MEMÓRIAS
Nota prévia: vejo pouca televisão e no que a noticiários nos canais nacionais respeita quase nada vejo. Procuro acompanhar, em directo ou mais tarde usando as tecnologias actuais, algumas comissões parlamentares de inquérito, audições dos ministros da defesa e dos negócios estrangeiros, e alguns debates (???) quinzenais na AR.
Acompanhei a audição de hoje do MDN, de que vi e escutei grande parte mas não desde o início. Vi desde a intervenção sabuja de um deputado que palrou e untou mais que perguntou, e até pediu desculpa de se ter alargado tanto no tempo. Adiante.
O actual titular primeiro do ministério da Defesa Nacional é um homem inteligente e hábil, não há dúvidas quanto a isso.
Mas não é sobre ele, ou o Costista Secretário, ou sequer a prestação global dos diferentes intervenientes, que me apetece falar.
A audição de hoje remeteu-me, e daí as memórias, para algures finais de Novembro de 2004 ou já início de Dezembro; já não consigo precisar, ainda que tenha registado numa velha agenda o dia em que me telefonaram directamente de Lisboa, para empreender acção local acerca de uma probabilidade a acontecer daí a quase cinco meses. Um evento então desejado.
E estou concretamente a falar dos NPO.
E antes de continuar, devo esclarecer, se preciso fosse, que tenho em péssima conta a esmagadora maioria dos políticos e dos sucessivos titulares de órgãos de soberania. E concretamente e por exemplo, Durão Barroso, Paulo Portas, José Sócrates, Diogo Freitas do Amaral, Luís Amado, Passos Coelho e Aguiar-Branco.
E regressando aos NPO, e depois do que ouvi hoje na audição, o que gostava de um dia vir a saber, PRETO no BRANCO (claro que nunca acontecerá, pois quem sabe com rigor nas várias cores políticas não o diz publicamente) é porque é que alguns tinham esperanças que um NPO viesse à luz do dia a poucos dias de 20 de Maio de 2005, porque é que só muuuuiiiiiito mais tarde apareceu, porque não foram construídos mais em sucessão e, agora, aparentemente, irão finalmente avançar para mais dois navios.
Se não estou enganado, o contrato dos NPO foi mesmo assinado antes da entrada de Sócrates como primeiro-ministro, esteve lá desde algures em 2005 até meados de 2011, daqui até Out 2015 foi a PAF, e agora está lá a geringonça. E NPO.......
Enfim, mais um indicador da porcaria em que continuamos metidos.
António Cabral
cAlmirante, reformado
(Chapéus há muitos)
PS: antes de carregar no botão publicar, leio sempre o que acaba de ser escrito. Está a parecer-me que o texto está ácido. Mas vai mesmo assim, até porque não estando hoje fisicamente muito bem não estou com força anímica para perder mais tempo. Que me relevem os que por gentileza me lêem.