O Mondego comenta melhor
por José Mendonça da Cruz, em 28.03.23
... e, por fim, o Mondego saíu em missão, dizem que já reparado das avarias que não faziam mal. Saíu atrasado, porque o fumo negro que expelia prometia o pior. Saíu para uma curta viagem para as Ilhas Selvagens, destino bem mais inconsequente do que a vigilância de um vaso de guerra inimigo. E avariou. Redundantemente avariou. E, à falta de remos, foi rebocado de volta.
De maneira que os senhores comentadores podem agora largar a espuma: não tratem de revoltas de sargentos, nem deem corda aos braços do PC; não recordem os marinheiros da 1.ª república; não brandam legislação militar; não se ponham com choradinhoas de condenações na praça pública, mas também não promovam almirantes heroicos a apóstilos de disciplina e gestas navais em navios sem manutenção e risíveis.
Mas tratem dos temas principais, ou seja, que forças armadas são estas, cujos aviões não descolam, cujos navios e submarinos não funcionam e são rebocados quando tentam, cuja cavalaria dispõe a cada momento talvez de 1/2 tanque em cada 3? Que defesa nacional é esta? Que organização e orçamentação são estas? Que farsa, que vergonha, que irresponsabilidade, que desgoverno, que mentira?
***************************************************
Isto é tudo muito triste, muito triste.
terça-feira, 28 de março de 2023
A embarcação foi rebocada para o Porto do Caniçal, onde está atracada, esta terça-feira, de acordo com o "Diário" madeirense.
O navio teve de receber ajuda esta segunda-feira à noite, ao largo do Funchal, e chegou já de madrugada ao Porto do Caniçal.
segunda-feira, 27 de março de 2023
DEVER de TUTELA
Regulamento de Disciplina Militar
TÍTULO I - Princípios fundamentais
CAPÍTULO II - Deveres militares
----------
Artigo 15.º - Dever de tutela
O dever de tutela consiste em zelar pelos interesses dos subordinados e dar conhecimento, através da via hierárquica, dos problemas de que o militar tenha conhecimento e àqueles digam respeito.
domingo, 26 de março de 2023
Doido por fotografia que de há décadas sempre tem sido complemento inseparável de lazer/ férias/ viagens/ caminhadas, mais ou menos um manhoso fotógrafo, portanto, entre a enormidade de fotografias tiradas com máquinas analógicas ou com digitais, tenho muitas que são uma verdadeira borrada do ponto de vista das regras e técnicas da fotografia. Mas também tenho muitas que são bastante aceitáveis.
sexta-feira, 24 de março de 2023
PARA LÁ da BORRASCA RECENTE . . . . ⚓
Para lá da recente borrasca na Marinha, e porque nos últimos tempos tem havido muitas declarações de várias criaturas, muita pompa acerca do futuro Conceito Estratégico de Defesa Nacional, há tempos que ando a ler muita coisa: livros, entrevistas antigas algumas mesmo muito antigas, legislação militar, etc.
Pois neste artigo de Outubro do ano passado, o jornalista citava entre muitas outras coisas sobre o actual chefe da Marinha - que o próprio terá já terá feito chegar a António Costa o recado de que gostaria de continuar a desenvolver o seu trabalho para "revolucionar" a Marinha!
Uma das delícias deste artigo de Outubro é a citação de um general sobre Gouveia e Melo.
Ora pode falar-se para a Marinha em público considerando que se fala para o país também, como se viu há dias, ou pode falar-se só para a Marinha dentro de portas, nomeadamente de viva voz para todas as chefias superiores e intermédias.
quarta-feira, 22 de março de 2023
ANTIGAMENTE
Antigamente era tudo muito diferente.
No caso das viaturas não havia cintos de segurança, não havia cadeirinhas para os miúdos. Por exemplo os meus sogros, tiveram quatro filhos, 3 raparigas e 1 rapaz, com muito pouca diferença de idade. A mais nova, teria 3 anos, quando viajou no buraco do carocha atrás do assento enquanto os 3 irmãos viajavam no banco à sua frente.
Antigamente era tudo muito diferente.
Em 1972 a efervescência na sociedade portuguesa era grande, o regime estava a apodrecer. Liberdade era um bem escasso. Por exemplo na Marinha, na câmara de oficiais dos navios, havia conversas abertas sobre a situação. Era comum vários elementos de uma guarnição de fragata chegada de África embarcarem logo noutra fragata que partia para África, sem irem para casa.
Hoje nada disto ocorre, antigamente era tudo muito diferente.
António Cabral (AC)
sábado, 18 de março de 2023
Memórias
A história conta-se em poucas linhas.
Ainda no activo, já fazia traduções literárias nas horas livres. Numa dada ocasião um editor pediu-me que traduzisse “Tres tristes tigres”, de Guillermo Cabrera Infante, empresa que nada tinha de fácil para um tradutor empenhado mas pouco experiente.
Como no livro abundassem jogos de palavras praticamente intraduzíveis, aproveitei uma ida a Inglaterra do navio em que me encontrava e, mediante prévia combinação, desloquei-me de comboio a Londres para me encontrar com o autor e propor-lhe algumas adaptações, com as quais ele felizmente concordou, levando a simpatia ao ponto de me convidar para pernoitar em sua casa.
A minha memória não é de todo confiável, mas nunca esquecerei a entrada em casa de Cabrera Infante. Recortando-se contra o fundo de uma enorme bandeira de Cuba na parede fronteira à porta, o autor esperava-me, na companhia da mulher.
E o que mais retive foi a saudação com que me recebeu: “Cómo va la Marina Portuguesa?” Não recordo exactamente o que lhe respondi, algo relacionado com a situação geral do país, mas isso interessa pouco ao caso.
O que importa é a reflexão que hoje se me impõe: como lhe teria respondido hoje, sem um indisfarçável sentimento de incomodidade?
sexta-feira, 17 de março de 2023
CADETES DA ESCOLA NAVAL
Na cerimónia realizada no Clube Militar Naval, em 15 de Março, e com a presença do Presidente da República, verifiquei que a delegação dos Cadetes da Escola Naval não estavam uniformizados, estavam em trajes civis.
Não percebo como uma delegação de Cadetes está à paisana.
- To allow Americans IN, Germans DOWN, Russians OUT.
terça-feira, 14 de março de 2023
Hoje, 14 de Março de 2023, apesar de infelizes transtornos familiares, foi-me possível assistir à sessão de abertura do Ciclo de Eventos alusivos aos 50 anos do 25 de Abril de 1974.
Foram assinalados os, 55º aniversário da Assembleia Geral do Clube Militar Naval de 22 Fevereiro de 1968 e o 50º Aniversário da eleição, em 15 de Março de 1973, da Direção presidida pelo então Comandante Pinheiro de Azevedo.
O cidadão, o militar, o consócio do CMN, o Calm reformado, estão muito gratos pelas palavras proferidas pelo sr Calm Martins Guerreiro a propósito da eleição da lista do Cmg Pinheiro de Azevedo em 15 de Março de 1973.
Por último ouvi a intervenção do sr Presidente da República.
segunda-feira, 13 de março de 2023
13 MILITARES DA MARINHA RECUSARAM REALIZAR SERVIÇO NO MAR DA MADEIRA NO PASSADO SÁBADO
A missão atribuída ao NRP Mondego, que está no período de missão na Zona Marítima da Madeira, era de curta duração ao longo da costa, mas os quatro sargentos e 9 praças decidiram recusar navegar devido a uma avaria num motor. Marinha já confirmou a ocorrência.
13 elementos da guarnição do navio patrulha Mondego, da Marinha Portuguesa, que está na ZMM em missão, recusaram largar do cais do Funchal em missão, alegando avarias graves do navio, revelou o CM, situação já confirmada por fontes militares.
Também a Marinha confirmou, em comunicado, que 13 militares do navio que se encontra atribuído à Zona Marítima da Madeira "recusaram ocupar os respetivos postos na preparação da largada para execução de uma missão, na noite do dia 11 de março. Nesse dia o navio encontrava-se com uma avaria num dos motores". Os navios de guerra, sendo um conjunto de sistemas muito "complexos e muito redundantes, podem operar em modo bastante degradado sem impacto na segurança. Essa avaliação, mais uma vez, pertence à linha de comando e à Superintendência do Material, enquanto entidade técnica responsável. Ambas as entidades não consideraram estar o navio inseguro para navegar", revelou a Marinha.
O Jornal contactou o capitão-de-mar-e-guerra e Comandante da ZMM e Autoridade Marítima Nacional, Rui Teixeira, que nos remeteu gentilmente para a Armada, que lidera o processo de averiguações.
Os militares estão retidos no navio e a ser inquiridos, arriscando responder por insubordinação.
Deste modo, "os militares em causa, não cumpriram com os seus deveres militares, usurparam funções, competências e responsabilidades não inerentes aos postos e cargos respetivos.Estes factos estão ainda a ser apurados em detalhe, e a disciplina e consequências resultantes serão aplicadas em função disso", finaliza, a Marinha.
Condecorações
"Cerimónia de Imposição de condecorações a militares de Abril de 1974
08 de março de 2023
O Presidente da República condecorou, em cerimónia no antigo Picadeiro Real do Palácio de Belém, com a Ordem da Liberdade, Grau de Grande-Oficial, os seguintes militares com participação direta no 25 de abril de 1974:
Tenente-General José Leal, a título póstumo. Recebeu as insígnias Maria Manuela Baía Pratas de Faria Leal, viúva do homenageado;
Tenente-General Luís dos Santos;
Tenente-General Mário Cabrita;
Tenente-General Valdemar da Fonte, a título póstumo. Recebeu as insígnias Maria Leonor Fonte, viúva do homenageado;
Major-General José Manuel Castro;
Major-General Luís Sequeira;
Major-General Rui Teixeira, a título póstumo. Recebeu as insígnias Carmen Queirós Teixeira, viúva do homenageado;
Coronel Agostinho Mourato Grilo;
Coronel António José Borges;
Coronel António Oliveira;
Coronel Carlos Neves, a título póstumo. Recebeu as insígnias Maria Fernanda do Patrocínio e Silva Rocha Neves, viúva do homenageado;
Coronel Eduardo Almeida, a título póstumo. Recebeu as insígnias Ricardo Almeida, filho do homenageado;
Coronel Fernando Gomes, a título póstumo. Recebeu as insígnias Rui Gomes, neto do homenageado;
Coronel José Ferreira;
Capitão-de-Mar-e-Guerra José Morais;
Coronel José Santos;
Coronel José Novo;
Coronel José Pereira;
Coronel Lourenço Marques;
Capitão-de-Mar-e-Guerra Luís Andrade;
Coronel Luís Ferreira;
Capitão-de-Mar-e-Guerra Luís Carneiro;
Coronel Manuel Carvalho, a título póstumo. Recebeu as insígnias Susana Isabel Monteiro de Carvalho, filha do homenageado;
Coronel Manuel Rodrigues, a título póstumo. Recebeu as insígnias Maria Esperança Baptista Martins Rodrigues, filha do homenageado;
Coronel Manuel Dias;
Capitão-de-Mar-e-Guerra Mário Sousa, a título póstumo. Recebeu as insígnias Rita Guiomar Bentes de Sousa, filha do homenageado;
Coronel Mário Baptista. Recebeu as insígnias Ana Mafalda Adão Águia Baptista, filha do homenageado;
Coronel Nuno Anselmo;
Coronel Ramiro Martins;
Coronel Rui Fernando Coutinho;
Coronel Rui Guimarães;
Coronel Vasco Capaz;
Coronel Vicente Brandão;
Capitão-de-Fragata António Varela, a título póstumo. Recebeu as insígnias Hugo Osório Lobo Varela, filho do homenageado;
Tenente-Coronel Jorge Almeida, a título póstumo. Recebeu as insígnias Paulo Jorge Cabral Duarte de Almeida, filho do homenageado;
Tenente-Coronel Orlindo Pereira;
Major Henrique Pedro;
Major Humberto Xavier. Recebeu as insígnias, em nome do homenageado, o Coronel Vasco Lourenço;
Major José Nave, a título póstumo. Recebeu as insígnias Marta Raquel Correia Nave, filha do homenageado;
Major Leonel Rosário, a título póstumo. Recebeu as insígnias Maria Cândida Fragoso Zarco Martinho do Rosário, viúva do homenageado;
Major Rui Oliveira;
Major Vítor Leite."
"O Navio... desarmado" felicita todos os militares agraciados, nomeadamente os "marinheiros".
sábado, 11 de março de 2023
quinta-feira, 9 de março de 2023
terça-feira, 7 de março de 2023
As JUSTIFICAÇÕES de MARCELO
sábado, 4 de março de 2023
quarta-feira, 1 de março de 2023
Vice-Almirante (Ref.) Rui do Carmo Fernandes
Por informação da sua Família, faleceu em Lisboa na passada segunda-feira o Vice-Almirante Rui do Carmo Fernandes. Tinha 98 anos de idade e ingressara na Escola Naval em Setembro de 1943 como cadete de Marinha do Curso “D. João de Castro”. Foi promovido a guarda-marinha em Março de 1946 e, depois de várias comissões de embarque como oficial subalterno, foi Sub-chefe do Estado-Maior do Comando Naval de Angola, professor de Electrotecnia da Escola Naval e comandante da fragata “Comandante Sacadura Cabral”. Entre 1976 e 1979 foi comandante da Escola Naval. Em Dezembro de 1978 foi promovido a Vice-Almirante e em Março de 1992 passou à situação de reformado.
O “Navio… desarmado” apresenta condolências à sua Família, bem como a todos os seus antigos alunos na Escola Naval, que certamente recordam a sua competência profissional, o seu carácter e a sua bondade.
Segundo informação da Família, o velório do Vice-Almirante Carmo Fernandes decorrerá na Igreja de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, sita na Avenida Marquês de Tomar, no dia 2 de Março a partir das 10.30 horas, realizando-se uma missa de corpo presente pelas 13.30 horas, após o que o funeral sairá para o cemitério dos Olivais, onde o corpo será cremado pelas 15.00 horas. A missa de 7º dia realiza-se no dia 8 de Março às 19.00 horas na igreja do Campo Grande.
Almirante (Ref.) João José de Freitas Ribeiro Pacheco
O Almirante João José de Freitas Ribeiro Pacheco faleceu ontem com 88 anos de idade, vítima de doença prolongada, tendo a Marinha emitido um comunicado de imprensa em que destaca a sua “carreira brilhante no mar e em terra” e apresenta condolências à sua Família. O Almirante Ribeiro Pacheco fez os seus estudos secundários no Colégio Militar e foi incorporado na Armada em Setembro de 1952 como cadete do Curso “Gonçalves Zarco” tendo sido promovido a guarda-marinha em Outubro de 1955. A sua carreira naval foi muito diversificada. Comandou a lancha de socorro “Canopus”, integrada nas Forças Navais do Estado da Índia, especializou-se em Comunicações e comandou o Destacamento Nº 7 de Fuzileiros Especiais no teatro de operações da Guiné, desempenhou as funções de Capitão dos Portos de Cabo Verde, comandou o Corpo de Fuzileiros e comandou a fragata “Almirante Magalhães Correa”. Depois, entre outros cargos e comissões, foi professor do Instituto Superior Naval de Guerra, Comandante Naval dos Açores, Director-Geral do Instituto Hidrográfico, Superintendente dos Serviços do Pessoal da Armada e Director do Instituto de Defesa Nacional. Entre 28 de março de 1994 e 1 de abril de 1997 o Almirante Ribeiro Pacheco desempenhou as funções de Chefe do Estado-Maior da Armada e Autoridade Marítima Nacional. Entre as suas condecorações destacam-se o Distintivo da Ordem Militar da Torre e Espada e a Medalha de Cruz de Guerra de 1ª Classe por comportamento em combate.
O “Navio… desarmado” apresenta condolências à sua Família, bem como a todos os seus amigos, aos admiradores do seu percurso naval e aos seus camaradas do Curso “Gonçalves Zarco”.
Nota:
CERIMÓNIAS FÚNEBRES: De acordo com informações recebidas da Associação de Fuzileiros, o corpo do saudoso Almirante Ribeiro Pacheco estará hoje (quarta-feira), a partir das 15:30 horas na Capela de S. Roque (Instalações Navais da Marinha). O funeral sairá amanhã (quinta-feira), depois das 12:00 horas para o crematório do Alto de S. João.
terça-feira, 28 de fevereiro de 2023
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2023
COMO ESTAMOS no RÚSSIA-UCRÂNIA ?
Faz hoje um ano.
Declaração de guerra não houve, isso é coisa que já não se usa. É coisa que Rússia e EUA e muitos outros não usam há muito. Não interessa!
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2023
terça-feira, 21 de fevereiro de 2023
CMG (Ref.) José Brás Maldonado Cortes Simões
É com muita mágoa que informamos o falecimento do capitão de mar-e-guerra José Brás Maldonado Cortes Simões, ocorrido hoje de madrugada em Lisboa, no Hospital dos Lusíadas. Tinha 81 anos de idade. O Comandante Cortes Simões ingressou na Escola Naval em Outubro de 1960 como cadete do Curso “Luís de Camões”, transitou depois para o Curso “Nuno Tristão” e foi promovido a guarda-marinha em Janeiro de 1965. A sua carreira naval foi longa e muito diversificada. Especializou-se em Artilharia e embarcou como Chefe de Serviço nas fragatas “Nuno Tristão” (Cabo Verde e Angola, 1966-1969) e “Almirante Magalhães Corrêa” (1971-1972). Seguiu-se o comando da LFG “Argos” nos rios da Guiné (1972-1974) e as funções de Professor do 40º Grupo de Cadeiras da Escola Naval (1974-1977). Entre 1979 e 1983 desempenhou o cargo de Capitão dos Portos de Vila Real de Santo António e Tavira, entre 1984 e 1986 comandou o navio-hidrográfico “Almeida Carvalho” e, entre 1988 e 1992, desempenhou as funções de Adjunto do Capitão do Portos e do Director dos Serviços de Marinha de Macau. Foi promovido a capitão de mar-e-guerra em 1992, passou à reserva em 1997 e reformou-se no dia 10 de abril de 2003.
O “Navio… desarmado” apresenta sentidas condolências à sua Família, em especial à sua Mulher, Filhos e Netos, bem como a todos os seus amigos e camaradas, designadamente dos Cursos “Luís de Camões” e “Nuno Tristão”.