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domingo, 10 de março de 2024

LIBERDADE
A revolta militar de 25 de Abril de 1974, rapidamente transformada em revolução dada a adesão popular, levou à consagração do nosso texto Constitucional e nele, a consagração constitucional da LIBERDADE.

Uma República baseada na dignidade da pessoa humana, na vontade popular, com respeito pelos princípios do Estado de Direito Democrático, Constitucionalmente obrigada defender a democracia política e a promover o bem-estar e a qualidade de vida dos portugueses.


Uma República em que o povo exerce o poder político através do sufrágio universal, directo, secreto e periódico, e em que os partidos políticos concorrem para a organização e para a expressão da vontade dos portugueses.


Uma República onde o domicílio e o sigilo de correspondência e outros meios são invioláveis, onde todos têm direito à liberdade de expressão, onde a liberdade de consciência religião ou culto é inviolável, onde os cidadãos têm direito de reunião e manifestação e liberdade de associação.


Hoje vota-se para eleger uma nova Assembleia da República, e ao partido mais votado o PR pedirá para que indique um putativo PM, e a este será pedida a formação de novo governo.


Vamos ver como correm as coisas, que equilíbrio ou desequilíbrios resultarão do apuramento final do acto eleitoral.
Pessoalmente estou preocupado.


Que resposta darão hoje os meus concidadãos?
Eu, apesar de estar de momento com poucas forças, só falharei o dever de ir votar se algo inesperado acontecer até ao fecho das urnas. Espero que não.


O boletim de voto tem salvo erro 17 partidos, formalmente autorizados a tal serem pelo poderoso Tribunal Constitucional.


Há, portanto, formalmente, diversidade de escolha.
Mas, convenhamos, no fundo no fundo trata-se de governabilidade ou, melhor, trata-se arranjar governabilidade e trata-se de ver se a decência por uma vez desce à política e se, de facto, vão pugnar pelo nosso bem-estar e qualidade de vida.


Até hoje estamos longe de situação confortável.
Aguardemos.

António Cabral 
Calm, ref
(marrevoltado.blogspot.pt)

terça-feira, 20 de fevereiro de 2024

LIBERDADE   =   NÃO  TER  MEDO


Tenham um bom dia, boa semana, saúde.


António Cabral

sexta-feira, 15 de outubro de 2021

DEPOIS DO MONTADO,  A ALDEIA

Depois do montado Alentejano (o meu carro era de cor preta, ficou castanho terra), e terras várias e caminhos no Baixo Alentejo, a aldeia Beirã, o meu refúgio. Fotos do Baixo Alentejo e da aldeia. Um bom almoço na aldeia, na minha mesa debaixo da figueira, hum....revigorante. Não há parvalhões que me deitem abaixo.

António Cabral (AC)

Contra-Almirante, reformado

(marrevoltado.blogspot.pt)

segunda-feira, 25 de abril de 2016

sábado, 25 de abril de 2015

25 Abril 1974Dia da LiberdadeDia da Felicidade.
Recordar. Recordações.
Faz hoje 41 anos. 
Eu estava embarcado no Draga-Minas Lajes. O navio tinha saído da Base Naval de Lisboa (BNL) no Alfeite, juntamente com outros, creio que por volta das 0630 horas (já não recordo bem), para formarmos um “comboio” com o objectivo (exercício que estava programado) de guiar a força naval da NATO que estava em Lisboa, até para lá da barra Sul do porto de Lisboa. A história é conhecida, os navios nacionais receberam ordem para regressar, a fragata Gago Coutinho foi para a zona em frente ao cais das colunas, os restantes foram atracar na BNL.
Recordo muita coisa, a escuta das comunicações, a incredulidade em muitas rostos, surpresa em outros, olhares desconfiados da parte de alguns, as movimentações em terra, o que se via junto ao Cristo-rei, etc. 
Guardo para mim.
Faz hoje 41 anos. Sobrevieram, angústias, alegrias, esperanças, desencantos, melhorias de muitas vidas, mas de outras não. A democracia formal ficou, e já é madura.
Com a liberdade, com as liberdades, era inerente nascer a felicidade. Aparecer a flor da felicidade, nascida do canteiro da liberdade e dos deveres de cada um e dos inerentes direitos. Salvo melhor opinião, tem sido pouco regada, pouco adubada.
Temos que cuidar melhor da nossa flor da felicidade.
Faz hoje 40 anos.
Os eleitores registados votaram em massa. Creio que mais de 90%. 
Ficou definida a Assembleia Constituinte.
Olho para os resultados das eleições passadas, todas, nacionais, regionais, legislativas, autárquicas, presidenciais, e que diferenças encontro. Diferenças no aumento brutal da abstenção, nos nulos, nos brancos, no aparente crescente desinteresse e desânimo.
Temos que cuidar melhor da nossa felicidade comum.
António Cabral