domingo, 21 de novembro de 2021

O U T O N O 

O tempo que agora faz não está aquele tempo de frio e Sol bonito. 

Mas é sempre bonito.

Tenham um bom Domingo. Saúde.

António Cabral

Contra-Almirante, reformado

(marrevoltado.blogspot.pt)

sexta-feira, 19 de novembro de 2021

E V I D E N T E M E N T E 

…."em democracia, as Forças Armadas não devem ser um instrumento a ser manipulado a favor de interesses ilegítimos pelo poder"……..

…."isto não é compaginável com uma menorização dos militares….

…."pois acentuava-se a sua vertente de ligação ao poder que o nomeia, em detrimento da sua ligação com os militares seus subordinados a quem compete representar e defender"…..

…." os meios atribuídos às Forças Armadas têm vindo a diminuir de uma forma assustadora"……(FEV 2000, IDN)

Evidente, mas não para todos, como se vai verificando cada vez mais.

António Cabral

Contra-Almirante, reformado

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terça-feira, 16 de novembro de 2021

DIA NACIONAL do MAR -16 Novembro
Como referi num outro texto, este dia foi criado por resolução do conselho de ministros anos atrás.
O mar, sempre tem sido assim nas últimas quatro décadas, sempre ESQUECIDO. Não que sucessivos governos e diversas personalidades se tenham esquecido de realçar a importância do Mar para Portugal. Oratória, imensa. Tiradas grandiloquentes, muitas. Bazófia, a habitual. Promessas, o costume. António Costa não tinha nesta área nenhuma página para virar.
Mar, marinha de pesca, marinha de comércio, marinha de recreio. E, naturalmente, Marinha de Guerra, que desde há décadas passou a Marinha, apenas, porque estamos sempre em paz, nada de guerras.

Luís Vaz de Camões exaltou o povo português e a sua ligação ao Mar. Antero de Quental considerou que as descobertas criaram a ilusão de que não era preciso trabalhar em Portugal, e que daí adveio a nossa decadência. Virgílio Ferreira escreveu que a voz do Mar foi a nossa inquietação. A geração de Eça de Queirós apontou várias vezes o dedo ao Mar. José Régio teve tempo para escrever a letra do Fado Português. António lobo Antunes tem uma obra que fala também de Mar. Pessoa tem a Mensagem. Gil Vivente tem o Auto da Índia. Fernão Mendes Pinto e a sua Peregrinação. O Mar, os Mares/ Oceanos, ligam-nos a Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, S.Tomé e Príncipe, Timor-Leste.

Mar, lindo, azul, azuis vários, límpido, ou gradualmente poluído.

Creio que continua certo se disser que, basicamente, 2/3 do peixe consumido em Portugal é importado. Que no início de 1975 a marinha de comércio tinha cerca de 150 navios de características diferentes, naturalmente que vários muito envelhecidos. Quantos hoje? E bandeira? A tão badalada economia do Mar, a economia azul, o que representam na economia nacional? 1,1%?
E a marinha de pesca? E quantos pescadores? À roda de 40000 em 1980. E agora? Quantas embarcações de pesca nacionais? Quantas com 10 anos ou um pouco menos?
Como nos portamos nas competições internacionais na vela? Sim, nas embarcações K temos tido bons resultados. Mas que representa isso em termos de participação desportiva generalizada por parte dos portugueses? Não é mais uma belíssima carolice de 3 ou 4 brilhantes atletas?

Sim, na vertente turismo temos tido bons desenvolvimentos. Ao longo de diferentes pontos e portos no Continente, e nos rios, e na Madeira e Açores.

Bom, para não me alongar muito, recordaria (quantos portugueses se lembram, e conhecem, e ouviram falar? E quantos oficiais da Marinha terão lido?) que por resolução do conselho de ministros nº 81/ 2003/ 17 Junho (governo Durão Barroso salvo erro), foi criada a "Comissão Estratégia dos Oceanos" com um mandato para apresentar os elementos de definição de uma "Estratégia Nacional para o Oceano" que, reforçando a associação de Portugal ao Mar, assente no desenvolvimento e uso sustentável do Oceano e seus recursos, e que potencie a gestão e exploração das áreas marítimas sob jurisdição nacional. 
Esse mandato de 2003 tinha em mente três objectivos:
> Valorizar a importância do Mar para Portugal,
> Dar prioridade a assuntos do Oceano e projectar internacionalmente essa prioridade,
> Prosseguir uma gestão sustentada das zonas marítimas sob jurisdição  nacional, com vista a tirar pleno partido das suas potencialidades económicas, políticas e culturais.

Em 15 de Março de 2004 a Comissão entregou um relatório, relativo à elaboração de uma Estratégia para os Assuntos do Oceano. A Comissão esperava - de futuro não apenas melhorar a racionalidade das decisões de cada sector com impacto no Mar, mas também que ela seja uma estratégia pro-activa, isto é, que traçasse novos rumos a prosseguir no sentido de impulsionar, promover activamente  e revitalizar a ligação de Portugal ao Oceano.

Recordo alguns dos membros da Comissão: Dr. Tiago Pitta e Cunha, Almirante Nuno Gonçalo Vieira Matias, Prof.Dr. Pinto de Abreu, Prof. Dr. Mário Ruivo.

Recordo, saliento, as palavras da Comissão - racionalidade das decisões, novos rumos, revitalizar.

Não se pense que as elites não ligaram ao assunto. Não senhor, ligaram e muito. Daí para cá, simpósios, reuniões, conferências, artigos, livros, reuniões internacionais, eu sei lá. Sim, tivemos várias "Estratégia Nacional para o Mar" a saber: por exemplo, tivemos a, 2006-2016, a 2013-2020, a 2021-2030! Por exemplo, a última, a ENM2030, é o instrumento de política pública que apresenta a visão de Portugal para o período 2021–2030, no que se refere ao modelo de desenvolvimento do Oceano para a próxima década.
Não é lindo?

Ao longo dos anos, de Março 2004 até ao presente, muitos planos de acção, muitos relatórios sobre economia do Mar, muita monitorização ITI Mar, muitas actualizações de planos, muitos relatórios relativos a conhecimento do Mar. Reparem, muita azáfama, muito trabalhinho! 

E reparem por exemplo nesta estratégia 2021-2030/ PS com - um Plano de Ação com 160 medidas e ações distribuídas por 10 objetivos estratégicos: combater as alterações climáticas e a poluição e restaurar os ecossistemas; fomentar o emprego e a economia azul circular e sustentável; descarbonizar a economia e promover as energias renováveis e autonomia energética; apostar na garantia da sustentabilidade e segurança alimentar; facilitar o acesso a água potável; promover a saúde e bem-estar; incrementar a educação, formação, cultura e literacia do Oceano; incentivar a reindustrialização e capacidade produtiva e digitalizar o Oceano; e garantir a segurança, soberania, cooperação e governação.

Garantir a governação, é obra!

Como diria o outro, é fazer as contas. 
Alguns dizem, secamente - no final, no essencial, tem ficado tudo mais ou menos na mesmaE eu não discordo.
António Cabral
Contra-Almirante, reformado
(marrevoltado.blogspot.pt) 

Foi há sete anos ...


Sim, foi há sete anos que um grupo de marinheiros já "desarmados" resolveu dar vida a este projecto. Hoje, com mais de 300 000 visualizações de páginas, continuamos a navegar neste mar virtual, às vezes com ventos contra, outra vezes em calmarias mais ou menos prolongadas, por vezes suscitando comentários críticos ... enfim, navegando em plena e completa liberdade.
Relembramos o Editorial de há sete anos:

"Pretende este “O Navio... desarmado” ter na sua guarnição todos aqueles que “navegando nas águas calmas da reforma”, expressão tão bem definida em “A Voz da Abita”, que durante mais de oito anos foi seu porto de abrigo, não querem deixar-se alhear do que se prende com a sua Marinha nem abandonar o convívio de todos aqueles com quem serviram e naturalmente estabeleceram fortes laços de amizade.
 “O Navio... desarmado” não se revê como banco de jardim, ainda que esse banco tivesse sempre vista para o mar, mas como uma grande “câmara”, maior que o somatório das câmaras por onde todos passaram, com o espírito vivido em todas elas. Nele, as únicas armas permitidas serão a frontalidade, a firmeza, a tolerância, a camaradagem e o respeito, valores que lhes foram inculcados desde os bancos da Escola Naval. 
Poderão ser admitidos como membros deste blogue todos os camaradas que, preenchendo as condições atrás referidas, o solicitarem.

Em 16 de Novembro de 2014"

A todos os nossos visitantes e aos nossos colaboradores um sincero agradecimento esperando (e solicitando) que os membros da guarnição venham mais vezes à câmara com críticas, comentários e/ou sugestões que ajudem este "Navio" a continuar a sua singradura.

sábado, 13 de novembro de 2021

M I R Í A D E
Interessante o nome dado pela PJ a este processo lamentável.
Miríade = número grande, mas indeterminado.

Parece-me legítimo pensar que o atribuíram porque suspeitam que isto não é novo, e obviamente não é uma coisa de dois figurões e um intermediáriozinho lá em África. Aliás, esta dos 2 faz-me lembrar a da caixinha que era tão pequenina!
Oxalá me engane mas suspeito que, mais uma vez, estamos perante algo grande e, mais uma vez, alguns tentarão que as verdades TODAS não venham a público, na boa tradição da transparência sempre praticada pela maioria dos titulares de órgãos de soberania, pela maioria dos políticos, Chefes e dirigentes, e sempre para prestígio das instituições. Lembrando o outro, neste caso não é bem fazer as contas, é mais ver como estamos e continuamos!
António Cabral
Contra-Almirante, reformado
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quinta-feira, 11 de novembro de 2021

A  PROPÓSITO  DE  CERTOS  PERITOS

Neste meu tão mal tratado país, uma das coisas que persisto em não conseguir encontrar é explicação decente para o que vejo nas TV relativamente a comentadores e peritos e certos políticos.

Quanto aos políticos continuo a não encontrar explicação para o facto de, por exemplo, uma criatura que tem perdido sempre nas urnas, que não tem qualquer expressão nacional, aparecer constantemente nas TV e escrever em jornais. Já pensei que é capaz de ser financeiramente rico e pagar para aparecer.

Mas isto vem mais a propósito da telenovela "Miríade".

É que fiquei há pouco a saber, depois de com recurso à tecnologia ter ido ver uma pérola que começou na SIC Notícias cerca das 1920 horas de hoje, que se tivessem sempre destacado para África destacamentos policiais acompanhando as forças de Comandos, nunca nada disto se passaria. Nada de contrabando de diamantes, ouro, prata etc.

NOTÁVEL! Como é possível não se terem lembrado disto antes?

António Cabral

Contra-Almirante, reformado

(marrevoltado.blogspot.pt)

EM TEMPO

As delícias da tecnologia permitem interromper o meu livro, ir à sala, há pouquíssimos minutos, pois o desafio era irrecusável - anda cá ver este - e lá fui ver, na TVI 24.

Inacreditável, e mais não digo. Vale a pena ir ver, apesar de tudo.

quarta-feira, 10 de novembro de 2021

S E S S Ã O    S O L E N E

(mais uma….) (alocução PR Jorge Sampaio, IDN, 29NOV1996)

……Enquanto Presidente da República e Comandante Supremo das Forças Armadas é para mim uma honra dirigir-me a uma tão ilustre audiência de especialistas em questões tão importantes para o País, como é o caso da Segurança e da Defesa Nacional…..

………….coexistem focos de instabilidade e conflitos declarados ou potenciais em várias regiões do mundo……...os riscos para a segurança e para a estabilidade podem resultar de decisões políticas identificadas ou fenómenos diversificados e complexos, como sejam os fluxos migratórios desordenados, as crises económicas induzidas, o terrorismo e o narcotráfico………….

……...existe hoje, consequentemente, um crescente entrosamento entre política externa, segurança e defesa, que determina uma permanente interacção na formulação de objectivos e na identificação de modalidades de acção……...…a defesa, sendo uma questão nacional, é não apenas militar mas também cultural, económica e política na mais ampla acepção da palavra…………

…….a defesa é acima de tudo uma manifestação de vontade nacional. O espírito de defesa e a cultura de defesa estão intimamente ligadas e todo o cidadão deve estar consciente do facto de que a defesa nacional se fundamenta na coerência da reflexão e dos processos mas também comporta alguns sacrifícios……….

………há que cuidar, igualmente, do potencial estratégico nacional, nos vários domínios da acção do Estado pertinentes à Defesa Nacional…...

……..

Ao longo dos anos tenho feito um esforço tremendo para me aperceber quer das interações quer da tal coerência da reflexão e dos processos; ah, e recordo bem quem eram o PM e o MDN em 1996, como sei bem os que se lhe seguiram. Por isso estamos na coerência conhecida.

António Cabral

Contra-Almirante, reformado

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HEROICIDADES  de  TRAZER  por  CASA

A DGS, Graça Freitas, substituiu-se ao vice-almirante e não dá conta do recado. O oficial agora é vedeta (humana e não navio ligeiro). Aguarda funções de Estado ao nível top. Assim seja. Mas é bom lembrar que há nas forças armadas muitos oficiais tão capazes como Gouveia e Melo e menos dados ao mediatismo. O facto é que na ausência de uma voz de comando marca-se passo. (JORNAL I)

Como qualquer pessoa sensata, qualquer cidadão comum constata.

António Cabral
Contra-almirante, reformado
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sábado, 6 de novembro de 2021

S E…..

Se tivesse conselheiro sério não lhe acontecia isto!

António Cabral

Contra-Almirante, reformado

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sexta-feira, 5 de novembro de 2021

O MEU "ZAPPING" MATINAL

Na rotina diária de passar os olhos pelas "gordas" via internet, entre outras "delícias" ocorrendo na nossa sociedade, deparei no Diário de Notícias com mais uma nojenta encomenda a zurzir o actual Chefe do Estado-Maior da Armada que exerce o seu cargo com toda a legitimidade formal, jurídica e administrativa.  
O artigo é este, e vai com a cor óbvia e com realces da minha responsabilidade:

Chefe da Armada pressiona governo com nova nomeação

Valentina Marcelino 04 Novembro 2021 - 21:46
Depois de ter visto recusado o primeiro nome pelo Ministro da Defesa, Mendes Calado insiste e vai propor o contra-almirante Nobre de Sousa para o cargo de Comandante Naval, o mais importante posto operacional da Marinha.
O Chefe de Estado-Maior da Armada, almirante Mendes Calado, quer nomear o ex-vice-chefe de Estado-Maior do Comando Conjunto de Operações Militares (CCOM) do Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA), contra-almirante Nobre de Sousa, para o cargo de Comandante Naval, o mais importante posto operacional da Marinha.

A proposta de nomeação foi esta quinta-feira levada ao Conselho de Almirantado, que reúne os oficiais-generais de topo da Marinha e, apesar de ter sido alvo de alguma contestação, foi aprovada. No entanto, esta iniciativa não deixou de causar estranheza em alguns setores da Defesa e da própria Armada.

Nos primeiros, porque ainda em setembro passado, Mendes Calado tinha visto chumbado pelo Ministro João Gomes Cravinho outro nome que tinha proposto para o cargo, o seu chefe de gabinete, o contra-almirante Oliveira Silva. Por outro lado, fontes da Defesa ouvidas pelo DN não entendem esta iniciativa nesta altura.

Como foi já noticiado, o CEMA está informado que está a prazo no cargo e que será substituído pelo vice-almirante Gouveia e Melo, que só não assumiu o posto no topo da hierarquia no início do ano porque foi destacado para coordenar a task force da vacinação contra a covid-19.

"Esta insistência só pode ser entendida como uma tentativa de pressão sobre o governo, fazendo aproveitamento do conflito que ocorreu entre o Ministro Cravinho e o Presidente da República, quando foi anunciada há cerca de um mês a exoneração de Mendes Calado e travada por Marcelo", assinala fonte da Defesa.

Esta nomeação terá também de ter o aval de João Cravinho o que dificilmente acontecerá. A acontecer significaria que, caso venha a tomar posse, Gouveia Melo teria como comandante naval não só alguém que não escolheu, mas especificamente um oficial que, de acordo com fontes da Marinha, é um dos que se tem oposto à promoção do vice-almirante para CEMA.

O DN perguntou ao Gabinete de Mendes Calado porque propôs esta nomeação nesta altura, sabendo que está a prazo no cargo, mas não recebeu ainda resposta.

Lida mais esta nojenta peça, obviamente encomendada e não é difícil descortinar por quem, e sobretudo porque a peça parece pretender ser subtil mas para mim não passa de um rabo escondido com o gato todo de fora, considero legítimas as seguintes conclusões:

- Como é de lei, o futuro CEMA desejado pelo CEMGFA e pelo MDN esteve certamente no conselho do almirantado.
- Desta peça é legítimo considerar que ele se opôs ou teve algumas discordâncias quanto à proposta para novo Comandante Naval.
- A estranheza das ditas fontes da defesa realçada nesta peça quanto ao óbvio e legítimo acto administrativo do CEMA só pode vir de quem bem se sabe. Tanto mais que quem está na sombra não é explicitamente referido em mais um vómito.

É como estamos, com servilismos, com heroicidades, com leviandades, sobrepondo egos pessoais às instituições. 
Um Presidente da República como eu entendo que devia actuar, já tinha cortado cerce estas coisas, dizendo directamente ao PM, ao MDN e ao CEMGFA que o CEMA está legitimamente no exercício do cargo e não está diminuído de nenhum dos seus poderes que a lei lhe confere. E mais, que se este tipo de coisas prosseguisse, se não acabasse este tipo de pressões, o CEMA cumpriria os dois anos de recondução.

Há duas criaturas que nunca me mereceram respeito. Sobretudo um, velhaco, que entende que todos os outros são tolos.
A continuar este tipo de coisas/ artigos/ encomendas/ pressões, se confirmará ser justo da minha parte não ter respeito por quem devia colocar ordem nisto. 

António Cabral
Contra-Almirante, reformado
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quinta-feira, 4 de novembro de 2021

" P E R S P E C T I V E S "

…."My last word to you, (faculty and students of the Naval War College) then, in these preliminary remarks, is to master, and keep track of, the great current events in history contemporary with yourself. Appreciate their meaning….the sphere of the navy is international solely. It is this which allies is so closely to that of the statesman. Aim to be yourselves statesmen as well seamen. The biography and history of our profession will give you glorious names who have been both. I trust the future may show many such among the sons of this college". (Alfred Thayer Mahan, 1898)

Li isto e outros textos em 1998. Particularmente ao reler esta tarde esta parte, dou comigo a pensar de novo em certas tiradas grandiloquentes do nosso momento contemporâneo e que por aí vejo ecoadas na comunicação social com tanto fervor e servilismo, sem um momento de pausa para meditarem no significado real por trás de certas campanhas e de certas "boutades". Enfim, é como estamos. 

António Cabral

Contra-Almirante, reformado

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sábado, 30 de outubro de 2021

PAZ,   GUERRA,   PAZ

Não é pelo facto de estarmos formalmente em paz que podemos abandonar conceitos de defesa e de segurança.

Tal como não é por os carros serem hoje mais seguros que devemos esquecer as boas regras da condução.

Tal como não é por haver vacinas para praticamente tudo que devemos ser descuidados com a nossa saúde e segurança física.

Ah, a propósito de vacinas para quase tudo, infelizmente não há para tudo. 

Não existem, por exemplo, para afastar os energúmenos que nos infernizam a vida e nos entram em casa através das TV e Internet. Infelizmente, não há vacinas de decência e dignidade para inocular a gentalha habituada a servir-se em vez de servir a sociedade.

António Cabral

Conta-Almirante, reformado

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quinta-feira, 28 de outubro de 2021

"ESCRITO nas ESTRELAS" 

Escrito nas estrelas é uma conhecida expressão. Muitos dos meus concidadãos, 99,9999 % como eu costumo referir e não me devo enganar muito, não ligam nenhuma à maioria das coisas em sociedade. Bebé vem de Paris, e as coisas caem do Céu. Mas então quanto a questões como desenvolvimento e criação de riqueza para poder ser distribuída depois, ou assuntos militares é mesmo ZERO.

Vem isto a propósito de assuntos militares e, concretamente, da vergonhosa "reforma" da estrutura superior das Forças Armadas. Estou bem ciente que, escreva eu o que escrever, com elevação ou à bruta, escrevam os profundos conhecedores destes assuntos o que escreverem  ou defenderem nas TV e nos OCS impressos, a todos nós chega o mesmo resultado, ZERO, concretizado em alteração nenhuma e uma completa mansidão da sociedade em geral, tirando uns eruditos.

Naturalmente como refiro, nada se altera, nada é ponderado de novo. Mas há coisas impossíveis de esconder. E de esquecer. Por exemplo, a fúria de alguém que, anos atrás, se via que o que lhe apetecia fazer era apertar o pescoço à criatura que tinha na frente.

Mas, mais importante, aquela célebre frase - o caminho faz-se caminhando. E foi sendo percorrido. Estava há muito escrito nas estrelas, e não só. Mas poucos ligaram a isso ao longo dos anos. Resultados à vista. Se recuarmos a finais de 2001 e primeiros meses de 2002, e como raramente andei /ando distraído, sei que antes da queda do governo de então, estava pensada/ preparada uma proposta de lei para rever as competências do CEMGFA, proposta que incluía entre outros detalhes,  subordinar directamente ao CEMGFA os Comandantes, Naval, Operacional das Forças Terrestres e Operacional da Força Aérea. Essa proposta, definida em Conselho de Ministros de 7 de Fevereiro de 2002 não vingou, porque o Primeiro-Ministro se demitiu e houve lugar à marcação de eleições legislativas.

O bichinho vem de muito longe! 

António Cabral

Contra-Almirante, reformado

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terça-feira, 26 de outubro de 2021

A  SAGRES

António Cabral (AC)

Contra-Almirante, reformado

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sábado, 23 de outubro de 2021

PAZ,  GUERRA,  PAZ

…"é necessário estarmos apercebidos para nos defendermos de quem quiser ofender, porque a presteza aproveita às vezes mais que a força, nas cousas da guerra. Não descansem os amigos da paz, na que agora gozam, se a querem perpetuar porque os contrários dela, se a virem mansa, levá-la-ão nas unhas. E por isso, favoreçam as armas, as quais não são tão contrárias da paz como parecem, antes ela defendem a paz, como os cães defendem as ovelhas posto que pareçam contrárias delas"….(Arte da Guerra no Mar, padre Fernando Oliveira)


(dedico à massa ignara)

António Cabral

Contra-Almirante, reformado

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sexta-feira, 22 de outubro de 2021

O  PRESIDENTE  JÁ  DISSE  TUDO ???

Começo pela questão da vírgula. Por exemplo, pode ser:
Não quero saber!
- ou - Não, quero saber!
Diferente não é? 
EU QUERO SABER!   EU QUERO SABER! 
SEI QUE OUTROS, INFELIZMENTE POUCOS, TAMBÉM QUEREM SABER.

Passaram semanas desde que SExa à saída de um dos seus muitos passeios diários disse que havia três equívocos e, pouco depois, emitiu para os ignaros cidadãos comuns um comunicado super lacónico, aí se dizendo que os ditos equívocos tinham sido esclarecidos! 
O Presidente (PR) já disse tudo? Essa agora.
Continuamos com esta farsa de faz de conta e, como é/ foi emitido por Marcelo Rebelo de Sousa o Presidente da República pronto, querem (ele, mas sobretudo outros envolvidos bem conhecidos) que "isto" fique assim, toca de engolir, mesmo que arranhe a garganta, mais do que a espinha do carapau.

Sim, refiro-me outra vez à vergonhosa actuação política de uns quantos que queriam JÁ a exoneração do Chefe do Estado-Maior da Armada (CEMA). Disseram-nos, concretamente e, para começar, o texto do Palácio de Belém -"ficaram esclarecidos os equívocos suscitados a propósito da chefia do Estado-Maior da Armada".FICARAM ?


Eu, como muitos outros civis e militares, com coluna vertebral, gostaríamos de saber quais as razões que levaram o senhor Cravinho e o seu ajudante a querer correr  com o Almirante Chefe do Estado-Maior da Armada (CEMA). 

Sim, eu sei, sei que 99, 9999 % dos meus concidadãos não querem saber disto para nada e, por isso, os farsolas assim continuam caladinhos, com esta pouca vergonha por esclarecer. 
Mas eu e outros QUEREMOS SABER, NÃO DESISTIMOS.
O Presidente certamente sabe, o PM certamente sabe mesmo fazendo sempre parecer que não tem nada a ver com nada, o senhor Cravinho obviamente que sabe, o CEMGFA obviamente que sabe, e ainda outros devem saber. 

E quero/ queremos saber porque:
- é matéria muito importante e que, contrariamente ao que ficou evidente, não foi tratada nem está a ser tratada com decência e discrição; 
- há/ houve causas, a esclarecer, e apuradas responsabilidades;
- colocaram em causa, o Estado democrático, o Estado de direito, instituições, separação de poderes, responsabilidades constitucionais, subordinações constitucionais;
- é imprescindível uma saudável inserção das Forças Armadas na sociedade e na nação;
- estão em causa valores e princípios fundamentais;
- está em causa o serviço público;
- está em causa a questão decisiva do serviço público em sociedade - servir, e não, servir-se.

"O Presidente da República já disse tudo", afirmou já o sr Cravinho
Não, não disse.
E eu quero saber!

António Cabral
Contra-Almirante, reformado
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quarta-feira, 20 de outubro de 2021

AS FORÇAS ARMADAS E PORTUGAL

"Não pode amenizar-se a evidente crise das Forças Armadas, designadamente reduzindo a questão a um problema de salários degradados em comparação com outras carreira estaduais…….

Em cada variação histórica da relação do quadro permanente com o contingente, a articulação  implicou dificuldades…………..

Tal perspectiva foi mais formal que efectiva, porque a presença sempre transitória dos conscritos nunca pode desafiar a superioridade qualitativa do quadro permanente…………..

Na complexa área da segurança, cujas incertezas estão a ser duramente pagas por povos Europeus, são os quadros permanentes das Forças Armadas que assumem a obediente responsabilidade institucional, ao mesmo tempo que devem interiorizar o que será o novo conceito estratégico nacional……………"

(Adriano Moreira, "As Forças Armadas", DN, 13 JUL 1999)

O meu melhor amigo militar, que é de Marinha, mostrou-me o artigo a que agora aludo e de que retirei os trechos supra, um longo artigo que para mim é evidente trouxe na altura para a luz do dia inquietações sobre as Forças Armadas, que se arrastam e, naturalmente, sobre o país. Mas, alguém, a sério, se inquietou, se questionou? Alguma coisa foi seriamente ponderada?

A população portuguesa está-se borrifando para tudo o que seja "tropa"(expressão habitualmente usada com o objectivo de denegrir). Querem lá saber. Então se acicatados por exemplo por certos aldrabões de escolas de Lisboa e Coimbra e seguidores, oh…oh!!!!!

A população portuguesa, o cidadão comum, não lê e se algum lê não quer saber e passa à frente do que alguns disseram em 18 de Julho de 2019 e se há coerência e dignidade intelectual com o dito em 19 de Setembro de 2020. Ou coerência e dignidade, simplesmente! Os 99,9999% dos portugueses não quer saber de serviços de informações ou, de associações secretas ou, se as mais altas instâncias do Estado (civis e militares) eventualmente mentem à sociedade seja a propósito dos combustíveis, dos incêndios, da habitação, dos impostos, da justiça, do caudal no Tejo, das Forças Armadas.

A degradação da Instituição Militar, das Forças Armadas, é um contínuo, desde há muitos anos. Por três razões: políticas, ético-profissionais e materiais, e por esta ordem. E há responsáveis, vários, em todos os partidos sem excepção, a saber, concretamente vários dos sucessivos titulares de órgãos de soberania, certos pensadores dos partidos e que muito poucos os conhecem, e algumas das chefias militares passadas e actuais.

E pelas razões que os que têm coluna vertebral intacta sabem, as verdades absolutas, direitinhas, nunca aparecem à luz do dia, nem os seus verdadeiros autores, sabendo-se no entanto quem são quase todos eles. Não aparecem os cozinhados. Não aparecerão. E é interessante, ou lamentável, constatar quem fica calado perante o que se passa, só porque, é um juízo pertinente face a silêncios, são os da sua cor.

Ao olhar o número e qualidade dos "actores" que teceram e tecem certas malfeitorias nada espanta, pois o seu trajecto é bem conhecido mas, lá está, 99,9999 % da malta não quer saber de cursos e mestrados e doutoramentos de certas criaturas ou, de plantações para ervanárias ou, negócios de armamento ou, negócios de combustíveis ou, que uns quantos escrevinhadores avençados e conhecidos papem rotineiramente uns almoços e jantares à borla e assistam a conferências umas mais públicas outras mais reservadas. 

De uma coisa estou seguro. Agora, com este provisório inquilino do gabinete no 7º andar, com este agora todo poderoso CEMGFA, com este Primeiro - Ministro, com este Presidente da República mais o seu irmão gémeo fardado, dentro de, no máximo dois anos,
 os verdadeiros e gravíssimos problemas das ForçasArmadas, a tal situação insustentável periodicamente salientada (insustentável há décadas!) terão resolução rápida. 


Recordando o essencial dos problemas:
> não acabarão as Forças Armadas, nem por decisão interna nem por pressão exterior designadamente de certos países da UE; 
> a história da guarda costeira da UE é apenas um dos "rabos de fora", nada de preocupar, a que por cá praticamente ninguém liga a não ser uma certa instituição;
> a Marinha terá rapidamente definida e executada a substituição de navios e helicópteros; 
> o Arsenal do Alfeite será definitivamente um estaleiro de construção naval e reparação e de acções de manutenção quer dos navios da Armada, quer das embarcações da Autoridade Marítima e da GNR;
> a lei de programação militar será finalmente cumprida;
> os complexos problemas inerentes à assistência na doença dos militares das Forças Armadas serão solucionados;
> as questões inerentes aos efectivos militares serão resolvidas;
> os ex-combatentes verão finalmente solucionadas todas as questões por que se batem há décadas;
> os problemas inerentes ao Instituto de Acção Social das Forças Armadas serão resolvidos;
> o sistema retributivo dos militares e as pensões terão, finalmente o adequado tratamento, e diminuída a disparidade de vencimentos face a outras categorias profissionais;
> serão aprovadas as alterações legislativas necessárias à melhoria da atractividade da carreira militar por parte da juventude, deixando de ser basicamente um convite para pernoitar em quartéis para observação de estrelas á noite. 

Naturalmente, o que acima escrevo tem ironia q.b. 
Porque a realidade é, que a recente reforma (!?) aplaudida por Belém, por S.Bento e ainda mais entusiasticamente no Restelo, não passa de fruto de incompetência, de arrogância de egos sobranceiros e vaidosos de quem soube/ sabe viver e que tratou da vida quando se aperceberam que a coisa não lhes estava a correr muito bem, e da governamentalização das Forças Armadas, a que vários malandros se prestaram ajudar, dando assim mais um passo dentro do quadro global traçado há quase 3 décadas por figurões de partidos conhecidos e com beneplácito escondido da parte de outros, que apenas muito gesticulam.

Como sempre tem acontecido, nada se esclarecerá com rigor.
Estou a imaginar quão preocupados andam 99,9999 % dos meus concidadãos com a importância de instituições e designadamente com a Militar, com as Forças Armadas que são fiéis aos valores da Nação e pilar decisivo da nossa sociedade.

Nem as ideias são delitos nem as opiniões são crimes.
Estou farto de doutores nas TV, de conhecedores, de heróis (??), de cúmplices, de manobras, de leviandades, de infâmias. 
Farto da descarada ausência de vergonha na cara dos bem falantes mas, sempre, sem palavra honrada. 

António Cabral (AC)
Contra-Almirante, reformado
(marrevoltado.blogspot.pt)

domingo, 17 de outubro de 2021

R E C O R D A Ç Õ E S

Numa fase da vida, da carreira, andei pelos velhinhos draga-minas, no NRP Rosário mas, sobretudo, no bem operacional NRP Lages com o meu saudoso comandante Francisco Pina.

Anos mais tarde, substituí o Francisco no então famoso Centro de Instrução de Minas e Contra-Medidas (1985-1989).

Anos depois, sendo considerado bem ou mal como um dos mais ou menos bons conhecedores das matérias da guerra de minas, o então CEMA Almirante Andrade e Silva (penso que aconselhado designadamente pelo seu chefe de gabinete, assunto de meados/ finais de1990, e ambos anteriores Comandante Naval e chefe de Estado-Maior do CN) nomeou-me para representar o país num projecto de desenho de um novo navio para guerra de minas. Assunto que, se bem recordo, nasceu de uma conversa do então MDN com o embaixador da Holanda em Lisboa que pediu a colaboração de Portugal, pois a Noruega, se não me falha a memória, tinha abandonado o projecto iniciado pouco antes com a Bélgica e Holanda. E assim meteram a espada ao peito do CEMA. E assim lá fui semanas mais tarde (11MAR1991-28NOV1992).

Vem isto a propósito não do processo administrativo de nomeação em que, em Lisboa, alguns foram bem ordinários, desconhecendo a origem do processo. Vem isto a propósito de várias coisas da minha estadia em Haia, e ter encontrado nos muitos arquivos na garagem várias coisas curiosas desse tempo.

É o que partilho em baixo com duas cópias dessa altura.

A primeira, um desenho de um membro da equipa de apoio sobre o navio do projecto (já desenhado, e pronto para entregar num estaleiro), desenho do navio a naufragar, simbolizando o fim da fase de desenho do projecto e do projecto ele mesmo. A razão é que algures no Verão de 1992, designadamente mas não só, a marinha Holandesa ficou conhecedora das características da maioria das minas deixadas pela então URSS depois da queda do muro de Berlim e unificação das Alemanhas. Conhecidas as minas, menos relevante e necessário pensar em navios mais actualizados. Assim acabou o projecto, e assim regressei a Lisboa como antecipadamente comuniquei em Agosto que o faria no final de Novembro, para grande irritação de um senhor no ministério da defesa.

A segunda cópia é de um desenho que fiz, com conversa inventada, ilustrando a celebração entre mim e o colega Belga, brincando com a coisa, e "gingando" com o chefe do projecto, um bom camarada da marinha Holandesa, capitão-de-mar-e-guerra, velejador exímio, Dirk de seu primeiro nome. Bons tempos, e em que muito aprendi.


António Cabral

Contra-Almirante, reformado

(marrevoltado.blogspot.pt)

VERDADEIRA  ANTIGUIDADE

Um lenço de seda de senhora, sem marcas de traças, uma recordação. Sobre a descoberta da Índia. Terá mais de 80/90 anos, mas não tenho dados rigorosos. A quem pertenceu deixou-nos há muitas décadas, e quem sucessivamente o herdou também já não está entre nós.

Cá em casa não temos problemas com este tipo de coisas, e com a história, continuará preservado, em breve irá ser emoldurado.

António Cabral

Contra-Almirante, reformado

(marrevoltado.blogspot.pt)

sexta-feira, 15 de outubro de 2021

DEPOIS DO MONTADO,  A ALDEIA

Depois do montado Alentejano (o meu carro era de cor preta, ficou castanho terra), e terras várias e caminhos no Baixo Alentejo, a aldeia Beirã, o meu refúgio. Fotos do Baixo Alentejo e da aldeia. Um bom almoço na aldeia, na minha mesa debaixo da figueira, hum....revigorante. Não há parvalhões que me deitem abaixo.

António Cabral (AC)

Contra-Almirante, reformado

(marrevoltado.blogspot.pt)

quarta-feira, 6 de outubro de 2021

A PROPÓSITO DE POUCAS VERGONHAS

Como outros ando preocupado. Ando muito zangado com o que se vem passando e mais ainda por pretenderem que eu e outros somos broncos e mesmo criancinhas que não percebemos os joguinhos de poder e vingançazinhas. 

Não tenho amigos nem conhecidos na comunicação social. 

Adicionalmente a deixar em textos com palavreado relativamente calmo mas em outros sem paciência nem punhos de renda o meu repúdio por coisas que acontecem na sociedade, entretenho-me a percorrer o país e observar realidades, como tem sido nas paragens onde agora ando. Observar realidades e lembrar depois certos  discursos. Olhar às gentes, aos turistas nacionais e estrangeiros, atentar nas palavras de trabalhadores na área do turismo e da hotelaria. Ouvir os jovens desta área e perceber as dificuldades em arranjar recursos humanos.

Ah, e avaliar o "excelente" estado de conservação de certos caminhos, por exemplo, IP8. Naturalmente, com a minha amiga Nikon por testemunha. E neste estão quase 160 000,00 Km.

E por isso partilho alguma coisa, e que isso possa aliviar irritações. Comigo, resulta.

António Cabral

Contra-Almirante, reformado

(marrevoltado.blogspot.pt)

Um ex-Cema na RTP3

 Entrevista do Almirante Melo Gomes na RTP3 sobre o episódio da "demissão" do CEMA. Para aceder podem seguir esta ligação. (Nota: o assunto começa a ser tratado aos 26 minutos).

domingo, 3 de outubro de 2021

A demissão do CEMA

Vice-Almirante Pires Neves quer saber as "razões" para a demissão do Chefe do Estado-Maior da Armada. 

"Na RTP 3, o vice-almirante Pires Neves afirmou que não "é muito normal" um processo de demissão do Almirante Chefe do Estado-Maior da Armada. Diz ele que, "como cidadão", gostaria saber "quais as razões que fundamentam" esta demissão."

Para ler o artigo completo, acompanhado de um vídeo, podem seguir esta ligação.

sábado, 2 de outubro de 2021

sexta-feira, 1 de outubro de 2021

FORMAS  de  ESTADO

Salgueiro Maia
“Meus senhores, como todos sabem, há diversas modalidades de Estado. Os estados sociais, os corporativos e o estado a que chegámos. Ora, nesta noite solene, vamos acabar com o estado a que chegámos! De maneira que, quem quiser vir comigo, vamos para Lisboa e acabamos com isto. Quem for voluntário, sai e forma. Quem não quiser sair, fica aqui!


Tenho recordado várias vezes esta famosa dissertação. Mas cada vez mais me interrogo, em que Estado estamos?

Na feliz expressão de um homem da minha profissão que muito respeito e com a qual concordo, o que se passou e está por trás da vergonhosa farsa subjacente aos equívocos é só, provavelmente, um verdadeiro crime de lesa Pátria. 

Mas não interessa para nada, não é verdade? O Benfica ganhou, Portugal apurou-se para a final do mundial do futsal, o  Braga também ganhou!

Vou voltar ao assunto. 

AC