31 DEZEMBRO 2021 >>> 1 JANEIRO 2022
Vai agora para o fresco. Para logo.
A todos, felicidades no futuro, menos 31 nos caiam em cima. Saúde.
António Cabral
Contra-Almirante, reformado
(marrevoltado.blogspot.pt)
MARINHA.
PASSAGENS À RESERVA, E NOMEAÇÕES.
LUFADA de AR FRESCO.
Como sempre acontece, até as coisas acontecerem há sempre rumores, quiçá tentativas de condicionamento.
É sabido que desde Junho passado o senhor que tem um gabinete no 7º andar do edifício rosa ao Restelo, parou a nomeação de novo Comandante Naval.
As crises somam-se muitas vezes a crises outras e, a do Benfica, problema maior deste país, terá consequências porventura imprevisíveis.
Será que se irá confirmar o que insistentemente hoje corre nas redes sociais e pelas redações dos principais órgãos de comunicação social (mas temerosos de avançar com a hipótese) ? Eu não acredito, mas…..
Aguardemos.
António Cabral
Contra-Almirante, reformado
(marrevoltado.blogspot.pt)
Habituei-me sempre a ver a Marinha associada a uma palavra: discrição. Recordo, a este propósito, a expressão de um velho camarada do defunto Serviço Geral, que dizia que a Briosa era como a pata: ao contrário da galinha, não canta quando põe ovos.
A discrição terá as suas vantagens, mas também os seus inconvenientes, reconheço. A menor visibilidade pode levar a que por vezes seja, injustamente, ignorada.
Mas não deixa de me suscitar algumas interrogações o facto de ver a Marinha subitamente catapultada para o espaço público como se fosse uma fábrica de notícias empolgantes.
O que espero, sinceramente, é que este lampejo de visibilidade lhe renda dividendos.
SEM PALAVRAS
Eu sei que sou suspeito na matéria, por ser maluquinho da fotografia, e pela consideração pelo autor, mas a fotografia apresentada pelo nosso estimado camarada de Armas é muito boa. É mesmo muito boa, e um estimulante desafio para tentar manter vivo este blogue.
Para modesta competição, deixo mais umas, das muitas, milhares, que tenho tirado.
A todos renovo os votos de Boas Festas.
António Cabral
Contra-Almirante, reformado
(marrevoltado.blogspot.pt)
Ps: parece que o Pai Natal este ano chegará a 23, e não na noite de 24 de Dezembro. Estranho!
Foi um notável português.
Natural da vila de Palmela, onde nasceu a 4 de Fevereiro de 1841, foi homem de ciência, explorador em expedições científicas em África, fez campanhas de investigação na Serra da Estrela e no Gerês.
Foi oficial de Marinha. Teve o seu nome impresso num dos navios da Armada, a fragata Hermenegildo Capelo.
Este Palmelense tem algumas das suas viagens retratadas em obras conhecidas, "De Angola à Contra-Costa" e "De Benguela às Terras de Iaca. Faleceu em Maio de 1917.
Leio que a Junta de Freguesia de Palmela se propõe lutar pela edificação de uma "Casa Museu" dedicada a este português ilustre.
António Cabral
Contra-Almirante, reformado
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ILUSÕES para CONVENCER PAPALVOS
PAPALVOS e INCAUTOS abundam, infelizmente, gente que se inebria com certas coisas como, um titular de órgão de soberania a ir ao multibanco, ou com heróis, ou com exaltações inócuas sem reflexo na realidade, ou com a frase de anos e anos após audiência - o sr ministro prometeu-me que....!
Escrito, em tempos idos, interrogo-me, o que está diferente, hoje?
9 DEZEMBRO 2005 ⚓ 🔔
Este "parvalhão", "CP Valour", encalhou ao princípio da noite desse dia no Norte da ilha do Faial, numa altura em que o mar e o ar estavam mais do que agrestes, bem Açoreanos, Atlânticos!
Basicamente, pelo que se apurou, o tonto do comandante do navio imaginou-se a pilotar um automóvel com raio de viração óptimo com o volante todo encostado à esquerda.
Esse incompetente esqueceu-se que estava era na ponte de um navio de tonelagem apreciável, vergastado por mar violento e impotente face ao vendaval/ ventania que estava. A volta que, imaginou, levá-lo-ia a ficar perto de terra e fundear protegido naquela baía do Norte da ilha, foi tão "fofinha" que o deixou em cima de rochedos, e por lá ficou até Setembro de 2006.
Foi um período muito curioso da minha vida. Foram meses e meses (até 2 Agosto 2006) em que tive a oportunidade de confirmar muito do que já sabia:
1º - que o trabalho de equipa, quando a equipa é competente e coesa, dá frutos excelentes, cumpre a missão,
2º - que os meus dois chefes directos de então, Comandante Naval e Director - Geral da Autoridade Marítima, eram (são, pois estão reformados mas vivos, felizmente) homens de coluna vertebral, competentes, e meus amigos,
3º - quão imbecis eram de facto certas criaturas com quem tive de lidar nesse período, lá e em Lisboa. Alguns ainda por aí andam!
António Cabral
Contra-Almirante, reformado
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É com tristeza que anunciamos o falecimento do Comandante Gabriel Rodrigues Paulo, que há poucos dias completara 88 anos de idade. Era natural da vila da Calheta, na ilha da Madeira, tendo ingressado na Escola Naval em 1953 como cadete do Curso D. Dinis, que concluiu como um dos melhores classificados. Entre outras comissões, serviu na Brigada Hidrográfica Independente do Estado da Índia, foi Chefe do Estado-Maior do Comando da Defesa Marítima de Porto Amélia, professor de Navegação na Escola Naval - onde marcou pela positiva os seus alunos -, e comandante do draga-minas NRP “Ribeira Grande” – então atribuído à Escola Naval para a formação dos cadetes – e das fragatas NRP ”Almirante Magalhães Corrêa” e “Comandante Hermenegildo Capelo”. Foi igualmente durante vários anos professor de Navegação na Escola Náutica, tendo contribuído para a formação de muitas gerações de oficiais e capitães da nossa Marinha Mercante, entre os quais gozava de elevado prestígio. Foi promovido a capitão-de-mar-e-guerra em 1980 e em 1987 passou à Reserva.
O seu corpo encontra-se no Centro Funerário de São João de Deus, na Praça de Londres e o seu funeral realiza-se amanhã, dia 9 de Dezembro pelas 12.00 horas, para o crematório dos Olivais.
O Navio desarmado apresenta condolências à Família do Comandante Rodrigues Paulo, bem como aos seus camaradas de Curso e Amigos.
PORTUGAL,
País em que a Transparência é o seu Maior Activo
Vacinação de crianças: parecer de pediatras e especialistas em saúde infantil é sigilosoÉPOCA NATALÍCIA. PRENDAS de NATAL
Como certamente muitas pessoas, tenho andado por estes dias a tratar daquilo que é habitual nesta época do ano, independentemente de se viverem tempos complicados. Anormais devido à pandemia, controversos por coisas que acontecem, um pouco sobressaltados por se aproximarem eleições legislativas antecipadas.
Arranjar ainda melhor a casa, pois a criançada aprecia e nós também. E, naturalmente, contar os euros e os cêntimos e arranjar umas prendas. Quando se coloca a questão das prendas, no presente e desde há alguns já, as coisas estão mais facilitadas / menos dispendiosas, pois com tanta criançada na família e com o apertar da vida, em tempo oportuno se decidiu deixar de dar prendas ás imensas "crianças" casadas a não ser os descendentes directos. A brincar a brincar, a reunião familiar dá dezenas!
Nesta altura Natalícia, é tradicional os titulares de órgãos de soberania trocarem "saudações" entre si, com efusivas demonstrações de "carinho" e sincera amizade.
E não é que me lembrei que era tradição altos dirigentes terem idêntica gentileza para com a sua hierarquia, por exemplo para com ministros? Tenho estado aqui a matutar que este ano o inquilino daquele gabinete no sétimo piso é capaz de receber menos cartões de boas festas. Creio que ele retribuirá na mesma moeda. Questões de PERFIL!
Não interessa, é época Natalícia e há que atirar para trás das costas as eventuais azias, zangas, irritações.
Deixando as piadas, ou provocações, a todos os "Desarmados" e leitores os meus votos amigos de uma época Natalícia a melhor possível e, particularmente, com saúde.
Boas Festas, santo e feliz Natal, felicidades para o futuro.
António Cabral
Contra Almirante, reformado
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E S T A D O S
Nas Nações Unidas estão "inscritos" hoje 193 Estados membros.
O MEU PRIMEIRO LIVRO DE FOTOGRAFIA
Aqui me comecei a lançar, para o que hoje sou, um bocado maluquinho da fotografia que, adoro, e que, cumulativamente, me leva a fazer outra coisa que gosto, grandes caminhadas, nas cidades, nas vilas, nas aldeias, verdadeiramente por montes e vales. Sou hoje um fraco fotógrafo amador. Vou conseguindo corrigir alguns aspectos.
Um livro de 1962.
Uma das coisas que nos dias de hoje me delicia é que este livro parece uma coisa premonitória, em 1962/1963…….na página 151 tem uma fotografia da Sagres. Mal imaginava nessa altura vir a estar lá dentro uns anos depois.
Contra-Almirante, reformado
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TEMPOS IDOS. FAZER AGUARDENTE
Uma preciosa fotografia de um amigo.
António Cabral
Contra-Almirante, reformado
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O U T O N O
O tempo que agora faz não está aquele tempo de frio e Sol bonito.
Mas é sempre bonito.
Tenham um bom Domingo. Saúde.
António Cabral
Contra-Almirante, reformado
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E V I D E N T E M E N T E
…."em democracia, as Forças Armadas não devem ser um instrumento a ser manipulado a favor de interesses ilegítimos pelo poder"……..
…."isto não é compaginável com uma menorização dos militares….
…."pois acentuava-se a sua vertente de ligação ao poder que o nomeia, em detrimento da sua ligação com os militares seus subordinados a quem compete representar e defender"…..
…." os meios atribuídos às Forças Armadas têm vindo a diminuir de uma forma assustadora"……(FEV 2000, IDN)
Evidente, mas não para todos, como se vai verificando cada vez mais.
António Cabral
Contra-Almirante, reformado
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A PROPÓSITO DE CERTOS PERITOS
Neste meu tão mal tratado país, uma das coisas que persisto em não conseguir encontrar é explicação decente para o que vejo nas TV relativamente a comentadores e peritos e certos políticos.
Quanto aos políticos continuo a não encontrar explicação para o facto de, por exemplo, uma criatura que tem perdido sempre nas urnas, que não tem qualquer expressão nacional, aparecer constantemente nas TV e escrever em jornais. Já pensei que é capaz de ser financeiramente rico e pagar para aparecer.
Mas isto vem mais a propósito da telenovela "Miríade".
É que fiquei há pouco a saber, depois de com recurso à tecnologia ter ido ver uma pérola que começou na SIC Notícias cerca das 1920 horas de hoje, que se tivessem sempre destacado para África destacamentos policiais acompanhando as forças de Comandos, nunca nada disto se passaria. Nada de contrabando de diamantes, ouro, prata etc.
NOTÁVEL! Como é possível não se terem lembrado disto antes?
António Cabral
Contra-Almirante, reformado
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EM TEMPO
As delícias da tecnologia permitem interromper o meu livro, ir à sala, há pouquíssimos minutos, pois o desafio era irrecusável - anda cá ver este - e lá fui ver, na TVI 24.
Inacreditável, e mais não digo. Vale a pena ir ver, apesar de tudo.
S E S S Ã O S O L E N E
(mais uma….) (alocução PR Jorge Sampaio, IDN, 29NOV1996)
……Enquanto Presidente da República e Comandante Supremo das Forças Armadas é para mim uma honra dirigir-me a uma tão ilustre audiência de especialistas em questões tão importantes para o País, como é o caso da Segurança e da Defesa Nacional…..
………….coexistem focos de instabilidade e conflitos declarados ou potenciais em várias regiões do mundo……...os riscos para a segurança e para a estabilidade podem resultar de decisões políticas identificadas ou fenómenos diversificados e complexos, como sejam os fluxos migratórios desordenados, as crises económicas induzidas, o terrorismo e o narcotráfico………….
……...existe hoje, consequentemente, um crescente entrosamento entre política externa, segurança e defesa, que determina uma permanente interacção na formulação de objectivos e na identificação de modalidades de acção……...…a defesa, sendo uma questão nacional, é não apenas militar mas também cultural, económica e política na mais ampla acepção da palavra…………
…….a defesa é acima de tudo uma manifestação de vontade nacional. O espírito de defesa e a cultura de defesa estão intimamente ligadas e todo o cidadão deve estar consciente do facto de que a defesa nacional se fundamenta na coerência da reflexão e dos processos mas também comporta alguns sacrifícios……….
………há que cuidar, igualmente, do potencial estratégico nacional, nos vários domínios da acção do Estado pertinentes à Defesa Nacional…...
……..
Ao longo dos anos tenho feito um esforço tremendo para me aperceber quer das interações quer da tal coerência da reflexão e dos processos; ah, e recordo bem quem eram o PM e o MDN em 1996, como sei bem os que se lhe seguiram. Por isso estamos na coerência conhecida.
António Cabral
Contra-Almirante, reformado
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HEROICIDADES de TRAZER por CASA
A DGS, Graça Freitas, substituiu-se ao vice-almirante e não dá conta do recado. O oficial agora é vedeta (humana e não navio ligeiro). Aguarda funções de Estado ao nível top. Assim seja. Mas é bom lembrar que há nas forças armadas muitos oficiais tão capazes como Gouveia e Melo e menos dados ao mediatismo. O facto é que na ausência de uma voz de comando marca-se passo. (JORNAL I)
" P E R S P E C T I V E S "
…."My last word to you, (faculty and students of the Naval War College) then, in these preliminary remarks, is to master, and keep track of, the great current events in history contemporary with yourself. Appreciate their meaning….the sphere of the navy is international solely. It is this which allies is so closely to that of the statesman. Aim to be yourselves statesmen as well seamen. The biography and history of our profession will give you glorious names who have been both. I trust the future may show many such among the sons of this college". (Alfred Thayer Mahan, 1898)
Li isto e outros textos em 1998. Particularmente ao reler esta tarde esta parte, dou comigo a pensar de novo em certas tiradas grandiloquentes do nosso momento contemporâneo e que por aí vejo ecoadas na comunicação social com tanto fervor e servilismo, sem um momento de pausa para meditarem no significado real por trás de certas campanhas e de certas "boutades". Enfim, é como estamos.
António Cabral
Contra-Almirante, reformado
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PAZ, GUERRA, PAZ
Não é pelo facto de estarmos formalmente em paz que podemos abandonar conceitos de defesa e de segurança.
Tal como não é por os carros serem hoje mais seguros que devemos esquecer as boas regras da condução.
Tal como não é por haver vacinas para praticamente tudo que devemos ser descuidados com a nossa saúde e segurança física.
Ah, a propósito de vacinas para quase tudo, infelizmente não há para tudo.
Não existem, por exemplo, para afastar os energúmenos que nos infernizam a vida e nos entram em casa através das TV e Internet. Infelizmente, não há vacinas de decência e dignidade para inocular a gentalha habituada a servir-se em vez de servir a sociedade.
António Cabral
Conta-Almirante, reformado
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"ESCRITO nas ESTRELAS"
Escrito nas estrelas é uma conhecida expressão. Muitos dos meus concidadãos, 99,9999 % como eu costumo referir e não me devo enganar muito, não ligam nenhuma à maioria das coisas em sociedade. Bebé vem de Paris, e as coisas caem do Céu. Mas então quanto a questões como desenvolvimento e criação de riqueza para poder ser distribuída depois, ou assuntos militares é mesmo ZERO.
Vem isto a propósito de assuntos militares e, concretamente, da vergonhosa "reforma" da estrutura superior das Forças Armadas. Estou bem ciente que, escreva eu o que escrever, com elevação ou à bruta, escrevam os profundos conhecedores destes assuntos o que escreverem ou defenderem nas TV e nos OCS impressos, a todos nós chega o mesmo resultado, ZERO, concretizado em alteração nenhuma e uma completa mansidão da sociedade em geral, tirando uns eruditos.
Naturalmente como refiro, nada se altera, nada é ponderado de novo. Mas há coisas impossíveis de esconder. E de esquecer. Por exemplo, a fúria de alguém que, anos atrás, se via que o que lhe apetecia fazer era apertar o pescoço à criatura que tinha na frente.
Mas, mais importante, aquela célebre frase - o caminho faz-se caminhando. E foi sendo percorrido. Estava há muito escrito nas estrelas, e não só. Mas poucos ligaram a isso ao longo dos anos. Resultados à vista. Se recuarmos a finais de 2001 e primeiros meses de 2002, e como raramente andei /ando distraído, sei que antes da queda do governo de então, estava pensada/ preparada uma proposta de lei para rever as competências do CEMGFA, proposta que incluía entre outros detalhes, subordinar directamente ao CEMGFA os Comandantes, Naval, Operacional das Forças Terrestres e Operacional da Força Aérea. Essa proposta, definida em Conselho de Ministros de 7 de Fevereiro de 2002 não vingou, porque o Primeiro-Ministro se demitiu e houve lugar à marcação de eleições legislativas.
O bichinho vem de muito longe!
António Cabral
Contra-Almirante, reformado
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