O U T O N O
O tempo que agora faz não está aquele tempo de frio e Sol bonito.
Mas é sempre bonito.
Tenham um bom Domingo. Saúde.
António Cabral
Contra-Almirante, reformado
(marrevoltado.blogspot.pt)
O U T O N O
O tempo que agora faz não está aquele tempo de frio e Sol bonito.
Mas é sempre bonito.
Tenham um bom Domingo. Saúde.
António Cabral
Contra-Almirante, reformado
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E V I D E N T E M E N T E
…."em democracia, as Forças Armadas não devem ser um instrumento a ser manipulado a favor de interesses ilegítimos pelo poder"……..
…."isto não é compaginável com uma menorização dos militares….
…."pois acentuava-se a sua vertente de ligação ao poder que o nomeia, em detrimento da sua ligação com os militares seus subordinados a quem compete representar e defender"…..
…." os meios atribuídos às Forças Armadas têm vindo a diminuir de uma forma assustadora"……(FEV 2000, IDN)
Evidente, mas não para todos, como se vai verificando cada vez mais.
António Cabral
Contra-Almirante, reformado
(marrevoltado.blogspot.pt)
A PROPÓSITO DE CERTOS PERITOS
Neste meu tão mal tratado país, uma das coisas que persisto em não conseguir encontrar é explicação decente para o que vejo nas TV relativamente a comentadores e peritos e certos políticos.
Quanto aos políticos continuo a não encontrar explicação para o facto de, por exemplo, uma criatura que tem perdido sempre nas urnas, que não tem qualquer expressão nacional, aparecer constantemente nas TV e escrever em jornais. Já pensei que é capaz de ser financeiramente rico e pagar para aparecer.
Mas isto vem mais a propósito da telenovela "Miríade".
É que fiquei há pouco a saber, depois de com recurso à tecnologia ter ido ver uma pérola que começou na SIC Notícias cerca das 1920 horas de hoje, que se tivessem sempre destacado para África destacamentos policiais acompanhando as forças de Comandos, nunca nada disto se passaria. Nada de contrabando de diamantes, ouro, prata etc.
NOTÁVEL! Como é possível não se terem lembrado disto antes?
António Cabral
Contra-Almirante, reformado
(marrevoltado.blogspot.pt)
EM TEMPO
As delícias da tecnologia permitem interromper o meu livro, ir à sala, há pouquíssimos minutos, pois o desafio era irrecusável - anda cá ver este - e lá fui ver, na TVI 24.
Inacreditável, e mais não digo. Vale a pena ir ver, apesar de tudo.
S E S S Ã O S O L E N E
(mais uma….) (alocução PR Jorge Sampaio, IDN, 29NOV1996)
……Enquanto Presidente da República e Comandante Supremo das Forças Armadas é para mim uma honra dirigir-me a uma tão ilustre audiência de especialistas em questões tão importantes para o País, como é o caso da Segurança e da Defesa Nacional…..
………….coexistem focos de instabilidade e conflitos declarados ou potenciais em várias regiões do mundo……...os riscos para a segurança e para a estabilidade podem resultar de decisões políticas identificadas ou fenómenos diversificados e complexos, como sejam os fluxos migratórios desordenados, as crises económicas induzidas, o terrorismo e o narcotráfico………….
……...existe hoje, consequentemente, um crescente entrosamento entre política externa, segurança e defesa, que determina uma permanente interacção na formulação de objectivos e na identificação de modalidades de acção……...…a defesa, sendo uma questão nacional, é não apenas militar mas também cultural, económica e política na mais ampla acepção da palavra…………
…….a defesa é acima de tudo uma manifestação de vontade nacional. O espírito de defesa e a cultura de defesa estão intimamente ligadas e todo o cidadão deve estar consciente do facto de que a defesa nacional se fundamenta na coerência da reflexão e dos processos mas também comporta alguns sacrifícios……….
………há que cuidar, igualmente, do potencial estratégico nacional, nos vários domínios da acção do Estado pertinentes à Defesa Nacional…...
……..
Ao longo dos anos tenho feito um esforço tremendo para me aperceber quer das interações quer da tal coerência da reflexão e dos processos; ah, e recordo bem quem eram o PM e o MDN em 1996, como sei bem os que se lhe seguiram. Por isso estamos na coerência conhecida.
António Cabral
Contra-Almirante, reformado
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HEROICIDADES de TRAZER por CASA
A DGS, Graça Freitas, substituiu-se ao vice-almirante e não dá conta do recado. O oficial agora é vedeta (humana e não navio ligeiro). Aguarda funções de Estado ao nível top. Assim seja. Mas é bom lembrar que há nas forças armadas muitos oficiais tão capazes como Gouveia e Melo e menos dados ao mediatismo. O facto é que na ausência de uma voz de comando marca-se passo. (JORNAL I)
" P E R S P E C T I V E S "
…."My last word to you, (faculty and students of the Naval War College) then, in these preliminary remarks, is to master, and keep track of, the great current events in history contemporary with yourself. Appreciate their meaning….the sphere of the navy is international solely. It is this which allies is so closely to that of the statesman. Aim to be yourselves statesmen as well seamen. The biography and history of our profession will give you glorious names who have been both. I trust the future may show many such among the sons of this college". (Alfred Thayer Mahan, 1898)
Li isto e outros textos em 1998. Particularmente ao reler esta tarde esta parte, dou comigo a pensar de novo em certas tiradas grandiloquentes do nosso momento contemporâneo e que por aí vejo ecoadas na comunicação social com tanto fervor e servilismo, sem um momento de pausa para meditarem no significado real por trás de certas campanhas e de certas "boutades". Enfim, é como estamos.
António Cabral
Contra-Almirante, reformado
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PAZ, GUERRA, PAZ
Não é pelo facto de estarmos formalmente em paz que podemos abandonar conceitos de defesa e de segurança.
Tal como não é por os carros serem hoje mais seguros que devemos esquecer as boas regras da condução.
Tal como não é por haver vacinas para praticamente tudo que devemos ser descuidados com a nossa saúde e segurança física.
Ah, a propósito de vacinas para quase tudo, infelizmente não há para tudo.
Não existem, por exemplo, para afastar os energúmenos que nos infernizam a vida e nos entram em casa através das TV e Internet. Infelizmente, não há vacinas de decência e dignidade para inocular a gentalha habituada a servir-se em vez de servir a sociedade.
António Cabral
Conta-Almirante, reformado
(marrevoltado.blogspot.pt)
"ESCRITO nas ESTRELAS"
Escrito nas estrelas é uma conhecida expressão. Muitos dos meus concidadãos, 99,9999 % como eu costumo referir e não me devo enganar muito, não ligam nenhuma à maioria das coisas em sociedade. Bebé vem de Paris, e as coisas caem do Céu. Mas então quanto a questões como desenvolvimento e criação de riqueza para poder ser distribuída depois, ou assuntos militares é mesmo ZERO.
Vem isto a propósito de assuntos militares e, concretamente, da vergonhosa "reforma" da estrutura superior das Forças Armadas. Estou bem ciente que, escreva eu o que escrever, com elevação ou à bruta, escrevam os profundos conhecedores destes assuntos o que escreverem ou defenderem nas TV e nos OCS impressos, a todos nós chega o mesmo resultado, ZERO, concretizado em alteração nenhuma e uma completa mansidão da sociedade em geral, tirando uns eruditos.
Naturalmente como refiro, nada se altera, nada é ponderado de novo. Mas há coisas impossíveis de esconder. E de esquecer. Por exemplo, a fúria de alguém que, anos atrás, se via que o que lhe apetecia fazer era apertar o pescoço à criatura que tinha na frente.
Mas, mais importante, aquela célebre frase - o caminho faz-se caminhando. E foi sendo percorrido. Estava há muito escrito nas estrelas, e não só. Mas poucos ligaram a isso ao longo dos anos. Resultados à vista. Se recuarmos a finais de 2001 e primeiros meses de 2002, e como raramente andei /ando distraído, sei que antes da queda do governo de então, estava pensada/ preparada uma proposta de lei para rever as competências do CEMGFA, proposta que incluía entre outros detalhes, subordinar directamente ao CEMGFA os Comandantes, Naval, Operacional das Forças Terrestres e Operacional da Força Aérea. Essa proposta, definida em Conselho de Ministros de 7 de Fevereiro de 2002 não vingou, porque o Primeiro-Ministro se demitiu e houve lugar à marcação de eleições legislativas.
O bichinho vem de muito longe!
António Cabral
Contra-Almirante, reformado
(marrevoltado.blogspot.pt)
PAZ, GUERRA, PAZ
…"é necessário estarmos apercebidos para nos defendermos de quem quiser ofender, porque a presteza aproveita às vezes mais que a força, nas cousas da guerra. Não descansem os amigos da paz, na que agora gozam, se a querem perpetuar porque os contrários dela, se a virem mansa, levá-la-ão nas unhas. E por isso, favoreçam as armas, as quais não são tão contrárias da paz como parecem, antes ela defendem a paz, como os cães defendem as ovelhas posto que pareçam contrárias delas"….(Arte da Guerra no Mar, padre Fernando Oliveira)
António Cabral
Contra-Almirante, reformado
(marrevoltado.blogspot.pt)
O PRESIDENTE JÁ DISSE TUDO ???
Eu, como muitos outros civis e militares, com coluna vertebral, gostaríamos de saber quais as razões que levaram o senhor Cravinho e o seu ajudante a querer correr JÁ com o Almirante Chefe do Estado-Maior da Armada (CEMA).
"Não pode amenizar-se a evidente crise das Forças Armadas, designadamente reduzindo a questão a um problema de salários degradados em comparação com outras carreira estaduais…….
Em cada variação histórica da relação do quadro permanente com o contingente, a articulação implicou dificuldades…………..
Tal perspectiva foi mais formal que efectiva, porque a presença sempre transitória dos conscritos nunca pode desafiar a superioridade qualitativa do quadro permanente…………..
Na complexa área da segurança, cujas incertezas estão a ser duramente pagas por povos Europeus, são os quadros permanentes das Forças Armadas que assumem a obediente responsabilidade institucional, ao mesmo tempo que devem interiorizar o que será o novo conceito estratégico nacional……………"
(Adriano Moreira, "As Forças Armadas", DN, 13 JUL 1999)
O meu melhor amigo militar, que é de Marinha, mostrou-me o artigo a que agora aludo e de que retirei os trechos supra, um longo artigo que para mim é evidente trouxe na altura para a luz do dia inquietações sobre as Forças Armadas, que se arrastam e, naturalmente, sobre o país. Mas, alguém, a sério, se inquietou, se questionou? Alguma coisa foi seriamente ponderada?
A população portuguesa está-se borrifando para tudo o que seja "tropa"(expressão habitualmente usada com o objectivo de denegrir). Querem lá saber. Então se acicatados por exemplo por certos aldrabões de escolas de Lisboa e Coimbra e seguidores, oh…oh!!!!!
A população portuguesa, o cidadão comum, não lê e se algum lê não quer saber e passa à frente do que alguns disseram em 18 de Julho de 2019 e se há coerência e dignidade intelectual com o dito em 19 de Setembro de 2020. Ou coerência e dignidade, simplesmente! Os 99,9999% dos portugueses não quer saber de serviços de informações ou, de associações secretas ou, se as mais altas instâncias do Estado (civis e militares) eventualmente mentem à sociedade seja a propósito dos combustíveis, dos incêndios, da habitação, dos impostos, da justiça, do caudal no Tejo, das Forças Armadas.
A degradação da Instituição Militar, das Forças Armadas, é um contínuo, desde há muitos anos. Por três razões: políticas, ético-profissionais e materiais, e por esta ordem. E há responsáveis, vários, em todos os partidos sem excepção, a saber, concretamente vários dos sucessivos titulares de órgãos de soberania, certos pensadores dos partidos e que muito poucos os conhecem, e algumas das chefias militares passadas e actuais.
E pelas razões que os que têm coluna vertebral intacta sabem, as verdades absolutas, direitinhas, nunca aparecem à luz do dia, nem os seus verdadeiros autores, sabendo-se no entanto quem são quase todos eles. Não aparecem os cozinhados. Não aparecerão. E é interessante, ou lamentável, constatar quem fica calado perante o que se passa, só porque, é um juízo pertinente face a silêncios, são os da sua cor.
Ao olhar o número e qualidade dos "actores" que teceram e tecem certas malfeitorias nada espanta, pois o seu trajecto é bem conhecido mas, lá está, 99,9999 % da malta não quer saber de cursos e mestrados e doutoramentos de certas criaturas ou, de plantações para ervanárias ou, negócios de armamento ou, negócios de combustíveis ou, que uns quantos escrevinhadores avençados e conhecidos papem rotineiramente uns almoços e jantares à borla e assistam a conferências umas mais públicas outras mais reservadas.
De uma coisa estou seguro. Agora, com este provisório inquilino do gabinete no 7º andar, com este agora todo poderoso CEMGFA, com este Primeiro - Ministro, com este Presidente da República mais o seu irmão gémeo fardado, dentro de, no máximo dois anos, os verdadeiros e gravíssimos problemas das ForçasArmadas, a tal situação insustentável periodicamente salientada (insustentável há décadas!) terão resolução rápida.
R E C O R D A Ç Õ E S
Numa fase da vida, da carreira, andei pelos velhinhos draga-minas, no NRP Rosário mas, sobretudo, no bem operacional NRP Lages com o meu saudoso comandante Francisco Pina.
Anos mais tarde, substituí o Francisco no então famoso Centro de Instrução de Minas e Contra-Medidas (1985-1989).
Anos depois, sendo considerado bem ou mal como um dos mais ou menos bons conhecedores das matérias da guerra de minas, o então CEMA Almirante Andrade e Silva (penso que aconselhado designadamente pelo seu chefe de gabinete, assunto de meados/ finais de1990, e ambos anteriores Comandante Naval e chefe de Estado-Maior do CN) nomeou-me para representar o país num projecto de desenho de um novo navio para guerra de minas. Assunto que, se bem recordo, nasceu de uma conversa do então MDN com o embaixador da Holanda em Lisboa que pediu a colaboração de Portugal, pois a Noruega, se não me falha a memória, tinha abandonado o projecto iniciado pouco antes com a Bélgica e Holanda. E assim meteram a espada ao peito do CEMA. E assim lá fui semanas mais tarde (11MAR1991-28NOV1992).
Vem isto a propósito não do processo administrativo de nomeação em que, em Lisboa, alguns foram bem ordinários, desconhecendo a origem do processo. Vem isto a propósito de várias coisas da minha estadia em Haia, e ter encontrado nos muitos arquivos na garagem várias coisas curiosas desse tempo.
É o que partilho em baixo com duas cópias dessa altura.
A primeira, um desenho de um membro da equipa de apoio sobre o navio do projecto (já desenhado, e pronto para entregar num estaleiro), desenho do navio a naufragar, simbolizando o fim da fase de desenho do projecto e do projecto ele mesmo. A razão é que algures no Verão de 1992, designadamente mas não só, a marinha Holandesa ficou conhecedora das características da maioria das minas deixadas pela então URSS depois da queda do muro de Berlim e unificação das Alemanhas. Conhecidas as minas, menos relevante e necessário pensar em navios mais actualizados. Assim acabou o projecto, e assim regressei a Lisboa como antecipadamente comuniquei em Agosto que o faria no final de Novembro, para grande irritação de um senhor no ministério da defesa.
A segunda cópia é de um desenho que fiz, com conversa inventada, ilustrando a celebração entre mim e o colega Belga, brincando com a coisa, e "gingando" com o chefe do projecto, um bom camarada da marinha Holandesa, capitão-de-mar-e-guerra, velejador exímio, Dirk de seu primeiro nome. Bons tempos, e em que muito aprendi.
Contra-Almirante, reformado
(marrevoltado.blogspot.pt)
VERDADEIRA ANTIGUIDADE
Um lenço de seda de senhora, sem marcas de traças, uma recordação. Sobre a descoberta da Índia. Terá mais de 80/90 anos, mas não tenho dados rigorosos. A quem pertenceu deixou-nos há muitas décadas, e quem sucessivamente o herdou também já não está entre nós.
Cá em casa não temos problemas com este tipo de coisas, e com a história, continuará preservado, em breve irá ser emoldurado.
António Cabral
Contra-Almirante, reformado
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DEPOIS DO MONTADO, A ALDEIA
Depois do montado Alentejano (o meu carro era de cor preta, ficou castanho terra), e terras várias e caminhos no Baixo Alentejo, a aldeia Beirã, o meu refúgio. Fotos do Baixo Alentejo e da aldeia. Um bom almoço na aldeia, na minha mesa debaixo da figueira, hum....revigorante. Não há parvalhões que me deitem abaixo.
António Cabral (AC)
Contra-Almirante, reformado
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A PROPÓSITO DE POUCAS VERGONHAS
Como outros ando preocupado. Ando muito zangado com o que se vem passando e mais ainda por pretenderem que eu e outros somos broncos e mesmo criancinhas que não percebemos os joguinhos de poder e vingançazinhas.
Não tenho amigos nem conhecidos na comunicação social.
Adicionalmente a deixar em textos com palavreado relativamente calmo mas em outros sem paciência nem punhos de renda o meu repúdio por coisas que acontecem na sociedade, entretenho-me a percorrer o país e observar realidades, como tem sido nas paragens onde agora ando. Observar realidades e lembrar depois certos discursos. Olhar às gentes, aos turistas nacionais e estrangeiros, atentar nas palavras de trabalhadores na área do turismo e da hotelaria. Ouvir os jovens desta área e perceber as dificuldades em arranjar recursos humanos.
Ah, e avaliar o "excelente" estado de conservação de certos caminhos, por exemplo, IP8. Naturalmente, com a minha amiga Nikon por testemunha. E neste estão quase 160 000,00 Km.
E por isso partilho alguma coisa, e que isso possa aliviar irritações. Comigo, resulta.
António Cabral
Contra-Almirante, reformado
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Entrevista do Almirante Melo Gomes na RTP3 sobre o episódio da "demissão" do CEMA. Para aceder podem seguir esta ligação. (Nota: o assunto começa a ser tratado aos 26 minutos).
Vice-Almirante Pires Neves quer saber as "razões" para a demissão do Chefe do Estado-Maior da Armada.
"Na RTP 3, o vice-almirante Pires Neves afirmou que não "é muito normal" um processo de demissão do Almirante Chefe do Estado-Maior da Armada. Diz ele que, "como cidadão", gostaria saber "quais as razões que fundamentam" esta demissão."
Para ler o artigo completo, acompanhado de um vídeo, podem seguir esta ligação.
FORMAS de ESTADO
Salgueiro Maia
“Meus senhores, como todos sabem, há diversas modalidades de Estado. Os estados sociais, os corporativos e o estado a que chegámos. Ora, nesta noite solene, vamos acabar com o estado a que chegámos! De maneira que, quem quiser vir comigo, vamos para Lisboa e acabamos com isto. Quem for voluntário, sai e forma. Quem não quiser sair, fica aqui!”
Tenho recordado várias vezes esta famosa dissertação. Mas cada vez mais me interrogo, em que Estado estamos?
Na feliz expressão de um homem da minha profissão que muito respeito e com a qual concordo, o que se passou e está por trás da vergonhosa farsa subjacente aos equívocos é só, provavelmente, um verdadeiro crime de lesa Pátria.
Mas não interessa para nada, não é verdade? O Benfica ganhou, Portugal apurou-se para a final do mundial do futsal, o Braga também ganhou!
Vou voltar ao assunto.
AC