terça-feira, 28 de março de 2023

O Mondego comenta melhor
por José Mendonça da Cruz, em 28.03.23

... e, por fim, o Mondego saíu em missão, dizem que já reparado das avarias que não faziam mal. Saíu atrasado, porque o fumo negro que expelia prometia o pior. Saíu para uma curta viagem para as Ilhas Selvagens, destino bem mais inconsequente do que a vigilância de um vaso de guerra inimigo. E avariou. Redundantemente avariou. E, à falta de remos, foi rebocado de volta.

De maneira que os senhores comentadores podem agora largar a espuma: não tratem de revoltas de sargentos, nem deem corda aos braços do PC; não recordem os marinheiros da 1.ª república; não brandam legislação militar; não se ponham com choradinhoas de condenações na praça pública, mas também não promovam almirantes heroicos a apóstilos de disciplina e gestas navais em navios sem manutenção e risíveis.

Mas tratem dos temas principais, ou seja, que forças armadas são estas, cujos aviões não descolam, cujos navios e submarinos não funcionam e são rebocados quando tentam, cuja cavalaria dispõe a cada momento talvez de 1/2 tanque em cada 3? Que defesa nacional é esta? Que organização e orçamentação são estas? Que farsa, que vergonha, que irresponsabilidade, que desgoverno, que mentira?

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Isto é tudo muito triste, muito triste.

António Cabral (AC)
AVARIAS 
(do JN)
O navio Mondego voltou a falhar uma missão, pouco mais de duas semanas depois da polémica rebelião dos marinheiros, tendo de abortar a ida para as ilhas Selvagens devido a uma avaria.
A embarcação foi rebocada para o Porto do Caniçal, onde está atracada, esta terça-feira, de acordo com o "Diário" madeirense.
O navio teve de receber ajuda esta segunda-feira à noite, ao largo do Funchal, e chegou já de madrugada ao Porto do Caniçal.


Avarias sempre houve, há, e sempre haverá.
Mas isto é muito triste.

António Cabral
Calm, ref
(marrevoltado.blogspot.pt)

segunda-feira, 27 de março de 2023

DEVER de TUTELA

Regulamento de Disciplina Militar

TÍTULO I - Princípios fundamentais

CAPÍTULO II - Deveres militares

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Artigo 15.º - Dever de tutela

O dever de tutela consiste em zelar pelos interesses dos subordinados e dar conhecimento, através da via hierárquica, dos problemas de que o militar tenha conhecimento e àqueles digam respeito.

António Cabral 
Calm, ref.
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domingo, 26 de março de 2023

FOTOGRAFIA
Doido por fotografia que de há décadas sempre tem sido complemento inseparável de lazer/ férias/ viagens/ caminhadas, mais ou menos um manhoso fotógrafo, portanto, entre a enormidade de fotografias tiradas com máquinas analógicas ou com digitais, tenho muitas que são uma verdadeira borrada do ponto de vista das regras e técnicas da fotografia. Mas também tenho muitas que são bastante aceitáveis.
Depois das limitações infelizmente surgidas a 25 de Setembro passado, as contínuas viagens /ausências da residência fiscal por esse Portugal Continental só dentro de alguns dias serão gradual e felizmente reiniciadas, pelo que nestes meses passados as caminhadas solitárias aumentaram imenso na companhia da minha fiel amiga.
As limitações referidas impuseram-me ainda mais centrar-me nas caminhadas na vila que,
quando por aqui estou, é a minha preferida, pois tem bastante menos gente, está bem tratada em quase todos os seus recantos, aberta ao Tejo, avista Lisboa e o Cristo-Rei e as pontes. 
Por lá se caminha sossegado, por lá se pode almoçar ou jantar decentemente, por lá nos podemos sentar em bancos e fruir o ar mais ou menos puro e o Sol.
Quando sei que estimados camaradas de armas de vez em quando por lá se passeiam também, mais seguro fico das afirmações supra quanto à vila, a de Alcochete.
Tenham um bom Domingo.
António Cabral
Calm, ref. 
(marrevoltado.blogspot.pt)

sexta-feira, 24 de março de 2023

PARA LÁ da BORRASCA RECENTE . . . . 

Para lá da recente borrasca na Marinha, e porque nos últimos tempos tem havido muitas declarações de várias criaturas, muita pompa acerca do futuro Conceito Estratégico de Defesa Nacional, há tempos que ando a ler muita coisa: livros, entrevistas antigas algumas mesmo muito antigas, legislação militar, etc. 

Ontem reli o artigo supra, do Expresso de 17 de Junho de 2022,
e este em baixo, de 28 de Outubro também de 2022.
Neste, escrevi na altura - certos jornalistas fazem lembrar metralhadoras, escrevem sobre um dado tema mas aproveitam para matar mais coelhos - e é delicioso reler agora, quando se tem passado o que se sabe, e para novo CEMGFA (Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas) afinal Costa e Marcelo quiseram o general chefe do Exército. Um dos que não fala para as FA e ao mesmo tempo para o país.

Pois neste artigo de Outubro do ano passado, o jornalista citava entre muitas outras coisas sobre o actual chefe da Marinha - que o próprio terá já terá feito chegar a António Costa o recado de que gostaria de continuar a desenvolver o seu trabalho para "revolucionar" a Marinha
 Uma das delícias deste artigo de Outubro é a citação de um general sobre Gouveia e Melo.

Mas a propósito de Marinha e o empenho em revolucioná-la, no bom sentido, naturalmente, os problemas na Marinha não começaram com o actual chefe (como aliás nos outros dois Ramos das FA, nem com o chefe da Força Aérea nem com o general do Exército que agora é CEMGFA), e o que se passou há dias na Madeira é certamente um indício dos muitos problemas. Um mau indício. Na sequência da bronca na Madeira, com o patrulha Mondego, a Marinha reconheceu formalmente que anda há bastante tempo em - modo degradado! Mas, é bom reafirmar, um intolerável acto de indisciplina.

Ora pode falar-se para a Marinha em público considerando que se fala para o país também, como se viu há dias, ou pode falar-se só para a Marinha dentro de portas, nomeadamente de viva voz para todas as chefias superiores e intermédias.

Neste caso, mesmo sendo dentro de portas, convirá que se seja cuidadoso e e rigoroso, e se tenha a noção exacta de que em política é que fazem promessas que sabem não cumprirão em grande parte.

Eu, que muito pouco ou quase nada sei destas coisas, tenho como meu melhor amigo militar um almirante reformado e calejado, que ao longo da vida me tem contado muita coisa da sua longa carreira, da sua experiência nacional e internacional. Tenho sempre presente o que com ele aprendi sobre a Marinha, as Forças Armadas, a Defesa Nacional e sobre a NATO e as Marinhas de países amigos e aliados.

E baseando-me no meu amigo:
> nenhum chefe militar, por si só, conseguirá alguma vez inverter a situação grave relativa a pessoal,

> nenhum chefe militar, por si só, conseguirá melhorar o recrutamento, ou a seleção de pessoal, menos ainda resolver a questão da retenção de pessoal nas fileiras, se o governo nada alterar na situação presente que conduz, por exemplo na Marinha, a uma perda de pessoal na média de 1,3 homem por dia,

> nenhum chefe militar pode, por si só, alterar gratificações, suplementos, vencimentos, uma competência exclusiva do governo, pelo que quem eventualmente prometa que tudo isso vai ser em breve alterado só pode estar a gozar com quem trabalha, como diz Ricardo Araújo Pereira, 

> eventuais desejos de alterações de carreiras dependem naturalmente de alterações de estatutos, coisa que tem de ir aos poderes executivo e legislativo,

> o governo prometeu agora, repito, prometeu agora, entregar uma tranche anual (durante 3 anos) de 13 milhões de euros para manutenção de navios, verba que, parecendo muito, se afigura relativamente escassa para a dimensão dos problemas que publicamente se conhecem, quanto mais para os que se desconhecem e devem ser muitos e graves, 

> em 2004 havia quem sonhasse que os estaleiros de Viana do Castelo iriam dar cumprimento a um plano de construção de dez patrulhas oceânicos mas, como se sabe, esse plano nunca foi cumprido, está longe de ser cumprido, e sendo agora os estaleiros privados os negócios tratam-se de forma diferente,

> sobre os estaleiros em Viana do Castelo, não será despiciendo dizer que os sonhos de que lá se construa a oitava maravilha da construção naval, inexistente em qualquer outra parte do mundo, relevam de delírio genuíno,

pelo que . . . . . vou aguardar novos desenvolvimentos, esperando que se apaguem objectivos outros que não os das FA e particularmente os da Marinha nacional.

António Cabral 
Calm, ref
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Ps: tenham um bom fim de semana. Saúde.

quarta-feira, 22 de março de 2023

ANTIGAMENTE

Antigamente era tudo muito diferente.

No caso das viaturas não havia cintos de segurança, não havia cadeirinhas para os miúdos. Por exemplo os meus sogros, tiveram quatro filhos, 3 raparigas e 1 rapaz, com muito pouca diferença de idade. A mais nova, teria 3 anos, quando viajou no buraco do carocha atrás do assento enquanto os 3 irmãos viajavam no banco à sua frente.

Antigamente era tudo muito diferente.

Em 1972 a efervescência na sociedade portuguesa era grande, o regime estava a apodrecer. Liberdade era um bem escasso. Por exemplo na Marinha, na câmara de oficiais dos navios, havia conversas abertas sobre a situação. Era comum vários elementos de uma guarnição de fragata chegada de África embarcarem logo noutra fragata que partia para África, sem irem para casa.

Hoje nada disto ocorre, antigamente era tudo muito diferente.

António Cabral (AC)

sábado, 18 de março de 2023

Memórias


A história conta-se em poucas linhas.

Ainda no activo, já fazia traduções literárias nas horas livres. Numa dada ocasião um editor pediu-me que traduzisse “Tres tristes tigres”, de Guillermo Cabrera Infante, empresa que nada tinha de fácil para um tradutor empenhado mas pouco experiente.

Como no livro abundassem jogos de palavras praticamente intraduzíveis, aproveitei uma ida a Inglaterra do navio em que me encontrava e, mediante prévia combinação, desloquei-me de comboio a Londres para me encontrar com o autor e propor-lhe algumas adaptações, com as quais ele felizmente concordou, levando a simpatia ao ponto de me convidar para pernoitar em sua casa.

A minha memória não é de todo confiável, mas nunca esquecerei a entrada em casa de Cabrera Infante. Recortando-se contra o fundo de uma enorme bandeira de Cuba na parede fronteira à porta, o autor esperava-me, na companhia da mulher.

E o que mais retive foi a saudação com que me recebeu: “Cómo va la Marina Portuguesa?” Não recordo exactamente o que lhe respondi, algo relacionado com a situação geral do país, mas isso interessa pouco ao caso.

O que importa é a reflexão que hoje se me impõe: como lhe teria respondido hoje, sem um indisfarçável sentimento de incomodidade? 

. . . P O I S . . . . . . . .

O Portugal contemporâneo e as posturas de certas "peças" recorda-me isto!

"Mais vale um homem nunca que outro em comparação jamais, não só porque todavia ainda ora essa é boa, mas porque enfim até mesmo"

AC

sexta-feira, 17 de março de 2023

CADETES DA ESCOLA NAVAL

 Na cerimónia realizada no Clube Militar Naval, em 15 de Março, e com a presença do Presidente da República, verifiquei que a delegação dos Cadetes da Escola Naval não estavam uniformizados, estavam em trajes civis.

Não percebo como uma delegação de Cadetes está à paisana.

IN . . .  DOWN  . . .  OUT  . . .
Foi assim.
Após a II GG não tardou a surgir a NATO, e ficou célebre uma frase daí decorrente, em termos realistas, e que rezava mais ou menos assim:
- To allow Americans IN, Germans DOWN, Russians OUT.

Agora não tem aplicação, está modificada.

Para melhor?
Para pior?
Para onde caminhamos?

António Cabral
Calm, ref
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terça-feira, 14 de março de 2023

CLUBE MILITAR NAVAL
Hoje, 14 de Março de 2023, apesar de infelizes transtornos familiares, foi-me possível assistir à sessão de abertura do Ciclo de Eventos alusivos aos 50 anos do 25 de Abril de 1974.

Foram assinalados os, 55º aniversário da Assembleia Geral do Clube Militar Naval de 22 Fevereiro de 1968 e o 50º Aniversário da eleição, em 15 de Março de 1973, da Direção presidida pelo então Comandante Pinheiro de Azevedo.

Apreciei o enquadramento histórico feito pelo sr Cte Correia Jesuíno e o recordar do processo relativo à Assembleia Geral de 22 de Fevereiro de 1968 de que se encarregou o sr Cte Costa Correia.

O cidadão, o militar, o consócio do CMN, o Calm reformado, estão muito gratos pelas palavras proferidas pelo sr Calm Martins Guerreiro a propósito da eleição da lista do Cmg Pinheiro de Azevedo em 15 de Março de 1973.

Por último ouvi a intervenção do sr Presidente da República.

Quem tem a gentileza de ler as minhas opiniões sabe que critico muitas vezes o prof Marcelo Rebelo de Sousa, mas creio que a maioria das vezes tenho boas razões para críticas duras. Mas também já o elogiei.

Agora é mais uma dessas vezes, pois considero que o Presidente da República teve uma intervenção de grande nível.

São estas as minhas opiniões. 
Saí do CMN muito satisfeito.

António Cabral
Calm, ref
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MARINHA, a REVOLTA na MADEIRA
. . . . . . 
Aquele ramo das Forças Armadas acrescenta ainda que "as guarnições dos navios são treinadas para operar em modo degradado, estando preparadas para lidar com os riscos inerentes, o que faz parte da condição militar".
. . . . . .
Estive a RELER as notícias veiculadas em diferentes orgãos de comunicação social sobre este inusitado acontecimento.

O trecho que republico em cima é claro, diz que os militares da Marinha são treinados para lidar com riscos e operar em modo degradado. Repito, em MODO DEGRADADO.

Ora a fazer fé,
>  no que se lê nas notícias desde há anos, 
> nas declarações das várias associações de militares, 
> nas declarações de anteriores chefes da Marinha, como por exemplo designadamente sobre pessoal aquele (que nada incomodou os políticos) que foi Chefe máximo dos militares e agora substituído por um general do Exército,
> nas declarações de muitos políticos,

a conclusão que obviamente se tira é que a Marinha vive há anos em MODO DEGRADADO.
Portanto, a outra óbvia conclusão a tirar é que, contrariamente ao referido no comunicado, na MARINHA NÃO TREINAM!

Paralelamente, interessante verificar, segundo se lê, que a missão a que 4 sargentos e 9 praças se recusaram era para seguir/ acompanhar/ vigiar a passagem de um perigosíssimo navio Russo . . . . . . um quebra-gelos!

Aguardemos pelos próximos desenvolvimentos, sobre a Marinha, sobre obsolescência, incompetência, disciplina militar, ausência de manutenção, cortes na Lei de Programação Militar, quadros de pessoal por preencher, escassez de meios humanos financeiros e materiais, degradação de vencimentos, insatisfação geral.

E aquela frase - siga a Marinha? Para onde?

António Cabral (AC)

segunda-feira, 13 de março de 2023

REGIÃO 

13 militares da Marinha recusaram realizar serviço no mar da Madeira no passado sábado

13 MILITARES DA MARINHA RECUSARAM REALIZAR SERVIÇO NO MAR DA MADEIRA NO PASSADO SÁBADO

Paulo Graça
Artigo | 13/03/2023 19:49
A missão atribuída ao NRP Mondego, que está no período de missão na Zona Marítima da Madeira, era de curta duração ao longo da costa, mas os quatro sargentos e 9 praças decidiram recusar navegar devido a uma avaria num motor. Marinha já confirmou a ocorrência.

13 elementos da guarnição do navio patrulha Mondego, da Marinha Portuguesa, que está na ZMM em missão, recusaram largar do cais do Funchal em missão, alegando avarias graves do navio, revelou o CM, situação já confirmada por fontes militares.


Também a Marinha confirmou, em comunicado, que 13 militares do navio que se encontra atribuído à Zona Marítima da Madeira "recusaram ocupar os respetivos postos na preparação da largada para execução de uma missão, na noite do dia 11 de março. Nesse dia o navio encontrava-se com uma avaria num dos motores". Os navios de guerra, sendo um conjunto de sistemas muito "complexos e muito redundantes, podem operar em modo bastante degradado sem impacto na segurança. Essa avaliação, mais uma vez, pertence à linha de comando e à Superintendência do Material, enquanto entidade técnica responsável. Ambas as entidades não consideraram estar o navio inseguro para navegar", revelou a Marinha.

O Jornal contactou o capitão-de-mar-e-guerra e Comandante da ZMM e Autoridade Marítima Nacional, Rui Teixeira, que nos remeteu gentilmente para a Armada, que lidera o processo de averiguações.

Os militares estão retidos no navio e a ser inquiridos, arriscando responder por insubordinação.

Deste modo, "os militares em causa, não cumpriram com os seus deveres militares, usurparam funções, competências e responsabilidades não inerentes aos postos e cargos respetivos.Estes factos estão ainda a ser apurados em detalhe, e a disciplina e consequências resultantes serão aplicadas em função disso", finaliza, a Marinha.
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O patrulha Mondego está em serviço na Madeira

António Cabral
Calm, ref
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Condecorações


Da Página Oficial da Presidência da República se transcreve:

"Cerimónia de Imposição de condecorações a militares de Abril de 1974

08 de março de 2023

O Presidente da República condecorou, em cerimónia no antigo Picadeiro Real do Palácio de Belém, com a Ordem da Liberdade, Grau de Grande-Oficial, os seguintes militares com participação direta no 25 de abril de 1974:

Tenente-General José Leal, a título póstumo. Recebeu as insígnias Maria Manuela Baía Pratas de Faria Leal, viúva do homenageado;

Tenente-General Luís dos Santos;

Tenente-General Mário Cabrita;

Tenente-General Valdemar da Fonte, a título póstumo. Recebeu as insígnias Maria Leonor Fonte, viúva do homenageado;

Major-General José Manuel Castro;

Major-General Luís Sequeira;

Major-General Rui Teixeira, a título póstumo. Recebeu as insígnias Carmen Queirós Teixeira, viúva do homenageado;

Coronel Agostinho Mourato Grilo;

Coronel António José Borges;

Coronel António Oliveira;

Coronel Carlos Neves, a título póstumo. Recebeu as insígnias Maria Fernanda do Patrocínio e Silva Rocha Neves, viúva do homenageado;

Coronel Eduardo Almeida, a título póstumo. Recebeu as insígnias Ricardo Almeida, filho do homenageado;

Coronel Fernando Gomes, a título póstumo. Recebeu as insígnias Rui Gomes, neto do homenageado;

Coronel José Ferreira;

Capitão-de-Mar-e-Guerra José Morais;

Coronel José Santos;

Coronel José Novo;

Coronel José Pereira;

Coronel Lourenço Marques;

Capitão-de-Mar-e-Guerra Luís Andrade;

Coronel Luís Ferreira;

Capitão-de-Mar-e-Guerra Luís Carneiro;

Coronel Manuel Carvalho, a título póstumo. Recebeu as insígnias Susana Isabel Monteiro de Carvalho, filha do homenageado;

Coronel Manuel Rodrigues, a título póstumo. Recebeu as insígnias Maria Esperança Baptista Martins Rodrigues, filha do homenageado;

Coronel Manuel Dias;

Capitão-de-Mar-e-Guerra Mário Sousa, a título póstumo. Recebeu as insígnias Rita Guiomar Bentes de Sousa, filha do homenageado;

Coronel Mário Baptista. Recebeu as insígnias Ana Mafalda Adão Águia Baptista, filha do homenageado;

Coronel Nuno Anselmo;

Coronel Ramiro Martins;

Coronel Rui Fernando Coutinho;

Coronel Rui Guimarães;

Coronel Vasco Capaz;

Coronel Vicente Brandão;

Capitão-de-Fragata António Varela, a título póstumo. Recebeu as insígnias Hugo Osório Lobo Varela, filho do homenageado;

Tenente-Coronel Jorge Almeida, a título póstumo. Recebeu as insígnias Paulo Jorge Cabral Duarte de Almeida, filho do homenageado;

Tenente-Coronel Orlindo Pereira;

Major Henrique Pedro;

Major Humberto Xavier. Recebeu as insígnias, em nome do homenageado, o Coronel Vasco Lourenço;

Major José Nave, a título póstumo. Recebeu as insígnias Marta Raquel Correia Nave, filha do homenageado;

Major Leonel Rosário, a título póstumo. Recebeu as insígnias Maria Cândida Fragoso Zarco Martinho do Rosário, viúva do homenageado;

Major Rui Oliveira;

Major Vítor Leite."

"O Navio... desarmado" felicita todos os militares agraciados, nomeadamente os "marinheiros". 

sábado, 11 de março de 2023

POR  AÍ

Num limitado momento de liberdade familiar estive por aqui.

António Cabral
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quinta-feira, 9 de março de 2023

O TRABALHO das MARINHAS de GUERRA

É no MAR

I say again - É no MAR.

Como esta verdade inultrapassável - uma floresta abate-se num instante, mas criar outra leva anos - há outra : 

You have (or not) a Navy. You raise an Army.  

António Cabral

terça-feira, 7 de março de 2023

As  JUSTIFICAÇÕES  de  MARCELO

O Presidente da República empossou no passado dia 1 de Março o  anterior chefe do Exército como novo Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas. Cargo que alguns políticos chamam - o verdadeiro patrão dos militares - pois a tutela é mais para grandes e vazias proclamações.
E Marcelo discursou, MUITO. 
Foi muito prolixo, muito enfático, e justificou-se muito, um estendal enorme.

A minha opinião, porventura injusta terei de aceitar, é que quer Marcelo Rebelo de Sousa, quer António Costa, quer a titular da pasta da defesa nacional (a tal mais bem preparada de sempre para o cargo), pensam muito nas Forças Armadas mas não passam disso, não passam dos discursos pomposos, das tiradas grandiloquentes, ocas.

E tão enfaticamente se justificam sobretudo em cerimónias que até a minha idosa vizinha da aldeia na Beira-Baixa percebe que por baixo das justificações nada bate certo.

Um elogio brutal ao cessante Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA).
Uma justificação repetidíssima de que faz sentido ser o empossado o novo "chefão" militar. Repetidíssimaaaaaa. 
Soa a esquisito! Soa a má consciência.
E que dizer das referências às ricas experiências na área da defesa nacional por parte de umas quantas luminárias?
O que resultou dessas experiências? Que acções de modernização?

Fica para a história que alcançaram quase todos os objectivos, e digo eu, o CEMGFA cessante, António Costa desde 2018, e o CSFA.
Mas tenhamos esperança, há coisas não antevistas antes.

Salta-me logo à memória o Aleixo:
Sem que discurso eu pedisse,
ele falou e eu escutei.
Gostei do que ele não disse;
do que disse não gostei.

António Cabral  (AC)
Calm, ref
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segunda-feira, 6 de março de 2023

RECORDANDO
. . . . 
 . . . . . 

António Cabral
Calm, ref
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sábado, 4 de março de 2023

CHOCOLATE

A custo, decidi-me, estive três dias sem comer chocolate: 29, 30 e 31 de Fevereiro deste ano!

António Cabral
Calm, ref
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quarta-feira, 1 de março de 2023

Vice-Almirante (Ref.) Rui do Carmo Fernandes

Por informação da sua Família, faleceu em Lisboa na passada segunda-feira o Vice-Almirante Rui do Carmo Fernandes. Tinha 98 anos de idade e ingressara na Escola Naval em Setembro de 1943 como cadete de Marinha do Curso “D. João de Castro”. Foi promovido a guarda-marinha em Março de 1946 e, depois de várias comissões de embarque como oficial subalterno, foi Sub-chefe do Estado-Maior do Comando Naval de Angola, professor de Electrotecnia da Escola Naval e comandante da fragata “Comandante Sacadura Cabral”. Entre 1976 e 1979 foi comandante da Escola Naval. Em Dezembro de 1978 foi promovido a Vice-Almirante e em Março de 1992 passou à situação de reformado.

O “Navio… desarmado” apresenta condolências à sua Família, bem como a todos os seus antigos alunos na Escola Naval, que certamente recordam a sua competência profissional, o seu carácter e a sua bondade.

Segundo informação da Família, o velório do Vice-Almirante Carmo Fernandes decorrerá na Igreja de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, sita na Avenida Marquês de Tomar, no dia 2 de Março a partir das 10.30 horas, realizando-se uma missa de corpo presente pelas 13.30 horas, após o que o funeral sairá para o cemitério dos Olivais, onde o corpo será cremado pelas 15.00 horas. A missa de 7º dia realiza-se no dia 8 de Março às 19.00 horas na igreja do Campo Grande.

Almirante (Ref.) João José de Freitas Ribeiro Pacheco

 

O Almirante João José de Freitas Ribeiro Pacheco faleceu ontem com 88 anos de idade, vítima de doença prolongada, tendo a Marinha emitido um comunicado de imprensa em que destaca a sua “carreira brilhante no mar e em terra” e apresenta condolências à sua Família. O Almirante Ribeiro Pacheco fez os seus estudos secundários no Colégio Militar e foi incorporado na Armada em Setembro de 1952 como cadete do Curso “Gonçalves Zarco” tendo sido promovido a guarda-marinha em Outubro de 1955. A sua carreira naval foi muito diversificada. Comandou a lancha de socorro “Canopus”, integrada nas Forças Navais do Estado da Índia, especializou-se em Comunicações e comandou o Destacamento Nº 7 de Fuzileiros Especiais no teatro de operações da Guiné, desempenhou as funções de Capitão dos Portos de Cabo Verde, comandou o Corpo de Fuzileiros e comandou a fragata “Almirante Magalhães Correa”. Depois, entre outros cargos e comissões, foi professor do Instituto Superior Naval de Guerra, Comandante Naval dos Açores, Director-Geral do Instituto Hidrográfico, Superintendente dos Serviços do Pessoal da Armada e Director do Instituto de Defesa Nacional. Entre 28 de março de 1994 e 1 de abril de 1997 o Almirante Ribeiro Pacheco desempenhou as funções de Chefe do Estado-Maior da Armada e Autoridade Marítima Nacional. Entre as suas condecorações destacam-se o Distintivo da Ordem Militar da Torre e Espada e a Medalha de Cruz de Guerra de 1ª Classe por comportamento em combate.

O “Navio… desarmado” apresenta condolências à sua Família, bem como a todos os seus amigos, aos admiradores do seu percurso naval e aos seus camaradas do Curso “Gonçalves Zarco”.

Nota

CERIMÓNIAS FÚNEBRES: De acordo com informações recebidas da Associação de Fuzileiros, o corpo do saudoso Almirante Ribeiro Pacheco estará hoje (quarta-feira), a partir das 15:30 horas na Capela de S. Roque  (Instalações Navais da Marinha). O funeral sairá amanhã (quinta-feira), depois  das 12:00 horas para o crematório do Alto de S. João.