nessa altura da minha carreira, sentado no EMGFA, observei com algum espanto o que se ia passando nos Balcãs. E o que os "media" nacionais e internacionais foram escrevendo.
Entre dezenas de coisas, mais importantes ou insignificantes, recordo um camarada referir que tinham sido detectadas tropas croatas com fardamentos oriundos de um poderoso país europeu, com imensos interesses na zona, mas antes de os distribuir nem tinham tido o cuidado de retirar das mangas junto ao ombro a bandeira desse país.
Vem isto a propósito do zapping que fiz ontem pelas minhas memórias durante a apresentação de um livro escrito pelo MGeneral Carlos Branco e intitulado - A Guerra nos Balcãs, Jihadismo, Geopolítica e desinformação.
Hei-de ler. A apresentação foi ontem, ao fim da tarde, no Palácio da Independência.
António Cabral
cAlmirante, reformado
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quinta-feira, 24 de novembro de 2016
MEMÓRIAS
Até a garça branca sabe qual é o bordo de honra.
António Cabral
cAlmirante, reformado
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Até a garça branca sabe qual é o bordo de honra.
António Cabral
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quarta-feira, 23 de novembro de 2016
Regras de apreciação de militares -Portaria n.º 451/2016
É um autêntico “tratado”!
Tão exigente, tão complexo que qualquer chefe pouco tempo terá para pensar
nos seus muitos deveres, que à cabeça deveriam ser os operacionais.
Com eventualidade até de processos de averiguações pelo meio.
Mas muito importante por ser o condicionante das promoções.
Burocracia na sua plenitude.
https://dre.pt/application/file/75764554
terça-feira, 22 de novembro de 2016
sábado, 19 de novembro de 2016
TALENT DE BIEN FAIRE
António Cabral
No seu artigo sobre "espírito militar" o autor e nosso camarada de armas recomenda aos políticos - "Observem, atentamente, na vossa atitude a divisa que a Marinha Portuguesa adoptou para a sua escola de oficiais, a Escola Naval, em homenagem ao Infante D. Henrique".
Comenta ainda o autor, que a divisa - "exorta ao esforço pessoal no sentido da perfeição".
É uma recomendação mais que pertinente.
Mas cai em saco roto, por variadas razões.
Uma delas, porque serão escassos (se algum) os políticos que lerão este blogue, como aliás o meu. É provável que a alguns chegue notícia do que neles se escreve, mas de nada serve.
Em segundo lugar a democracia tem regras, apoia-se em instituições, e mesmo blogues decentes como este não representam nada quanto aquilo que se chama cidadania, intervenção cívica, e que os palradores no poder (estes agora, e os outros anteriores) sempre apregoam serem necessárias mas que coarctam e castram das mais diversas formas.
Em qualquer dicionário da língua francesa se pode ver que TALENT significa várias coisas e desde logo - aptitude, superiorité naturelle ou acquise pour faire une chose.
Para a esmagadora maioria dos políticos portugueses de todas as cores, TALENT fica-se pela descrição, também do dicionário - monnaie grecque representant la valeur de une somme d'or ou l'argent pesant un talent.
É o que temos, mas nem todos merecemos.
António Cabral
cAlmirante, reformado
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sexta-feira, 18 de novembro de 2016
Espírito Militar
Recebido do Cte Luís Pereira da Costa um artigo com o título "Espírito Militar - de que se trata?" onde o autor, motivado pela recente polémica envolvendo altas patentes da Marinha, expõe os seus pontos de vista sobre esta matéria, nomeadamente sobre as causas que, no seu entender, estão a degradar este conceito.
"... As organizações militares constituem estruturas rigorosamente hierarquizadas que se pautam por relações autocráticas entre níveis de decisão e comando. Os elementos que as integram prestam juramento à Bandeira como símbolo da Pátria que defendem a qualquer custo, inclusive o da própria vida se assim as circunstâncias o determinarem (é caso para bater na madeira e proferir “lagarto, lagarto”, o que não envergonhará ninguém, pois não significará outra coisa que não seja a própria consciência do elevado compromisso que o militar assumiu e cujo cumprimento lhe possa vir a ser exigido alguma vez).
O Cidadão(ã) que assume publicamente tal compromisso coloca-se num patamar ético e moral superior e para o chegar a fazer em consciência, terá de amar a sua Pátria e o seu Povo ao mais alto nível de entrega e servidão ao colectivo nacional em detrimento dos seus interesses individuais, mas não menos humanos, sempre que tal lhe for exigido."
Caso estejam interessados em ler o artigo completo podem seguir esta ligação.
"... As organizações militares constituem estruturas rigorosamente hierarquizadas que se pautam por relações autocráticas entre níveis de decisão e comando. Os elementos que as integram prestam juramento à Bandeira como símbolo da Pátria que defendem a qualquer custo, inclusive o da própria vida se assim as circunstâncias o determinarem (é caso para bater na madeira e proferir “lagarto, lagarto”, o que não envergonhará ninguém, pois não significará outra coisa que não seja a própria consciência do elevado compromisso que o militar assumiu e cujo cumprimento lhe possa vir a ser exigido alguma vez).
O Cidadão(ã) que assume publicamente tal compromisso coloca-se num patamar ético e moral superior e para o chegar a fazer em consciência, terá de amar a sua Pátria e o seu Povo ao mais alto nível de entrega e servidão ao colectivo nacional em detrimento dos seus interesses individuais, mas não menos humanos, sempre que tal lhe for exigido."
Caso estejam interessados em ler o artigo completo podem seguir esta ligação.
quinta-feira, 17 de novembro de 2016
Aniversário do blogue
Para enfeitar a câmara do Navio, aqui fica uma prenda de aniversário, roubada a John Atkinson Grimshaw, pintor que nasceu em Leeds no ano de 1836 e faleceu em 1893, intitulada "The Lighthouse at Scarborough".
quarta-feira, 16 de novembro de 2016
PARABÉNS
António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)
Muito boa tarde a todos os "ARMADOS" (no sentido de que não desarmamos na cidadania), sim porque fora da vida activa profissional creio que todos nós prosseguimos atentos ao que nos envolve, por cá e lá por fora enquanto olhamos ás nossas memórias.
Um brinde a todos com votos de boa saúde adequada à idade.
Brindo com este copo que a fotografia mostra, e que é do almoço de hoje com a minha mulher, com um tinto do Douro (extraordinário e também muito nos €), numa paragem fora das AE no regresso de um "cruzeiro terrestre" de 4 dias pelo Norte, terminado há uma hora.
António Cabral
cAlmirante, reformado
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Dois Anos
Hoje é o 2º aniversário deste blogue.
Com cerca de 100 000 visualizações (130/dia) chegamos ao início do terceiro ano de vida. A participação da guarnição não tem sido famosa (com a honrosa excepção de três ou quatro esforçados colaboradores) e, obviamente, que o sucesso deste "Navio... " estará sempre ligado à vontade dos que o guarnecem.
Daqui enviamos um grande abraço de agradecimento a todos os colaboradores e visitantes desta embarcação que, embora desarmada, não quer deixar de ser o "porto de abrigo" de todos aqueles que já afastados da vida activa na Marinha continuam a viver a ela ligados por laços de sã amizade e forte camaradagem.
terça-feira, 15 de novembro de 2016
CMG FZE (Ref) Humberto Jorge Santana
Lamentamos informar o falecimento do CMG FZE Humberto Santana. O seu corpo estará hoje na Igreja de Linda-a-Velha, realizando-se o seu funeral amanhã (quarta-feira, pelas 1400 hrs) para o cemitério de Barcarena onde será cremado pelas 1430 hrs.
"O Navio... desarmado" apresenta sentidas condolências à sua Família e aos seus camaradas e amigos.
Clube Militar Naval - 150 anos
Hoje, pelas 1830 hrs, realiza-se uma Sessão Solene comemorativa dos 150 anos do CMN que terá a presença do Presidente da República. O Clube será condecorado com a Ordem do Infante D. Henrique.
segunda-feira, 14 de novembro de 2016
sábado, 12 de novembro de 2016
quarta-feira, 9 de novembro de 2016
domingo, 6 de novembro de 2016
sexta-feira, 4 de novembro de 2016
Lançamento de Livro: O Olho do Furacão, o fim do fim, Timor
No próximo dia
10 de Novembro, às 18H00, no Instituto
Universitário Militar, em Pedrouços, será lançado o livro «O
Olho do Furacão, o fim do fim, Timor», da autoria do General
António Barrento*.
Nota*: Ex-CEME
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segunda-feira, 31 de outubro de 2016
Conferência no CMN em 01NOV2016
FÓRUM DO LIVRO DE MACAU EM LISBOA,
(ENTRE OS DIAS 24 DE OUTUBRO E 3 DE NOVEMBRO DE 2016)
A sessão do dia 1 de Novembro (terça-feira), pelas 17h30, no Clube Militar Naval com o patrocínio da Fundação Jorge Álvares:
Conferência pelo Prof. Alfredo Gomes Dias
“Macau visto do ar: olhares sobre a cidade de marinheiros portugueses do século XX”
domingo, 30 de outubro de 2016
sexta-feira, 28 de outubro de 2016
Polícia Marítima
Segundo leio no DN, o Bloco de Esquerda decidiu propor o desmantelamento da
Marinha.
E é
de facto ao que conduziria o PROJETO DE
RESOLUÇÃO Nº 531/XIII/2.ª, de 26-10-2016, do BE.
Extrair-lhe a denominada Polícia
Marítima implicaria duplicar tudo, estruturas, navios, pessoal, escolas,
edifícios, serviços administrativos.
Portugal passou a nadar em
dinheiro?
Tudo bem separado. Marinha que se
desloque para águas internacionais, porque nas nacionais não tem lugar aqui.
Terá passado a ser o inimigo público nº 1?
Alega inconstitucionalidade porque,
segundo a Constituição, só em estado de sítio a Marinha tem cá função.
Mas diz o
nº 6 do art.º 275º da Constituição:
“6.
As Forças Armadas podem ser incumbidas, nos termos da lei, de colaborar em
missões de protecção civil, em tarefas relacionadas com a satisfação de
necessidades básicas e a melhoria da qualidade de vida das populações, e em
acções de cooperação técnico-militar no âmbito da política nacional de
cooperação.”
A meu ver, é a palavra “colaborar” deste
artigo e o facto de alguns não perceberem que “segurança” e “fiscalização” são
também “protecção civil”, “necessidades básicas” e “qualidade de vida” o que
traz problemas.
Ora esse art.º diz também: “nos termos da
lei”.
E
é a lei que estabelece o sistema actual.
Porque, entre outros, os Art. Os
2º e 8º a 10º do DL 185/2014 de 29-12, bem com os Art. Os 3º a 6º do
Decreto Regulamentar 10/2015 de 31 de Julho, são bem explícitos quanto à
obrigatoriedade, até, de intervenção da estrutura da Marinha no apoio à Autoridade
Marítima Nacional e por conseguinte na Polícia Marítima que desta depende.
Acresce que a PM não se limita a “segurança”
no sentido de prevenir e reprimir acções de violência dentro de território
nacional. Tem também outros deveres como, por exemplo, o de, por incumbência
dos Capitães de Portos, conferir que navios mercantes, mesmo
estrangeiros, dispõem de diversa documentação que lhes certifique
condições de navegabilidade, também em águas internacionais, o que não é função
de “segurança interna” do País.
António José de Matos Nunes da Silva
Oeiras
terça-feira, 25 de outubro de 2016
SENHOR CONTENTE, SENHOR FELIZ
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)
Parece que a pouco e pouco regressamos ao tempo em que Nicolau Breyner e Herman José fizeram a série com que titulo este breve post.
Não sei se poderei designar o senhor por contente ou feliz. Acho que é outra coisa mas não o vou escrever aqui.
Leio nos media que o actual senhor que ocupa o MDN deu prova de vida. Foi a propósito dos navios da Rússia que estão a passar ao largo das nossas costas. Com umas trivialidades tristonhas.
Mas também li que terá dito - ouvi com toda a serenidade as preocupações do senhor general. Tomo-as sempre em consideração.
Isto a propósito do discurso do CEME nas cerimónias ocorridas em Elvas, onde o general deu público testemunho de que muitos militares do Exército estão a pedir para sair do activo. Aparentemente, será em número preocupante, particularmente em determinados postos.
O que poderia surpreender os menos atentos, é que estas e outras broncas não tenham já rebentado há mais tempo.
Será por causa destas coisas e de outras, que o ministro não aperta bem a camisa e pouco aconchega a gravata ao pescoço ou seja, para conseguir engolir os engulhos?
Uma coisa tenho como desgraçadamente certa, e oxalá eu me engane redondamente, no seio das FA caminha-se lentamente para uma situação muito delicada.
A pouca vergonha de décadas no tratamento dado à Defesa Nacional e ás Forças Armadas vai produzindo resultados.
António CabralcAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)
domingo, 23 de outubro de 2016
NRP "Figueira da Foz" em Missão no Mediterraneo
Artigo na Imprensa portuguesa, sobre a Missão atribuída ao NRP "Figueira da Foz" para apoio aos fluxos migratórios de refugiados no Mediterrâneo, que pode ser visto aqui.
terça-feira, 18 de outubro de 2016
Novos corpos sociais da AFCEA Portugal
No passado dia 11 assumiram funções os novos Corpos Sociais da Associação para as Comunicações e Electrónica nas Forças Armadas, AFCEA Portugal Capítulo (Chapter) 226, dos quais de novo fazem parte camaradas* nossos, como podemos constactar na lista junta:
Assembleia Geral
Presidente - Contra-Almirante (ref.) Carlos R. Rodolfo
Vice-Presidente - Prof. Doutor Paulo Cardoso do Amaral
Vice-Presidente - Major-General Miguel Rosas Leitão
Direcção
Presidente - Contra-Almirante (ref.) Mário Durão
Vice-Presidente - Coronel António Salvado
Vice-Presidente - Coronel António Salvado
Vice-Presidente - Tenente-Coronel Elisabete Vidal
Director Administrativo - Capitão-de-Fragata Pinheiro da Silva
Director Financeiro - Eng. Pedro Filipe
Director Administrativo - Capitão-de-Fragata Pinheiro da Silva
Director Financeiro - Eng. Pedro Filipe
Conselho Fiscal
Presidente - Dr. Gonçalo Camolino
Vogal - Eng. Sérgio Barbedo
Vogal - Eng. Dinis Fernandes
Vogal - Eng. Sérgio Barbedo
Vogal - Eng. Dinis Fernandes
A AFCEA Portugal está inserida na Região Atlântica da Europa, sendo esta um das Regiões da AFCEA- Armed Forces Communications and Electronics Association fundada nos EUA em 1946.
Sobre a AFCEA Portugal, mais informações podem ser obtidas aqui.
Nota* O Presidente Fundador da AFCEA Portugal (1988-2000) foi o CMG Eng Fernando Martins Salvador
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