quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Construção de 2 Patrulhas

Criação da Equipa de Acompanhamento e Fiscalização da Execução do Contrato de Aquisição de dois Navios Patrulha Oceânicos.

Despacho n.º 10841/2015, hoje (30-9) publicado:
2 — A EAF será chefiada por um Comodoro ou Capitão -de -mar -e- guerra e integrará um número máximo de 14 elementos, pertencentes aos quadros militares e civis da Marinha.” 

6 — A EAF entra em funções no dia seguinte à entrada em vigor do contrato de aquisição de dois NPO, e, permanecerá em funções durante o tempo necessário à execução do mesmo, com caráter permanente, deslocada para o local das construções, até à conclusão das mesmas e do cumprimento integral ou resolução do contrato em apreço.” 

“14 — O presente despacho produz efeitos na data da sua assinatura.

17 de setembro de 2015. — O Ministro da Defesa Nacional, José Pedro Correia de Aguiar -Branco.”


Meu comentário:

  Não é mesmo um desperdício de pessoal, inimaginável, ter esses 14 “elementos” (decerto altamente qualificados) deslocados para o local das construções (Viana do Castelo)... com carácter...  permanente... até à...  conclusão (anos?)... do contrato em apreço? !!!!
   E quanto custará?

  Eles não constroem, fiscalizam!

   Determinado e assinado por quem é, também não admira ...

terça-feira, 22 de setembro de 2015

CMG (ref.) Armando da Silva Saturnino Monteiro


É com uma enorme mágoa que informamos que faleceu ontem, com 92 anos de idade, o CMG (ref.) Armando da Silva Saturnino Monteiro. Nascido em 1923, ingressou na Escola Naval em 1942. Como guarda-marinha fez parte da guarnição do Aviso Bartolomeu Dias que, a partir de 27 de Setembro de 1945, participou na reocupação de Timor depois da derrota dos japoneses na II Guerra Mundial, tendo feito parte da equipa que fez o primeiro levantamento hidrográfico da baía de Dili. Ao longo da sua carreira naval cumpriu outras comissões, como o comando do navio-patrulha S. Vicente no norte de Angola, o comando da Companhia de Alunos da Escola Naval, o cargo de Comandante da Defesa Marítima do Porto de Porto Amélia em Moçambique, entre Agosto de 1972 e Junho de 1974, e o cargo de professor de História da Escola Naval. Em Julho de 1990 passou à Reforma. 
Membro Emérito da Academia de Marinha, que lhe atribuiu o Prémio Almirante Sarmento Rodrigues, foi o autor dos oito volumes da monumental obra “Batalhas e Combates da Marinha Portuguesa”, que foram traduzidos para inglês e que foram distribuídos por muitas bibliotecas e universidades nacionais e estrangeiras à sua própria custa.
O Comandante Saturnino Monteiro foi um dos mais brilhantes oficiais da nossa Marinha. Ontem, durante a sessão ordinária da Academia de Marinha em que lhe foi prestada homenagem, ouviu-se dizer: “A Marinha está de luto”.
O seu corpo encontra-se desde as 17:00 horas na capela mortuária da igreja de Nova Oeiras e as cerimónias fúnebres realizam-se amanhã na mesma igreja, a partir das 11:20 horas.

O "Navio... desarmado" apresenta sentidas condolências à sua Família e aos muitos camaradas que foram seus amigos e admiradores e, em especial, aos seus antigos alunos. 

Cmg. Armando A. Pimentel Saraiva

Faleceu hoje em Vila Real de Trás-os-Montes o Cmg. Armando António Pimentel Saraiva. Incorporado na Armada em 1938, fez a maior parte da sua carreira nos submarinos, de onde ainda hoje muitos o recordam, pela sua personalidade afável e grande simpatia. Retirou-se para Vila Real, onde vivia com o seu filho, o Cap.Ten. (R) Eduardo Pimentel Saraiva desde a sua reforma.
O funeral realiza-se amanhã às 1030 em Vila Real.
Era meu tio por afinidade, casado com uma irmã de meu pai.

Comandante Saturnino Monteiro

É com imenso pezar que divulgo, retransmitindo, a triste notícia do falecimento do Comandante Saturnino Monteiro.
Foi para mim, embora sabendo já da sua precária situação, grande choque.
Julgo que a Marinha estará de luto, pelo seu valor, por tudo o que lhe deu durante toda a sua vida.

Retransmito: 
O corpo vai hoje para a Igreja de Nova Oeiras, pelas 17 H

A cerimonia antes do funeral será amanhã pelas 1120 H

Lá estarei, prestando-lhe a minha última homenagem. Também de muita amizade.

Nunes da Silva

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Conferência no IDJC em 24SET2015

Instituto Dom João de Castro (IDJC)

CONVITE
O Presidente do Conselho de Fundadores do Instituto Dom João de Castro, Prof. Doutor Adriano Moreira, convida V. Ex.ª e Exm.ª Família para a sessão a realizar-se no próximo dia 24 de Setembro (quinta-feira), neste Instituto, pelas 21.00 horas, na qual o Senhor Vice-Almirante João Manuel Pires Neves apresentará uma comunicação subordinada ao tema “Portugal no seu imaginário – do passado ao futuro. Uma visão de Marinheiro”.

R.S.F.F: 213 032 150; TM: 96 965 4732/93 458 3505 Rua D. Francisco de Almeida,49
www.idjc.pt  E-mail: geral@idjc.pt 1400-117 LISBOA

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Congresso Internacional na EN


A PROPÓSITO DA REFORMA (??) 2020, O EMFAR.
Nota prévia - No meu blogue, tive oportunidade de confessar as regalias que a mim próprio concedi, desde Junho passado mas, muito especialmente, entre meados de Agosto e a segunda semana de Setembro. Entre outras coisas, fiz um "black out" à informação, aos blogues, ás missivas de familiares e amigos. Um regalo. Recomecei há poucos dias a tentar colocar as escritas em dia, e a ler artigos bem interessantes. Nomeadamente um de camarada de armas que muito prezo. 
Quase todos os políticos, pouco depois de iniciarem as suas "lides" partidárias, estejam ou não, cumulativamente, com a designação de autarcas, governantes, deputados ou titulares de outros órgãos de soberania, gestores das empresas de todos nós cheias de dívidas, e demais cargos nas estruturas e benesses existentes, caem rapidamente naquela tendência palavrosa de que "defendem o interesse público" e "o superior interesse do País" mas, vai-se a ver, quase sempre não é nada do apregoado. Atente-se tão só nos produtos finais, das suas acções, decisões, inações.
O actual ministro que tutela as Forças Armadas é um dos bons exemplos do que acima afirmo.
Ufana-se de que -"A “Defesa 2020” permitiu, em apenas uma legislatura, encontrar soluções integradas e conjuntas para a racionalização da despesa, para o equilíbrio na utilização de recursos e para uma melhor articulação entre os ramos, tendo presente que o produto operacional das Forças Armadas é o fim e o resultado determinante da reforma" - mas já várias personalidades, civis e militares, pesquisaram diferentes temas da famosa (??) 2020 e, parece, que a coisa não é exactamente assim, oh senhor dr Aguiar Branco!
Não vou entrar em análises, até porque existem pessoas bem mais abalizadas para perspectivar as diferentes áreas que respeitam à defesa nacional e designadamente à instituição militar.
Como muito bem recentemente explicou/ relembrou o VAlm Pires de Neves, mexer nos alicerces da instituição militar deve ser sempre feito, não direi com pinças e muito cuidadinho mas, obviamente (não para todos, como se verifica desde pelo menos há seis décadas), com muita ponderação e sobretudo assente em estudos e análises profundos.
O EMFAR do actual MDN é, porventura, um flagrante caso do que não deveria ter sido feito, do "como não deveria ter sido feito". Eu sei que ao longo das últimas 4 décadas, muitas chefias militares foram fazendo "pés duros" (como se dizia na Guiné), mas não aceito que isso seja justificação decente para fazer asneiras. As asneiras pagam-se, mas este ministro na senda aliás da esmagadora maioria dos políticos de todas as cores, já cá não estará, outros que fechem a porta, quando porventura acontecer o que exemplarmente se pode ler no texto do VAlm Pires de Neves. Que todos deviam ler, incluindo muitos civis que por aí andam.
Claro que não interessa nada ao jornalismo caseiro, nem até a esses famosos comentadores da coisa militar!
O MDN ufana-se de que a reforma foi "ampla", "coerente", "credível", "participada", "acompanhada", "ajustada e corrigida ao longo do seu percurso", "clara", "motivadora".
Eu já tinha as minhas profundas suspeitas designadamente quanto ao EMFAR mas, nesta matéria, o VAlm Pires de Neves fez o que se pode designar por um excelente serviço público, confirmando grande parte das minhas suspeitas.
Será que o novo EMFAR resulta de um processo coerente? Sim, com as intenções do ministro, do governo, do presidente da República e dos seus conselheiros.
Credível? atendeu à realidade nacional, aos aspectos que tão bem estão detalhados no artigo supra referido? Tenho as maiores dúvidas.
Motivador? Trata correctamente o presente e garante o futuro? Creio bem demonstrado o contrário!
Temo bem que este EMFAR, na linha de grande parte do que está na reforma (??) 2020, confirmará mais depressa até do que se possa pensar que, em vez dos desejos do Dr Aguiar Branco - Nos próximos anos é essencial que as linhas de ação política consolidem os processos e métodos da Reforma de modo a serem plenamente atingidos os objetivos da “Defesa 2020”os próximos tempos serão de maior desnorte no seio da instituição militar. Oxalá me engane.
Quanto a uma reforma participada (porque envolveu todos os responsáveis pelos processos atinentes), incluindo o EMFAR, o ensurdecedor silêncio de certos responsáveis deixa-me bem elucidado!
António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos")

domingo, 13 de setembro de 2015

A falsa insustentabilidade futura da Segurança Social e os “plafonds” das pensões

A falsa insustentabilidade futura da Segurança Social e os “plafonds” das pensões.
Baseiam-se em projecções matemáticas da situação actual, entrando como factores a natalidade actual, a economia actual e uma “previsão” da esperança de vida.
  A equação é muito complexa, e simplificam-na para tratamento matemático.
  Invocando os resultados, enganam as pessoas, afirmando que é preciso legislar agora no sentido de sentido de serem viáveis as pensões que vão receber. Não lhes dizem que isso é agravar, desde já, o quantitativo das futuras pensões.
  Omitem ou ignoram que, já em 2002, foi legislado um corte drástico nas futuras pensões da generalidade das pessoas. Já não vão sendo, nem serão, de longe, como as recentes.
  Porque, segundo o Art. 4º do Decreto-Lei n.o 35/2002 de 19 de Fevereiro do então Ministro Paulo Pedroso, o valor da pensão passou a ser o total das remunerações anuais até ao limite de 40, em vez dos 10 anos civis a que correspondam remunerações mais elevadas, compreendidos nos últimos 15 anos com registo de remunerações.
  Como a generalidade das pessoas começam a vida ganhando pouco, logo nesse ano foi instituída uma redução - drástica - das futuras pensões.
Um mero exemplo ajudará a perceber o seu efeito drástico: suponhamos que alguem recebe €600 nos primeiros 10 anos de trabalho, 1000 nos 10 seguintes, 1500 nos novos 10, e 2000 nos últimos 10 dos 40. Enquanto dantes se consideravam apenas os 2000 para o valor da pensão, com esta nova regra contariam apenas 1275 de média, ou seja, uma perda de 36,2% no valor da pensão!
 Claro que haverá excepções. Como as dos “jotas” deputados que começam com bons ordenados. Não são a regra.
  Mas, depois disso, em 2006, Vieira da Silva agravou esse valor da pensão ao introduzir-lhe também o factor esperança média de vida.
  Para cúmulo, a situação dos futuros pensionistas ficou muito mais dramática com a “austeridade” deste Governo.
  Porque reduziu drasticamente as remunerações do trabalho e as congelou, não havendo sequer esperança de recuperação nos anos próximos. Não são os impostos mas sim os baixos salários actuais que levarão a menores pensões.
  E, por outro lado, como a pensão inteira precisará de 40 anos com remunerações, o desemprego impedirá muitos de conseguirem obter esses 40 anos de remunerações. Com mais acuidade para os desempregados de longa duração.
  Parem pois com a imoralidade de tentarem legislar agravando ainda mais a situação dos futuros pensionistas.
  Porque deveria ser até o inverso!
            António José de Matos Nunes da Silva
                        Oeiras

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Jornal de Defesa e Relações Internacionais

Foi recentemente publicado no "Jornal de Defesa e Relações Internacionais" mais um artigo assinado pelo VALM (Ref.) João Pires Neves com o título "O Estatuto Militar, o "EMFAR" e a lógica paradoxal. Algumas inquietações."
Destaque:
"O financiamento da Defesa Nacional e das FFAA tem vindo a resultar, desde há muito, sobretudo, de decisões casuísticas e de critérios de oportunidade política, nunca assentes, como deveria, em racionais de continuidade e muito menos em linhas de evolução conhecidas e consistentemente sustentadas e assumidas. Tal como ontem, o propósito tem sido sempre o da redução das despesas.
Se até aqui o objeto principal dessa redução vinham sendo os “recursos materiais”, ressentindo-se aí, de uma forma mais evidente, o Sistema de Forças, a partir de agora, e de forma bem mais marcada, o alvo passou a ser, também os “recursos humanos”, as “Despesas de pessoal”, o Homem, e a necessidade de aí se concretizarem, igualmente, ganhos e poupanças."

Para aceder ao texto completo podem seguir esta ligação.

domingo, 6 de setembro de 2015

Cap. Fragata (ref.) Manuel Ribeiro Melo e Cunha


Lamentamos informar que faleceu (05Set) o nosso camarada Capitão de Fragata Manuel Ribeiro Melo e Cunha. Tinha 79 anos de idade. Ingressou na Escola Naval em Novembro de 1954 e especializou-se em Electrotecnia, tendo cumprido várias comissões de embarque e uma comissão de serviço numa unidade de fuzileiros em Angola. Foi promovido a capitão de fragata em 1977 e, a seu pedido, passou à Reserva no mesmo ano, tendo passado à Reforma em 1993. Era um homem de comportamento muito peculiar e muito confiável, o que lhe granjeava muitas simpatias e amizades na nossa corporação. 
À sua Família, especialmente à sua mulher Rosário e aos seus filhos, assim como aos seus camaradas do Curso “D. Duarte de Almeida”, apresentamos as nossas sentidas condolências.
O corpo do Comandante Melo e Cunha seguirá no domingo pelas 17:30 horas para o Convento de Jesus em Setúbal e o funeral realizar-se-á na 2ª feira depois de uma missa de corpo presente que será celebrada às 11:00 horas no mesmo local.

domingo, 23 de agosto de 2015

A Sagres (De 1924 a 1962)

Esta morna de Cabo Verde foi dedicada à Marinha e à velha "Sagres" que, depois de 1983, foi transformado em navio-museu e está no porto de Hamburgo com o nome de "Rickmer Rickmers". O navio foi construído na Alemanha em 1896 e em 1916 foi apreendido pelo governo português quando se encontrava no porto da Horta. Foi aumentado ao efectivo dos navios da Armada em 1924 e até 1962 navegou cerca de 200 mil milhas. Na altura da criação desta morna pelo músico B. Leza, o navio era comandado pelo Comandante Cisneiros de Faria, que é referido na letra da morna que, nesta gravação, é interpretada por Bana, o "rei da morna caboverdiana" que aos 81 anos de idade faleceu no Hospital de Loures em 2013.






domingo, 9 de agosto de 2015

O Ministério da Defesa Nacional (MDN), a sua verve e catadupa de legislação.
Normalmente uso o negro para título do comentário/ post, e algumas vezes colorido a amarelo. Gostos. 
Mas neste caso, tratando-se do advogado que se ufana de ter sido nomeado ministro da defesa nacional e, como aliás todos os seus antecessores porventura exceptuando o falecido Eng Eurico de Melo, presume que o é quando apenas é e mal o ministro das Forças Armadas, é de propósito o NEGRO.
Em fim de mandato, é ver sair legislação muito aprimorada, por isso a verve (imaginação ardente). Ele é alterações nisto e naquilo, ele é a aprovação de orgânicas várias, a extinção e desarticulação de empresas, e por aí fora. 
Uma saga reformista no âmbito da propalada "2020", embora haja quem prefira designar a coisa por "doideira incompetente e danosa". É o meu caso, também.
Estando reformado, e não é de agora pois já o fazia quando no EMA, onde muitos havia que olhavam com desdém para mim e outros como eu que também não se eximiam de consultar os DR, as consequências de certas decisões governativas (???) afectam-me um pouco menos que aos camaradas de armas no activo.
Mas não é por isso que deixo de me preocupar, que deixo de meditar na minha envolvente, e que me recuso a estar calado. Nunca o estive ao longo da carreira. Embora sem poder ser advogado em causa própria, creio que muito pouco desbocado fui ao longo da carreira, escrevi algumas vezes em sentido contrário ao que a chefia directa gostaria (creio que o tempo me deu alguma razão), nunca tive receio de, em ambiente muito restrito, tecer as minhas considerações e em particular desde 1994 incluindo aos vários CEMAS.
Vem tudo isto a propósito desta catadupa de legislação, catadupa e fervor reformista (??!!??!!) que, no entanto, não chegou para se atirarem a certas áreas. Esgotaram-se? 
Por exemplo, as questões relativas à autoridade marítima..........parece que ficaram na gaveta.
Porque será? Vertentes constitucionais? Vertentes sindicais? Batata quente para o previsível próximo governo PS? Pressões como as que remontam a um passado recente? Inocência nas relações entre certos andares do edifico no Restelo? Pressões institucionais?
Olhando em retrospectiva aos vários discursos do senhor "hífen", ás várias cerimónias e entrevistas, ás várias pressões saídas nos jornais com preponderância para o DN, dá para ficar com uma noção do que pode aí vir. Ou se calhar não dá! 
Desgraçado País, com tanto mar e oceano, com tão poucos recursos, com tanta gente incompetente, e com tantos que continuam a sonhar ter as suas novas capelinhas.
António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)

PS: o que cada um entende dizer, e neste caso num blogue, pode ser ou não útil. Asneiras que contenha, é no entanto de boa fé e sem preconceitos proferido e aberto a comentários. No que se refere ao alvo, o MDN, nada adianta pois a realidade, disso estou convicto, é que se na AR e na Presidência da República tudo deixam passar ou tudo ignoram, considerações minhas e mesmo de abalizados civis e militares caem em saco roto. Dizem que é a democracia a funcionar. Pois é, e também enormes doses de ignorância, de ausência de cidadania, de irresponsabilidade. COLECTIVA.
Pela minha parte, estou como o rato - qualquer pinguinha pode ajudar, e por isso mijou para o mar.

sexta-feira, 7 de agosto de 2015


A AR apresenta o IASFA como exemplo a seguir pelo Governo:

D.R. do dia 7-ago-2015:

Resolução da Assembleia da República n.º 111/2015

A Assembleia da República resolve, nos termos do n.º 5 do artigo 166.º da Constituição, recomendar ao Governo:

..................................................................................

4 — A promoção de medidas capazes de alargar a oferta de políticas amigas da família, seguindo boas práticas já existentes, como seja a experiência do Instituto de Ação Social das Forças Armadas (IASFA), na Base Naval de Lisboa no que concerne ao funcionamento do jardim -de-infância e escola do 1.º Ciclo.

5 — O estudo, através do IASFA, e em estreita articulação com os ramos das Forças Armadas, da possibilidade de se constituir uma rede de parcerias com creches e jardim -de-infância, por forma a conseguir, não só vagas, mas também horários de funcionamento ajustados às características do serviço militar.


 
Aparentemente, é mais uma pouca vergonha
Vê-se nas notícias pouco empoladas da nossa tristíssima comunicação social que, aparentemente, a EID terá sido já vendida a um grupo do Reino Unido.
Existem pessoas, militares e civis, que bem melhor do que eu podem pronunciar-se sobre a EID. Pela minha parte recordo 1991 e 1992, quando (testemunhei directamente) na marinha Holandesa começou a descoberta e o crescente interesse nos sistemas integrados de comunicações e nos rádios que já funcionavam com brilhantismo nas nossas Forças Armadas.
Creio que a EID nem sempre teve tempos descansados ao longo da sua vida que creio passa já dos 30 anos.
Mas também estou convencido que não era nenhum desastre financeiro e presumo que continuava um muito bom centro de inovação e desenvolvimento. Julgo até que na panóplia dos seus produtos havia muita coisa que vinha sendo aplicada no meio civil.
Isto dito, e realçando que a figura do advogado que se julga ministro da defesa Nacional me merece tudo menos consideração e, portanto, as minhas conjecturas podem naturalmente ser consideradas tendenciosas, não posso deixar de estranhar a postura da criatura nos primeiros dois anos de governação face ás chamadas industrias de defesa, e o que se vem passando ultimamente.
Ah,,,,,já agora, lembro-me também dos nomes conhecidos que já dos tempos da governação PS e que continuou com as actuais cores, sempre puseram a lidar com EMPORDEF e por aí fora.
Tudo muito interessante e, CLARO, sempre com grande sentido de Estado, com grande visão estratégica, e tudo sempre muito bem apoiado por estudos e informações da magnifica estrutura que existe no MDN, e sempre tudo direitinho e juridicamente legal. E com certos escritórios sempre muito atentos e prestáveis.
Uns queridos.
Depois, é vê-los com o sentimento do dever cumprido a passear ufanos e contentes em Vila Nova de Cerveira, ou a jantar no melhor restaurante em Moledo.
António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)

sábado, 1 de agosto de 2015

Plafonamento das pensões?

No programa eleitoral da coligação PSD/CDS, consta: “A introdução, para as gerações mais novas, de um limite superior para efeitos de contribuição, que em contrapartida também determinará um valor máximo para a futura pensão. Dentro desse limite, a contribuição deve obrigatoriamente destinar-se ao sistema público e, a partir desse limite, garantir a liberdade de escolha entre o sistema público e sistemas mutualistas ou privados.”
  Ou seja um plafonamento da TSU e da correspondente pensão “pública”.
  Sucede que a TSU, instituída em 1986 por Cavaco Silva, juntando as contribuições que existiam para a Segurança Social e para desemprego, estabelecia então que a TSU era de 35% do vencimento do trabalhador, pagando este 11% e a entidade patronal 24%.
  Há variantes e alterações mas, basicamente, a entidade patronal desconta mais do dobro do que desconta o trabalhador.
  Mas, havendo plafonamento das contribuições, o patrão já não terá de descontar mais nada acima desse valor. Como conclusão, a “liberdade de escolha do trabalhador” é – só - o de dispor daquilo que ele próprio deixará descontar!
  Seria um maná para a entidade patronal, uma redução substancial dos seus encargos com TSU. Com manifesto prejuízo do futuro pensionista.  
  Quando apareceu o Programa do PS, a propósito de pretender reduzir a TSU, retirando receitas à Segurança Social, escrevi a alegoria de que “quando um mata o outro diz esfola”.
  Agora, com a pretensão da coligação de pretender criar um plafond (qual?) às pensões dos que vierem a entrar no mercado do trabalho, terei de acrescentar para a coligação: “esfola e mata”.
  “Esfola e mata” os nossos jovens, actuais e futuros, filhos e netos. E também poria em risco o financiamento das pensões apelidadas de “públicas” (“públicas” só por ser o Estado a administrá-las), não só dos actuais pensionistas como dos que estão trabalhando mas acabarão sendo pensionistas.
  Poria em risco porque os vários governos descapitalizaram a Segurança Social e a CGA, desviando para outros fins o pecúlio acumulado. E as receitas para pagarem pensões provêm agora essencialmente, da TSU dos actuais trabalhadores.
  Acontece também que o valor do plafond dificilmente será actualizado com a inflação e o que hoje poderia parecer uma quantia razoável, muito pouco valeria ao fim de 30 ou 40 anos.
  E que, dada a natureza humana, há muita gente que não pensa no futuro, “chapa ganha, chapa gasta”, mesmo estando em condições de poder poupar.
  Sabiamente, consta no preâmbulo do DL 142/73 que criou a Pensão de Sobrevivência: “1. O regime em vigor...corresponde, nas suas origens, a uma concepção de previdência em que era deixada à iniciativa, e ficava essencialmente a cargo, dos próprios interessados, no quadro de fórmulas jurídicas mais ou menos próximas da do seguro de vida....E daí, também, as principais deficiências do regime...reduzido número de adesões, conduzindo a uma cobertura insuficientíssima da população que se pretendia beneficiar; preferência generalizada pelos escalões de menor custo, correspondentes a pensões de montante extremamente exíguo...”. Há 42 anos!
  Foi Bagão Félix, quando em tempos foi Secretário de Estado da Segurança Social, quem primeiro falou que eram as gerações “activas” que pagavam as pensões das anteriores gerações ( o que “branqueia” a descapitalização da SS), assim como foi dele, posteriormente, a ideia do plafonamento.
Félix, como se vê na Wikipédia, tem um longo currículo ao serviço de seguradoras.
  Será por isto que a secção da Segurança Social do programa da coligação terá sido da responsabilidade de Mota Soares/Portas do CDS?
Um cunhado meu tinha um seguro de vida na Mundial, julgando que quando falecesse deixaria esse seguro à mulher e filha. Um dia recebeu carta da Mundial, felicitando-o por ter atingido tal idade e informando-o que o contrato de seguro caducara. Tudo o que descontou ao longo da vida lá ficou. Não lera as “letras pequeninas” do contrato!
                              António José de Matos Nunes da Silva
                                            Oeiras
 

sexta-feira, 31 de julho de 2015


  O Diário da República de hoje trás um “chorrilho” de legislação sobre as Forças Armadas, a entrar em vigor amanhã:

Ministério da Defesa Nacional

DL 142/2015 - Procede à primeira alteração ao Decreto-Lei nº 296/2009, de 14 de outubro, que aprova o regime remuneratório aplicável aos militares dos quadros permanentes e em regime de contrato e de voluntariado dos três ramos das Forças Armadas, adaptando a tabela remuneratória e as equiparações para efeitos de atribuição do abono por despesas de representação à nova estrutura orgânica das Forças Armadas.

DR 6/2015 - Aprova a orgânica da Secretaria-Geral do Ministério da Defesa Nacional.

DR 7/2015 - Aprova a orgânica do Instituto de Defesa Nacional.

DR 8/2015 - Aprova a orgânica da Direção-Geral de Recursos da Defesa Nacional.

DR 9/2015 - Aprova a orgânica da Inspeção-Geral da Defesa Nacional.

DR 10/2015 - Aprova a orgânica da Marinha.

DR 11/2015 - Aprova a orgânica do Exército.

DR 12/2015 - Aprova a orgânica da Força Aérea.

DR 13/2015 - Aprova a orgânica do Estado-Maior-General das Forças Armadas.

DR 14/2015 - Aprova a orgânica da Direção-Geral de Política de Defesa Nacional.

 

Duas das que julgo de mais interesse para nós:

A Orgânica da Marinha:

https://dre.pt/application/file/69920247

e os vencimentos do activo:

https://dre.pt/application/file/69920242

a que junto um quadro comparativo que fiz, com o que está hoje em vigor:

terça-feira, 28 de julho de 2015

Algumas das operações submarinas na 2ª Guerra


Missões e operações submarinas pouco conhecidas. Um vídeo que vi com muito interesse:

Secrets Of War, Weapons Of War 09 Secret Submarines In Ww2
https://www.youtube.com/watch?v=NXzMxiCtEes

domingo, 26 de julho de 2015

A segurança no mar.
Repesquei umas declarações recentes do advogado que está empossado como MDN.
Para lá do assunto ser muito sério, e ser muito relevante para o País, Marinha, e Autoridade Marítima, o tom, a forma, a postura da criatura, fazem-me sempre lembrar a fotografia em baixo. Acredite-se, que não é bem má vontade, mas o senhor induz estas coisas. Lamento, não consigo resistir.
António Cabral,
cAlmirante, reformado, 
(Chapéus há muitos)

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Da nossa infância/ juventude
Outros tempos, outros marinheiros, e não era tema "fraturante"

António Cabral
cAlmirante, reformado (Chapéus há muitos)

terça-feira, 21 de julho de 2015

Da memória colectiva.




António Cabral, cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)

domingo, 19 de julho de 2015

CMG EMQ (Ref.) Júlio Alberto da Silva Coelho



É com o mais profundo pesar que participamos que o nosso estimado camarada Eng. Júlio Alberto da Silva Coelho faleceu na madrugda deste domingo, dia 19 de Julho, no Hospital de Jesus em Lisboa onde se encontrava internado.
Nasceu em Lisboa em 04 de Fevereiro de 1939, ingressando na Escola Naval em 02 de Dezembro de 1958, na Classe de Engenheiros Maquinistas Navais, integrando o Curso “D. Lourenço de Almeida”.
A sua primeira comissão no mar foi como Adjunto do Chefe do Serviço de Máquinas do NRP “Vouga”. Posteriormente embarcou como Chefe do Serviço de Máquinas no NRP “Graciosa”, NRP “Ribeira Grande”, NRP “Rosário”, NRP “Diogo Gomes”, NRP “S. Gabriel” e NRP “Cachalote”. 
Em terra prestou serviço na Esquadrilha de Submarinos, Gabinete de Gestão de Material, Direcção do Serviço de Manutenção e Direcção de Abastecimento.
Destacado do Gabinete do Chefe do Estado Maior da Armada exerceu funções de Director/Gestor de Organismos Públicos no âmbito do Ministério dos Assuntos Sociais,(1976/1980). 
Passou à situação de Reserva em 30/04/1987. Reforma em 28/04/1994.
O corpo do nosso malogrado camarada irá para a Igreja de Santo Condestável (Campo de Ourique) - dia 20 (2ª feira) - pelas 17.00 horas. Na 3ª feira - dia 21 -  será rezada Missa de Corpo Presente  às 13.45 horas. O funeral seguirá às 14.30 para o Cemitério do Alto de S.João, onde ficará em campa de familia.
Para toda a sua Família e em particular para a sua mulher D. Maria Isménia Rodrigues Fernandes Silva Coelho e para as suas filhas Sónia  e Joana apresentamos as nossas sinceras condolências.

sábado, 18 de julho de 2015

Comunicação "Do fim da ditadura até à implantação da democracia - Papel das FFAA"

Divulga-se aos possíveis interessados que no próximo dia 23 de Julho, as 16H00, o Gen Loureiro dos Santos irá proferir no Salão nobre da Academia das Ciências de Lisboa uma comunicação com o título "Do fim da ditadura até à implantação da democracia - Papel das FFAA".

Livro "O Almirante Português", do comandante Jorge Moreira Silva


“O Almirante Português - A saga de uma esquadra portuguesa que combateu Napoleão”, é o novo livro da autoria do nosso camarada capitão-de-fragata Jorge Manuel Moreira Silva.

1798. Portugal no Mediterrâneo, ao lado de Nelson, contra as forças de Napoleão. O Almirante Português é uma viagem de memória que nos transporta ao início das guerras napoleónicas e à participação de uma força na Campanha do Mediterrâneo, ao lado da esquadra britânica de Lord Nelson (1758-1805). 

Num ambiente de permanente tensão, pontuado por intensos episódios de intriga, paixão, heroísmo e traição. Acompanhamos o Marquês de Nisa e os seus homens no bloqueio da ilha de Malta, no combate aos piratas sarracenos e na reconquista de Nápoles. Tendo como pano de fundo a Campanha do Egito, a segunda invasão francesa de Itália e os dramáticos dias da República Napolitana.

Pelo meio, assistimos ao desenrolar da vida aventurosa de várias personagens, cujos destinos se cruzam de forma indelével e que têm na pitoresca e apaixonante cidade de Nápoles o seu ponto de encontro.



terça-feira, 14 de julho de 2015

O DESTINO DO ANTIGO HOSPITAL MILITAR NA ESTRELA
É sempre difícil senão mesmo arriscado, comentar ao detalhe o que se passa à nossa volta sem conhecer os elementos todos, os "meandros".
Mas não estamos impedidos de sobre eles meditar, desconfiar, sobretudo se a memória continua muito boa e, sobre certos "pândegos" que andam por aí desde 1980, lhes conhecemos trajectórias e certos passados.
O problema é que as teias são tantas e foram tão bem urdidas que hoje é extremamente difícil, senão impossível, denunciar com provas sólidas, a pouca vergonha a que assistimos.
Pois lá foi também o hospital da Estrela.
Mas não conhecendo embora os detalhes, os meandros, não posso conjecturar?
Como sempre tem sido, tudo foi certamente executado dentro das melhores práticas, dentro de toda a legalidade, tudo direitinho!
Cada um é livre de pensar o que quiser - não é a democracia a funcionar?, como diz certo pantomineiro - mas de facto, face ao "cadastro" dos últimos anos desta gentinha toda que nos rodeia, o que verifico é que, tal como se passou com o fundo de pensões e como ele devia ter sido alimentado e não foi,  nada "concorre" para ajudar os militares e as suas famílias. "Escorre" sempre para outros sítios.
Os maldosos, como eu, em vez de sítios pensam sempre em bolsos.
Os maldosos, como eu, sabem como é que se passa isto das avaliações (que tanto podem ser mais altas ou mais baixinhas...como convirá ......depois), dos ajustes directos e etc. Bem berra o tribunal de contas!!
Eu não tinha muitas dúvidas sobre a coisa mas, se as tivesse, depois de ter lido um certo "esclarecimento" (!!??!!)  há dias no Correio da Manhã via NET, tinha-as dissipado.
Já o digo há muitos anos, nada me espanta, desde 1991.
Quando vejo muitas declamações públicas - eu sou honesto, eu não tirei um cêntimo a ninguém, eu nunca falei com ele - e por aí fora, fico ainda mais desconfiado.
Uma coisa é certa, durmo descansado e com consciência tranquila. Até porque nunca convidei certos senhores para certas "vernissages", ou para jantarem à minha custa.
Estou azedo? Estou, sobretudo desde o tempo em que chegavam documentos vindos do MDN, 1989, tinham despachos a lápis, e suscitavam sorrisos - isto não é para ligar. Aí está o resultado.
António Cabral, cAlmirante, reformado
14JUL2015
(Chapéus há muitos)